quinta-feira, 8 de julho de 2004

Na série de amistosos contra Cuba, Brasil está em desvantagem

Bruno Lima


Hoje compareci ao ginásio do Tijuca na companhia do amigo e colaborador, Wayand, para assistir o terceiro jogo da série de amistosos contra a seleção cubana. Por que terceiro? Confira essa resposta, detalhes da partida e muito mais.

Pois bem. Para quem não sabe ou não assistiu o Globo Esporte, ontem foi realizado o segundo amistoso mas sem a presença do público. A partida foi para prorrogação e o Brasil perdeu por 98 a 92.

Feito o esclarecimento do porquê frisei que o Brasil está em desvantagem na série, vamos ao jogo realizado nesta quarta-feira.

Muito legal, ginásio lotado, um grupo de samba fã da jogadora Érika animou toda a torcida e no final tanto as cubanas como as brasileiras que pareciam ter ganho a partida.

No entanto, não posso deixar passar em branco o anti-marketing que a CBB proporciona ao nossa basquete. Era a hora de aproveitar para fazer propaganda do único patrocinador que a entidade tem; vestir toda a torcida, não com camisa branca, mas com uma cor que chame a atenção – lembremos que no vôlei a torcida é vestida toda de amarela -, mas enfim, infelizmente, mais uma vez restou comprovada a incompetência dos dirigentes.

Quanto ao jogo, dizer que realmente Deus é brasileiro, pois ter conquistado a vaga olímpica foi algo dos deuses. A equipe de Cuba deveria ser vitrine para o basquete brasileiro. Não há precipatação; as jogadoras se movimentam e fazem a bola rodar; arremesso precipitado é raro. Ouvi Janeth falando que elas não estão em fase de preparação e por isso os arremessos delas estão saindo mais rápidos. Nossa grande jogadora perdeu a oportunidade de manter-se silente. Foi um jogo de alto nível decidido no famigerado detalhe que existe no basquete. Cuba teve tranqüilidade na última bola e a cubana, com muita tranqüilidade, acertou um balaio de 3 pontos.

Acho até que esse é o momento para perder, mas para perder muito e crescer em cima dos erros, no entanto, esqueço que no banco existe um técnico com dogmas totalmente arcaicos. Sinceramente não entendi quando no jogo de sábado, transmitido em tv aberta, ele sequer utilizou a pivô que no momento é a mais badalada, Estou falando da Érika. No jogo de hoje, ele até que a colocou para jogar e foi bem. Foi engraçado uma hora quando a torcida gritou: Érika! Érika! Aí ele olhou e chamou a jogadora para entrar, quando a torcida foi ao delírio.

Infelizmente o Barbosa está preocupado com os resultados nesses amistosos. Até porque se ele perde o jogo de sábado viria bronca dos seus superiores, mas não deveria acontecer. Como ele está jogando na obrigação de vencer, não pode testar as jogadoras. Ele está usando o que tem em mente para Atenas e se esquece que tem 6 jogaodras para 3 vagas, ou então, não existe dúvida alguma e as três somente completarão o grupo.

Gostei muito da jogadora Iziane. Sem comparações, essa tem tudo para ser a referência num período curto. É uma jogadora versátil, bom arremesso e puxa contra-ataque. Apenas acho que o time perde um pouco na defesa quando está em quadra junto com a Janeth.

Barbosa se não rever os pensamentos dele no que se refere as armadoras teremos problemas em Atenas. Helen já demonstrou que perdeu o “feeling” de armadora e que agora o seu carro-chefe está em sintonia, que são os arremessos certeiros de 3 pontos. Assim sendo, somente Adrianinha pode complicar.

Quanto às pivôs, acredito que ele não tem nenhuma dúvida e deverá levar Alessandra, que precisa melhorar urgentemente os arremessos de curta distância e lance-livre, Cíntia, Kely e Érika. Ainda tem a Leila que faz um falso pivô muito bem.

Desta forma, acredito que o Brasil tem elenco de sobra para fazer bonito em Atenas, mas o Barbosa pode ser o grande diferencial. Talvez fosse salutar ele ficar sentado e deixar o Bassul comandar.

Como estou falando tanto no Barbosa, correu à boca pequena que está sendo formado um time no Rio de Janeiro pela prefeitura local e o dito cujo será o treinador. Amanhã poderemos ter novidades na mídia.

Por fim, apenas ressalvar que hoje pude compreender a pergunta que a Magic Paula deixou no ar quando foi a nossa entrevistada quando disse: “Porque duas fisioterapeutas? Estranho, né!”. A fisioterapeuta Francine é conhecida no meio do basquete feminino e acompanha a seleção faz algum tempo. E recentemente foi incluída na comissão médica da CBB uma fisioterapeuta carioca, no último nacional masculino trabalhou no Tijuca. Agora o motivo pelo qual a jovem fisioterapeuta foi incluída na comissão médica que vai para Atenas, acho que somente poucos sabem. Provavelmente a capacidade dela é indiscutível.

Fonte: Diário do Basquete

Não me contive e copiei integralmente esse texto do Bruno, porque está tudo-de-bom.

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