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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Hortência nega arrependimento por Colinas e pede tempo a Vecchi

Nomeada pelo presidente Carlos Nunes para gerir o departamento feminino da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) em 2009, Hortência trocou Paulo Bassul pelo espanhol Carlos Colinas no comando da seleção feminina. Apesar do fracasso do estrangeiro no Mundial da República Tcheca-2010, a ex-jogadora diz não se arrepender e pede tempo para Ênio Vecchi, que se prepara para estrear.

"Acho que o Colinas deixou um legado muito bacana, principalmente para os nossos técnicos. A gente gosta muito dele, ele é excelente, tanto que agora é o técnico da sub-19 da Espanha. Foi uma pena ele não poder vir morar aqui no Brasil, eu senti bastante isso", afirmou Hortência.

Após a dispensa de Paulo Bassul, Iziane, desafeto do treinador, voltou ao time nacional. Ainda assim, a equipe terminou o Mundial na nona colocação, pior performance desde 1990. A contratação de Colinas, um espanhol com experiência apenas em seleções de base, ainda gerou desconforto entre alguns técnicos brasileiros.

"Eu nunca me arrependo do que faço. A gente tem que se arrepender das coisas que deixamos de fazer. Existiam outros técnicos mais consagrados, mas eles não queriam vir ao Brasil. O que a gente podia fazer?", questiona a ex-jogadora da seleção brasileira.

Após a saída do espanhol, a CBB tentou a contratação de Luiz Augusto Zanon, mas ele preferiu permanecer no comando de Americana e recusou a oferta. Assim, a entidade resolveu acertar com Ênio Vecchi, que nunca havia treinado uma equipe feminina. No NBB, ele comandou o Vitória, antepenúltimo lugar.

Antes de cobrar o novo comandante, Hortência pede paciência. "Temos que dar um tempo ao Vecchi. Ele ainda está se adaptando ao basquete feminino. Estamos colocando um suporte muito grande em volta dele para que ele se adapte o mais rápido possível", explicou a ex-jogadora.

A seleção convocada por Vecchi se apresentou em São Caetano na última quarta-feira para iniciar a preparação para uma série de amistosos na China contra Austrália e Nova Zelândia, além do país asiático. O principal compromisso na temporada é o Pré-Olímpico da Colômbia, com início previsto para o dia 24 de setembro.

"Para os amistosos na China, decidimos levar só as jogadoras que atuam no Brasil e mais a Fran. É um trabalho que estamos começando já visando à classificação para os Jogos de Londres-2012. O Pré-Olímpico é o principal torneio de 2011, mas se não conseguirmos agora, ainda teremos outra chance", encerrou Hortência.

Fonte: Gazeta Esportiva

domingo, 20 de março de 2011

Colinas está de volta e enfrenta Brasil na primeira fase do Mundial Sub-19

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Manhã sonolenta de domingo e o Balassiano me manda o seguinte link de matéria do site da Federação Espanhola.

A surpresa do dia é que ele, Carlos Colinas, está de volta.

Depois da desastrada campanha no comando da seleção brasileira no Mundial da República Tcheca, Colinas já retomou as relações com seu país natal e comandará a sub-19 espanhola no Mundial do Chile.

Com isso, numa dessas ironias do destino, o nosso ex-treinador será um dos adversários da seleção sub-19 na primeira fase da competição.

Se o duelo com a Espanha parecia o mais complicado da primeira fase, o desafio parece ainda maior com o rival treinado por alguém que conhece bem nossas armas (treinou duas delas inclusive – Tássia e Damiris) e foi assistido pelo técnico adversário (Tarallo).

É mole?

domingo, 26 de dezembro de 2010

O Motivo

Prioridades. O treinador espanhol Carlos Colinas não aceitou continuar à frente da seleção brasileira feminina de basquete por causa do nascimento de seu filho, há oito meses, na Espanha.

Fonte: Painel FC, Folha de São Paulo

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

CBB dispensa Colinas e busca novo técnico para seleção feminina

Espanhol não atendeu a pedido da direção e decidiu não morar no Brasil

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Está confirmado que Carlos Colinas não vai continuar no comando da seleção feminina de basquete. O espanhol, que se recusou a vir para o Brasil em função da família, que mora na Europa, foi dispensado pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB) após uma reunião entre coordenadores de equipes, direção e presidência na última quinta-feira, em São Paulo.  De acordo com a diretora de seleções da CBB, Hortência, a entidade já busca um novo técnico, no entanto, evitou dizer se o comandante será um brasileiro.

- O que posso dizer é que já temos uma lista de nomes e já estamos em negociações - afirma Hortência.

Sem contrato desde o início de outubro, a situação de Carlos Colinas no comando da seleção feminina de basquete era incerta. O técnico espanhol, que recebeu críticas devido ao desempenho da equipe no Mundial, não assistia aos jogos, nem acompanhava as categorias de base e estava sendo avaliado pela CBB. No entanto, para a diretoria, não havia pressa para definir o futuro do treinador.

Já o presidente da CBB, Carlos Nunes, afirmou que tinha dado um prazo de 20 dias para que o técnico decidisse seu futuro. Nunes disse que a escolha do treinador para a próxima temporada é importante para o planejamento da seleção.

- Precisamos ver o planejamento. Eu achei o trabalho dele bom, dentro do possível. Ele não teve tempo para trabalhar a equipe, não conseguiu buscar novos talentos. Faltaram alguns detalhes.

Hortência negou qualquer possibilidade de Janeth assumir o controle da equipe. Segundo ela, a atual treinadora da seleção sub-15 está sendo preparada para o futuro. A diretora também mostrou preocupação com a falta de novos técnicos no Brasil. Ela acredita que as seleções de base são o caminho para que outros nomes surjam.

Carlos Colinas assumiu a seleção em março deste ano e comandou a equipe no Mundial da República Tcheca, deixando o Brasil na nona colocação.

Fonte: Globoesporte.com

Técnico Carlos Colinas deixa a seleção feminina

A seleção brasileira feminina de basquete está sem técnico. O espanhol Carlos Colinas não vai continuar seu trabalho no Brasil. A confirmação e de Hortência Marcari, diretora da Confederação Brasileira de Basquete (CBB).
“A gente queria muito que ele morasse aqui no Brasil, que fizesse o trabalho de ver os jogos, de acompanhar as categorias de base. Infelizmente, por problemas familiares ele não vai poder estar aqui. Então, a gente teve que abrir mão do Colinas”, disse em entrevista à Bandnews FM nesta sexta-feira.
Com a saída de Colinas, a ex-jogadora Janeth é cotada para a assumir a vaga.
Carlos Colinas comandou o Brasil no último Mundial, que o país terminou em nono lugar na República Tcheca.

Fonte: eBand

sábado, 4 de dezembro de 2010

Para Hortência, basquete brasileiro precisa ser "reciclado"

Rhafael Padilha - Correio Braziliense

20101203200733486209o Renovar e reciclar. Essas são as principais atividades para modernizar e fortalecer ainda mais o basquete brasileiro. Esta afirmação foi feita por ninguém menos que a ex-jogadora Hortência, em entrevista coletiva nesta sexta-feira, no Club Méd, em Itaparica. Também diretora da Seleção Feminina de Basquete há um ano, Hortência falou sobre a disponibilidade de dois mil empregos para gestores esportivos e a falta de profissionais qualificados para ocupar esses cargos.

”No geral são técnicos, assistentes e dirigentes que precisam desta reciclagem. Procuro me qualificar sempre, diferente dos que insistem em se perpetuar no cargo sem ao menos buscar novos ares. Fui muito crucificada quando afirmei que isso era necessário, mas não pode ser assim. Muitos acham que já sabem de tudo”, disse a rainha do basquete brasileiro, que lembrou ainda, na sua opinião, um exemplo de competência no ramo: Ary Graça, da Confederação Brasileira de Vôlei. “O que falta no esporte brasileiro é mais credibilidade, não vai ser nada fácil essa fase daqui pra frente. Estou preocupada, não temos material humano para tal”, explicou.

Hortência também deixou claro a sua aposta em Janeth para realização de um trabalho de base para renovar o esporte. “Ela começou com a seleção sub-15, vai subir para as outras categorias e espero que esteja pronta para dirigir o time principal em 2016. Adoraria não ter que antecipar sua nomeação para a seleção adulta, mas posso ser obrigada a isso se as coisas não melhorarem”, concluiu.

Fracasso no Mundial

A ala da seleção feminina de basquete, Iziane, não mostrou tudo que sabe no último Mundial, na República Tcheca. Com um modesto nono lugar na competição, o time comandado por Carlos Colinas teve problemas com o calendário da WNBA e pouquíssimo tempo para integração do conjunto. Dessa maneira, Hortência fez questão de colocar panos quentes e aliviou a barra da ala brasileira diante do fracasso da seleção. “Iziane chegou faltando dois dias para o início da competição por causa da liga americana. Eu jogava por amor, mas hoje não é assim que funciona. O atleta profissional prioriza o dinheiro”.

Sobre a permanência do espanhol Colinas, o maior empecilho para mantê-lo no cargo, segundo Hortência, é o fato dele morar fora do Brasil. “Ele não está 100% garantido no cargo”, revelou.

Outro assunto comentado durante a coletiva foi a sua aposta na mais nova pivô Damiris, de 18 anos. “Não gosto de apostar tudo numa jogadora só, mas falta alguém que ponha a bola debaixo do braço e organize a equipe em quadra, como a Paula fazia”, encerrou Hortência.

Fonte: SuperEsportes

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Hortência: "Situação de Colinas não é urgente"; presidente cobra definição

A situação do espanhol Carlos Colinas no comando da seleção brasileira segue indefinida. Enquanto o presidente da CBB, Carlos Nunes, pede uma rápida definição do caso, a diretora do time feminino Hortência não vê a resolução do caso como uma prioridade para os próximos meses.

“Pedi para me darem esta solução nos próximos 20 dias, no máximo. Dentro do nosso planejamento, a seleção permanente sub-19 se apresenta nos primeiros dias de janeiro. Para isso, precisamos ter a comissão técnica definida”, disse Nunes, durante a festa de lançamento da Liga de Basquete Feminino (LBF).

A ‘novela’, porém, parece estar longe de seu final. Hortência acredita que os trabalhos com as divisões de base da seleção são mais urgentes do que a definição da permanência ou não de Colinas. Segundo a dirigente, a situação do espanhol pode seguir indefinida até o início de 2011.

“Não entendo porque sou criticada para dar esta resposta logo. Para quê? Qual a importância da resposta hoje ou em janeiro? Não muda em nada”, opinou Hortência. “Tem coisas que são importantes e outras que são urgentes. Basquete não é só o adulto. Não estou dizendo que a seleção adulta não seja importante, mas ela não é urgente neste momento”.

O contrato de Colinas com a CBB se encerrou após a participação do Brasil no Mundial da República Tcheca. Comandada pelo espanhol, a equipe nacional teve um franco desempenho na competição, perdeu para adversários de pouca expressão e amargou o nono lugar.

Apesar do resultado ter ficado aquém do esperado, os dirigentes da CBB evitam criticar Colinas. Carlos Nunes disse ter ficado satisfeito com o trabalho realizado pelo espanhol, mas deixa a decisão nas mãos de Hortência.

“Isto [permanência de Colinas] quem pode ver é a Hortência. Gostei do trabalho do Colinas. Ele não teve um tempo para demonstrar. Não pode buscar novos talentos. Faltou um detalhe para nossa seleção. Se tivéssemos ganhado da Coreia do Sul, a história teria sido outra. Mas isto nos incentiva para um trabalho maior”, comentou Nunes.

Enquanto a situação de Colinas segue indefinida, Hortência demonstra preocupação com a formação de novos treinadores. A dirigente pretende realizar uma espécie de ‘peneira’ entre os técnicos para selecionar os próximos comandantes do time verde-amarelo.

“Uma coisa que vou implantar no Brasil. Atleta não tem que disputar posição? Técnico também vai disputar”, contou Hortência. “Vamos ver o que ele ganhou, não aqui dentro [liga nacional], mas pela seleção brasileira. Eles terão oportunidade nas categorias de base. Tem que existir competição entre eles também. Ganhou, fica. Não ganhou, dá oportunidade para outro”.

André Germano, Gustavo De Conti e Luiz Cláudio Tarallo são alguns dos treinadores que vem tendo oportunidade nas seleções de base. Mas a principal esperança de Hortência está depositada sobre a ex-companheira Janeth. Atualmente no comando do time sub-15, a agora técnica vem sendo preparada para assumir o time adulto no futuro.

“Parei de jogar basquete há 15 anos. Fala o nome de um técnico que surgiu depois que parei?”, questionou Hortência. “Se você conversar com a Janeth, ela aprendeu muito, está feliz de ter trabalhado na atual comissão técnica. No ano que vem ela não estará mais na sub-15. Mas não podemos colocar ex-atletas como técnicas só porque jogaram bem. Não posso colocar a Janeth, com um ano como técnica, para treinar a seleção brasileira adulta. É um erro isso”.

Fonte: UOL

Futuro de Colinas será definido em 20 dias

Durante o lançamento da Liga de Basquete Feminino (LBF), Hortência não poderia deixar de comentar a situação do espanhol Carlos Colinas na seleção brasileira. O técnico comandou o time verde-amarelo durante a campanha do nono lugar no Mundial e ainda não teve seu contrato renovado.

Apesar do resultado decepcionante no Mundial da República Tcheca, Hortência, diretora da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), não considera que o trabalho de Colinas à frente da seleção tenha sido um erro. Para a eterna "Rainha do Basquete", é muito importante que seja feito um intercâmbio entre o basquete brasileiro e o internacional para o crescimento da modalidade no país, e o comando de Colinas na seleção representa isso.

"A vinda do Colinas não é um erro. A vinda de um técnico estrangeiro é importante, não só para a Janeth (Arcain). A Janeth está sendo preparada para subir junto com a sub-15 (a ex-jogadora é técnica da seleção sub-15). A vinda do Colinas é importante porque nós achamos e continuamos achando que intercâmbio é importante tanto no feminino quanto no masculino", declarou Hortência, que perguntou quem poderia substituir o espanhol no comando do Brasil.

"Há quanto tempo eu parei de jogar? 15 anos. Fala o nome de um técnico novo que surgiu depois que eu parei de jogar? Fala um nome", questionou a diretora que, além de um trabalho de base com as jogadoras, revelou que a CBB está investindo na preparação dos treinadores brasileiros.

"Está sendo feito um trabalho com um monte de técnico. A atleta não tem que disputar a sua posição? Então, o técnico também. Competição saudável e sadia, também na área de preparação física e de fisioterapia. Nós temos que preparar", comentou. Sobre a assinatura de um novo contrato com Colinas, Hortência disse apenas que reuniões estão sendo feitas e não deu uma data para que a decisão seja divulgada.

"Estamos fazendo reuniões e logo, logo vocês vão saber. Eu não entendo porque as pessoas querem que fale logo. Qual é a importância disso hoje? Existem coisas que são importantes e outras que são urgentes. Existem coisas que são mais urgentes. Eu não estou dizendo que a seleção adulta não é importante, ela é importante. Mas não é urgente neste momento", acrescentou a diretora da seleção brasileira.

Já o presidente da CBB, Carlos Nunes, espera a definição do caso Colinas em menos de um mês. "Pedi para me darem esta solução nos próximos 20 dias, no máximo. Dentro do nosso planejamento, a seleção permanente sub-19 se apresenta nos primeiros dias de janeiro. Para isso, precisamos ter a comissão técnica definida", afirmou.

Fonte: Gazeta Esportiva

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Basquete feminino vai mal. E sem definições.

Enquanto o técnico argentino Rubén Magnano, da seleção masculina de basquete, se divide entre a observação de jogadores sub-17 e a rodada de estreia do Novo Basquete Brasil (NBB), a equipe feminina continua em momento de indefinição. A diretora Hortência Marcari afirma não ter "pressa" para definir o comando da seleção adulta.


O espanhol Carlos Colinas, que dirigiu a equipe no título sul-americano e no 9.º lugar no Mundial da República Checa, ainda não teve compromisso renovado - nem sabe, na verdade, se continuará com o cargo para o Pré-Olímpico do ano que vem, em Neiva, na Colômbia, embora Hortência tenha dito, na apresentação do treinador, que esperava contar com Colinas até 2012 e a duração do contrato era algo sem importância.

Assim que o Mundial terminou, Colinas continuou com seu antigo emprego: ele é diretor técnico do Celta de Vigo, equipe considerada como um das referências do basquete feminino espanhol. A permanência no time, aliás, foi uma das exigências de Colinas para aceitar o cargo no Brasil, por causa do contrato de curta duração com a Confederação Brasileira de Basquete (CBB).

Hortência esquiva-se de comentários sobre o futuro de Colinas. "Estamos conversando, falando com as pessoas. Não tenho pressa nenhuma, porque a seleção adulta só volta a se reunir em maio." Para a dirigente, a prioridade atual do departamento feminino é a preparação da equipe sub-19, a partir de dezembro. O time comandado pelo técnico Claudio Tarallo disputará o Mundial do próximo ano, no Chile. A equipe foi vice-campeã da Copa América sub-18 deste ano, nos Estados Unidos, e apresentou como destaque a pivô Damiris, que acabou sendo convocada para o Mundial adulto.

Dessa maneira, o trabalho unificado das categorias de base feminina ainda não saiu do papel, ao contrário do que ocorre com o masculino. Rubén Magnano tem, entre os homens, a atribuição de não só treinar a equipe adulta mas de acompanhar, pessoalmente, o trabalho das seleções em todas as faixas etárias. Na semana passada, o argentino foi a Rio Branco, capital do Acre, acompanhar a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro de Seleções Sub-17, por exemplo. Magnano também participará da escolha do novo técnico da equipe sub-19, que disputará o Mundial da Letônia. Até a Copa América deste ano, o treinador era Walter Roese, que trabalha no basquete universitário norte-americano.

Fonte: Estadão

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Hortência diz que "projeto continua", mas não garante Colinas

Carolina Canossa - Guarulhos (SP)

O mau basquete, a queda precoce e o nono lugar do Brasil no Mundial não abalaram as convicções de Hortência. Diretora de seleções femininas da Confederação Brasileira da modalidede (CBB), a ex-jogadora garantiu que não vai mudar o trabalho que vem executando desde que assumiu o cargo, em maio de 2009.

"Não volto com um sentimento bom, mas o projeto continua porque estamos no caminho certo. Não podemos no primeiro percalço mudar para a direita, depois mudar para a esquerda com outro obstáculo. Isto é sinônimo de quem não tem o caminho definido e nós temos um caminho definido: a gente sabe muito bem onde quer chegar", garantiu a "Rainha do Basquete". "Fizemos uma excelente preparação, mas infelizmente não tivemos o resultado que poderíamos", lamentou.

Tais palavras, entretanto, não significam que a seleção brasileira adulta continuará sob o comando do espanhol Carlos Colinas - anunciado em março, o treinador tinha contrato somente até o final do Mundial e sequer desembarcou no Brasil com o restante do grupo.

"Não posso falar nada porque não conversamos sobre o assunto. Não sou eu quem decido tudo na Confederação, vamos ter uma reunião. Tenho o meu pensamento, mas vamos ver o dos outros. Depois, vocês vão saber qual o caminho a gente vai, quer dizer, o caminho a gente já sabe, mas quem vai continuar seguindo junto", explicou.

Hortência, porém, evitou estipular uma data para que esta decisão esteja tomada. "Não podemos ter pressa porque vocês (jornalistas) querem saber o que vai acontecer. É uma coisa séria que estamos fazendo: não podemos decidir logo para ficar livre logo", justificou.

Entretanto, ao ser questionada sobre sua opinião sobre o treinador, a ex-jogadora deu um sinal do que pode acontecer.
"Eu gosto muito do Colinas, acho um cara extremamente competente, um cara extremamente profissional...", comentou a ex-atleta. "Não vou dizer que ele foi bem no Mundial porque vocês assistiram o jogo, mas as jogadoras também não foram bem. Agora, temos que analisar o porquê isso aconteceu e só depois desta análise é que a gente verá o que vai fazer", repetiu.
Durante o Mundial, outro grande nome do basquete brasileiro, Magic Paula, deu algumas alfinetadas no time brasileiro. "O time do Brasil esta com a cara do treinador. Pura tensão", postou a ex-atleta em seu Twitter em 25 de setembro, durante a derrota para a Espanha. "Jogo de Mundial não pode cometer 25 erros. A Espanha não precisou fazer força para ganhar", afirmou.

"Menina doce", Iziane promete ficar na seleção até aposentadoria

Dois anos depois de brigar com o técnico Paulo Bassul e deixar a seleção brasileira feminina de basquete, Iziane Marques está de volta. Agora sem o desafeto no comando, a jogadora afirmou ter se sentido à vontade ao lado das compatriotas e prometeu continuar na equipe nacional o máximo que puder.

"Com certeza", respondeu a ala/armadora, ao ser questionada se será possível vê-la defendendo a seleção na temporada 2011, quando o Brasil terá que disputar o Pré-Olímpico das Américas, na Colômbia. "Estarei de volta agora até me aposentar", comentou, na sequência.

Assim como a pivô Érika, Iziane só pôde se apresentar ao técnico Carlos Colinas dois dias antes da estreia do Mundial. Atletas do Atlanta Dream, as duas estavam disputando a final da WNBA, a versão feminina da liga norte-americana de basquete, na qual foram derrotadas pelo Seattle Storm.

"No começo não me senti à vontade na seleção, até mesmo porque quando você chega dois antes da competição fica meio como um peixe fora d'água. Não sabia o que fazer, no primeiro jogo não sabia como jogar, era ruim, mas daí logo já entrei em contato com as meninas e foi um ambiente bem tranquilo. Já conhecia quase todas, menos a Damiris, então me senti à vontade. Depois, foi como se já estivesse com elas desde o começo", contou a atleta.

Técnico da seleção desde março, Carlos Colinas ganhou elogios da atleta. "Ele é muito bom técnico, bem tranquilo, me apoiou desde que eu cheguei e conversou bastante comigo, inclusive nos jogos. Foi um relacionamento bem tranquilo durante a competição", afirmou.

Hortência não esconde admiração

"Uma menina doce". Foi assim que a ex-jogadora Hortência definiu Iziane. Agora diretora de seleções feminina da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), ela foi a principal responsável por reconduzir de volta à equipe a atleta, que se recusou a entrar em quadra durante uma partida do Pré-Olímpico, em 2008.

"Conseguimos unir todo o grupo. A Iziane, que era uma preocupação de todo mundo, foi maravilhosa. Não a conhecia, mas ela é uma menina doce, que ajudou a gente dentro e fora das quadras também. A Iziane passou a não ser mais problema", assegurou a dirigente.

Fonte: Gazeta Esportiva

terça-feira, 28 de setembro de 2010

No jogo da sobrevida brasileira, Colinas ignora rotação e usa só 7 jogadoras

Carlos Colinas e a seleção brasileira ganharam sobrevida no Mundial da República Tcheca. Mas a vitória sobre o Japão por 93 a 91, na prorrogação, não apaga os problemas que o time verde-amarelo vem enfrentando até agora no torneio. Em cinco jogos, Colinas usou cinco quintetos titulares diferentes. E, ao olhar a rotação das atletas, é difícil achar uma lógica nas substituições.

No jogo contra o Japão, por exemplo, o espanhol usou só sete jogadoras. Além do quinteto inicial de Adrianinha, Karen, Iziane, Damiris e Érika, só a veterana Helen e a ala Sílvia entraram em quadra. Cada jogadora atuou por pelo menos 24 minutos. Nem mesmo a veterana Alessandra, titular no primeiro jogo do Brasil, foi usada.

O contraste aumenta ao analisar a derrota contra a Rússia. Um dia antes do jogo contra o Japão, Colinas usou todas as suas atletas e as únicas jogadoras que atuaram por mais de 24 minutos foram Érika e Iziane. No último jogo da última fase, Colinas usou 10 jogadoras, mas foram cinco (seis, se considerar os 19 minutos de Helen) as jogadoras que realmente ficaram em quadra, com mais de 20 minutos.

O maior exemplo de como a rotação do Brasil não segue uma lógica clara é Fernanda Beling. A jogadora foi titular em três partidas. Contra a Espanha, fez sua melhor partida, com 7 pontos em 12 minutos em quadra. Jogou 14min contra a Rússia. E, contra o Japão, esquentou o banco durante os 40 minutos do tempo normal e os 5 da prorrogação.

Já Alessandra foi titular na derrota contra a Coréia, marcou 13 pontos e pegou 9 rebotes. Depois, sua participação foi diminuindo. Jogou 15 minutos contra Mali, apenas 5 contra a Espanha e 14 contra a Rússia.

Já a novata Damiris tem aproveitado. Ela foi esquecida no banco brasileiro nos dois primeiros jogos, contra Coreia e Mali. Colinas só usou a garota contra a Espanha e ela surpreendeu. Fez um duplo-duplo com 10 pontos e 10 rebotes e virou titular da equipe.

Fonte: UOL 

Comentário: Observação muito pertinente do UOL. Realmente é impossível entender os critérios de Colinas.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Brasil revê Coreia sem conhecê-la

DANIEL BRITO

Dentre os três adversários da seleção brasileira feminina de basquete na primeira fase do Mundial da República Tcheca, o de hoje é o mais importante e o que menos informações se tem.
A equipe brasileira estreia hoje, às 10h15, contra a Coreia do Sul, em Brno. Mali e Espanha completam o Grupo C e se enfrentam três horas mais tarde, no mesmo local.
Como os três melhores da chave avançam para as oitavas de final, coreanas e brasileiras rivalizam diretamente pelo segundo posto, já que a Espanha é favorita para terminar em primeiro no grupo.
Apesar da importância do primeiro duelo, a comissão técnica do Brasil tem poucas informações acerca do adversário. Em entrevista por telefone à Folha, o espanhol Carlos Colinas, primeiro estrangeiro a treinar o time nacional feminino, disse que se baseia em vídeos dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008.
"Não temos informações recentes da seleção da Coreia do Sul. Por isso, trabalhamos com imagens de 2008, quando o Brasil jogou com a Coreia, além das estatísticas da Copa da Ásia de 2009", explicou Carlos Colinas.
A contar pelos vídeos da última Olimpíada, o rival da estreia está com elenco 50% modificado. Apenas 6 das 12 coreanas que representaram o país em Pequim estão na República Tcheca. O técnico não é mais Jung Duk-hwa, e sim Dal Shik-lim.
"Todos os rivais da Coreia do Sul na primeira fase têm esse problema [de falta de informação]. É um país que é difícil ter informações, vídeos, imagens", afirmou o treinador do time brasileiro.
Para sorte de Colinas, a ala-pivô Beon Yeon-ha, 30, e 1,80 m de altura, continua sendo peça importante na equipe. Ela foi a cestinha na vitória sobre o Brasil na abertura de Pequim-2008, por 68 a 62, com 19 pontos.
Já no campeonato asiático do ano passado, ainda sob o comando de Jung Duk-hwa, Beon marcou 29 pontos, mas não foram suficientes para derrotar, na decisão, a China, que foi campeã com 20 pontos de diferença (91 a 71). "Vamos nos preocupar com nosso trabalho e pensar que as coreanas vão jogar com o estilo de sempre", conformou-se o técnico Colinas.

EM CASAS DE APOSTAS, EUA SÃO FAVORITOS
Donas de sete títulos no Mundial, as americanas foram, de acordo com o diário espanhol "Marca", colocadas como favoritas nas casas de apostas da Europa. A Austrália está em segundo, acompanhada de Rússia e Espanha, rival do Brasil no sábado. A equipe comandada por Carlos Colinas é a sexta na lista.

"Não trabalho com um objetivo final", afirma o técnico Colinas

A seleção brasileira feminina é a primeira equipe adulta que Carlos Colinas Morán, 43, espanhol da cidade de León, comanda na carreira como treinador.
Desde 29 de junho, ele trabalha com o grupo de jogadoras que representará o Brasil na República Tcheca.
Colinas se disse satisfeito com o tempo que teve para treinar a equipe, apesar de contar com o elenco completo em apenas três treinos- Iziane e Érika, do Atlanta Dream, só se apresentaram no sábado, pois disputavam as finais da WNBA.
Mas não traça meta para a seleção. "Não trabalho com objetivo final. Não penso no dia 3 de outubro", afirmou, referindo-se à data da final do campeonato, na cidade de Karlovy Vary, na região oeste da República Tcheca.
"Pensamos em fazer uma boa primeira fase, que em cada jogo melhore o rendimento, que seja sólida e atrevida. Não podemos marcar o dia 3 como objetivo final e esquecer o resto do Mundial."
O treinador coloca EUA e Austrália à frente dos demais países na competição. As australianas são as atuais campeãs mundiais. As norte--americanas, terminaram em terceiro na última edição, disputada no Brasil.
Colinas estima que sua equipe figure no pelotão intermediário. "Junto com Rússia, República Tcheca, França, Espanha, China", citou.
Desde que foi campeão, no Mundial de 1994, o Brasil termina entre os oito melhores do mundo. Em 2002, na China, estreia de Érika e Iziane, ficou em sétimo. Em 1998 e 2006, ficou em quarto.

Fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Colinas ignora futuro, critica WNBA e revela ansiedade por estreia em Mundiais

Escolhido pela CBB para comandar a seleção brasileira feminina, o espanhol Carlos Colinas fará sua estreia em um Mundial adulto no torneio que será disputado entre os dias 23 de setembro e 3 de outubro, na República Tcheca. Em entrevista ao UOL Esporte, o treinador admitiu ansiedade pela estreia e disse estar com ‘fome’ de conquistas.

Com contrato próximo do fim, Colinas ignora a definição de seu futuro, mas diz que pretende continuar à frente da seleção brasileira. O treinador ainda criticou o calendário da WNBA, que adiou a apresentação de Érika e Iziane e pode terminar apenas dois dias antes do início do Mundial.

UOL Esporte - Esta é sua primeira experiência em um Mundial adulto. Assim como as atletas, um técnico também fica ansioso pela estreia na competição?
Carlos Colinas - É meu primeiro Mundial, mas enfrento como uma competição a mais, com responsabilidade e com uma ilusão tremenda. E com muita fome. Para um técnico, encontrar-se neste palco é para se sentir um privilegiado. Mais que ansiedade, diria que sinto expectativa. Quero que tudo comece já. O caminho para chegar até aqui foi longo.

O que muda na seleção brasileira com a chegada de Érika e Iziane?
A essência da equipe não muda. Queremos ser um time versátil, consistente e com personalidade. Trabalhamos doze semanas para isso. Érika e Iziane contribuirão com experiência competitiva, talento físico e espero que muito compromisso com a seleção nacional.
O que a demora na apresentação das atletas da WNBA prejudicou na preparação? O entrosamento pode ficar prejudicado?
Esta é uma situação que nem a CBB nem a comissão técnica poderia interferir. Não ficamos obcecados com este assunto. É claro que ter duas jogadoras que não possam se integrar ao time até duas horas antes do início do campeonato não é a melhor maneira de se preparar. Mas nós nos dedicamos a preparar a equipe à margem destas circunstâncias. Com certeza, fora do Brasil, tem gente mais significativa do que nós para explicar porque uma liga profissional termina dois dias antes do início do Mundial.

Qual foi o ponto mais trabalhado durante a fase preparatória?
Tentamos insistir de forma equilibrada sobre todos os aspectos do jogo. O trabalho defensivo e a ordem do jogo coletivo foram considerados prioritários, mas também demos muita importância aos pequenos detalhes. Para disputar um Mundial, não se deve ter nenhum descuido.
Quais as maiores dificuldades que espera enfrentar na primeira fase do Mundial?
A estreia numa competição de alto nível sempre é complexa. Há nervos, ansiedade, muito tempo esperando por este momento. O primeiro rival é especial, porque seu estilo de jogo é incômodo, difícil de marcar. Temos de pôr os cinco sentidos para competir contra a Coreia. Além deste jogo, o confronto com a Espanha será de máxima dificuldade. É uma equipe competitiva, que nos campeonatos importantes sempre oferecem sua melhor versão. Isto nos obriga a estar ligados desde o primeiro minuto de competição.
Algumas atletas não renderam o esperado durante os jogos em Barueri e você fez mudanças no time titular na sequência da preparação. Qual deve ser o quinteto que iniciará o Mundial?
Nunca trabalhei com quintetos pré-estabelecidos. Nossa ideia de jogo é ter uma equipe “longa”, onde todas as jogadoras se sintam importantes. Transmitimos ao grupo uma mensagem de utilização e de rendimento constante de todas. Nesta equipe há jogadoras mais e menos experientes, mas não há convidadas. Há minutos e momentos suficientes para que as doze ajudem a equipe em todos os aspectos do jogo.
Qual a importância de usar Alessandra e Helen, de 38 anos? Elas são capazes de chegar a 2012 ou o objetivo é o Mundial?
O profissionalismo das duas é exemplar e a experiência é impagável para a equipe. Demonstraram em toda a preparação que podem contribuir em determinadas situações. Não estão na equipe como uma homenagem à sua trajetória. Estão aqui para ajudar a equipe. Ainda desconheço se permanecerão no time no futuro.

Seu contrato com a CBB termina neste ano. Já conversaram sobre renovação? Acredita que o resultado do Mundial será decisivo para a continuidade do trabalho?
Não penso no futuro além do dia 3 de outubro. Estou focado no presente e este é disputar o Mundial. A continuidade numa linha de trabalho é aconselhável para que este se consolide, mas não dedico muito tempo pensando no que acontecerá após o campeonato.
Qual a sua avaliação do basquete brasileiro? É difícil montar uma seleção competitiva? Há escassez de mão de obra qualificada?
O basquete feminino brasileiro está em fase de renovação. Acho que há um modelo moderno de gestão, ideias novas, projetos, ânsias por decolar de novo. E percebo que há muita gente interessada em fazer: dirigentes, clubes, a própria CBB. Se você junta isso, a contribuição dos patrocinadores e a ajuda da imprensa, é possível que o salto de qualidade em nível de competições e de seleção seja muito importante.

É preciso trabalhar com as jogadoras jovens, com muita qualidade, dedicação e com um bom planejamento. E tentar que os técnicos jovens se envolvam nos projetos e tenham a ambição suficiente para querer ser profissionais capacitados e preparados.

Fonte: UOL

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Brasil aposta em pivô de 17 anos ao lado de 'quase quarentonas' no Mundial

Daniel Neves

068b O técnico Carlos Colinas optou pela experiência ao definir a lista das 12 atletas que defenderão o Brasil no Mundial feminino de basquete, disputado na República Tcheca. Em um elenco cuja média etária é acima de 28 anos e que conta atletas ‘quase quarentonas’, a jovem pivô Damiris surge como a novidades do treinador espanhol para a competição.

Aos 17 anos, Damiris era a atleta mais nova dentre as 18 convocadas inicialmente por Colinas para o período de quase três meses de preparação para o Mundial. Seu desempenho surpreendente no período fez com que o espanhol optasse por levar uma pivô a mais para a competição e ficasse com apenas uma armadora de ofício, a experiente Adrianinha.

No ‘vestibular’ da fase preparatória, a jovem atleta deixou para trás a experiente pivô Mamá, de 32 anos, e a jovem promessa Nádia, cortada por lesão. Além das duas, jogadoras importantes de outras posições, como a ala Micaela e a armadora Natália, acabaram preteridas por Colinas para abrir espaço para Damiris.

“É realmente uma experiência incrível fazer parte deste grupo”, disse Damiris. “Sinto que evoluo a cada dia e esta convivência com as atletas mais velhas será importante para os próximos anos de minha carreira”.

O primeiro contato de Damiris com o basquete ocorreu aos 13 anos, quando foi convidada por um professor a se arriscar na modalidade. Formada nas categorias de base da escolinha da ex-jogadora (e auxiliar técnica de Colinas) Janeth, disputou sua única competição oficial com a seleção adulta na conquista do Campeonato Sul-Americano, em agosto.

O bom desempenho da jovem atleta fez com que Colinas escalasse Damiris como titular em quase todos os últimos jogos do Brasil na fase preparatória, deixando a veterana Alessandra, de 37 anos, no banco de reservas. Apesar das derrotas da seleção feminina para Japão e França, em torneio preparatório na Europa, a pivô foi uma das atletas que apresentaram um bom desempenho.

Com a chegada da consagrada pivô Érika, que demorou para se apresentar por disputar as finais da WNBA, Damiris deve voltar para o banco de reservas. Colinas, porém, afirmou que não pretende levar a jovem apenas para ganhar experiência e acenou com uma boa participação da atleta durante a rotação.

“Damiris, Tássia, Nádia e Franciele não são apenas o futuro, já são o presente da seleção brasileira. Nunca me importou a idade da jogadora para integrar uma equipe. Acho que o atrevimento e a ilusão das jovens enriquecem muito um grupo, trazem um ar fresco. A idade não deve ser o critério principal para selecionar as jogadoras”, afirmou o treinador.

Técnica das divisões de base e auxiliar de Colinas, a ex-jogadora Janeth é apontada por Damiris como sua principal referência no basquete. Já as demais atletas da geração campeã mundial em 1994, como Hortência e Paula, passam batidas dentre as fontes de inspiração da jovem jogadora.

"Lembro da Janeth do Mundial de 2006 e dos Jogos Pan-Americanos de 2007. Já da Hortência e da Paula eu não me recordo [de vê-las jogando]", comentou Damiris. "Sempre procuro ouvir o que essas ex-jogadoras têm a falar. E procuro assistir aos jogos da WNBA".

Fonte: UOL

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Seleção chega à Praga na noite de hoje

A delegação brasileira embarca para a República Tcheca, nesta segunda-feira (dia 20), às 13h15 de Brasília (18h15 local), no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris (Air France – voo AF 2482). A chegada em Praga está prevista para às 14h50 (19h50 local).
 
A seleção brasileira, patrocinada pela Eletrobras, estreia no Campeonato Mundial contra a Coréia na quinta-feira (23), às 10h15 de Brasília (15h15 local), na Arena Vodova, na cidade de Brno. Na sexta (24), a equipe enfrenta Mali às 15h15 (20h15 local) e, no sábado (25), joga contra a Espanha às 13h (18h local).
 
— A estréia numa competição de alto nível sempre é complexa. O momento é muito esperado e, por isso, é normal o nervosismo e ansiedade. A Coréia tem um estilo de jogo incômodo, difícil de marcar. Mali é uma equipe limitada tecnicamente, deverá ser o jogo mais fácil da primeira fase. A Espanha é um time bastante competitivo e naturalizou a pivô americana Sancho Lyttle, justamente a posição em que era carente. Esta será a partida que deve definir quem será o primeiro colocado do grupo — analisou o técnico.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

As Frases

“No primeiro dia na CBB, tratei de esquecer a data que Iziane e Érika se apresentariam. Elas vêm de estilo de jogo individual da WNBA. E temos trabalhado como um grupo.”

Carlos Colinas

"Não vou torcer para o Atlanta Dream perder. Um título da WNBA vai valorizar muito o currículo delas, jamais torceria contra."

Hortência

domingo, 22 de agosto de 2010

Contundida, Nádia Colhado poderá ser cortada por Carlos Colinas

Bruno Pongas

7713976.nadia_colhado_277_498 A equipe brasileira feminina de basquete está em Barueri desde sábado (dia 22) se preparando para o Mundial da República Tcheca, que será disputado entre os dias 23 de setembro e 3 de outubro.
Neste domingo (dia 22), a reportagem do iG esteve na cidade para acompanhar os treinamentos ministrados pelo técnico espanhol Carlos Colinas.
Chegando ao Ginásio José Corrêa, as jogadoras já realizavam alguns trabalhos físicos orquestrados pelo preparador Clovis Haddad. Uma atleta em especial, no entanto, ficou do lado de fora, com o pé direito afundado numa enorme bacia de gelo.

Nádia Colhado, pivô de apenas 21 anos, estava sentada numa cadeira com semblante desanimado. Ela observava com olhar sem foco o restante do elenco se exercitando.
Ora ou outra aparecia algum fisioterapeuta e trocava rápidas palavras com a jogadora. Nádia torceu o tornozelo na final do Sul-Americano de Santiago, contra a Argentina. A entorse ocorreu nos minutos derradeiros, quando o Brasil já garantira o título.
Uma infelicidade...
Resolvi me aproximar. O diálogo foi rápido. A jovem pivô estava visivelmente triste, como se soubesse que a disputa do sonhado Mundial ficou distante. 
Perguntei a ela sobre as expectativas. Tímida, Nádia respondeu com poucas palavras: “Tem que ter, né?”, e rapidamente voltou o olhar verde-azulado para o tornozelo inchado.
Segundo ela, houve rompimento dos ligamentos do tornozelo direito. O tempo necessário para se recuperar varia de acordo com o atleta, explicou José Carlos Cordeiro, médico da equipe.
O responsável pelo tratamento ainda contou que Nádia será mantida no grupo por enquanto. É possível que ela se recupere a tempo do Mundial, mas os rostos decepcionados, tanto da pivô, quanto do médico, denunciam que haverá um novo corte no elenco nas próximas semanas.

Fonte: IG Esporte

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Colinas corta Natália e chama Tássia

20100817_820091_Fran_gde A seleção brasileira adulta feminina, patrocinada pela Eletrobras, se apresenta neste sábado (dia 21), às 13 horas, em Barueri (SP), para a fase de treinamento rumo ao Mundial da República Tcheca. Como parte da preparação da equipe, o Brasil vai receber as seleções da Argentina, Cuba e Polônia para o Torneio Super Four Eletrobras, que será realizado no José Correa, em Barueri, entre os dias 2 e 4 de setembro. Depois, o grupo comandado por Carlos Colinas embarca para a França, onde disputa um amistoso contra Mali e um torneio contra Argentina, França e Japão.
 
A armadora Tássia Carcavalli volta a treinar com a seleção principal.
 
— Fiquei surpresa e muito feliz por ter mais uma oportunidade. Quando participei dos primeiros treinos com a equipe, gostei muito do Colinas. Ele cobra bastante, é bem detalhista. Eu entrei de um jeito e sai de outro. Aprendi muita coisa. Desta vez, vou me apresentar com outra cabeça e bem mais preparada — comentou a armadora.
 
Franciele Nascimento já está recuperada e treina normalmente a partir de sábado. Enquanto a equipe estava no Sul-Americano, a pivô ficou no Brasil acompanhada da fisioterapeuta Adriane Vanin e do fisiologista Rafael Fachina.
 
— O Vita (preparador físico da seleção) deixou o programa de treinamento pronto para a Franciele. Assim que ela foi liberada da fisioterapia pela equipe médica, iniciamos a preparação física. A atleta já faz todos os movimentos do basquete. Além da precisão dos arremessos e velocidade, trabalhamos a resistência para que a Franciele se apresente em condições bem próximas das outras jogadoras — explicou Fachina.
 
Já a pivô Nádia Colhado, que sofreu uma entorse no tornozelo direito na final do Sul-Americano, dará continuidade ao tratamento junto com a equipe.
 
— A atleta apresentou uma lesão ligamentar parcial importante no complexo lateral do tornozelo direito, confirmada pela ressonância magnética, e deverá permanecer em reabilitação intensiva nas próximas semanas — disse o médico da seleção brasileira Paulo Szeles.
 
As atletas Érika de Souza e Iziane Marques se juntarão ao grupo após o final da participação do Atlanta Dream na temporada da WNBA.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Brasil estreia amanhã contra o Uruguai no Sul-Americano 2010

A pivô Nádia estreia no Sul-Americano Adulto/Foto: Wander Roberto O Brasil vai enfrentar o Uruguai nesta terça-feira (dia 10), às 18h30 de Brasília, pela primeira rodada do 32º Campeonato Sul-Americano Adulto Feminino, que será realizado no Centro de Treinamento Olímpico, em Santiago, no Chile. A competição marca a estreia de Carlos Colinas no comando da equipe brasileira.
 
— É um momento muito especial para mim. Trabalhamos forte por cinco semanas, fizemos jogos na Europa e agora estamos prontos para o Sul-Americano. Já estreei no comando da equipe, mas será a primeira partida oficial, valendo título e classificação para futuros campeonatos. Estou muito animado. A equipe está comprometida, treinando forte, visando não só o Sul-Americano como o Mundial. Estou contente com a evolução do grupo e vamos continuar trabalhando forte para alcançar os objetivos — comentou Colinas.
 
A ala Fernanda Beling também vai disputar o primeiro sul-americano adulto. A jogadora já foi campeã na categoria juvenil em 2000 e agora vai buscar o título com a equipe principal.
 
— Geralmente as equipes não vêm para o campeonato com sua força máxima. É uma competição que não tem o mesmo nível que as outras, mas vale um título e nós queremos garantir mais um para o Brasil. Além disso, para chegar à Olimpíada, temos que passar pelo Sul-Americano primeiro. O time está num bom momento, treinando bastante e com qualidade. Estamos crescendo a cada jogo e vamos chegar bem na etapa final da temporada, que é o Mundial — explicou Fernanda, que já defendeu a seleção brasileira adulta nos Jogos Olímpicos de Pequim (China – 2008) e na Copa América – Pré-Mundial do Brasil (2009).
 
A competição também marca a estreia de duas novatas na equipe principal. As pivôs Damiris do Amaral e Nádia Colhado vão ajudar as experientes Kelly dos Santos e Alessandra Santos no garrafão.
 
— Estou bastante nervosa, mais do que eu fico quando jogo na minha categoria. Mas durante a partida eu me solto e fico mais tranquila. Treinar com a Alessandra e a Kelly está sendo uma ótima experiência. As duas me ajudam bastante. Além disso, é um privilegio grande poder completar o garrafão ao lado das duas. Estou treinando forte e me dedicando bastante. Espero ter um bom desempenho na competição para ajudar a equipe a vencer — disse Damiris, que foi campeã este ano com a equipe sub-18 nos Jogos Sul-Americanos de Medellín e da Copa América – Pré-Mundial dos Estados Unidos.
 
— Ano passado eu estava bastante nervosa em treinar com a equipe adulta. Agora não, estou bem tranquila, só um pouco ansiosa para jogar. Temos um excelente grupo e treinamos muito forte desde início para chegar bem no Sul-Americano. Gostei muito do Colinas. Ele tem um estilo diferente e acredito que estamos crescendo. Fizemos bons jogos na Eslováquia e estamos preparadas para fazer uma boa competição aqui no Chile — declarou Nádia, que foi campeã sul-americana nas categorias cadete e juvenil em 2005.
 
A equipe comandada pelo técnico Carlos Colinas joga contra a Colômbia (11) e Venezuela (12). As três primeiras colocadas no Sul-Americano se classificam para o Torneio Pré-Olímpico das Américas e para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara em 2011.

terça-feira, 3 de agosto de 2010