Destaque do BC, a lateral jogou em vários times, inclusive na Itália e tem mais três irmãs que se dedicaram ao basquete
Destaque do Basquete Clube (BC), de Araçatuba, no Campeonato Paulista Feminino Série A-1 2010, a lateral Cléia Crepaldi, 32 anos, revela nesta entrevista um pouco de sua trajetória profissional, que inclui uma experiência de quatro anos em clubes italianos e sua vida fora das quadras. De família simples e de esportistas, a caçula de seis irmãos, nascida em Catanduva (campeã nacional de basquete), diz que voltou para Araçatuba por adorar a cidade. Confira os principais trechos da entrevista:
LR1 - Você é de uma família de esportistas. Quantos irmãos jogaram ou jogam basquete?
CLÉIA CREPALDI - Somos seis irmãos, quatro mulheres e dois homens. Todas as minhas irmãs jogaram basquete. A Cláudia (secretária municipal de Esportes de Araçatuba, campeã sul-americana nos anos 1980), a Cássia também jogou em Araçatuba e a Cleide chegou a jogar em Piracicaba.
LR1 - Há quanto tempo se dedica ao basquete?
CLÉIA - Comecei a jogar muito nova. Minha irmã mais velha, a Cláudia, jogava em Catanduva e me levava nos treinos. Na verdade, ela cuidava de mim, pois a família é muito grande. Aí me iniciei no basquete e aos 13 anos saí de Catanduva para jogar pela primeira vez fora da minha cidade. Por coincidência, para jogar em Araçatuba.
LR1 - Além do basquete, aprecia ou pratica outro esporte?
CLÉIA - Quando criança pratiquei natação, que eu gosto muito por ser um dos esportes mais completos.
LR1 - Além de Araçatuba, agora Basquete Clube, você jogou onde?
CLÉIA - Joguei em muitos clubes aqui no Brasil: Araçatuba, Votuporanga, Jundiaí, São Bernardo do Campo, Guarulhos, Catanduva, Marília (os times variam de nomes a cada tempo em função dos patrocinadores). Joguei na Itália e agora volto para Araçatuba.
LR1 - Quanto tempo jogou na Itália?
CLÉIA - Quatro anos.
LR1 - Em um só time?
CLÉIA - Não. Joguei no Virtus, da cidade de Vitebo, no Lupe, da cidade de San Martino di Lupare.
LR1 - É desejo/sonho de quase todos os atletas brasileiros jogar no exterior. Tinha esse sonho ou aconteceu tudo muito de repente?
CLÉIA - Sim era meu sonho jogar no exterior. Em 2005, me destaquei no campeonato nacional e recebi o convite para jogar na Europa. Na verdade, acho que todo atleta, de qualquer modalidade, deveria ter oportunidade de jogar no exterior para ver de perto a estrutura que se tem lá fora, conhecer outras culturas, o que é muito válido.
LR1 - Por que você voltou?
CLÉIA - Quatro anos para mim foram suficientes para adquirir essa experiência de jogar no exterior. Também porque era meu sonho voltar a jogar em Araçatuba, cidade que eu adoro.
LR1 - Compensa deixar a estrutura de times europeus para jogar em um clube como o BC, cujas estruturas são bem diferentes?
CLÉIA - Com certeza hoje não vejo a estrutura do BC tão diferente do que se vê lá fora. O BC é muito organizado e exige um profissionalismo exemplar. Também considero o fato de o clube ter os núcleos espalhados pela cidade para a prática de basquetebol. Esse projeto social forma cidadãos há 12 anos.
LR1 - O BC não está bem no Estadual. Acredita que o time poderá deslanchar no segundo semestre?
CLÉIA - Com certeza. O BC está apenas começando e temos muito a melhorar. Acredito que no segundo semestre o time estará melhor.
LR1 - Quais os seus planos para o futuro?
CLÉIA - Penso apenas no que estou fazendo no momento, que é jogar basquete e defender o meu time. Como sou formada em Educação Física, quando parar de jogar estarei envolvida com esporte, possivelmente como o próprio basquete. É esperar a hora chegar para se ter uma certeza.
LR1 - Como é a Cléia Crepaldi fora das quadras?
CLÉIA - Amo a minha vida. Além do basquete, gosto de ir a cinema, restaurante, passear e ir à casa da minha irmã Cláudia.
Fonte: O Liberal