quinta-feira, 16 de outubro de 2003

Reduzida e mais restrita, competição começa em 26 de outubro


Rio de Janeiro (RJ) - Com dois times a menos e a participação de apenas três estados, o Campeonato Nacional Feminino de Basquete terá início em 26 de outubro. O anúncio foi feito nesta quinta-feira pela Confederação Brasileira de Basquete.
Diferente de 2002, o evento será restrito apenas a times de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina. Será a primeira vez que a competição não terá a participação de representates do Paraná e do Rio de Janeiro, tendo a menor participação de estados de todas as edições.

Além disso, o número de equipe será reduzido para oito times, dois a menos que na última temporada. Atual campeão, o São Paulo/Guaru estréia contra o Lages/Battistella (SC), em casa, às 15 horas.

A competição será aberta com a partida entre Unimed/Americana e Uberaba/Black & Decker, às 11 horas, em Americana. No mesmo dia, o Santo André recebe o Databasket/São Bernardo, enquanto o Pão de Açúcar/Ourinhos duela com o São Caetano, em casa.

De acordo com o regulamento da competição, na primeira fase, as oito equipes jogam em turno e returno, e as duas melhores classificadas passam direto às semifinais. As outras duas vagas serão definidas após os confrontos das quartas-de-final (melhor de três jogos): 3º x 6º e 4º x 5º

Os vencedores da semifinal disputam o título. Os playoffs da semifinal e da final serão jogados em melhor-de-cinco partidas, com vantagem para as equipes melhores colocadas na fase de classificação.

São Paulo perde outra e termina em último no grupo



Samara (Rússia) - De forma decepcionante, o São Paulo/Guaru encerrou com mais uma derrota a sua participação no Mundial Interclubes Feminino de Basquete, que está sendo disputado na Rússia.
O representante brasileiro deu adeus à competição, ao perder da WooriBank Seul por 80 a 75 (41 a 37 no primeiro tempo), na manhã desta quinta-feira. Com isso, o São Paulo termina sua participação com três derrotas e em último lugar no grupo.

Nas rodadas anteriores, o time havia sido derrotado pelo UMMC Ekaterimburg por 83 a 52 e pela equipe da WNBA por 87 a 62.

Na última partida do São Paulo, o destaque foi, mais uma vez, a ala Janeth, que anotou 26 pontos e ainda pegou oito rebotes. Foi a melhor atuação da ala em toda a competição, mas insuficiente para evitar a campanha 0% do representante brasileiro.

Reforço de última hora, a norte-americana Tiffany Johnson não teve um bom dia e marcou apenas cinco pontos, acertando dois de 12 arremessos. Pelo menos, a pivô garantiu 11 rebotes ao time de São Paulo.

Melhor em quadra desde o início da partida, o time da Coréia do Sul teve na norte-americana Demya Walker o seu destaque na partida, com 31 pontos e incríveis 29 rebotes.

A primeira posição do grupo terminou com o UMMC Ekaterimburg, da Rússia, que venceu o combinado da WNBA por 72 a 56.

Já pelo grupo B, o Valenciennes, da Espanha, assegurou a primeira posição, ao humilhar o Mambas de Mçambique por 104 a 26. A segunda vaga nas semifinais ficou com o VBM-SGAU, da Rússia, que derrotou o Canberra Capitals por 72 a 56.

Estrelas encaram alojamentos com novatos

Claudia Andrade

Santos (SP) - A disputa dos Jogos Abertos do Interior, em Santos (SP), coloca estrelas e nomes desconhecidos do basquete paulista na mesma condição. Atletas consagrados como Silvinha e Pipoka entram no clima da competição, dormem em alojamentos e divertem-se como os mais novos, que encaram o evento como uma oportunidade na carreira.
'A gente tá ficando em colégio, não tem mordomia, mas tem que levar com naturalidade. É importante para a cidade e a prefeitura que nos ajudam, e tem também a confraternização com os outros esportes. Eu me divirto', diz Silvinha.

Para Pipoka, um dos primeiros brasileiros a atuar na NBA, a Liga Profissional Norte-americana, 'cada coisa tem seu valor.' 'Pode ser um hotel de primeira em Nova York ou uma escola em Santos, não importa. É até bom pra gente ficar junto, ter mais integração. Eu sou profissional; aonde me mandarem eu vou jogar com 100% de dedicação', afirma.

Seu time, o Araraquara, veio com força total para a competição, ao contrário dos adversários. O técnico Tom Zé justifica. 'A gente tem uma realidade diferente hoje, de ficar em hotéis, e vem pra cá para não perder nossa identidade. O importante é o espírito do jogador, se você não tiver no espírito, vai para a Olimpíada, a maior competição do mundo a, e se não joga não gosta, fica chateado.'

Ricardo Guimarães, que está no comando do time juvenil de Ribeirão Preto que participa dos Jogos, afirma que a idéia era trazer a equipe adulta para o evento, mas a participação ficou impedida por causa do Sul-americano, que começa no próximo dia 20, na Venezuela. 'Pra gente está sendo ótimo, porque estamos disputando o Paulista (juvenil) e eles estão jogando contra times fortes, que jogam pesado. Quando voltarem para lá vão pegar rivais teoricamente mais fracos', avalia.

Um dos integrantes do grupo, João Caetano sabe a chance que tem nas mãos. 'É difícil pra gente pegar times mais fortes. E o juvenil não tem muita mídia. Aqui tá todo mundo. Pra gente, é o primeiro passo e ajuda a ganhar mais experiência.'

Fonte: Gazeta

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