sexta-feira, 22 de julho de 2005

Basquete na Globo

Depois de se lambuzar com o vôlei campeão, a Rede Globo vai abrir um espaço para o basquete na sua programação.

Chamadas que já estão sendo veiculadas nos intervalos da programação da emissora anunciam transmissão de jogos das seleções masculina e feminina nas manhãs de sábado do mês de agosto.

Serão jogos preparatórios para as Copas Américas (que valem vaga aos Mundiais). A seleção feminina já está classificada por ser sede.

Embora não tenha a confirmação inicial, suspeito que a programação será a seguinte:

06/08 - Brasil X Canadá (masculino) - Brasília - DF
13/08 - Brasil X Argentina (masculino) - Belo Horizonte - MG
20/08 - Brasil X Canadá (feminino) - São Paulo - SP
27/08 - Brasil X Cuba - Rio de Janeiro - RJ

Espero que CBB, jogadores e comissões técnicas tenham consciência do valor dessa exposição e façam um bom trabalho.

quarta-feira, 20 de julho de 2005

Iziane brilha na terceira vitória seguida do Storm; Janeth também ganha na WNBA

A ala brasileira Iziane Castro Marques bateu seu recorde pessoal na WNBA pela segunda vez em uma semana e foi a cestinha com 20 pontos na terceira vitória seguida do campeão Seattle Storm: 87 a 78 (45 a 26 no intervalo) em cima do New York Liberty. A última derrota do Seattle em casa foi contra o Washington Mystics no dia 13, quando Izzy marcou 19 pontos. A ala maranhense acertou sete em 10 arremessos de quadra, tendo 100% de aproveitamento nos seus quatro arremessos de tês pontos. A ala-armadora Betty Lennox, melhor jogadora das finais de 2004, igualou a marca da rival Becky Hammon fazendo 18 pontos para o Storm, que perdeu sua estrela australiana Lauren Jackson por causa de uma lesão no tornozelo direito, a ala-pivô saiu da quadra a 7min16s do fim. No Toyota Center texano, o vice-líder Houston Comets venceu o líder da Conferência Oeste Sacramento Monarchs por 58 a 54 (32 a 23 no intervalo) graças a 22 pontos da cestinha Sheryl Swoopes mais 10 e cinco rebotes da veterana ala brasileira Janeth Arcain. Já o líder geral Connecticut Sun derrotou fora de casa o lanterna Charlotte Sting por 64 a 55 (28 a 26 no intervalo).

Na Key Arena de Seattle com 7.361 pagantes, o New York começou melhor e abriu 6 a 0 e 9 a 3 nos primeiros minutos, mas o Storm logo reagiu e Iziane empatou o jogo por 9 a 9 com sua primeira cesta de três. Apesar dos 10 pontos de Betty Lennox nos nove minutos iniciais, o Liberty conseguiu ficar à frente até 20 a 17, a virada veio com uma cesta de três da novata italiana Francesca Zara, daí o time da casa encaixou uma série incrível de 26 a 2 liderada pela armadora campeã olímpica Sue Bird com oito jogadoras diferentes pontuando. Graças a esse apagão nova-iorquino com 6min24s sem pontuar, o Seattle foi para o intervalo com 19 pontos de vantagem, sua maior diferença da temporada numa parcial de primeiro tempo.

No início do segundo tempo, o Seattle manteve o ritmo forte e duas cestas de três seguidas de Iziane ampliaram a diferença para 53 a 32, dois lances livres da pivô Janell Burse colocaram 60 a 38 no marcador e a vantagem máxima chegou a 68 a 44 com uma bandeja da ala novata russa Natalia Vodopyanova faltando nove minutos. O Storm relaxou e o New York respondeu com uma série de 20 a 3 fechada com uma cesta de três da armadora All-Star Becky Hammon, que fez 13 de seus 18 pontos depois do intervalo. Após marcar 10 pontos e cinco rebotes, a ala-pivô Lauren Jackson saiu de quadra machucada, Izzy acertou sua última bola de longe, mas a diferença caiu para preocupantes 71 a 64. A pivô reserva australiana Suzy Batkovic apareceu para decidir fazendo todos os seus sete pontos nos últimos quatro minutos e Betty Lennox ajudou com quatro lances livres cruciais para o Storm fechar com nove pontos de frente. A pivô Burse terminou com 15 pontos e 11 rebotes, e Sue Bird com oito pontos e cinco assistências, uma a mais que Lennox, igualada por Jackson no número de rebotes.

Em 29 minutos de ação como titular, Iziane anotou dois rebotes, uma assistência, três faltas, dois lances livres convertidos, uma bola perdida em passe errado e um toco sofrido pelas mãos da ala-pivô russa Elena Baranova. Na defesa, a maranhense também trabalhou bem, limitando a ala Crystal Robinson a 10 pontos errando cinco em sete arremessos, quatro assistências e três rebotes. A ala-armadora Vickie Johnson contribuiu para o Liberty com 15 pontos e quatro rebotes, a ala reserva Shameka Christon também encestou 15, Baranova ajudou com 11 pontos e nove rebotes, mas a pivô belga Ann Wauters teve sua pior atuação no ano com cinco pontos e cinco rebotes. O Seattle (11V-10D) se aproximou da zona de classificação aos playoffs do Oeste, já o New York (8V-9D) perdeu a segunda seguida e caiu para o quarto lugar na zona de playoffs do Leste. As campeãs da WNBA só voltam a jogar sábado, contra o Detroit Shock (7V-10D) em Seattle.

?A forma com que terminamos o primeiro tempo foi ótima. Fizemos uma grande defesa na quadra inteira, roubamos bolas, dominamos os rebotes, corremos para o ataque e finalizamos bem?, disse Iziane.

?Tivemos um momento especial naquela série de 26 a 2 no primeiro tempo. Todas as jogadoras entraram no ritmo e todas pontuaram, com exceção de Suzy Batkovic, que guardou suas cestas para o final. Tivemos muita energia na defesa, encaixamos muitos contragolpes, senti que nosso time estava correndo com a mesma velocidade que nos levou ao título no ano passado. Paramos as jogadas do Liberty, elas só fizeram só 25 pontos no primeiro tempo e do outro lado nossas cestas de contra-ataque foram fenomenais. Foi incrível, não tínhamos jogado bem assim nesta temporada. Por isso trouxemos Izzy para esta equipe, para ela correr junto com Betty e Sue. Mas nós não estávamos conseguindo atacar com a quadra aberta porque não estávamos recuperando a bola na defesa, somos um bom time de contra-ataque, mas não conseguimos isso se não impedirmos o adversário de levar a bola até a cesta. No meio do segundo tempo Lauren machucou o tornozelo, foi uma torção e espero que ela fique bem logo. A saída dela fez uma grande diferença. Lauren é uma das nossas melhores lutadoras e nos dá solidez no garrafão, então quando ela saiu, nosso nível de energia mudou, mas outras jogadoras tiveram de se superar e ser lutadoras para vencermos com ou sem Lauren. Não podemos ficar satisfeitas com uma vitória por 10 pontos quando tínhamos mais de 20 de vantagem?, afirmou a técnica Anne Donovan.

?Nossa melhor atuação será quando conseguirmos jogar bem nos dois tempos, ainda estamos devendo uma boa atuação durante toda a partida. Obviamente Lauren é uma parte importante do nosso time e faz muito por nós tanto no ataque quanto na defesa. Sem ela, provavelmente não somos tãos boas como equipe. Mas ao mesmo tempo, quando ela saiu, nós tratamos de nos unir e jogar ainda mais duro. Quando fazemos uma boa defesa, podemos fazer coisas diferentes na transição rápida, é aí que fazemos nosso melhor. Conseguimos isso hoje e eu gostaria de saber por que não fizemos isso desde o primeiro jogo?, analisou a armadora Sue Bird.

?Foi provavelmente a melhor partida que já jogamos. Pela primeira vez em minha carreira eu estava me divertindo muito em quadra, sorrindo, correndo e aproveitando tudo o que estava fazendo em quadra. No primeiro tempo tivemos um esforço de toda a equipe com todo o coração, movimentamos bastante a bola, forçamos o New York ao erro e conseguimos várias bandejas nos contra-ataques, foi uma grande sensação?, comemorou Betty Lennox.

?Jogamos quase 35 minutos de basquete sólido e perdemos o jogo em uma série de cinco minutos na qual simplesmente nosso ataque desapareceu. É muito difícil recuperar uma desvantagem de 20 pontos, especialmente na quadra do adversário, isso exige muita energia e esforço. Mas não desistimos e lutamos unidas para reagir, as jogadoras reservas entraram e ajudaram, achei que tivemos um bom trabalho coletivo com todas contribuindo. Sem aquele apagão de cinco minutos, o resultado poderia ter sido diferente. Perdemos a compostura no final do primeiro tempo, a pressão sobre nós aumentou e a diferença cresceu demais em poucos minutos. Apesar disso tínhamos de jogar duro e fazer ajustes com um esforço extra para equilibrar o jogo, foi isso que fizemos no segundo tempo. Executamos nossas jogadas, defendemos e melhoramos nos rebotes nos minutos finais, mas em termos de contra-ataque o Seattle dominou?, comentou a armadora do Liberty Becky Hammon.

No seu ginásio Toyota Center com 4.832 pagantes, o Houston Comets abriu uma grande vantagem de 18 pontos, levou um susto com a reação do Sacramento Monarchs no final, mas saiu vitorioso por 58 a 54 (32 a 23 no intervalo), acabando com uma série de quatro derrotas para o rival que ainda lidera a Conferência Oeste. A paulista de 36 anos Janeth Arcain marcou oito de seus 10 pontos no segundo tempo e anotou ainda cinco rebotes, uma assistência, um roubo de bola e duas faltas em 31 minutos de ação como ala-armadora titular. Ela fez sua primeira cesta a 16 segundos do intervalo abrindo 32 a 21 para o Houston no placar e encestou outra bola de dois fazendo 34 a 25 no início do segundo tempo, ao todo converteu quatro em sete finalizações e seus dois lances livres cruciais faltando 18 segundos para o final.

A ala tricampeã olímpica e melhor jogadora do Jogo das Estrelas Sheryl Swoopes fez 16 de seus 22 pontos no primeiro tempo, na quarta partida seguida dela acima de 20 pontos. 12 dos 16 primeiros pontos do Comets foram da ala e ela abriu uma série de 13 a 2 que abriu 24 a 13 no placar. O Sacramento (13V-6D) errou 11 de seus 12 primeiros arremessos no segundo tempo, daí o Comets (12V-7D) estendeu sua vantagem de nove pontos no intervalo para 45 a 27 com um lance livre da armadora Dominique Canty a 12min01s do fim. Daí o Monarchs fez valer a melhor defesa da competição limitando o adversário a apenas dois arremessos certos nos 14 seguintes, e uma cesta de Nicole Powell reduziu o déficit para 53 a 51 faltando 1min18s. Canty e Janeth somaram três lances livres convertidos e Powell respondeu com uma jogada de três pontos encostando em 56 a 54 faltando oito segundos, daí Swoopes selou a vitória acertando os dois últimos lances livres. A pivô reserva Tari Phillips ajudou o Houston com oito pontos e seis rebotes.

A ala-pivô All-Star Demya Walker comandou o Sacramento com 21 pontos e oito rebotes, a ala-armadora reserva Kara Lawson fez 10 pontos e duas assistências, mas a veterana pivô Yolanda Griffith teve uma atuação abaixo da média com seis pontos e 10 rebotes, sendo que Nicole Powell terminou com oito pontos. A armadora portuguesa Ticha Penicheiro decepcionou com zero ponto e cinco assistências, contra cinco pontos e quatro assistências da rival direta Dominique Canty. Na defesa, Janeth também foi eficiente limitando Chelsea Newton a quatro pontos e três rebotes. Foi a 13ª vitória do Houston em 16 jogos em casa contra o Monarchs e a oitava nos últimos 11 confrontos no geral. O time texano volta a jogar na

Em Minneapolis, o Minnesota Lynx atropelou o vice-líder do Leste Indiana Fever por 66 a 45 (30 a 25 no intervalo) graças à ala-pivô Nicole Ohlde, que marcou 10 de seus 15 pontos no segundo tempo. A forte defesa do time da casa impôs a menor pontuação do Fever no ano com um aproveitamento de apenas 34,6% nos arremessos, abaixo dos 40% pelo quarto jogo consecutivo. Ohlde teve dois pontos e duas assistências numa série de 13 a 0 que virou o placar de 22 a 15 para 28 a 22 e a ala-armadora reserva Stacey Lovelace fez seis de seus 10 pontos em duas cestas de três nessa série. Depois do intervalo, o Indiana (11V-7D) encostou em 30 a 29, mas o Lynx (11V-9D) respondeu com uma série de 15 a 2 e Olhde matou o jogo marcando oito pontos nos últimos 10min03s. A ala Tamika Catchings comandou o Fever com 12 pontos e 11 rebotes, mas o resto do time foi mal e não aproveitou a noite ruim da estrela adversária Katie Smith, que fez só três pontos.

Em Charlotte, o lanterna geral Sting (3V-16D) sofreu sua sétima derrota nos últimos oito jogos com outro colapso nos minutos finais. O time da casa comandava o placar por 53 a 47 faltando menos de seis minutos, mas o líder Connecticut Sun (15V-4D) conseguiu uma série de 17 a 2 comandada pela dupla de armação Lindsay Whalen/Katie Douglas. Whalen fez uma bandeja e dois lances livres e Douglas acertou uma cobrança de falta e duas bandejas virando o placar para 56 a 53 faltando 3min06s. Whalen respondeu na mesma moeda um arremesso certeiro da armadora Dawn Staley e abriu 58 a 55 a 2min15s do fim, daí o Sun fechou o placar em 64 a 55 contando com erros do Charlotte e sua precisão na linha de lance livre. Katie Douglas foi a cestinha do Connecticut com 15 pontos contra 14 da ala-armadora Allison Feaster, a ala-pivô Taj McWilliams-Franklin ajudou o Sun com 13, a armadora Whalen com 11 e a gigante polonesa de 2,18m Margo Dydek com 10, além de 11 rebotes. Os times voltam a se enfrentar na sexta-feira, na casa do líder.

Fechando a rodada noturna de terça-feira, o Washington Mystics acabou com um tabu de nove derrotas seguidas para o LA Sparks vencendo em Los Angeles por 74 a 68 (40 a 40 no intervalo) e derrubando a equipe californiana para a quarta posição na zona de playoffs do Oeste (10V-9D), ameaçada pela recuperação do Seattle e por uma série de oito partidas longe do Staples Center de LA. A ex-Sparks DeLisha Milton-Jones (camisa 3 de azul na foto), campeã espanhola ao lado das brasileiras Helen e Érika no Barcelona, comandou o Mystics com 15 pontos, sete rebotes e três assistências, duelando de igual para igual com a cestinha da liga Chamique Holdsclaw, pela qual foi trocada no início do ano. Recuperando-se de uma lesão na perna esquerda, Holdsclaw fez 17 pontos pelo Sparks, mas errou 11 em 17 arremessos de quadra. A ala-armadora Alana Beard e a pivô Chasity Melvin, com 14 pontos cada, fizeram a diferença para o Mystics (10V-10D) junto com a armadora novata de 1,60m Temeka Johnson, jogadora mais baixinha da liga que não se intimidou e fez 11 pontos e sete assistências. A pivô tricampeã olímpica Lisa Leslie teve uma noite ruim pelo Sparks com 11 pontos e três rebotes.

A WNBA tem apenas um jogo hoje: Detroit Shock x Connecticut Sun. Na quinta-feira jogam Houston Comets x Washington Mystics, Indiana Fever x San Antonio SilverStars e Phoenix Mercury x New York Liberty.

Fonte: BasketBrasil
SELEÇÃO BRASILEIRA FEMININA REINICIA OS TREINOS EM SÃO PAULO

Depois de quatro dias de folga, a seleção brasileira adulta feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, voltou nesta terça-feira aos treinos no ginásio do Pinheiros, em São Paulo. Para essa fase de treinamentos, o técnico Antonio Carlos Barbosa convocou 17 jogadoras que ficarão treinando em tempo integral (10h30/12h30 e 18h30/20h30). No dia 30, a delegação brasileira embarca para a Europa onde irá realizar uma série de jogos contra Itália e Grécia.

Estamos dando continuidade ao trabalho iniciado no Rio de Janeiro, com treinos técnicos e táticos, enquanto o preparador físico João Nunes faz a manutenção do condicionamento físico do grupo. O grande objetivo é avaliar e dar experiência a um maior número de jogadoras para aumentar a base de atletas selecionáveis. Na próxima semana definirei o grupo que para a excursão à Europa ? explicou o técnico Antonio Carlos Barbosa.

Depois da excursão à Europa, a seleção brasileira, decacampeã sul-americana invicta, irá disputar os Jogos Desafio Eletrobrás contra o Canadá (20 e 22 de agosto, em São Paulo); a Copa Internacional Eletrobrás (25 a 27 de agosto, no Rio de Janeiro); os Jogos Desafio Eletrobrás contra Cuba (30 de agosto, em Macapá, e 1º de setembro, no Rio de Janeiro); e a 5ª Copa América ? Pré-Mundial da República Dominicana (14 a 18 de setembro).

AS CONVOCADAS
NOME ? POSIÇÃO ? IDADE ? ALTURA ? CLUBE
Isis Nascimento ? Pivô ? 21 anos ? 2,02m ? Unimed/Ourinhos (SP)
Alessandra Oliveira ? Pivô ? 31 anos ? 2,00m ? Ros Casares Valência (Espanha)
Érika Cristina ? Pivô ? 23 anos ? 1,97m ? Barcelona (Espanha)
Jucimara Dantas (Mamá) ? Pivô ? 27 anos ? 1,93m ? Madalloni (Itália)
Graziane Coelho ? Pivô ? 22 anos ? 1,91m ? Penta Faenza (Itália)
Soeli Garvão (Ega) ? Pivô ? 27 anos ? 1,87m ? Unimed/Ourinhos (SP)
Flávia Luiza ? Pivô ? 22 anos ? 1,87m ? Terra Sarada Alghero (Itália)
Lílian Gonçalves ? Ala/Armadora ? 26 anos ? 1,84m - Unimed/Ourinhos (SP)
Silvia Cristina ? Ala ? 23 anos ? 1,82m ? Ribeirão Preto/Clube Verdade (SP)
Tayara Pesenti ? Ala ? 23 anos ? 1,80m ? Ribeirão Preto/Clube Verdade (SP)
Patrícia Ferreira (Chuca) ? Ala ? 26 anos ? 1,80m - Unimed/Ourinhos (SP)
Micaela Jacintho ? Ala ? 26 anos ? 1,79m ? Pool Comense (Itália)
Jaqueline Silvestre ? Ala ? 19 anos ? 1,78m ? Clube São João/Jundiaí (SP)
Fabianna Manfredi ? Armadora ? 23 anos ? 1,78 ? São Caetano (SP)
Palmira Marçal ? Ala ? 21 anos ? 1,76m ? Unimed/Ourinhos (SP)
Eliene Honório ? Armadora ? 18 anos ? 1,74m ? Unimed/Americana (SP)
Vivian Lopes ? Ala/Armadora ? 29 anos ? 1,74m ? São Caetano (SP)

COMISSÃO TÉCNICA
Técnico: Antonio Carlos Barbosa
Assistentes: Norberto Silva (Borracha) e Luiz Cláudio Tarallo
Preparador físico: João Nunes
Fisioterapeuta: Flávia Rocco e Michelle Andrade
Médico: Fabiano Cunha

A PROGRAMAÇÃO
1 a 14 de agosto ? Torneio Internacional na Itália e na Grécia
20 de agosto ? Jogos Desafio Eletrobrás ? Brasil x Canadá (São Paulo/SP)
22 de agosto ? Jogos Desafio Eletrobrás ? Brasil x Canadá (São Paulo/SP)
25 a 27 de agosto ? Copa Internacional Eletrobrás (Rio de Janeiro/RJ)
Participantes: Brasil ? Argentina ? Canadá ? Cuba
30 de agosto ? Jogos Desafio Eletrobrás ? Brasil x Cuba (Macapá/AP)
1º de setembro ? Jogos Desafio Eletrobrás ? Brasil x Cuba (Rio de Janeiro/RJ)
14 a 18 de setembro ? 5ª Copa América ? Pré-Mundial da República Dominicana

terça-feira, 19 de julho de 2005

Juvenil Eliene reforça seleção adulta
Americana (SP) - A armadora do time juvenil de basquete da ADCF Unimed, Eliene Honório, de 18 anos, foi convocada para a seleção brasileira adulta que disputará a 5ª Copa América Feminina de Basquete, de 14 a 18 de setembro deste ano, na República Dominicana.

Eliene, que já fez parte da seleção brasileira juvenil, se disse surpresa com a convocação: ?É claro que eu esperava ser chamada um dia, mas assim tão rápido foi mesmo uma surpresa. Aliás, uma surpresa bastante agradável. Vou me empenhar ao máximo para aproveitar a oportunidade da melhor forma possível?.

Além do Brasil, estão confirmadas para a competição outras sete equipes: Colômbia, Argentina, Cuba, Guatemala, Porto Rico, Canadá e República Dominicana. As três primeiras colocadas estarão automaticamente classificadas para o Mundial, que será disputada em setembro de 2006, no Rio de Janeiro e São Paulo. Por ser o país-sede, o Brasil , já tem sua vaga garantida.

Fonte: Gazeta Esportiva
?Ribeirão vai jogar o Nacional, na Liga ou fora dela?, diz técnica
?Ribeirão Preto terá o basquete feminino disputando o Campeonato Brasileiro independentemente de quem organize?. Esta foi a afirmação da técnica Tininha, garantindo a presença do Clube Verdade/SME/Ribeirão no Nacional em 2005. Ontem a Nossa Liga de Basquetebol aprovou, em São Paulo, a realização de seu primeiro torneio feminino já neste ano.Nove times confirmaram presença no evento, que não tem aval da Confederação Brasileira de Basquete: São Bernardo, São Caetano, Piracicaba, São José do Rio Preto, Maringá, Marília, Janeth Arcain, Catanduva e Uberaba. Por desconhecer tal informação, Ribeirão ainda não confirmou o registro, mas deverá fazê-lo. ?Não sabia que a Liga teria o campeoanto ainda neste ano. Vamos disputar, ou pela Liga ou pela CBB, isto é certo?, ratificou.
Como o prazo de inscrição vai até o dia 29, José Medalha, diretor-executivo da NLB, acredita que haverá mais agremiações.?Devemos ter no mínimo uns 12 times na liga?, afirma o dirigente.A idéia de realizar o torneio feminino neste ano, junto com o masculino, foi da Traffic, que cuida do marketing da NLB. A empresa acredita que será mais fácil vender ao mercado a competição, caso ela tenha as duas versões.As inscrições para o masculino terminaram ontem, com a confirmação de 30 clubes no torneio, que tem início em outubro. O último inscrito foi o América (RJ). O COC/Ribeirão manteve a sua posição e não se inscreveu.
Regionais
A equipe feminina de Ribeirão vai disputar os Regionais a partir da próxima semana. O time entra em quadra com a expectativa de ganhar ouro. ?Fomos vice campeãs estaduais. Se não trouxer ouro nos Regionais estou na rua?, brincou a técnica Tininha.
Após as disputas em Sertãozinho o elenco de Ribeirão passará por uma pequena reformulação com a saída de duas ou três jogadoras.

Definidas seleções da Copa América

A Federação Internacional de Basquete divulgou ontem as oito Seleções disputarão a V Copa América Feminina de Basquete, de 14 a 18 de setembro: Brasil, Colômbia e Argentina (América do Sul); Cuba, Guatemala e Porto Rico (América Central); Canadá (América do Norte); e República Dominicana (país-sede). As três primeiras colocadas, além do Brasil, estão classificadas para o Mundial do Brasil/2006.

Fonte: Jornal A Cidade

sábado, 16 de julho de 2005

Alessandra fecha com o Ros Casares

Aos 31 anos, a pivô brasileira Alessandra Oliveira muda de casa na próxima temporada.

Alessandra jogará pela primeira vez no basquete espanhol, no Ros Casares, de Valência, atual vice-campeão espanhol.

A contratação de Alessandra é uma das tentativas de amenizar o impacto da perda da maior estrela do time, a espanhola Valdemoro, que reforça o Samara, na Rússia.

Além de Alessandra, o Ros já havia acertado com Ana Montañana e com a francesa Nicole Antibe e renovado os contratos de Sanchis, Aguilar e Jordana.

P.s: Estou de férias nesse mês e postando esporadicamente. O blog retorna ao ritmo normal de atualizações em cerca de 10 dias. Bom final de semana a todos.
Feminino terá liga em 2005 com 9 equipes


A Nossa Liga de Basquetebol aprovou ontem, em São Paulo, a realização de seu primeiro torneio feminino já neste ano.
Nove times confirmaram presença no evento, que não tem aval da Confederação Brasileira de Basquete: São Bernardo, São Caetano, Piracicaba, São José do Rio Preto, Maringá, Marília, Janeth Arcain, Catanduva e Uberaba.
Como o prazo de inscrição vai até o dia 29, José Medalha, diretor-executivo da NLB, acredita que haverá mais agremiações.
"Devemos ter no mínimo uns 12 times na liga", afirma o dirigente.
A idéia de realizar o torneio feminino neste ano, junto com o masculino, foi da Traffic, que cuida do marketing da NLB. A empresa acredita que será mais fácil vender ao mercado a competição, caso ela tenha as duas versões.
As inscrições para o masculino terminaram ontem, com a confirmação de 30 clubes no torneio, que tem início em outubro. O último inscrito foi o América (RJ).

Pirata oficial

Ainda sem reconhecimento da CBB, a Nossa Liga de Basquetebol recebeu carta de André Arantes, secretário de Alto Rendimento do Ministério do Esporte. Arantes parabeniza a criação da NLB ""que contribuirá na promoção e organização da prática do esporte no Brasil".

Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 15 de julho de 2005

Técnico brasileiro destaca evolução de adversários

Marta Teixeira

São Paulo (SP) - O Brasil conquistou seu 20º título sul-americano no início dessa semana com uma campanha invicta. Venceu seus seis confrontos sem sofrer ameaça real de nenhum adversário. Mesmo a tradicional adversária Argentina não complicou muito a situação. Contudo, o técnico Antonio Carlos Barbosa acredita que a qualidade técnica geral evoluiu desde a última edição do torneio.
'O fato de nós ganharmos de maneira até tranqüila não impede que os outros tenham evoluído. Eles evoluíram, mas nós continuamos evoluindo também', explica. Com oito participações em sul-americanos e sete títulos consecutivos no torneio, ele garante que essa foi a melhor edição. 'Esse foi o de melhor nível técnico', analisa. 'Se não fosse assim, a Argentina teria sido vice-campeã como sempre', ressalta o treinador. Desta vez, o grupo argentino teve de se contentar com a terceira colocação depois de uma derrota inesperada para a Colômbia, que terminou na segunda colocação.

O time da casa, aliás, foi uma das boas surpresas apontadas por Barbosa na competição. 'Eles têm uma armadora muito boa e um time muito alto. É a volta da Colômbia', afirma. Essa equipe foi capaz de superar a Argentina com time quase idêntico ao que eliminou o Canadá no último Pré-Mundial.

Com atletas jogando fora do país, Paraguai, Chile e a própria Argentina também apresentaram evolução. 'Isso tudo é efeito da globalização', afirma Barbosa, que destaca a participação da armadora Paola no grupo paraguaio.

Mas mesmo com a evolução das oponentes, o técnico brasileiro acha que o time nacional continua em um patamar diferenciado. 'Não é uma melhora para ganhar do Brasil ou mesmo para chegar perto do Brasil', admite, ao mesmo tempo em que faz questão de valorizar o resultado obtido. 'Nós é que temos mania de nos depreciar e dizer que a vitória foi pelo nível técnico dos outros times'.

De qualquer maneira, Barbosa acha que a competição foi importante para proporcionar a integração de novos elementos às opções do time. 'Esse é o momento certo para observar as jogadoras, o início de um novo ciclo. Isso tem de ser rotina e temos de aproveitar quando vamos para um campeonato que não tem o mesmo nível técnico que o nosso'.

Seleção se reapresenta na segunda com novidades


São Paulo (SP) - Depois de conquistar o 20º título sul-americano no início da semana, a seleção brasileira feminina de basquete volta a se apresentar nesta segunda-feira para uma nova fase de treinamento. Desta vez, o grupo ficará em São Paulo até o embarque para a Europa. Lá, o grupo participará dos Torneios Internacionais da Itália e da Grécia, entre 1 e 14 de agosto. Mas o time que vai treinar na próxima semana estará um pouco diferente do que foi campeão na Colômbia.
A ala/armadora Helen e a ala/pivô Zaine deixam o grupo por causa de compromissos assumidos anteriormente, mas no caso de Helen há chance de reintegração para os amistosos. Com a saída de Zaine, Jucimara, a Mamá, retorna ao grupo, o mesmo acontecendo com as alas Tayara, Palmira e a pivô Isis.

Barbosa encontra 'soluções' para o futuro

Marta Teixeira

São Paulo (SP) - Uma nova opção na posição 4, uma promessa para a armação da equipe, a geração que ensaia os primeiros passos na seleção brasileira feminina de basquete já deixou boa impressão no técnico Antonio Carlos Barbosa. A equipe desembarcou no Brasil nesta quinta-feira depois da conquista do título Sul-americano com a promessa de solução para alguns pontos frágeis no futuro da seleção e com duas certezas para Barbosa: quem já defendeu a equipe comprovou evolução e quem chegou agora ainda vai dar o que falar.
Entre as recém-chegadas, ele destacou a armadora Fabianna e a ala Jaqueline. Aos 19 anos, ele acredita que a ala chegou mesmo a surpreender aqueles que não acompanham muito de perto a categoria. 'Alguns nem sabiam quem ela era, porque foi reserva na seleção sub-19', lembra o treinador.

Para conquistar a atenção de Barbosa, a dupla teve de vencer duas disputas nos últimos dias: primeiro ficar entre as 12, depois ir bem no Sul-americano. Nisso Jaqueline já começou surpreendendo. 'Só pelo fato de já ter ficado entre as 12', destaca o técnico, lembrando que ela concorria com a cestinha do Campeonato Paulista Tayara e com Ana Flávia, que já integrou a seleção.

Fabianna também deixou impressão positiva. Vice-campeã mundial no sub-21, ela é classificada como uma 'armadora nata' pelo técnico. 'E essa é uma posição que estamos carentes', explica Barbosa, já pensando na sucessão de gerações. 'Ela me agradou bastante, mas ainda tem um caminho longo'.

Mas não foram apenas as recém-chegadas que obtiveram a aprovação de Barbosa. O grupo 'de troca', formado por atletas que tradicionamente são reserva na equipe, também deu conta do recado. Entre elas a ala/pivô Ega tornou-se exemplo de evolução para ele. 'Ela saiu como titular da equipe em todos os jogos e foi muito bem', analisa.

Ocupando a posição de 4 no time, Ega deu um alívio para Barbosa. 'Dentro da minha opção tática essa é uma posição excepcionalmente importante e praticamente temos apenas a Cíntia. A Ega é uma jogadora que tem bom passe, boa movimentação e isso é fundamental porque a 4 tem que trabalhar para a 5 (pivô) e se não tiver um bom passe não tem como a outra receber a bola bem posicionada'.

Voltando ao time depois de quase uma temporada de ausência, a ala Lilian também foi elogiada pela constância em quadra. Mas Barbosa reconhece que o Sul-americano poderia ter sido bem diferente se a experiente ala/armadora Helen não tivesse concordado em integrar a equipe. 'Se não fosse a sensibilidade dela a situação seria diferente'. No final, Helen foi eleita a Melhor Jogadora (MVP) do torneio.

Iziane é cestinha, mas Storm perde a segunda seguida


Washington (EUA) - Com 19 pontos anotados, a ala brasileira Iziane Marques foi a cestinha do confronto entre Seattle Storm e Washington Mystics na rodada de quarta-feira da WNBA. Apesar da performance da brasileira, que ainda pegou três rebotes e fez duas assistências, o Storm perdeu por 78 a 71.
A parceria Alana Beard e Delisha Milton, com 15 pontos cada, foi responsável pela vitória do Washington. Esta foi a segunda derrota consecutiva do time de Iziane, que ocupa a quinta colocação na Conferência do Oeste com oito vitórias em 18 partidas. Washington é o quarto no Leste com nove vitórias e oito derrotas.

Nos outros confrontos da rodada, o Detroit Shock foi superado pelo Minnesota Lynx por 71 a 61, enquanto o Phoenix Mercury desbancou o Charlotte Sting sem sobressaltos com o placar de 82 a 62. No outro jogo da programação, Indiana Fever superou o Connecticut Sun, líder do Leste, por 64 a 53.

Fonte: A Gazeta Esportiva


FIBA AMÉRICAS CONFIRMA AS OITO SELEÇÕES DA COPA AMÉRICA FEMININA

A FIBA Américas divulgou as oito seleções que irão disputar a 5ª Copa América Feminina de Basquete ? Pré-Mundial da República Dominicana, de 14 a 18 de setembro: Brasil, Colômbia e Argentina (América do Sul); Cuba, Guatemala e Porto Rico (América Central); Canadá (América do Norte); e República Dominicana (país sede). As três primeiras colocadas, além do Brasil, estão classificadas para o 15º Campeonato Mundial do Brasil, que será realizado de 12 a 24 de setembro de 2006, no Rio de Janeiro e em São Paulo. A seleção dos Estados Unidos, atual campeã olímpica, já está classificada para o Mundial.

Das 14 edições anteriores do Mundial Adulto, as americanas foram campeãs sete vezes (1953, 1957, 1979, 1986, 1990, 1998 e 2002), a ex-União Soviética conquistou seis títulos (1959, 1964, 1967, 1971, 1975 e 1983) e a seleção brasileira foi campeã em 1994, na Austrália.

20º TÍTULO SUL-AMERICANO FEMININO COMPROVA SUCESSO DA NOVA GERAÇÃO


Depois de conquistar o 20º título sul-americano e o inédito decacampeonato invicto, a seleção brasileira adulta feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, retornou ao país nesta quinta-feira. Há 21 anos o Brasil não sabe o que é derrota no Sul-Americano e acumula 53 vitórias consecutivas. Além das conquistas, o Sul-Americano também dá oportunidade para novos nomes se destacarem no cenário internacional, como as vice-campeãs mundiais Sub-21 em 2003, na Croácia.

? Estou muito feliz de ter ajudado, de alguma forma, na conquista do sul-americano. Acredito que fiz uma participação positiva e agora é preciso continuar treinando muito para ter outras oportunidades na equipe. Foi um título merecido e mostramos a categoria do basquete feminino brasileiro ? comentou a armadora Fabianna.

? Foi legal por ter sido a minha estréia na seleção adulta. Esperava ter ajudado mais a equipe dentro da quadra, mas o começo é assim mesmo. Para compensar, acho que contribui incentivando, vibrando e motivando o grupo ? disse a pivô Flávia Luiza.

? Foi meu primeiro Sul-Americano adulto e acho que fiz uma ótima estréia. A equipe se uniu no objetivo de conquistar o título e conseguimos vencer de uma forma muito bonita. Para mim foi muito gratificante, pois consegui me recuperar de uma lesão no tornozelo e fazer um belo campeonato, ajudando o grupo a chegar ao decacampeonato ? analisou a pivô Érika.

? Gostei muito de estrear na seleção adulta logo com um título. Acho que todas deram o melhor de si para serem campeãs. Não joguei muito tempo, mas pude ajudar a equipe e aprender com as mais experientes nos momentos de decisão ? disse a pivô Graziane.

Quem também aproveitou a chance de mostrar seu talento foi a ala Jaqueline, de 19 anos, que também defendeu a seleção adulta pela primeira vez.

? Essa experiência foi um aprendizado enorme para mim. Atuar em uma competição oficial da seleção adulta é muita responsabilidade, mas acho que pude mostrar meu potencial, principalmente no primeiro jogo, em que fiz sete pontos em dois minutos e meio ? declarou a ala Jaqueline.

Além do Brasil, Colômbia e Argentina garantiram a vaga na 5ª Copa América ? Pré-Mundial da República Dominicana, de 14 a 18 de setembro. Ainda na temporada 2005, o Brasil irá disputar o Torneio Internacional da Itália e da Grécia (1 a 14 de agosto); os Jogos Desafio Eletrobrás contra o Canadá (20 e 22 de agosto, em São Paulo); a Copa Internacional Eletrobrás (25 a 27 de agosto, no Rio de Janeiro); os Jogos Desafio Eletrobrás contra Cuba (30 de agosto, em Macapá, e 1º de setembro, no Rio de Janeiro); e a Copa América ? Pré-Mundial da República Dominicana.

Helen Cristina Santos Luz

Aos 32 anos, a armadora Helen Luz foi a representante da experiência brasileira na conquista invicta do Sul-Americano da Colômbia, onde o Brasil chegou ao decacampeonato invicto. Foi o quinto título sul-americano adulto da armadora, que foi campeã em 1991 (também na Colômbia), 1993 (Bolívia), 1997 (Chile) e 1999 (Brasil). Liderando um grupo renovado, a capitã Helen foi eleita a MVP (jogadora mais valiosa) da competição e a líder nos arremessos de três pontos, sua marca registrada. Retornando de uma vitoriosa temporada no Barcelona, onde foi campeã espanhola, Helen está em um grande momento profissional e pessoal. Casada com o espanhol Octavio há um ano, Helen está terminando de construir sua casa no Brasil e retorna ao Barcelona em setembro. Só lamenta ainda não ter tido tempo para uma merecida lua de mel.

Como foi a conquista de decacampeonato sul-americano?

Foi ótimo. Estou super feliz com o meu quinto título do continente. Alcançamos o nosso objetivo, crescendo a cada partida conforme o planejado. Chegamos ao último confronto com uma vantagem enorme, podendo até perder para a Argentina por 24 pontos. Claro que só a vitória nos passou pela cabeça. Entramos no ritmo de jogo ao longo da competição e conseguimos mostrar competência, talento e espírito de equipe, com muita humildade e respeitando todos os adversários.


O que representa ser eleita a MVP do campeonato?

É sempre uma honra ter o seu trabalho reconhecido. Dedico esse prêmio à equipe, pois o meu bom rendimento é também fruto do trabalho de todas as atletas em quadra. Jogamos um basquete coletivo onde todas fizeram bem sua parte na defesa, no ataque, nos rebotes. Nas seis partidas, os pontos foram bem distribuídos, mostrando que não jogamos na individualidade.


O que você achou do nível técnico da competição?

Acredito que todas as equipes evoluíram tecnicamente. A Colômbia me surpreendeu bastante, mostrando um bom basquete. A equipe da casa derrotou a Argentina e foi com justiça a vice-campeã. O Paraguai levou um time jovem e apesar do sétimo lugar, fez bons jogos e é uma seleção com futuro promissor.


Qual a sua avaliação da equipe brasileira?

É um time forte, muito bom de trabalhar e nos entendemos super bem. Foi uma grande oportunidade para essas meninas mostrarem sua força. Acho que essa geração tem muito talento e promete muitas conquistas para o basquete brasileiro, não só a seleção que esteve no Sul-Americano como as demais atletas que participaram dos treinamentos. É um grupo que tem potencial para brilhar nesse ciclo olímpico até a Olimpíada de Pequim (2008), que passa pelo Mundial do ano que vem no Brasil e os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro (2007). É só dar mais experiência internacional e acho que a hora é essa, com a Copa América e amistosos no Brasil e na Europa. Elas precisam ter vivência em seleção, que é completamente diferente dos clubes. É dedicação total: treinar, descansar, jogar. Temos que abrir mão de algumas coisas, mas sempre vale a pena defender o Brasil.


E como foi sua relação com as atletas mais novas?

Ótima. Acho que pude ajudar com a minha experiência e visão de jogo. Já estive do outro lado, estreando, sem experiência em seleção adulta, como a Jaqueline, a Fabianna, a Flávia, entre outras, e sempre tive quem me ajudasse. Fico feliz em poder retribuir de alguma forma o que o basquete já me deu. Aprendi muito sobre o esporte, disciplina, respeito e humildade com grandes técnicos e jogadoras de alto nível com quem tive o privilégio de trabalhar ao longo da minha carreira. Estava na hora de fazer pelas mais novas o que já fizeram por mim.


Como foi a sua primeira temporada no Barcelona?

Acho que joguei bem, conseguindo uma boa regularidade e ajudando a equipe na conquista do Campeonato Espanhol. Foi o título da superação. Terminamos a primeira fase em quarto lugar e vencemos o favorito Salamanca na semifinal. Disputamos o título contra o Valência e ganhamos por 3 a 2 fora de casa. Foi demais. A Espanha tem um grande campeonato, com 14 equipes, todas reforçadas por estrangeiras e o país gosta bastante de basquete. Além disso, é um ótimo lugar para se viver, bonito e alegre.


Antes do Barcelona, você jogou na Rússia pelo Dínamo Novosibirsk. Qual a diferença entre os dois países?

A Espanha tem uma forma de jogar parecida com a brasileira, com muita velocidade e contra-ataque. O basquete russo é mais tático e cadenciado. Esse contato com estilos diferentes é muito útil, principalmente para jogadora que atua em seleção nacional, pois tem mais experiência com ritmos e jeitos diferentes de jogar.


Falando um pouco sobre o lado pessoal, como está a vida de casada?

Maravilhosa. Estou casada com o espanhol Octavio há um ano e encontrei o amor da minha vida. Ele é um grande companheiro e apóia incondicionalmente minha carreira. Estamos terminando de construir nossa casa no Brasil e estamos super felizes. Só não tivemos ainda nossa lua de mel, por causa da minha agenda como atleta, emendando clube e seleção. Mas ele entende que esses sacrifícios fazem parte da minha carreira.


Qual a importância da família na sua carreira?

Fundamental. Devo muito à minha família, principalmente à minha mãe, Cléo, pela atleta que sou hoje. Ela criou três jogadoras de basquete e não foi nada fácil. Ela sempre lutou por nós e me apoiou demais na minha carreira. E agora tenho além da minha mãe e irmãos, o Otávio, meu fã número um.

Graziane de Jesus Coelho

A pivô Graziane Coelho é um dos destaques da nova geração do basquete brasileiro. Aos 22 anos, a jogadora aproveitou bem a chance na sua primeira convocação para a equipe adulta e está na Colômbia disputando o Sul-Americano, em busca do decacampeonato. Graziane renovou contrato por mais dois anos com a equipe italiana do Penta Faenza, onde está há duas temporadas, junto com a armadora Adrianinha. Nesse ano, a equipe das brasileiras foi vice-campeã italiana, fazendo a primeira final da história do clube na competição. O bom momento profissional já rendeu a Graziane a realização de dois grandes objetivos: comprar um apartamento e ajudar a mãe, dona Sônia que, finalmente pôde parar de trabalhar como empregada doméstica para cuidar de sua saúde. Integrante da seleção vice-campeã no Mundial Sub-21 (Croácia/2003), a pivô conquistou ainda, pela seleção juvenil, a medalha de bronze na Copa América (Argentina/2000), foi campeã sul-americana juvenil(Venezuela/2000) e 7º lugar no Mundial Juvenil (República Tcheca/2001). No Brasil, defendeu as equipes de Guaru, Bauru, Microcamp, Jundiaí, Uberaba e São Caetano.


Como vê sua primeira experiência na seleção adulta?

Na verdade, fiquei surpresa com a convocação. Já estava achando ótimo treinar no Rio de Janeiro com a equipe adulta e não esperava mesmo ficar entre as doze. Mas fiquei super feliz porque o técnico Barbosa acreditou no meu trabalho e me deu a chance de disputar o Sul-Americano, que é uma boa experiência para uma atleta jovem como eu.


E quais suas expectativas em relação ao Sul-Americano?

Acho que temos condições de conquistar o título e o nosso adversário mais difícil é a Argentina. Ganhamos bem os três primeiros jogos, mas apesar dos placares largos, os jogos estão mais complicados, principalmente no início.


Como começou a jogar basquete?

Quando tinha 11 anos, o professor de um amigo meu me viu jogando futebol na rua e, por causa da minha altura, me chamou para jogar na escolinha de basquete. Um ano depois fui jogar em Guarulhos. No começo foi difícil, mas consegui graças ao apoio da minha mãe e de dois grandes amigos, Geraldo e Deni, que sempre me ajudaram quando mais precisei. São como pai e mãe para mim. Sem eles, não estaria aqui hoje.


O que o basquete significa em sua vida?

Consegui tudo que tenho jogando basquete. A minha maior conquista foi tirar a minha mãe do emprego de doméstica, comprar nosso apartamento em São Paulo e cuidar do problema que ela tem nas pernas, fazendo fisioterapia. Além disso, o basquete me fez mudar meu jeito. Era muito fechada, tímida. Agora sou uma pessoa mais aberta, mais falante. E aprendi a me virar bem sozinha, quando saí de casa para jogar com 14 anos.


Como foi a sua adaptação na Itália?

No primeiro ano, foi difícil, mas tive sorte pois fui para um time que já tinha outra brasileira, a Adrianinha, que me ajudou demais a me adaptar ao clube e ao país. Além delas, devo agradecer muito também a Cintia Tuiú e a Alessandra. Sem essas três amigas, minha vida na Itália seria muito mais complicada.


E como avalia a sua segunda temporada na Itália?

Foi bem melhor. Acho que fui bem e consegui ajudar bastante a minha equipe. Os resultados do time no Campeonato Italiano ajudaram a formar uma boa torcida na cidade. Antes, a média de público era pequena e na final, mais de 1.500 pessoas lotaram o ginásio. Conseguimos levar a equipe à primeira final da história do campeonato, derrotando o favorito, Nápoli, por dois a zero. Eu joguei bem, principalmente na segunda partida da semifinal, fazendo 16 pontos e 14 rebotes.


E como está o seu jogo hoje?

Acho que melhorei bastante. Eu jogava mais fechado e na Itália as pivôs jogam mais abertas e tive que me adaptar a isso para marcá-las, afinal, defesa é realmente o meu ponto forte. Não sou uma pivô de pontuar, mas ajudo bem na marcação e nos rebotes. Acho que me falta um pouco de malícia debaixo do garrafão, mas acredito que vou adquirindo com o tempo e a experiência.


Quais os momentos mais marcantes da sua carreira?

Posso destacar vários. Minha primeira temporada adulta no Quaker/Jundiaí, dirigido pelo Barbosa. Não jogava, mas treinei com grandes feras e aprendi muito. Em 2003, fomos vice-campeãs mundiais Sub-21, onde joguei bem e a equipe, que estava junta há algum tempo, pode mostrar o seu valor. Em 2002, joguei o Nacional pelo Uberaba, onde eu era uma peça muito importante no time. Fui a segunda cestinha da equipe. E agora o vice-campeonato italiano pelo Penta Faenza, com o ginásio lotado e a convocação para a seleção adulta. Acho que não tenho o que reclamar.

quarta-feira, 13 de julho de 2005

NOSSA LIGA FEMININA DE BASQUETE

Os clubes femininos interessados em disputar a Nossa Liga de Basquete (NLB) vão se reunir nessa sexta-feira (15/07) no Centro Olímpico, em São Paulo.

A intenção é discutir o torneio feminino da entidade e a possibilidade de iniciá-lo já em 2005.

Também diretoras da NLB, Paula e Hortência estiveram hoje no divertido Na Geral, da BAND.

Na sexta, as duas cestinhas mais Oscar agendaram uma visita ao Mais Você, de Ana Maria Braga, na Rede Globo.

BRASIL CONUISTA 20º TÍTULO SUL-AMERICANO E O DECACAMPEONATO INVICTO

A seleção brasileira adulta feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, ganhou da Argentina por 76 a 59 (41 a 30 no primeiro tempo) pela última rodada do 29º Campeonato Sul-Americano, disputado em Villavicencio, na Colômbia. As cestinhas da partida foram a armadora Helen Luz, do Brasil, e a pivô Alejandra Chesta, da Argentina, ambas com 18 pontos. Com esse resultado, o Brasil conquistou o 20º título da competição, o decacampeonato invicto e acumula 53 vitórias consecutivas. Em seis jogos, as brasileiras marcaram 581 pontos e sofreram apenas 334. A armadora Helen foi a eleita a MVP do Sul-Americano e a cestinha de 3 pontos.

- Não foi um jogo muito bonito, mas conseguimos vencer. As duas equipes erraram muito no começo. Depois a equipe conseguiu se acertar e dominar a partida. Foi uma ótima competição, onde todas as seleções mostraram seu valor. Estou muito contente em ter sido a MVP. De qualquer forma, o mais importante é que conseguimos alcançar nosso objetivo num jogo unido e coletivo - explicou Helen, que conquistou seu quinto título sul-americano (1991, 1993, 1997, 1999 e 2005)

- Não foi a nossa melhor partida, mas crescemos ao longo do jogo e conseguimos o mais importante que é o título. Foi meu primeiro Sul-Americano adulto e acho que ajudei o máximo que pude. Isso me deixa muito satisfeita e orgulhosa. Agradeço as minhas companheiras que fizeram um excelente campeonato e juntas conseguimos manter a hegemonia do Brasil no continente - disse a pivô Érika.

- Não fizemos uma grande apresentação, mas jogamos o suficiente para ganhar a partida. Cometemos alguns erros, principalmente na defesa, mas no final deu tudo certo. Acredito que esse campeonato tenha sido o de melhor nível técnico do qual participei. Quanto ao nosso grupo, estou muito satisfeito porque fomos muito bem durante toda a competição. Algumas jogadoras conseguiram impor seu talento e corresponderam na hora em que foram solicitadas - analisou o técnico Antonio Carlos Barbosa, que ganhou seu oitavo título sul-americano adulto e o quinto seguido (1977, 1978, 1981, 1997, 1999, 2001, 2003 e 2005).

Além do Brasil, Colômbia, Argentina e Venezuela garantiram a vaga na 5ª Copa América - Pré-Mundial da República Dominicana, de 14 a 18 de setembro. A delegação brasileira retorna ao país nesta quinta-feira (dia 14), desembarcando às 5h25, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo (Avianca 85).

BRASIL (23 + 18 + 11 + 24 = 76)
Helen (18pts e 6 assistências), Lílian (7), Micaela (16), Ega (10) e Érika (15 e 17 rebotes). Depois: Zaine (4), Chuca (0) e Vivian (1), Fabianna (2) e Jaqueline (3). Técnico: Antonio Carlos Barbosa.

ARGENTINA (11 + 19 + 17 + 12 = 59)
Laura Nicolini (2pts), Íris Ferrazzoli (2), Alejandra Chesta (18), Marcela Paoletta (11) e Érika Sanchez (12). Depois: Maria Fernanda (4), Verônica Soberón (7) e Noelia Mendoza (3). Técnico: Eduardo Pinto.

CAMPANHA DO BRASIL
Brasil 101 x 67 Paraguai
Brasil 102 x 39 Equador
Brasil 104 x 55 Chile
Brasil 108 x 57 Venezuela
Colômbia 60 x 90 Brasil
Brasil 76 x 56 Argentina

RESUMO
6 jogos - 6 vitórias
581 pontos pró (média: 96.8pts)
278 pontos contra (média: 46.3pts)
Saldo: 303

CLASSIFICAÇÃO FINAL
1º- Brasil (decacampeão invicto); 2º- Colômbia; 3º- Argentina; 4º- Venezuela; 5º- Chile; 6º- Paraguai; 7º- Equador.

OS 29 TÍTULOS SUL-AMERICANOS
Brasil (20): 1954 - 1958 - 1965 - 1967 - 1968 - 1970 - 1972 - 1974 - 1978 - 1981 - 1986 - 1989 - 1991 - 1993 - 1995 - 1997 - 1999 - 2001 - 2003 - 2005
Chile (4): 1946 - 1950 - 1956 - 1960
Paraguai (2): 1952 - 1962
Argentina (1): 1948
Colômbia (1): 1984
Peru (1): 1977

Números da partida final

Fabianna - 1pt (2/2), 2 pontos, 1 recuperação, 1 falta.

Helen - 1pt (4/6), 2 pts (1/3), 3pts (4/6). 18 pontos, 5 bolas perdidas, 1 rebote, 1 recuperação.

Lílian - 1pt (1/2), 2pts (0/2), 3pts (2/4), 7 pontos, 1 bola perdida, 1 recuperada, 3 rebotes, 1 assistência, 1 falta.

Chuca - 2pts (0/1), 1 falta.

Micaela - 1pt (1/2), 2pts (6/7), 3pts (1/5), 16 pontos, 4 bolas perdidas, 3 recuperadas, 3 rebotes, 1 assistência.

Jaqueline - 3pts (1/1), 3 pontos, 2 faltas.

Vívian - 1pt (1/2), 2pts (0/1), 3 pts (0/1), 1 ponto, 2 rebotes, 2 faltas, 1 bola perdida.

Êga - 1pt (2/3), 2 pts (4/7), 3pts (0/4), 10 pontos, 4 recuperações, 3 rebotes, 3 faltas.

Zaine- 1pt (2/2), 2pts (1/4), 4 pontos, 1 recuperação, 1 rebote, 3 faltas.

Érika - 1pt (3/6), 2 pts (6/13), 15 pontos, 17 rebotes, 3 bolas perdidas, 2 recuperadas, 3 faltas.


ALESSANDRA VIAJA NESTA QUARTA-FEIRA PARA ACERTAR CONTRATO NO BASQUETE EUROPEU


A pivô Alessandra Oliveira viaja na próxima quarta-feira, dia 13 de julho,
para a Europa, onde define qual equipe vai defender na próxima temporada do
basquete europeu. A jogadora ainda está em fase de tratamento após sofrer
uma microcirurgia no pé esquerdo, realizada em março deste ano.

? Fiz uma avaliação com o Dr. Eduardo Pereira (médico responsável pela
cirurgia) e estou feliz com os resultados. Estou me sentido bem. Não tenho
dores, mas não vou pular etapas e acelerar a minha recuperação. Quero me
cuidar porque o meu objetivo é estar em forma e jogar bem em 2006, quando
vamos disputar o Campeonato Mundial no Brasil ? diz Alessandra.

A pivô foi convocada para a seleção brasileira de basquete em junho, mas foi
poupada de participar das primeiras competições deste ano por estar se
recuperando da microcirurgia no pé esquerdo e deve ser reavaliada pelo
departamento médico da Confederação Brasileira de Basketball. Na temporada
de 2004/2005 na Europa, Alessandra defendeu o time italiano Reyer Venezia.

Na última edição do Campeonato Italiano de Basquete, o Reyer Venezia
terminou o returno na sexta colocação, com 17 vitórias e 13 derrotas, e
enfrentou o terceiro colocado Meverin Parma nas quartas-de-final. Desfalcado
de Alessandra, a equipe de Veneza perdeu os dois primeiros confrontos da
série de melhor de três dos playoffs e acabou eliminada da competição.

Alessandra foi um dos destaques do Reyer Venezia na última edição do
Campeonato Italiano de Basquete. A brasileira teve média de 15,9 pontos,
10,7 rebotes, 2,3 recuperações de bola e 31,1 minutos por partida. Nas
estatísticas gerais da competição, ficou em quarto lugar em total de rebotes
ofensivos, com 95 em 20 jogos (média de 4,8 por partida), e em quinto lugar
em aproveitamento nas cestas de dois pontos, com 58,2% (114 arremessos
convertidos em 196 tentativas).

Na temporada de 2004/2005, Alessandra também disputou a Eurocopa FIBA e teve
uma grande atuação. Nas estatísticas gerais, foi líder em rebotes ofensivos,
com um total de 52 em dez jogos (média de 5,2 por partida), terceiro lugar
em double-doubles, com sete em dez jogos, terceiro lugar em aproveitamento
nas cestas de dois pontos, com 62,4% (73 arremessos convertidos em 117
tentativas), terceiro lugar em aproveitamento nas cestas de dois e três
pontos, com 62,7% (74 arremessos convertidos em 118 tentativas), quarto
lugar em total de cestas de dois pontos convertidas, com 73 em dez jogos
(média de 7,3 por partida), quinto lugar em total de rebotes, com 107 em dez
jogos (média de 10,7 por partida), sexto lugar em total de cestas de dois e
três pontos convertidas, com 74 em dez jogos (média de 7,4 por partida), e
sétimo lugar em média de pontos por jogo, com média de 17,6 por partida (176
em dez jogos). O Reyer Venezia ficou em terceiro lugar na Conferência Oeste.
BRASIL CONQUISTA 20º TÍTULO SUL-AMERICANO E O DECACAMPEONATO INVICTO


Villavicencio / Colômbia ? A seleção brasileira adulta feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, ganhou da Argentina por 76 a 59 (41 a 30 no primeiro tempo) pela última rodada do 29º Campeonato Sul-Americano, disputado em Villavicencio, na Colômbia. As cestinhas da partida foram a armadora Helen Luz, do Brasil, e a pivô Alejandra Chesta, da Argentina, ambas com 18 pontos. Com esse resultado, o Brasil conquistou o 20º título da competição, o decacampeonato invicto e acumula 53 vitórias consecutivas. Em seis jogos, as brasileiras marcaram 581 pontos e sofreram apenas 334. A armadora Helen foi a eleita a MVP do Sul-Americano e a cestinha de 3 pontos.

? Não foi um jogo muito bonito, mas conseguimos vencer. As duas equipes erraram muito no começo. Depois a equipe conseguiu se acertar e dominar a partida. Foi uma ótima competição, onde todas as seleções mostraram seu valor. Estou muito contente em ter sido a MVP. De qualquer forma, o mais importante é que conseguimos alcançar nosso objetivo num jogo unido e coletivo ? explicou Helen, que conquistou seu quinto título sul-americano (1991, 1993, 1997, 1999 e 2005)

? Não foi a nossa melhor partida, mas crescemos ao longo do jogo e conseguimos o mais importante que é o título. Foi meu primeiro Sul-Americano adulto e acho que ajudei o máximo que pude. Isso me deixa muito satisfeita e orgulhosa. Agradeço as minhas companheiras que fizeram um excelente campeonato e juntas conseguimos manter a hegemonia do Brasil no continente ? disse a pivô Érika.

? Não fizemos uma grande apresentação, mas jogamos o suficiente para ganhar a partida. Cometemos alguns erros, principalmente na defesa, mas no final deu tudo certo. Acredito que esse campeonato tenha sido o de melhor nível técnico do qual participei. Quanto ao nosso grupo, estou muito satisfeito porque fomos muito bem durante toda a competição. Algumas jogadoras conseguiram impor seu talento e corresponderam na hora em que foram solicitadas ? analisou o técnico Antonio Carlos Barbosa, que ganhou seu oitavo título sul-americano adulto e o quinto seguido (1977, 1978, 1981, 1997, 1999, 2001, 2003 e 2005).

Além do Brasil, Colômbia, Argentina e Venezuela garantiram a vaga na 5ª Copa América ? Pré-Mundial da República Dominicana, de 14 a 18 de setembro.

BRASIL (23 + 18 + 11 + 24 = 76): Helen (18pts e 6 assistências), Lílian (7), Micaela (16), Ega (10) e Érika (15 e 17 rebotes). Depois: Zaine (4), Chuca (0) e Vivian (1), Fabianna (2) e Jaqueline (3). Técnico: Antonio Carlos Barbosa.

ARGENTINA (11 + 19 + 17 + 12 = 59)Laura Nicolini (2pts), Íris Ferrazzoli (2), Alejandra Chesta (18), Marcela Paoletta (11) e Érika Sanchez (12). Depois: Maria Fernanda (4), Verônica Soberón (7) e Noelia Mendoza (3). Técnico: Eduardo Pinto.

CAMPANHA DO BRASIL
Brasil 101 x 67 Paraguai
Brasil 102 x 39 Equador
Brasil 104 x 55 Chile
Brasil 108 x 57 Venezuela
Colômbia 60 x 90 Brasil
Brasil 76 x 56 Argentina

RESUMO
6 jogos ? 6 vitórias
581 pontos pró (média: 96.8pts)
278 pontos contra (média: 46.3pts)
Saldo: 303

CLASSIFICAÇÃO FINAL
1º- Brasil (decacampeão invicto); 2º- Colômbia; 3º- Argentina; 4º- Venezuela; 5º- Chile; 6º- Paraguai; 7º- Equador.

OS 29 TÍTULOS SUL-AMERICANOS
Brasil
(20): 1954 ? 1958 ? 1965 ? 1967 ? 1968 ? 1970 ? 1972 ? 1974 ? 1978 ? 1981 ? 1986 ? 1989 ? 1991 ? 1993 ? 1995 ? 1997 ? 1999 ? 2001 ? 2003 ? 2005

Chile (4): 1946 ? 1950 ? 1956 ? 1960
Paraguai (2): 1952 ? 1962
Argentina (1): 1948
Colômbia (1): 1984
Peru (1): 1977

terça-feira, 12 de julho de 2005

BRASIL VENCE COLÔMBIA E DECIDE TÍTULO SUL-AMERICANO COM ARGENTINA

Villavicencio / Colômbia ?
A seleção brasileira adulta feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, venceu a Colômbia por 90 a 60 (56 a 31 no primeiro tempo) pela sexta rodada do 29º Campeonato Sul-Americano, que está sendo realizado em Villavicencio, na Colômbia. As cestinhas da partida foram a ala Micaela e a armadora Helen, com 27 e 22 pontos, respectivamente. Outro destaque do Brasil foi a pivô Érika, com 17 pontos e 18 rebotes. Na equipe colombiana, a principal pontuadora foi a ala/pivô Acosta, com 17 pontos. Com esse resultado, o Brasil lidera invicto com dez pontos ganhos (5 vitórias), seguido da Colômbia e da Argentina, ambos com nove (4 vitórias e uma derrota). As brasileiras voltam à quadra nesta terça-feira, às 22h de Brasília, para enfrentar a Argentina na decisão do título de 2005.

? Fizemos uma grande partida. Colocamos pressão desde o início e dominamos a partida os quarenta minutos. Tivemos altos e baixos no segundo tempo, mas nada que apagasse a ótima atuação de hoje. Uma vitória que praticamente nos garante o título. Esse resultado nos deixa com uma excelente vantagem para enfrentar a Argentina. Temos que manter o padrão apresentado hoje e fechar o campeonato com chave de ouro ? disse o técnico Antonio Carlos Barbosa.

A sétima e última rodada terá ainda nesta terça-feira Venezuela x Chile (18h de Brasília) e Colômbia x Paraguai (20h). De acordo com o regulamento do Sul-Americano 2005, as sete seleções jogam entre si, em turno único, sendo campeã a que somar o maior número de pontos nas sete rodadas. As três primeiras colocadas garantem a vaga na 5ª Copa América ? Pré-Mundial da República Dominicana, de 14 a 18 de setembro.

BRASIL (23 + 33 + 22 + 12 = 90)
Helen (22pts), Vívian (8), Micaela (27), Ega (8) e Érika (17 e 18 rebotes). Depois: Zaine (6), Lilian (2), Fabianna (0), Chuca (0), Jaqueline (0) e Graziane (0). Técnico: Antonio Carlos Barbosa.

COLÔMBIA (14 + 17 + 14 + 15 = 60)
Érika Valek (8), Yenny (6), Acosta (17), Liliana (8) e Elena Diaz (7). Depois: Robledo (10), Laura (0), Avendano (2), Mosquera (2) e Natalia (0). Técnico: Guilhermo Moreno.

SUL-AMERICANO ADULTO FEMININO
Villavicencio / Colômbia ? 6 a 12 de julho de 2005
Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai e Venezuela

1ª Rodada ? dia 6 de julho (Quarta)
Brasil 101 x 67 Paraguai, Colômbia 65 x 51 Equador e Argentina 86 x 60 Chile

2ª Rodada ? dia 7 de julho (Quinta)
Brasil 102 x 39 Equador, Argentina 83 x 70 Venezuela e Colômbia 74 x 62 Chile

3ª Rodada ? dia 8 de julho (Sexta)
Argentina 114 x 52 Paraguai, Chile 76 x 66 Equador e Colômbia 66 x 65 Venezuela

4º Rodada ? Dia 9 de julho (Sábado)
Equador 37x 95 Argentina, Venezuela 85 x 82 Paraguai e Brasil 104 x 55 Chile

5ª Rodada ? Dia 10 de julho (Domingo)
Equador 74 x 76 Paraguai, Brasil 108 x 57 Venezuela e Colômbia 74 x 55 Argentina

6ª Rodada ? Dia 11 de julho (Segunda)
Chile 59 x 56 Paraguai, Equador 68 x 88 Venezuela (20h) e Colômbia 60 x 90 Brasil

7ª Rodada ? Dia 12 de julho (Terça)
Venezuela x Chile (18h), Colômbia x Paraguai (20h) e Brasil x Argentina (22h)

Os números

Fabianna - 2 pts (0/1), 3 pts (0/1).

Helen - 2 pts (2/3), 3 pts (6/12), 22 pontos, 3 rebotes, 3 assistências, 2 recuperações, 6 bolas perdidas.

Lílian - 2 pts (1/1), 3 pts (0/1), 2 pontos, 2 recuperações.

Chuca - 2 pts (0/1), 1 bola perdida, 1 falta.

Micaela - 1pt (6/7), 2pts (9/16), 3pts (1/3), 27 pontos, 2 rebotes, 1 recuperação, 1 assistência, 2 bolas perdidas, 1 falta.

Jaqueline - 3 pts (0/1).

Vívian - 1pt (2/4), 2 pts (3/6), 8 pontos, 1 rebote, 1 assistência, 2 bolas perdidas.

Êga - 1 pt (4/4), 2 pts (2/5), 3 pts (0/1), 8 pontos, 3 rebotes, 2 assistências, 1 bola recuperada, 2 perdidas, 2 faltas.

Zaine - 1 pt (2/2), 2pts (2/4), 6 pontos, 3 rebotes, 1 bola perdida, 3 faltas.

Érika - 1pt (3/6), 2pts (7/15), 17 pontos, 18 rebotes, 3 bolas recuperadas, 1 perdida, 2 faltas.

Graziane - 2 rebotes.

domingo, 10 de julho de 2005

Os números de Hoje: Brasil 108 X 57 Venezuela

Fabianna - ll (1/1), 2 pts (1/1), 3 pontos, 4 bolas perdidas, 3 recuperadas, 2 assistências, 2 rebotes, 3 faltas.

Helen - ll (5/6), 2 pts (3/5), 3 pts (2/6), 17 pontos, 6 bolas perdidas, 2 recuperadas, 2 assistências, 3 faltas.

Lílian - 2 pts (4/7), 3 pts (2/5), 14 pontos, 1 assistência e 1 rebote.

Chuca - 2 pts (3/3), 6 pontos, 1 falta.

Micaela - ll (2/2), 2 pts (6/7), 14 pontos, 2 rebotes, 1 falta.

Jaqueline - ll (0/2), 2 pts (3/6), 3 pts (1/4), 9 pontos, 1 assitência, 2 bolas perdidas, 2 rebotes, 2 faltas.

Vívian - 2 pts (0/2).

Êga - ll (1/2), 2 pts (2/4), 3 pts (2/3), 11 pontos, 4 rebotes, 2 bolas perdidas, 1 recuperada, 2 assistências, 1 falta.

Zaine - ll (1/2), 2 pts (4/9), 9 pontos, 5 rebotes, 1 assistência, 1 falta.

Flávia - 2 pts (0/2), 4 rebotes, 1 bola perdida.

Érika - ll (3/5), 2 pts (9/14), 21 pontos, 14 rebotes, 5 recuperações, 1 bola perdida, 1 assistência, 3 faltas.

Graziane - ll (0/3), 2 pts (2/4), 4 pontos, 2 rebotes, 1 falta.
BRASIL DERROTA VENEZUELA E SEGUE INVICTO NO SUL-AMERICANO


Villavicencio / Colômbia ? A seleção brasileira adulta feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, ganhou da Venezuela por 108 a 57 (58 a 42 no primeiro tempo) pela quinta rodada do 29º Campeonato Sul-Americano, que está sendo realizado em Villavicencio, na Colômbia. A cestinha da partida foi a pivô Érika, do Brasil, com 21 pontos e 14 rebotes. Na equipe venezuelana, a principal pontuadora foi a ala Villarroel, com 17 pontos. Com esse resultado, o Brasil está com oito pontos ganhos (4 vitórias) e acumula 51 vitórias consecutivas na competição. A última derrota foi na final do Sul-Americano de 1984. As brasileiras voltam à quadra nesta segunda-feira, às 22h de Brasília, para enfrentar a Colômbia. Na terça-feira, no mesmo horário, Brasil e Argentina decidem o título.

? Fizemos o melhor jogo até agora, o que é natural. As duas primeiras partidas serviram para dar ritmo e hoje jogamos bem desde o início, o que não aconteceu nos jogos anteriores. O time estava mais solto, o Barbosa pode aproveitar as 12 jogadoras e os pontos foram bem distribuídos, mostrando o bom trabalho de equipe. Precisamos repetir isso contra a Colômbia e jogar com tranqüilidade, pois contra o time da casa a pressão é sempre maior ? explicou a armadora Helen.

A sexta e penúltima rodada terá ainda nesta segunda-feira Chile x Paraguai (18h) e Equador x Venezuela (20h). De acordo com o regulamento do Sul-Americano 2005, as sete seleções jogam entre si, em turno único, sendo campeã a que somar o maior número de pontos nas sete rodadas. As três primeiras colocadas garantem a vaga na 5ª Copa América ? Pré-Mundial da República Dominicana, de 14 a 18 de setembro.

BRASIL (32 + 26 + 28 + 22 = 108)
Helen (17pts), Lílian (14), Micaela (14), Ega (11 e 10 rebotes) e Érika (21 e 14 rebotes). Depois: Chuca (6), Vivian (0), Zaine (9), Fabianna (3), Graziane (4), Jaqueline (9) e Flávia (0). Técnico: Antonio Carlos Barbosa.

VENEZUELA (15 + 27 + 05 + 10 = 57)
Espinoza (4pts), Patricia (6), Castillo (8), Villarroel (17) e Hilda (0). Depois: Alejandra (4), Leydimar (2), Ramona (0), Blanco (0), Eldoymarth (11), Enmy (4) e Catherine (1). Técnico: Rafael Jesus.
BRASIL GANHA DO CHILE E COMPLETA 50 VITÓRIAS SEGUIDAS

Villavicencio / Colômbia ? A seleção brasileira adulta feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, ganhou do Chile por 104 a 55 (47 a 34 no primeiro tempo) pela quarta rodada do 29º Campeonato Sul-Americano, que está sendo realizado em Villavicencio, na Colômbia. As cestinhas da partida foram a pivô Érika, do Brasil, e a ala Ziomara, do Chile, com 21 e 20 pontos, respectivamente. Com esse resultado, o Brasil soma seis pontos em três partidas e alcança a marca histórica de 50 vitórias consecutivas na competição, sem perder um jogo desde a final do Sul-Americano de 1984. As brasileiras voltam à quadra neste domingo, às 20h de Brasília, para enfrentar a Venezuela.

? Começamos um pouco desligadas, especialmente na defesa. No intervalo, o técnico Barbosa nos chamou a atenção e acordamos para o jogo, marcando melhor e conseguindo bons contra-ataques. Domingo, contra a Venezuela, temos que começar mais atentas porque é uma seleção que conta com jogadoras fortes e está na briga por uma vaga na Copa América ? disse a pivô Érika.

A quinta rodada terá ainda neste domingo Equador x Paraguai (18h de Brasília) e Colômbia x Argentina (22h). De acordo com o regulamento do Sul-Americano 2005, as sete seleções jogam entre si, em turno único, sendo campeã a que somar o maior número de pontos nas sete rodadas. As três primeiras colocadas garantem a vaga na 5ª Copa América ? Pré-Mundial da República Dominicana, de 14 a 18 de setembro.

BRASIL (26 + 21 + 31 + 26 = 104)
Helen (14pts), Lílian (6), Micaela (16), Ega (12 e 10 rebotes) e Érika (21). Depois: Vivian (12), Zaine (8), Chuca (8), Flávia (0), Graziane (0) e Jaqueline (7). Técnico: Antonio Carlos Barbosa.

CHILE (22 + 12 + 09 + 12 = 55)
Javiera Novion (0), Valentina Agaronese (5), Paola Naranjo (5), Ziomara Morrison (20) e Tatiana Gómez (12). Depois: Carolina Guerrero (1), Mary Paz Cerda (6), Kimberly Scheel (4), Pámela Gutierrez (2), Romina Velanzuela (0), Venecia Castaneda (0) e Cristina Padilla (0). Técnico Osvaldo Chavez

Os números do Brasil no Sul-Americano

Brasil 104 X 55 Chile


Helen - ll (2/4), 2 pts (3/9), 3 pts (2/5), 14 pontos, 4 assistências, 3 rebotes, 3 bolas perdidas, 1 falta.

Lílian - 2 pts (3/3), 3 pts (0/9), 6 pontos, 3 rebotes, 4 faltas.

Chuca - ll (2/2), 2 pts (3/7), 8 pontos, 3 rebotes, 1 bola recuperada e 1 perdida, 3 assistências.

Micaela - ll (6/8), 2 pts (5/11), 3 pts (0/1), 16 pontos, 3 bolas perdidas, 2 recuperadas, 5 rebotes, 1 falta.

Jaqueline - 2 pts (2/3), 3 pts (1/1), 7 pontos 1 bola perdida.

Vívian - ll (2/2), 2 pts (5/11), 3 pts (0/1), 12 pontos, 3 rebotes, 4 recuperações, 2 bolas perdidas, 1 falta.

Êga - ll (2/2), 2 pts (4/5), 3 pts (1/1), 12 pontos, 10 rebotes, 2 assistências, 1 bola perdida e 1 recuperada, 2 faltas.

Zaine - ll (0/2), 2 pts (4/6), 8 pontos, 2 rebotes, 1 assistência, 1 bola recuperada, 2 faltas.

Érika - ll (9/13), 2 pts (6/15), 21 pontos, 7 rebotes, 1 bola perdida.

Flávia - 2 rebotes, 1 bola recuperada e 1 falta.

Graziane - 2 pts (0/1), 2 faltas.
Os números do Brasil no Sul-Americano

Brasil 102 X 39 Equador


Fabianna - 2 pts (0/1), 1 assistência, 1 bola perdida e 1 recuperada, 3 faltas, 2 rebotes.

Helen - ll (5/6), 2 pts (5/6), 3 pts (1/5), 14 pontos, 1 assistência, 3 rebotes, 4 bolas perdidas, 1 recuperação.

Lílian - ll (2/2), 2 pts (4/6), 3 pts (2/6), 16 pontos, 1 bola perdida e 1 recuperada.

Chuca - ll (1/2), 2 pts (3/4), 7 pontos, 1 rebote, 1 bola recuperada, 1 assistência.

Micaela - ll (2/3), 2 pts (3/7), 8 pontos, 1 bolas perdida, 5 rebotes, 1 falta.

Jaqueline - 3 pts (1/1), 3 pontos, 2 rebotes, 2 bolas recuperadas, 1 assistência, 1 falta.

Vívian - ll (2/2), 2 pts (3/7), 8 pontos, 4 rebotes, 3 recuperações, 1 assistência, 1 falta.

Êga - ll (2/5), 2 pts (5/11), 3 pts (0/1), 12 pontos, 8 rebotes, 3 bolas recuperadas e 3 perdidas.

Zaine - ll (3/4), 2 pts (5/6), 13 pontos, 5 rebotes, 2 assistências, 1 bola recuperada, 1 faltas.

Érika - ll (5/12), 2 pts (7/15), 19 pontos, 10 rebotes, 5 bolas perdidas, 2 recuperadas, 2 assistências, 1 falta.

Flávia - ll (0/1), 2 pts (1/1), 2 pontos, 2 rebotes, 2 bolas perdidas.

Graziane - 2 pts (0/1), 3 rebotes, 1 falta.

* A pobreza em assistências persiste teimosamente: 8.
Como na partida anterior, atuações corretíssimas de Zaine e da menina Jaqueline.
Os números do Brasil no Sul-Americano

Brasil 101 X 67 Paraguai


Fabianna - lances livres (1/2), 2 pts (0/1), 3 pts (0/1),1 ponto, 1 assistência, 1 bola perdida, 2 faltas, 2 recuperações.

Helen - ll (2/3), 2 pts (4/6), 3 pts (3/5), 19 pontos, 1 assistência, 3 rebotes, 2 bolas perdidas, 1 recuperação.

Lílian - 2 pts (1/1), 3 pts (3/11), 11 pontos, 2 rebotes, 1 bola perdida e 1 recuperada, 4 faltas.

Chuca - ll (3/4), 2 pts (3/10), 9 pontos, 5 rebotes, 3 bolas perdidas, 2 assistências, 2 faltas.

Micaela - 2 pts (2/2), 3 pts (1/2), 7 pontos, 2 bolas perdidas, 2 recuperadas, 2 rebotes, 4 faltas.

Jaqueline - 2 pts (2/2), 3 pts (1/1), 7 pontos.

Vívian - 2 pts (2/3), 4 pontos, 2 bolas perdidas, 1 recuperada, 2 assistências, 4 faltas.

Êga - ll (1/2), 2 pts (9/11), 19 pontos, 11 rebotes, 3 bolas recuperadas, 1 perdida, 2 assistências, 3 faltas.

Zaine - ll (2/2), 2 pts (5/7), 12 pontos, 5 rebotes, 2 bolas recuperadas, 1 perdida, 4 faltas.

Flávia - ll (3/6), 2 pts (3/9), 9 pontos, 8 rebotes, 2 bolas recuperadas, 1 perdida, 4 faltas.

Graziane - ll (1/2), 2 pts (1/2), 3 pontos, 5 rebotes, 1 bola perdida, 1 recuperada, 1 assistência, 1 falta.

* Chamam atenção a pobreza nas assistências (9) contra um adversário fraco, o excesso de atletas penduradas (5 com 4 faltas) e a pontaria torta de nossas alas.

sábado, 9 de julho de 2005

BRASIL BUSCA 50ª VITÓRIA CONSECUTIVA NO SUL-AMERICANO

Villavicencio / Colômbia – A seleção brasileira adulta feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, enfrenta o Chile neste sábado (22h de Brasília) pela quarta rodada do 29º Campeonato Sul-Americano, que está sendo realizado em Villavicencio, na Colômbia. O Brasil que não perde desde a final do Sul-Americano de 1984 vai tentar a 50ª vitória consecutiva. Brasileiras e chilenas se enfrentaram 22 vezes na história da competição, de 1946 a 2003, com 21 vitórias do Brasil contra cinco do Chile. O último confronto aconteceu no Sul-Americano do Equador, em 2003, e as brasileiras ganharam por 95 a 49.

— Não podemos vacilar contra nenhuma seleção. Temos que jogar concentradas e atentas, principalmente nos rebotes. O Chile ficou em terceiro lugar no Campeonato Sul-Americano de 2003 e merece o nosso respeito. Vamos continuar fazendo uma defesa forte e aumentando nosso volume de jogo no ataque — disse a ala Micaela.

sexta-feira, 8 de julho de 2005

Cestinha Janeth brilha e garante sexta vitória seguida do Comets batendo Indiana

A veterana ala brasileira Janeth Arcain não vai participar amanhã do Jogo das Estrelas, mas jogou como uma ontem e decidiu a sexta vitória consecutiva do Houston Comets, vice-líder da Conferência Oeste com 10 triunfos em 15 partidas. Em sua melhor atuação na temporada da WNBA, ela foi a cestinha do time texano com 16 pontos acertando oito em 11 arremessos e anotou ainda quatro rebotes, uma assistência e um roubo de bola em 34 minutos de ação, definindo a vitória sobre o Indiana Fever por 65 a 63 (33 a 26 no intervalo) com uma cesta faltando 2,9 segundos para o fim da partida em Indianápolis. A ala tricampeã olímpica e campeã de votos para o All-Star, Sheryl Swoopes, fez 14 pontos e cinco assistências para o Comets. A ala-pivô Tamika Catchings comandou o vice-líder do Leste Indiana (8V-6D) com 26 pontos e sete rebotes. Em Nova York, o líder geral Connecticut Sun (12V-3D) perdeu por 89 a 79 do NY Liberty (7V-7D) com 23 pontos e oito rebotes da pivô belga Ann Wauters mais 20 pontos e oito assistências da armadora Becky Hammon.

Janeth começou bem fazendo a primeira cesta do jogo e o Houston abriu 6 a 0. Após converter oito dos seus primeiros 13 arremessos, incluindo oito pontos da brasileira de 36 anos antes do intervalo, o Comets ampliou a diferença até 31 a 21, aí o Fever reagiu com uma cesta de três da armadora Kelly Miller e um roubo de bola seguido de bandeja de Tamika Catchings reduzindo a desvantagem para sete pontos ao final da etapa inicial, na qual Sheryl Swoopes, segunda cestinha da liga com uma média de 18,3 pontos por jogo, simplesmente zerou errando seus dois arremessos. No segundo tempo, o Indiana acertou 63,6% de suas finalizações, equilibrou as ações e chegou a tomar a dianteira no placar.

Swoopes só foi acertar sua primeira bola faltando 12min17s com uma cesta de três, mas foi o suficiente para ela se acender no jogo, pois fez 12 dos 14 pontos seguintes do Houston. O Indiana conseguiu sua primeira virada para 56 a 55 a 5min44s do final, Swoopes respondeu convertendo dois lances livres, mas uma cesta de três da ala-armadora Tully Bevilacqua deu ao time da casa vantagem de 59 a 57 faltando cinco minutos.

O técnico Van Chancellor conseguiu fortalecer a defesa do Comets, impedindo o Fever de pontuar por três minutos, aí Janeth apareceu para decidir com as três últimas cestas do time texano no jogo. As bolas certeiras de Arcain tiveram respostas imediatas da estrela campeã olímpica Tamika Catchings empatando o placar por 61 a 61 faltando dois minutos e por 63 a 63 a 27 segundos do fim. Chancellor pediu tempo e Swoopes pediu para gastar o tempo e armar a última jogada para Janeth. Foi isso o que aconteceu, a estrela do time deixou os segundos passarem batendo bola, fez a assistência para a brasileira, que girou para arremessar e converteu a cesta da vitória de uma distância de quatro metros no estouro do cronômetro de posse de bola, silenciando os 8.120 pagantes no Conseco Fieldhouse. Ainda restavam 2,7 segundos para o Indiana, mas o último arremesso de longe de Catchings bateu no aro no segundo final.

Lembrando os bons tempos que o levaram ao Jogo das Estrelas de 2001, Janeth só errou três arremessos de dois pontos, não forçou arremessos de três e em 34 minutos de ação foi consistente também na defesa, apesar de ter cometido quatro faltas e perdido três posses de bola. A brazuca roubou uma bola de Kelly Miller e limitou Tully Bevilacqua, campeã da liga no ano passado pelo Seattle Storm, a seis pontos e três assistências. Swoopes errou seis em 11 arremessos de quadra, pegou três rebotes, roubou duas bolas e reconheceu que a noite era verde-amarela. A pivô All-Star Michelle Snow ajudou o Houston com oito pontos e sete rebotes, a ala-pivô Kristen Rasmussen foi bem com nove pontos, dois rebotes e três tocos, e a armadora Dominique Canty anotou cinco assistências e seis pontos, um a menos que a veterana reserva Adrienne Goodson. No lado do Indiana, colaboraram um pouco com Catchings, que acertou 10 em 17 finalizações, a novata reserva Tan White com nove pontos e duas assistências e a pivô Natalie Williams com oito pontos e seis rebotes.

“Senti que o Indiana esperava me ver fazer algo para definir a última bola. Muitas pessoas não conhecem bem Janeth Arcain e o que ela é capaz de fazer. Não me surpreendeu que ela tenha acertado o arremesso decisivo, passei para ela com muita confiança, internacionalmente ela já acertou muitas cestas decisivas na carreira”, disse Sheryl Swoopes, que recebeu 108.999 votos como titular mais votada para o Jogo das Estrelas de Connecticut no sábado.

“Foi muito natural eu receber a bola. Os times sempre marcam Sheryl muito forte. O plano era eu segurar a bola até que faltassem oito ou dez segundos, fazer minha movimentação e definir no final do tempo. Eu estava muito confiante para definir, afinal estavam jogando mais duro contra Sheryl”, explicou Janeth.

“Nosso time mostrou muita personalidade e conseguiu mais uma grande vitória fora de casa. Que arremesso de Janeth! A boa notícia é que foi Sheryl quem sugeriu a jogada. Temos uma superestrela que pediu para fazermos a jogada para Arcain porque ela estava com a mão quente. Essa série invicta se deve a nosso espírito de equipe”, comemorou o técnico do Houston e da seleção americana campeã olímpica e mundial, Van Chancellor.

“Começamos mal, sentimos a falta de ritmo porque ficamos um longo tempo sem jogar (desde o dia 28 de junho) e precisamos fazer ajustes para reagir, conseguimos melhorar no segundo tempo, mas a vitória escapou”, afirmou Tamika Catchings, a mais votada All-Star na seleção do Leste.

No Madison Square Garden de Nova York, o líder geral Connecticut Sun comandado pela armadora Lindsay Whalen começou melhor e abriu uma vantagem que chegou a oito pontos no primeiro tempo e acabou em 38 a 32. Mas no segundo tempo o time do NY Liberty reagiu com tudo com 62% de acerto nos arremessos para conseguir sua segunda vitória seguida, por 89 a 79. A pivô belga Ann Wauters fez 13 de seus 23 pontos depois do intervalo. A armadora musa da torcida nova-iorquina Becky Hammon fez só um ponto de lance livre na etapa inicial e terminou a partida com 20, além de oito assistências. A dupla justificou sua presença no Jogo das Estrelas e contou com a ajuda de 14 pontos da ala Shameka Christon, que fez uma jogada de três pontos faltando 3min20s colocando o time da casa na frente por 73 a 70. A armadora Whalen, maior injustiçada ficando fora do All-Star de Connecticut ao ser preterida por seu próprio técnico Mike Thibault, foi a cestinha com 24 pontos e cinco assistências pelo atual vice-campeão Sun.

Na Carolina do Norte, o lanterna geral Charlotte Sting deu uma ajudinha ao campeão Seattle Storm da ala brasileira Iziane Castro Marques ao derrotar em casa o Minnesota Lynx por 66 a 58 (36 a 27 no intervalo). A veterana armadora-estrela Dawn Staley teve uma atuação discreta com cinco pontos e seis assistências, mas sua companheira ala-armadora Allison Feaster comandou o Sting (3V-12D) com 19 pontos. Ela fez uma cesta de três virando o placar para 15 a 13 e fechou uma série de 11 a 4 com outro arremesso de longe colocando 23 a 17 faltando 8min44s no primeiro tempo. No segundo tempo, uma série de 10 a 0 com sete pontos da reserva Jia Perkins ampliou a diferença para tranqüilos 53 a 37 faltando 13min02s. A ala Tangela Smith ajudou o Charlotte com 15 pontos e a pivô canadense Tammy Sutton-Brown com 13. O Minnesota foi liderado por 13 pontos da pivô Vanessa Hayden e 12 da estrela campeã olímpica Katie Smith. Na sua quinta derrota consecutiva em jogos fora de casa, o Lynx (8V-8D) desperdiçou 20 posses de bola que geraram 24 pontos do Sting e segue com a quarta e última posição na zona de playoffs do Oeste ameaçada pelo Seattle (8V-9D).

Por fim, na capital americana, o Detroit Shock se recuperou da derrota em casa diante do Houston superando o Washington Mystics por 76 a 62 (36 a 33 no intervalo) e se manteve na zona de classificação aos playoffs do Leste. A ala-pivô All-Star Cheryl Ford, filha do ex-astro da NBA Karl Malone, dominou o garrafão com 15 pontos, 18 rebotes, quatro assistências, um toco e seis arremessos certos em 11 tentados. O Detroit (7V-7D) tinha perdido seis dos sete jogos anteriores, e o Washington (8V-8D) tinha vencido cinco dos últimos seis, mas cinco pontos de Ford numa série de 10 a 0 no segundo tempo abriram 67 a 53 no placar e bastou administrar a vantagem acima de 10 pontos para garantir o triunfo fora de casa. A ala Elaine Powell ajudou o Shock com 12 pontos e 11 rebotes e a pivô campeã olímpica Ruth Riley encestou 11. A pivô Chasity Melvin comandou o Mystics com 14 pontos, sete rebotes e quatro tocos, e a ala-armadora All-Star Alana Beard marcou 12 pontos e quatro assistências.

A temporada regular da liga feminina americana chega à pausa para o Jogo das Estrelas e as equipes voltam a jogar apenas na terça-feira, com duas partidas: Houston Comets x New York Liberty e Los Angeles Sparks (9V-7D) x Charlotte Sting. Confira mais tarde a projeção estatística do Basketbrasil para o resultado do Jogo das Estrelas comparando os 12 duelos de integrantes da favorita seleção do Oeste contra a anfitriã seleção do Leste na grande festa que começa sábado às 17h (de Brasília) na Mohegan Sun Arena de Uncasville, Connecticut.

Fonte: BasketBrasil
Hortência e Paula voltam a se enfrentar



Essa foi uma das manchetes de uma das edições da semana do Tv Fama, da RedeTV.

Era uma partida de futebol de botão entre as deusas.

quinta-feira, 7 de julho de 2005

BRASIL VENCE EQUADOR NA 2ª RODADA DO SUL-AMERICANO

Villavicencio / Colômbia – A seleção brasileira adulta feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, ganhou do Equador por 102 a 39 (39 a 18 no primeiro tempo) pela segunda rodada do 29º Campeonato Sul-Americano, que está sendo realizado em Villavicencio, na Colômbia. As cestinhas da partida foram a pivô Erika e a ala/armadora Lilian, com 19 e 16 pontos, respectivamente. Na equipe equatoriana a principal pontuadora foi a ala Alicia Morales, com 11 pontos. O Brasil volta à quadra no sábado, às 22h de Brasília, para enfrentar o Chile pela quarta rodada. No domingo, o adversário é a Venezuela (20h).

— A equipe entrou determinada e concentrada para jogar bem e ganhar. Eu, particularmente, estou muito feliz por ter feito uma boa partida depois de me recuperar de uma séria lesão no tornozelo direito. Fiquei satisfeita por poder ajudar a minha equipe. Esperamos repetir a mesma performance na próxima partida contra o Chile — disse a pivô Érika.

— Jogamos melhor do que na partida de estréia contra o Paraguai. Embora ainda tenhamos cometido alguns erros no ataque, produzimos bem na parte ofensiva e evoluímos na defesa. Agora é corrigir os detalhes para a partida de sábado. O importante é que crescemos entre um jogo e outro — explicou a ala/armadora Lílian.

A terceira rodada será realizada nesta sexta-feira com Argentina x Paraguai (18h de Brasília), Chile x Equador (20h) e Colômbia x Venezuela (22h). De acordo com o regulamento do Sul-Americano 2005, as sete seleções jogam entre si, em turno único, sendo campeã a que somar o maior número de pontos nas sete rodadas. As três primeiras colocadas garantem a vaga na 5ª Copa América – Pré-Mundial da República Dominicana, de 14 a 18 de setembro.

BRASIL (19 + 20 + 29 + 34 = 102)
Helen (14pts), Lilian (16), Micaela (8), Ega (12) e Erika (19 e 10 rebotes). Depois: Vivian (8), Zaine (13), Fabianna (0), Chuca (7), Flávia (2), Jaqueline (3) e Graziane (0). Técnico: Antonio Carlos Barbosa.

EQUADOR (11 + 07 + 10 + 11 = 39)
Alicia Morales (11), Maria Tobar (10), Gabriela Darque (7), Evelyn Jará (2) e Márcia Espinoza (3). Depois: Maria Sandoval (0), Diana Noboa (4), Andréa Perez (2), Egda Arroyo (0), Maria Vinueza (0) e Verônica Cáceres (0). Técnico: Javier Estrella.

Derrota de virada para Phoenix Mercury aumenta crise no Seattle Storm de Iziane

O campeão da WNBA Seattle Storm chegou à metade da temporada com saldo negativo de oito vitórias e nove derrotas, fora da zona de classificação aos playoffs da Conferência Oeste. O time da ala brasileira Iziane Castro Marques perdeu ontem em Phoenix por 73 a 61 (29 a 32 no intervalo) para o anfitrião Mercury (5V-11D), que deixou a lanterna do Oeste novamente nas mãos do San Antonio SilverStars (5V-13D). A maranhense Izzy teve atuação discreta com cinco pontos, um rebote e uma assistência. A ala australiana Penny Taylor, melhor jogadora da Liga Italiana pelo campeão Famila Schio ao lado da brasileira Cíntia Tuiú, finalmente brilhou no retorno à WNBA marcando 17 pontos e cinco assistências pelo Phoenix, contra 17 pontos e 11 pontos da ala-armadora Betty Lennox, cestinha do Seattle, derrotado em cinco das últimas seis partidas. A ala-pivô australiana Lauren Jackson foi ofuscada com 15 pontos e nove rebotes antes de viajar para o Jogo das Estrelas da liga no sábado em Connecticut.

O primeiro tempo do jogo foi equilibrado, o Storm chegou a abrir nove pontos de frente em busca da segunda vitória consecutiva após bater em casa o líder do Oeste Sacramento Monarchs (11V-5D), mas o Mercury foi buscar a diferença e foi para o intervalo apenas três pontos atrás no placar. No segundo tempo, o time da casa conseguiu uma série de 21 a 2 que virou o marcador para 58 a 40 faltando 10min16s, a armadora Anna DeForge fez nove de seus 15 pontos nesse momento crucial da virada e Penny Taylor, sete. Depois bastou administrar a diferença acima dos 10 pontos. O Mercury acertou apenas 35% dos arremessos, mas defendeu muito forte e bateu um recorde da franquia com 12 tocos, com exceção de Belinda Snell, todas as suas jogadoras em quadra bloquearam. Em sua terceira partida pelo time, a pivô russa de 2,03m Maria Stepanova fechou o garrafão com três tocos, 10 rebotes, além de oito pontos. Essa foi a primeira vez no ano que o Phoenix obteve duas vitórias seguidas, na véspera havia superando o SilverStars em San Antonio.

Iziane começou mal no ataque errando uma bandeja contra seu ex-clube, e em 24 minutos de atuação como titular converteu uma em quatro finalizações de dois pontos, uma cesta de três em três tentativas reduzindo a diferença para 63 a 52 a 5min09s do final, não bateu lance livre, cometeu três faltas e desperdiçou duas posses de bola. Na defesa ela foi um pouco mais ativa, limitando a ala-armadora campeã olímpica e titular do Jogo das Estrelas Diana Taurasi a 14 pontos errando oito em 12 arremessos de quadra, além de seis rebotes e quatro assistências. Mas Penny Taylor liderou o time no lugar dela, pois pegou quatro rebotes e roubou quatro bolas, contando com a ajuda de 11 pontos e cinco rebotes da ala reserva Shereka Wright, mais sete pontos e seis rebotes da pivô tcheca Kamila Vodichkova.

Pelo Seattle, a ala-armadora Betty Lennox, melhor jogadora das finais de 2004, usou como motivação o fato de não ter sido eleita All-Star e se recuperou das recentes más atuações acertando oito em 17 arremessos, batendo seu recorde de rebotes na temporada (11) e roubando cinco bolas. A armadora campeã olímpica e All-Star Sue Bird contribuiu com 16 pontos e cinco assistências para o Storm, e Lauren Jackson foi prejudicada pelo excesso de faltas que acabou tirando-a de quadra, acabou acertando sete em 14 arremessos de quadra para somar 15 pontos, mas faltou ajuda no garrafão, já que as pivôs Janell Burse (nenhum ponto e quatro rebotes) e a australiana Suzy Batkovic (seis pontos e quatro rebotes) decepcionaram no embate com a dupla Vodichkova/Stepanova.

Na vitória do dia 2 de junho na mesma Phoenix, o único triunfo fora de casa do Storm em cinco confrontos com rivais do Oeste, Burse havia feito 21 pontos e agora zerou. A técnica e as jogadoras do Seattle reclamaram muito da arbitragem, já que o time cobrou só dois lances livres no jogo, convertidos por Batkovic faltando 2min29s, um recorde negativo da franquia.

"A arbitragem foi horrenda, não há dúvida. Apitaram só duas faltas do Phoenix no primeiro tempo e pegaram todas as faltas contra nós no final do jogo. Basta ver a disparidade nos lances livres: 22 a 2? Foi horroroso. Mas não perdemos por causa disso. Elas (Mercury) acertaram grandes arremessos e não fizemos nada defensivamente para obrigá-las a mudar as jogadas que gostam de fazer. Não tiramos as adversárias da sua zona de conforto, assim a confiança delas aumentou com aquele bom momento no segundo tempo. Não conseguimos encaixar uma boa seqüência no ataque. Estamos no controle de nosso destino e não estamos defendendo. Deixamos de ser um bom time defensivo, agora a marcação está de regular para ruim. O Phoenix sofre para marcar pontos e hoje conseguiu facilmente. Temos de voltar ao básico porque perdemos nossa identidade, o time precisa voltar a ser ele mesmo", criticou a técnica Anne Donovan, que no sábado vai comandar Lauren Jackson e Sue Bird na seleção do Oeste no Jogo das Estrelas.

"Não defendemos no segundo tempo, isso nos matou. É isso que vem nos prejudicando a temporada inteira. Mesmo quando vencemos não fazemos uma marcação agressiva. Estamos no afastando dos conceitos de como vencer jogos difíceis. Metade da temporada já foi embora, mas ainda temos muitos jogos pela frente, o principal é lembrar que não vamos ganhar se não jogarmos na defesa. Estamos em uma fase ruim, mas isso se deve à defesa, porque o ataque toma conta de si mesmo", concordou a ala-armadora Betty Lennox, ainda confiante nas chances de ultrapassar o Minnesota Lynx (8V-7D) e voltar à zona de playoffs.

"Nosso jogo foi uma droga, demos um tiro no pé e não ajudamos a nós mesmas. A arbitragem também foi muito ruim", reclamou Lauren Jackson.

"No primeiro tempo, tivemos dificuldades em achar as fraquezas do Seattle. No segundo, começamos a atacar mais a cesta e nossos arremessos passaram a cair. Todas nós jogamos com mais intensidade depois do intervalo. Conseguimos penetrar o garrafão e achar arremessadoras livres com passes para fora. Nossa química está ficando boa. Maria Stepanova se superou acertando grandes arremessos e pegando rebotes ofensivos cruciais para termos as segundas oportunidades de cesta. Bloqueamos vários arremessos e dominamos os rebotes, isso ajudou a ajustar nosso ataque", analisou Penny Taylor.

"Essa foi a grande vitória que estávamos esperando. Acho que ela começou na noite passada com a vitória em San Antonio, jogamos com a mesma energia e paixão. Estávamos com dificuldades de pontuar, mas foi porque não tínhamos acertado nossa defesa nem feito um bom trabalho nos rebotes como aconteceu hoje. Defensivamente desestabilizamos o Seattle e isso nos permitiu correr nos contra-ataques e dominar os rebotes. A energia na marcação e a agressividade nos rebotes realmente mudaram o conceito do que nós somos como equipe", declarou a técnica do Mercury, Carrie Graf.

No campeão Storm, cabeças já começaram a rolar antes mesmo da segunda metade da temporada, com o time voltando a jogar em casa na quarta-feira contra o Washington Mystics (8V-7D). A pivô reserva Mandisa Stevenson, que assinou contrato em 21 de abril após defender o San Antonio na temporada passada, foi dispensada após entrar em apenas quatro jogos do Seattle totalizando seis pontos e seis rebotes em 53 minutos de ação antes de ser colocada na lista de lesionadas no dia 6 de junho com dores na parte inferior das costas.

Se a situação da equipe de Iziane é complicada, o Houston Comets da veterana ala brasileira Janeth Arcain vive uma ótima fase na vice-liderança da Conferência Oeste (9V-5D). Depois de bater o Detroit em pleno Palace de Auburn Hills com 22 pontos de Sheryl Swoopes e 14 da cestinha paulista de 36 anos, o time texano tenta na noite desta quinta-feira sua sexta vitória consecutiva, enfrentando o vice-líder do Leste Indiana Fever em Indianápolis. Outros três jogos completam a última rodada antes do Jogo das Estrelas: o lanterna geral Charlotte Sting (2V-12D) recebe o Minnesota Lynx (8V-7D), o Washington Mystics (8V-7D) encara na capital americana o Detroit Shock (6V-7D), e o líder geral Connecticut Sun (12V-2D) joga em Nova York contra o NY Liberty (6V-7D).


Fonte: BasketBrasil