Barbosa vai assumir time feminino no Rio
O técnico Antônio Carlos Barbosa comandou ontem a seleção brasileira feminina de basquete, que perdeu para Cuba por 92 a 90, no ginásio do Tijuca, e, depois do jogo, comentou que foi um belo teste visando aos Jogos de Atenas. Barbosa, porém, queria ir logo para o hotel. Hoje, de manha, ele e o presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Gerasime Bozikis, vão se encontrar com o prefeito César Maia. Assunto: montar uma equipe feminina que levará o nome do Rio de Janeiro, para o Campeonato Nacional, que começará em outubro.
— Se fecharmos um acordo com o prefeito, continuarei à frente da seleção brasileira — disse Barbosa, ressaltando que o trabalho, é claro, começa após as Olimpíadas.
Uma das jogadoras que podem vir para o time carioca é Janeth.
Érika tem torcida particular no amistoso contra Cuba
Ontem, Cesar Maia confirmou que a prefeitura também vai patrocinar um time masculino. Quem coordenará o projeto é o ex-cestinha Oscar. Tanto a equipe masculina quanto a feminina usarão a logomarca do Pan-2007. Ainda não foi escolhido o treinador do time. Mas como Oscar é quem deve escolher o nome, Cláudio Mortari é o favorito para assumir o cargo.
No amistoso de ontem da seleção feminina contra Cuba, Barbosa escalou Adrianinha, Iziane, Janeth, Alessandra e Cíntia Tuiú como titulares. Mas o nome mais gritado no ginásio do Tijuca era o da pivô Érika, de 22 anos. Sua mãe, Ângela Machado, alugou um ônibus para levar ao jogo a família e vizinhos do bairro Jardim Palmares, na Zona Oeste do Rio, onde a jogadora foi criada. Dona Ângela lembrou que um vizinho encaminhou Érika, com 13 anos, a uma escola particular, onde ela conseguiu bolsa de estudos para jogar nos torneios colegiais.
— Como a gente não tinha dinheiro para pagar o transporte, Érika vestia uma camisa de escola pública para não pagar condução. Ela tinha apenas um par de tênis para ir à escola, para jogar e para sair — contou dona Ângela.
Aos 16 anos, Érika sobressaiu tanto que foi chamada para jogar na Vila Olímpica da Mangueira. A partir daí, a carreira se tornou um sucesso em diferentes clubes. No Brasil, passou por BCN/Osasco, Vasco e Ourinhos. No exterior, atuou no Los Angeles Sparks, da WNBA (liga americana), no Mizo-Pecsc, da Hungria, e vai para o Barcelona, após as Olimpíadas de Atenas.
— É muito bacana ver a família e os vizinhos torcendo assim — disse Érika, que gostava muito mais de handebol que do basquete.
(Rogério Daflon)
Fonte: O Globo
O técnico Antônio Carlos Barbosa comandou ontem a seleção brasileira feminina de basquete, que perdeu para Cuba por 92 a 90, no ginásio do Tijuca, e, depois do jogo, comentou que foi um belo teste visando aos Jogos de Atenas. Barbosa, porém, queria ir logo para o hotel. Hoje, de manha, ele e o presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Gerasime Bozikis, vão se encontrar com o prefeito César Maia. Assunto: montar uma equipe feminina que levará o nome do Rio de Janeiro, para o Campeonato Nacional, que começará em outubro.
— Se fecharmos um acordo com o prefeito, continuarei à frente da seleção brasileira — disse Barbosa, ressaltando que o trabalho, é claro, começa após as Olimpíadas.
Uma das jogadoras que podem vir para o time carioca é Janeth.
Érika tem torcida particular no amistoso contra Cuba
Ontem, Cesar Maia confirmou que a prefeitura também vai patrocinar um time masculino. Quem coordenará o projeto é o ex-cestinha Oscar. Tanto a equipe masculina quanto a feminina usarão a logomarca do Pan-2007. Ainda não foi escolhido o treinador do time. Mas como Oscar é quem deve escolher o nome, Cláudio Mortari é o favorito para assumir o cargo.
No amistoso de ontem da seleção feminina contra Cuba, Barbosa escalou Adrianinha, Iziane, Janeth, Alessandra e Cíntia Tuiú como titulares. Mas o nome mais gritado no ginásio do Tijuca era o da pivô Érika, de 22 anos. Sua mãe, Ângela Machado, alugou um ônibus para levar ao jogo a família e vizinhos do bairro Jardim Palmares, na Zona Oeste do Rio, onde a jogadora foi criada. Dona Ângela lembrou que um vizinho encaminhou Érika, com 13 anos, a uma escola particular, onde ela conseguiu bolsa de estudos para jogar nos torneios colegiais.
— Como a gente não tinha dinheiro para pagar o transporte, Érika vestia uma camisa de escola pública para não pagar condução. Ela tinha apenas um par de tênis para ir à escola, para jogar e para sair — contou dona Ângela.
Aos 16 anos, Érika sobressaiu tanto que foi chamada para jogar na Vila Olímpica da Mangueira. A partir daí, a carreira se tornou um sucesso em diferentes clubes. No Brasil, passou por BCN/Osasco, Vasco e Ourinhos. No exterior, atuou no Los Angeles Sparks, da WNBA (liga americana), no Mizo-Pecsc, da Hungria, e vai para o Barcelona, após as Olimpíadas de Atenas.
— É muito bacana ver a família e os vizinhos torcendo assim — disse Érika, que gostava muito mais de handebol que do basquete.
(Rogério Daflon)
Fonte: O Globo
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