sexta-feira, 10 de janeiro de 2003

Quando Helen vai voltar?
A pergunta que não quer calar


Site Pessoal de Nivaldo Baldo


Preocupado, como muitos torcedores devem estar, com a longa recuperação de Helen Luz, consulto o Professor Nivaldo Baldo sobre o caso da armadora.

Gentilmente, ele me responde e tentarei sumarizar abaixo as informações.

Nivaldo conta que examinou Helen pela primeira vez em outubro do ano passado, sendo feito o diagnóstico de uma lesão esportiva conhecida no meio como Síndrome de Marthorel ou Síndrome da Pedrada, que acometeu a sua panturrilha direita durante o Mundial da China.

Antes disso, a atleta já se encontrava em tratamento com outro grupo de profissionais.

O trabalho vem sendo mantido, em conjunto com o ortopedista Armando Fornari, com reavaliações frequentes e ênfase na fisioterapia.

Nivaldo elogia a dedicação da armadora e afirma que ela está liberada para treinos, aguardando apenas o que ele chama de "polimento final".

Antes de ser liberada, Helen foi submetida a sessões de exercícios provocativos de várias formas e intensidades e concluiu duas corridas em pista aberta, sem relatar dor.

A lesão de Helen engloba partes musculares, da fáscia e de vasos da cabeça medial do músculo gastrocnêmio.

Nivaldo afirma que essas lesões apresentam larga margem de variação quanto ao tempo de retorno dos atletas às atividades.


Happy Birthday!

Hoje, 10 de janeiro, Maria Angélica Gonçalves da Silva completa 37 bem-vividos anos.

Parabéns, Branca!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2003

Exclusivo!

Claudinha troca Espanha por França

Divulgação
A armadora Claudinha, da seleção brasileira, será o reforço do time de Montpellier para o seguimento do Campeonato Francês.

A armadora, uma das melhores do país, jogou por toda a carreira com a técnica Maria Helena Cardoso, acompanhando esta até o time do Vasco da Gama, onde foi campeã nacional.

Sem receber salários, a atleta foi para a Espanha, onde jogou a liga do ano passado pela equipe de Salamanca, time em que fazia dupla com a croata Korie Hlede.

No fim da temporada, após passar pelo Miami Sol, na WNBA, a atleta recebeu convites insistentes do clube francês, mas preferiu continuar na Espanha, passando ao Zaragoza, atual vice-líder do torneio, jogando ao lado de antigas conhecidas, como Elena Tornikidou, Marina Ferragutti e Kátia Denise.

Agora, no meio da temporada, o clube francês dispensou a eslovaca Marcela Kalistova e traz Claudinha, para fazer dupla com Adriana Santos, uma das entusiastas da negociação.

Adriana não esconde a felicidade. "Sei que vai ser bom para minha equipe." diz.

Claudinha deve chegar a França nos próximos dias.

Enquanto ela não chega, Adriana relembra os tempos como armadora no início da carreira e assume o posto no time na rodada do final de semana.

Semfinais - Quarto Jogo - Ourinhos X Americana

OURINHOS E AMERICANA DISPUTAM 4º JOGO DA SEMIFINAL DO NACIONAL

Unimed/Ourinhos e Unimed/Americana disputam nesta sexta-feira, às 20:30 horas, o quarto jogo da fase semifinal do 5º Campeonato Nacional de Basquete Feminino. A partida será realizada no ginásio Monstrinho, em Ourinhos, com transmissão ao vivo do SPORTV. O time de Americana vence a série por dois a um e só precisa de mais uma vitória para decidir o título. Já Ourinhos tem que ganhar as duas próximas partidas para garantir sua vaga na final. Se houver a necessidade do quinto jogo, esse está marcado para domingo (dia 12), às 20:30 horas, no ginásio Centro Cívico, em Americana, também com transmissão ao vivo do SPORTV. O São Paulo/Guaru é o primeiro finalista do Nacional 2002 ao derrotar no playoff semifinal o Santo André por três a zero. A fase final (melhor de cinco partidas) começa dia 15.

- As duas equipes já estão desgastadas pela seqüência de jogos do Campeonato. Essa terceira partida não teve um nível técnico muito bom porque já estamos sentindo o cansaço. Americana tem uma equipe muito boa e conta com jogadoras fortes. Já conseguimos vencê-las no Paulista e no primeiro jogo da semifinal e temos todas as condições de ganhar novamente. Jogar em casa está influenciando muito, a torcida é um fôlego a mais para o time e vamos aproveitar essa vantagem para empatar a série - afirmou o técnico Edson Ferreto, do Unimed/Ourinhos.

- Foram três jogos muito difíceis. Esse será mais complicado ainda por ser em Ourinhos. Eles estarão com a torcida a favor e precisam vencer de qualquer maneira. Até agora, nessas semifinais, ninguém ganhou fora de casa e para fazer isso, é necessário muita concentração. Embora não seja determinante, jogar com o apoio da torcida é muito mais confortável. Estamos confiantes que, apesar das dificuldades que enfrentaremos nessa Sexta-feira, temos todas as chances de vencer e disputar a final - comentou o técnico Paulo Bassul, do Unimed/Americana.


P.s: Transmissão do Sportv??? Não creio!
Alessandra Fala



Em entrevista ao site da CBB, a pivô Alessandra Oliveira confirma os problemas físicos:

Estou com um problema na cartilagem do joelho e minha prioridade é a recuperação. Estou parada há dois meses e já estou sentindo falta da quadra. Vou voltar para Hungria para me apresentar ao time porque ainda tenho contrato para cumprir. Depois quero me dedicar à seleção brasileira. Quero estar bem preparada para as competições que vamos disputar esse ano.


e fala do Pré-Olímpico:

Temos que chegar lá e ganhar. Só tem uma vaga e nós temos condições de garantir nossa participação nas Olimpíadas. Estamos na elite do basquete mundial há dez anos, temos duas medalhas olímpicas e um título mundial, não vai ser desta vez que vamos ficar de fora. Temos que pensar na gente e mostrar a nossa força.


Confira na íntegra: aqui!


Novidade?

CBB APRESENTA DIA 15 COMISSÃO TÉCNICA DA SELEÇÃO BRASILEIRA FEMININA

O presidente da Confederação Brasileira de Basketball (CBB), Gerasime Grego Bozikis, confirmou para o próximo dia 15 (quarta-feira), às 12 horas, na sede da Federação Paulista de Basquete, a apresentação da Comissão Técnica da seleção brasileira adulta feminina. Na temporada 2003, o Brasil irá disputar o 28º Campeonato Sul-Americano, em local a ser definido pela CONSUBASQUET (julho), o 1º Campeonato Mundial Sub-21, na Croácia (25 de julho a 3 de agosto); os 14º Jogos Pan-Americanos, na Republica Dominicana (2 a 10 de agosto); a Copa CBB ? 70 Anos (4 a 7 de setembro); e o Torneio Pré-Olímpico, em local a ser definido pela FIBA América (10 a 14 de setembro), que irá classificar o campeão para as Olimpíadas de Atenas, em 2004.

Como dito ontem...

Acabou mais uma novelinha de Grego.

Barbosa fica.

Espero que Barbosa esteja ciente do desafio que assume perante o trocedor brasileiro depois do injustificável fracasso na China e não repita a omissão e os equívocos que tem marcado sua passagem pela seleção.

Ninguém quer ver mais nosso basquete tropeçando nas próprias pernas. Precisamos de resultados, por favor. Ação!


Barbosa será mantido no comando da seleção feminina de basquete

Por Adalberto Leister Filho
Agência Folha


O técnico Antonio Carlos Barbosa será mantido à frente da seleção brasileira feminina. A CBB (Confederação Brasileira de Basquete) irá anunciar a renovação do compromisso do treinador na semana que vem, em São Paulo.

Neste ano, a equipe brasileira disputará o Sul-Americano e o Pré-Olímpico, ainda sem locais definidos oficialmente, e o Pan-Americano da República Dominicana. O Pré-Olímpico, que classificará uma seleção aos Jogos de Atenas-2004, é a prioridade.

Gerasime Bozikis, o Grego, presidente da CBB, chegou a sinalizar com a saída de Barbosa, após o fracasso no Mundial da China-2002, quando a seleção ficou em sétimo lugar. O time brasileiro estava cotado para chegar ao pódio.

A comissão técnica, que é formada por Barbosa e seu assistente, Paulo Bassul, técnico do Unimed/Americana, ganhará mais um treinador. "O ideal é a seleção feminina ter mais um técnico, como a masculina", diz Grego.

O dirigente reuniu-se nesta quarta-feira, em São Paulo, com o técnico da seleção masculina, Aluísio Ferreira, o Lula, do COC/Ribeirão, e seus assistentes, Flávio Davis e Guerrinha. Barbosa também esteve no encontro. O objetivo da conversa foi programar clínicas dentro de um programa de desenvolvimento de novos talentos. Sem ter vínculo com nenhum clube, Barbosa foi escolhido para ser o coordenador do programa.

Os treinos, com a participação de 24 jovens, serão no CT do COC, em Ribeirão Preto. O primeiro grupo, com jogadores de 18 e 19 anos, irá treinar do dia 20 até 1º de fevereiro. Outros dois programas já estão agendados, um para jogadoras de 15 a 17 anos e outro para garotos de 14 a 16 anos.

Outra atividade da comissão técnica será o fortalecimento da Associação dos Profissionais de Basquete, que fará uma reunião neste mês para discutir propostas para o time masculino. "Vamos ouvir sugestões de técnicos, atletas e dirigentes", afirma Lula.

Com tantas atividades, há a possibilidade de, no futuro, as seleções terem técnicos exclusivos. "É o ideal. Nesse aspecto, o feminino está mais avançado, já que tem um treinador exclusivo", conta Grego, em referência a Barbosa.

Outra decisão da comissão técnica da seleção masculina foi fazer uma pré-convocação, de 25 a 30 atletas, até o mês que vem. Os jogadores irão realizar exames médicos e físicos em São Paulo.

"Vamos dividir o grupo em quatro, dependendo da liberação dos clubes. Haverá avaliação da parte física à tarde e, no dia seguinte, pela manhã, teremos exames laboratoriais", conta Grego.

A convocação definitiva só acontecerá após o Nacional, que termina no fim de junho. "A pré-convocação servirá só como base para nosso trabalho. Quem se destacar no Nacional também será chamado", conta Guerrinha.


Fonte: Uol - Esporte Basquete
Liga Italiana

O Campeonato Italiano já engatou o returno. Vamos então às novidades:

Itália 12

Chietti 80 X 75 Como

Cíntia - 21 pts
Zaine - 08 pts

Schio 77 X 69 Faenza

Adrianinha - 13 pontos, 6 rebotes e 4 assistências, em 39 minutos

Itália 13

Vicenza 76 X 64 Chietti

Cíntia - 16 pontos, 8 rebotes, 30 minutos
Zaine - 0 pontos, 3 rebotes, 29 minutos

Faenza 73 X 77 Taranto

Adrianinha - 27 pontos, 6 rebotes, 40 minutos

Itália 1R

Faenza 84 X 75 Vicenza

Adrianinha - 38 pontos, 6 rebotes, 4 roubos, em 45 minutos

Chietti 96 X 69 Venezia

Cíntia - 17 pontos, 10 rebotes, 4 roubos, em 33 minutos
Zaine - 15 pontos, 4 rebotes, em 30 minutos

Classificação

O Como é lider, com apenas uma derrota em catorze jogos, justamente para o Chietti de Cíntia Tuiú e Zaine, que garfou a quinta posição (8v 6d); o Faenza de Adrianinha é o nono colocado (6v 8d).

quarta-feira, 8 de janeiro de 2003

Espanha 13

O Zaragoza de Claudinha e Katião bateu o Burgos por 100 a 73, com 15 pontos de Claudinha em 20 minutos e 9 pontos de Kátia, em 15 minutos. O time manteve assim a vice-liderança do torneio.

O Celta, de Renata, fez 93 a 83 no Andalucia com 16 pontos da ala brasileira, em 26 minutos. O time se segura na oitava colocação.

O Breogán, de Flávia, caiu contra o Canarias por 83 a 58, com 7 pontos da pivô em 22 minutos. O time fica com a décima terceira colocação.

O Tenerife, de Jacqueline, mantém a rotina de derrotas: 93 a 63 contra o Cadí. Jacqueline não pontuou nos 21 minutos em quadra. O time é o último colocado da liga.
Janeth é o destaque do ano no basquete

Janeth Arcain


De acordo com a votação dos internautas, a ala Janeth Arcain foi eleita o destaque do ano no basquete feminino.

A votação, com duração de 20 dias, teve a participação de 156 eleitores.

A cestinha do São Paulo/Guaru, campeã pan-americana em 91, mundial em 94, prata olímpica em 96, bronze em 2000 e tetra-campeã da WNBA obteve 44 votos, totalizando 28,21% da preferência popular.

Ainda foram lembrados: Alessandra Oliveira (25 votos); nenhum destaque (20), Laís Elena (14), Silvinha (13), Magic Paula (12), Edson Ferreto (11), Iziane (8), Érika (6) e Helen Luz (3).





Troféu Abacaxi


Encerrando a enquete que premiou Janeth, começamos agora uma pra exorcizar aqueles que não fizeram bom papel pelo basquete em 2002.

É e você quem escolhe: quem leva o Prêmio Bola Fora, como maior destaque negativo do basquete em 2002.

Vote aqui: http://www.enquetes.com.br/popenquete.asp?id=104957


Nacional - Semifinais 3

São Paulo/Guaru é finalista

Vander Roberto / CBB
O time tricolor fechou a série hoje, em casa, ao bater a equipe de Santo André por 69 a 57.

Mesmo com problemas na armação, o time fez 3 a 0 contra um Santo André guerreiro, mas atordoado com problemas físicos e elenco limitado e improvisado.

Na última partida da série, Janeth (20 pts) e Érika (18 pts, 11 rebs) mais uma vez foram os destaques. Palmira (10 pts) confirmou o talento.

Santo André contou com uma boa apresentação de Chuca (22 pts), na sua melhor temporada e da boa surpresa Kátia (17 pts).

Americana Vira

Americana fez prevalecer o mando de quadro e reverte a série, fazendo 2 a 1. Agora volta a Ourinhos, sede da quarta partida.

O jogo de hoje foi equilibrado, com o time de Americana conseguindo a vantagem apenas no quarto decisivo.

Os destaques foram Geisa (16 pts, 9 rebs), Roseli (12 pts, 5 rebs), Êga (11 pts e 13 rebs) e Sílvia Gustavo (11 pts).

Deslocada para a armação (Lore jogou apenas 10 minutos), Silvinha teve 6 pontos.

Em Ourinhos, Lígia foi o destaque, com 13 pontos e 13 rebotes. Milene e Roberta, ambas com 11 pontos, a seguiram.


Reunião na FPCBB

Numa reunião na sede da Federação Paulista (? - Meu Deus, além de dona do domínio cbb.com.br, a federação ainda é sede de reuniões da CBB. Santa Proximidade!), o presidente Grego anuncia uma coisa chamada Desenvolvimento de Talentos, a ser realizado no COC (Santa Proximidade II - A Missão) e diz que a programação pra 2003 foi traçada. O feminino mal é citado. E Barbosa deve continuar, pois era o único ligado ao feminino lá.

Estranho...


DESENVOLVIMENTO DE TALENTOS COMEÇA DIA 20 EM RIBEIRÃO PRETO

Numa reunião realizada nesta quarta-feira na sede da Federação Paulista de Basquete, com a presença do presidente da CBB, Gerasime Grego Bozikis; dos diretores da CBB, Luiz Antonio Rodrigues e Roberto Beck; dos técnicos Aluísio Ferreira, Jorge Guerra (Guerrinha), Flávio Davis e Antonio Carlos Barbosa; do chefe do departamento médico, Cesar de Oliveira; e do preparador físico, Clóvis Franciscon, ficou definida a programação do Desenvolvimento de Talentos para as categorias de base e a primeira etapa de preparação das seleções brasileiras adultas masculina e feminina para a temporada 2003.

- O Desenvolvimento de Talentos será realizado no Centro de Treinamento do COC, em Ribeirão Preto. Os atletas foram divididos em três grupos, com cerca de 24 em cada um, e o primeiro iniciará os treinamentos dia 20 deste mês. Com relação as seleções adultas, faremos uma pré-convocação de 26 a 28 atletas que atuam no Brasil que irão realizar no final de janeiro e início de fevereiro, em São Paulo, uma série de exames médicos e físicos. Dessa forma, teremos uma avaliação detalhada de cada atleta para que eles possam se preparar da melhor forma visando as competições desse ano das seleções brasileiras - explicou o presidente Grego, acrescentando que outros atletas que se destacarem no Nacional Masculino também poderão ser convocados.

- Nessa reunião definimos a rotina que vamos seguir no Desenvolvimento de Talentos. Dividimos o trabalho em etapas que vão desde a parte de fundamentos até os exercícios de coordenação. Vamos convidar profissionais da área de educação esportiva para fazer palestras sobre a história do basquete, alimentação, tática e leitura de jogo. Neste primeiro momento será elaborada uma lista de atletas que tenham potencial para integrar a seleção brasileira cadete e juvenil - disse o técnico Lula Ferreira, lembrando que irá conversar com outros técnicos.

DESENVOLVIMENTO DE TALENTOS
Local: Centro de Treinamento do COC (Ribeirão Preto)
20 de janeiro a 1 de fevereiro - masculino (atletas de 18 e 19 anos)
4 a 15 de fevereiro - feminino (atletas de 15 a 17 anos)
10 a 22 de março - masculino (atletas de 15 e 16 anos)
SPORTV 2

Cadê o canal-campeão hoje de novo?

Tá transmitindo hóckei!


E deu São Paulo de novo...

Rubens Chiri / SPFC
Ontem tive a oportunidade de conferir a partida do São Paulo/Guaru contra o Santo André pela segunda rodada das semi-finais no ginásio do Morumbi.

Algumas opiniões mudaram e outras estão mais firmes que nunca. Só para não ficar no mistério, aí vão algumas delas...



1- Alguns meses treinando com Lisa Leslie fizeram muito bem à Erika, principalmente nos fundamentos de ataque. A evolução é nítida, mas ainda persistem a afobação e a tendência a cometer faltas bobas. Ah, perder cestas fáceis é inadmissível quando você tem 1,96m e está sozinha embaixo da tabela. Mas, pela frustração estampada no rosto de Erika todas as vezes que isso aconteceu, deu para perceber que ela e o técnico Alexandre Cato vão trabalhar essa deficiência.



2- Janeth está num nível só dela. Mesmo não jogando tudo que pode e sabe, ela ainda está a anos-luz de distância de qualquer jogadora no Brasil não chamada Helen Luz. Assumiu a responsabilidade nos minutos finais quando São André esboçava uma virada improvável e teve a calma de sempre quando o São Paulo precisou. Uma estrela de primeira grandeza.



3- Aide fez tudo e mais um pouco para tentar reanimar a combalida equipe de Santo André. Ninguém além de Vívian atendeu seu chamado. Elas mantiveram o time no jogo até o final, quando o talento de Janeth prevaleceu.



4- As armadoras de Santo André dominaram o São Paulo de uma tal forma que nem mesmo o revezamento constante na armação tentado pelo técnico Alexandre Cato resolveu. O mesmo vale para o garrafão do São Paulo em relação ao de Santo André. Se a equipe de Laís Elena tem Kátia para marcar Erika de igual para igual, por que será que ela sempre ficava no mano a mano com Simone, que deve ser uns 10cm mais baixa e extremamente lenta para a agilidade da pivô são-paulina?



5- Acho que não vi Santo André organizar uma jogada no ataque. Tudo o que eu via era a Aide batendo para dentro por falta de opção. E se dando bem na maioria das vezes.



6- Maria tem talento e força para brilhar ao lado das outras estrelas do São Paulo. Foi a terceira melhor opção do time no ataque, mesmo não tendo começado o jogo.



Resumo:

Hoje no Morumbi vai ser uma batalha do garrafão do São Paulo contra a armação de Santo André, com ampla vantagem para o primeiro. Com a desorganização ofensiva e defensiva demonstrada ontem, não vejo como o Santo André possa forçar uma quarta partida. O cansaço pode ser um fator, entretanto. A técnica Laís Elena vai ter que achar um jeito de parar Erika e tirá-la da sua zona de conforto. A pivô do São Paulo está jogando muito próxima à cesta, justamente onde seu jogo flui e sua presença é dominante. Uma marcação dupla não vai piorar as coisas para Santo André, afinal é matar ou morrer. Ficou claro que a troca de marcação na pivô não funcionou e Kátia estava um tanto quanto perdida, inclusive no ataque, saindo do garrafão para arremessar do perímetro. Controlando Erika, ainda sobra Janeth. É uma missão difícil...



Abraços para os leitores do Blog e até a próxima!!!





terça-feira, 7 de janeiro de 2003

Entrevista

Aide Angélica de Oliveira



Tinha planejado uma série de entrevistas para marcar o play-off semifinal do Nacional de Basquete. Escolhi uma atleta de cada uma das quatro equipes finalistas para esse projeto.

No entanto, pelo pouco tempo até a definição dos finalistas, problemas de agenda, disponibilidade e esse tumultuado período Natal-Ano Novo, chego à primeira rodada das semifinais, tendo conseguido obter apenas as palavras de Aide.

Mesmo que a série não sem complete, é uma beleza de entrevista, de uma jogadora que escreveu uma história muito particular e própria no basquete brasileiro.

Numa entrevista, que praticamente não precisou de edição ou correção ortográfica, Aide fala de pontos-chaves na sua carreira, do pai, da sua ausência na seleção e do momento do basquete no Brasil.

Ao fim da entrevista, é impossível não pensar que não só basquete feminino, como o esporte no Brasil, seriam melhores se houvessem mais Aides.

Com vocês, Aide Angélica de Oliveira!



1) Aide, comecemos pela sua iniciação no basquete. Sei que seu pai é treinador. Foi ele que lhe apresentou a "bola laranja"? Onde, quando e com quem você começou a praticar basquete?

Sim, foi meu pai. Aliás, fui apresentada à bola já quando estava na barriga da mamãe (também jogadora e atuava na equipe do meu pai, A.D.C. Caieiras).
Assim fui crescendo dentro das quadras e já vivenciando as competições. Mas em 1980 meu pai perdeu praticamente quase toda a equipe, decidindo então não trabalhar mais com basquete competitivo.

Nesse meio tempo, fui me destacando nos campeonatos escolares e começando a pegar o gosto pelo basquete. Então meu pai decidiu tentar mais uma vez, em 1982 eu estreava na minha primeira competição oficial (Campeonato Mini de Basquete) pela A.D.C. Caieiras (cidade onde cresci e vivi ate meus 18 anos).



2) Já tive a oportunidade de comentar no blog sobre seu pai em um torneio universitário, no qual ele era técnico. Fale um pouco dele, seu nome, do trabalho que ele faz e da importância dele em sua carreira.

Falar do Professor Reinaldo, como é conhecido por todos, é motivo de muito orgulho para mim. Tudo que sou hoje como pessoa, atleta, profissional de minha área devo-lhe eterna gratidão.

Hoje, fora do meio competitivo, meu pai exerce o cargo de Coordenador do Centro Educacional de Pirituba (SP), é diretor de esportes da cidade de Caieiras e Técnico de Basquetebol Feminino da Escola Paulista de Medicina.

Neste último é aonde meu pai mantém o contato com o basquete, desenvolvendo um trabalho com futuras médicas que nunca tiveram a oportunidade de aprender ou vivenciar a modalidade. Também aproveita para aprimorar a sua filosofia de trabalho, desenvolvendo pesquisas com outras áreas como: fisiologia, cinesiologia, biomecânica, etc.

3) Sei que desde o início você se tornou destaque nas categorias menores e era cobiçada por outras cidades. Gostaria que você falasse um pouco dos times por onde passou nas categorias menores e títulos.

Todos me perguntam até hoje porque meu pai não me deixou sair de Caieiras quando ainda era de categoria menor.
Na verdade, para meu pai e hoje para mim também, duas coisas são muito importantes para a longevidade de um atleta: o estudo e a formação da personalidade.

Ainda sim estávamos também passando por um momento muito delicado na nossa família. Assim atuei na A.D.C. Caieiras até meu primeiro ano de juvenil. No ano seguinte fui para o Perdigão Divino de Jundiaí, onde disputei meu último ano de categoria menor. Como Caieiras era uma equipe média, não obtive muitos títulos nessa fase, pois naquela época havia muitos clubes com alto nível técnico.


4) Você passou pela seleção brasileira juvenil? Se sim, em que torneios?

Infelizmente não. Naquela época não existiam tantas seleções para categorias menores como hoje. As poucas que tinham eram disputadíssimas e me lembro que no primeiro ano de juvenil não houve convocação para nenhuma competição. Só no ano seguinte é que houve convocação para disputa do Campeonato Mundial Juvenil.

5) Sua estréia em torneio adultos foi em qual equipe?

Van Melle, de Jundiaí. Mas eu já atuava em campeonatos adultos desde a categoria infantil.

6) Você é uma atleta diferenciada, que concluiu um curso superior, uma raridade no esporte brasileiro. Foi complicado conciliar esporte e estudo?

Foi muito complicado. Tive que abrir mão de equipes de grande porte para concluir meu curso (Educação Física). Mas por outro lado, pude atuar na minha profissão e ainda conclui três de pós-graduação.


7) O fato de ter estudado colabora na vida de um atleta? Amplia sua visão do jogo?

Não só amplia sua visão de jogo como também amplia sua visão da vida. Dentro de quadra melhora sua percepção, o raciocínio, a concentração, relacionamento, etc, e fora dela amplia seu campo de conhecimento proporcionando ao atleta o desenvolvimento da sociedade.

8) No início nos anos 90, você atuou na equipe de Guarulhos, comandada à epoca pelo Haroldo Evans (se não me falha a memória). Fale um pouco sobre essa passagem.

Tenho um carinho muito especial pelo Haroldo, além de ter sido meu técnico, hoje é um grande amigo. Nessa época, Guarulhos montou uma equipe forte, comandada por Adriana Santos, Ligia, Dalila, entre outras, mas não foi suficiente para conseguirmos a classificação tanto no Paulista quanto na Taça Brasil; pois o nível das competições ainda estava muito alto. No ano seguinte, com a troca de algumas peças nossa equipe ficou ainda mais competitiva, conseguimos em duas temporadas ter um bom desempenho, mas mesmo assim não conseguimos novamente a nossa classificação, o que foi uma pena, pois tanto o grupo quanto a estrutura eram muito bons. Consegui em Guarulhos me firmar definitivamente no adulto e aos poucos ganhar espaço no basquete feminino.

9) Com a proposta do ranqueamento em vigor (1995), me recordo de você ter dificuldades para encontrar equipes para atuar. Você chegou a abandonar o basquete temporariamente?

Sempre fui contra o ranqueamento de jogadoras que não atuavam na seleção brasileira, pois haviam jogadoras de seleção com o mesmo ranking que o meu, dificultando ainda mais as possibilidades de um bom contrato. Isso se deu desde o início até seu término (meu nome estava sempre presente), e no início de 1995 acabei ficando sem equipe. Assim voltei pra Caieiras (onde já trabalhava) e junto com meu pai, minha irmã, a futura madrasta e duas amigas montamos um quinteto (o resto da equipe era completada por jogadoras iniciantes) e disputamos a série A2. Conseguimos ótimos resultados perdendo apenas para a equipe de São Caetano, e ainda conseguimos a proeza de sermos Campeãs dos Jogos Regionais (foi muito legal). Com o título da A2 o São Caetano ganhou a vaga para disputar a série A1 e me convidaram para integrar a equipe. Assim eu voltava novamente para as competições mais importantes.

10) Seu próximo clube foi Bauru? Fale um pouco dessa passagem.

Na verdade fui chamada pelo Clube Atlético Sorocaba para disputar o Pan e o Sul americano de Clubes campeões. Como eles haviam perdido o patrocínio (Leite Moça) convidaram a equipe de Bauru para representa-los nas competições. Assim me integrei a eles e conseguimos os dois títulos. Para mim uma experiência ótima, pois cada competição você cresce e analisa os pontos fracos para posteriormente serem superados.

11) Em 1998, você disputou a primeira edição do Nacional pela Ulbra, onde acabou fazendo boas apresentações. No ano seguinte, acabou sendo contratada pelo BCN/Osasco, na época a equipe mais sólida do país. Gostaria que você falasse desse período e da sua passagem pelo BCN.

Eu estava há seis meses me recuperando de uma lesão no cotovelo, quando o diretor da equipe (José Medalha) do Ulbra, me convidou para integrar o grupo. Para mim foi um presente de Deus, pois entrei em forma e ainda consegui fazer um bom campeonato. Infelizmente o projeto não deu prosseguimento; o que só lamento, pois tínhamos todo o respaldo necessário que um atleta merece. Assim depois de muitos anos de namoro, finalmente integrei a equipe do BCN, onde tive a oportunidade de jogar ao lado de jogadoras fantásticas como: Elena, Eva (estrangeiras) e Paula e ser comandada por Maria Helena Cardoso. Aqui mais uma vez tive um excelente aprendizado, tanto como jogadora e principalmente como pessoa. Nesta temporada o único título que não ganhamos foi o Campeonato Brasileiro, pois até o Mundial de Clubes nós faturamos. Eu só lamento que uma estrutura como a do BCN tenha saído das competições adultas, pois com isso o basquete feminino saiu perdendo muito.

12) Desde então, você tem sido a "atleta de decisão" de uma série de equipes: Guaru novamente, Jundiaí e agora Santo André. Você acha que está atravessando agora sua melhor fase?

Acredito que sim, acho que estou chegando no pico da minha carreira, venho de uns quatro anos pra cá aprimorando cada vez mais meu estilo de jogo e conseguindo obter muitos resultados.

13) Por coincidência, esses seus últimos três clubes são equipes que vem surpreendendo favoritos na sua trajetória. Guaru acabou conquistando o vice-campeonato do Paulista, Jundiaí incomodava as equipes principais e agora Santo André surpreende novamente. Quais os pontos de semelhança entre esses times?

O grupo, sem duvida nenhuma. Nessas três equipes todos os grupos se formavam por jogadoras de muita decisão, técnica e raça e o que é melhor, todas se centravam em um único objetivo comum.

14) Você teve alguma convocação para a seleção adulta?

Nenhuma.

15) Por que você acha que é tão pouco lembrada?

Primeiro por que acho que meu estilo de jogo não agrada ou não se encaixa na filosofia deles; segundo pelo fato de muitos anos eu ter atuado em equipes médias, isso pode ter estreitado as minhas oportunidades de conquistar um espaço na seleção; terceiro porque não entendo o critério de convocação que é utilizado por eles e aproveito a oportunidade para que se faça essa pergunta, pois acho que sanaria não só a minha duvida como a de muitas outras pessoas.

16) Você tem o desejo de retornar à seleção ou é algo em que você não pensa mais?

Todo atleta de alto rendimento sempre tem um objetivo proposto a ser alcançado. Quando esse objetivo começa a se tornar uma missão impossível, é preciso então traçar outros objetivos alternativos. Com a proposta de renovação da seleção brasileira acho que o grupo será integrado pelas novas gerações que estão surgindo e não mais pelo rendimento que as atletas apresentam durante as competições anuais.

17) Como você analisa o momento que o basquete feminino vive, recém-saído de um resultado desastroso, que foi a sétima colocação no Mundial da China?

Como uma estudante da modalidade e atleta, acho que quando se fala em seleção brasileira, se fala de toda uma nação que será representada internacionalmente. Assim não podemos ter os famosos "escorregões ou vacilos", pois desta vez comprometemos toda uma geração (muito boa por sinal). Ao meu ver, neste nível de competição, se não trouxe o resultado previsto, troca-se tudo e tenta-se outra forma de adquirir esses resultados. Já tivemos essa oportunidade quando ficamos em quarto lugar no Mundial de 98. Enquanto outros paises se preparavam adequadamente, nós infelizmente perdemos a oportunidade de colocar a nossa modalidade entre as melhores de nosso país.


18) Falemos da decisão do Nacional, enfim. Santo André teve uma atuação destacada, sendo que todos esperavam que o clube tivesse mais dificuldades, já que o elenco está reduzidíssimo. Qual a receita do sucesso da equipe na primeira fase?

Treinar muito na medida certa; forma estratégica e tática de trabalho muito bem ministrado pela técnica Lais; obediência tática por parte das atletas e superação do grupo.

19) O que você espera do confronto contra Guarulhos, nas semifinais? O que pode beneficiar a equipe neste mata-mata?

A responsabilidade de vitória é delas, nós somos franca atiradoras sem o compromisso de resultado, o que nos beneficia muito nesse confronto. Assim teremos jogos bem equilibrados, onde os detalhes farão a diferença do jogo.

20) E na outra semifinal, entre Ourinhos e Americana, quais são suas apostas?

É difícil opinar, pois são equipes compactas e com entrosamento muito bom.

21) Você inicia 2003, já jogando a decisão. Mas quais são seus planos e desejos para o novo ano? Até quando vai seu contrato com Santo André?

Para este ano pretendo continuar jogando, tenho planos de começar a me preparar para fazer mestrado e me estruturar ainda mais. O único desejo que tenho é que não venha a ter nenhuma lesão, pois o resto só dependerá de mim mesma para conseguir o que desejo. Meu vinculo com Santo André termina no final de janeiro onde espero em seguida obter um descanso merecedor, pois essa temporada foi muito intensa.

22) Bate-Bola para encerrar:


Uma cidade: Natal
Uma música: Cruisin' (do filme Duets)

You're gonna fly away
Glad you're goin' my way
I love it when we're cruisin' together
Music is played for love
Cruisin' is made for love
I love it when we're cruisin' together


Um filme: A lista de Shindler
Uma comida internacional e uma comida brasileira: japonesa e churrasco
Uma cidade no mundo: Palma de Maiorca, na Espanha
A bola que eu chutei e caiu: Teve duas recentes que eu achei muito legal. Uma contra Guarulhos e outra contra Ourinhos; as duas foram de três pontos e faltavam menos de 10 segundos para acabar a partida.
A bola que eu chutei e não caiu: Contra Rússia em 95 no Mundial Universitário
O jogo que eu não esqueço: Contra Lituânia em 98 No Mundial Universitário (estava jogando com a costela fraturada).
A minha principal virtude em quadra, e fora dela: Raça e tranquilidade / Ser companheira.
O meu maior defeito em quadra, e fora dela: Passo a bola demais / Fora de quadra, sou uma pessoa muito agitada.
Um título: Campeonato Mundial de Clubes Campeões.
Um time: BCN Osasco
Uma companheira: Sandra Prande
Uma marcadora implacável: Nádia
A melhor jogadora que eu já vi jogar: Hortência
Uma jogadora para o futuro: Não faço idéia
Uma quadra: a de Caieiras
Um sonho: Ter a oportunidade de transmitir toda minha experiência para gerações futuras sejam elas atletas, crianças, ou apenas estudantes.


Segunda Rodada das Semifinais
Nacional de Basquete Feminino


Unimed/Americana 82 x 68 Unimed/Ourinhos - Ginásio Centro Cívico
1º Período:22 x 21
2º Período: 46 x 48 (Placar final)
Cestinhas: Geisa (AME) 12 pts e Roberta (OURI) 13 pts
3º Período: 65 x 55
4º Período: 82 x 68 (Placar final)
Cestinhas: Geisa (AME) 24 pts e Roberta (OURI) 19 pts
árbitros: Fátima Aparecida (SP) e Francisco Ferreira (SP)


São Paulo/Guaru 86 x 79 Santo André - Ginásio do São Paulo (G1)
1º Período: 23 x 20
2º Período: 52 x 36 (Placar final)
Cestinhas: Érika (GUARU) 25 pts e Aide (SANTO) 12 pts
3º Período: 67 x 53
4º Período: 86 x 79 (Placar final)
Cestinhas: Érika (GUARU) 28 pts e Aide (SANTO) 28 pts
árbitros: Tatiana Steigerwald (SP) e Marco Antonio Ferreira (SP)
Basquete em Santo André
Resultados & Peneira


Vamos ao relevante trabalho de base realizado em Santo André no Basketball Feminino, que no ano de 2002 obteve os seguintes resultados:

Mini - até 13 anos
Campeã Grande São Paulo
Vice-Campeã Estadual
Cestinha da competição - Aline

Mirim - até 14 anos

3º lugar Grande São Paulo

Infantil - até 15 anos

4º lugar Grande São Paulo

Infanto - até 17 anos

5º lugar do Estado

Juvenil - até 19 anos

Vice - Campeã Paulista
Cestinha da competição - Kátia (além de grande revelação como pivô titular na equipe adulta)


No adulto, Santo André é semifinalista, com um time que a exceção de Aide, foi formado na cidade.


AVISO!

O Santo André convida meninas que gostam de basketball, nascidas entre 86 e 93 a participarem da peneira do Corinthians Futebol Clube - Basketball Feminino no dia 11/01(sábado) às 14h no Ginásio Municipal Pedro Dell?Antônia (G III), à rua São Pedro, 27 - Vila Pires Santo André- (ao lado do Clube Aramaçan).

Fone: (11) 4972-1747 - período da manhã
(11) 4972-2821 horário comercial

E-mail : santoandrebf@ig.com.br
França 11

Chega de festejos de fim de ano, e nossas atletas já voltam a brilhar na Liga Francesa.

Mondeville 60 - 72 Bourges

Kelly teve muito trabalho em mais essa vitória do Bourges. A iugoslava Tuvic, levemente contundida, ficou de fora e Kelly se destacou com 8 pontos e 8 rebotes na partida.

Lattes Montpellier 75 - 78 Villeneuve d'Ascq

O Montpellier de Adriana fez um belo jogo, mas não levou. Adriana Santos fez um jogo muito bom: 16 pontos, 6 assistências e 4 rebotes.

Nice 74 - 72 Tarbes

Mamá fez "o" jogo: em 27 minutos, mandou 25 pontos (2 em 3 de 3 pts, 8/9 nos lances de 2 e 3/4 nos lances-livres), 9 rebotes, 4 roubadas, 1 toco e 1 assistência. E não que ela tivesse jogando contra uma mosca-morta. Sua adversária no garrafão era Rankica Sarenac, uma das melhores e mais agresivas pivôs européias.

Já inconformados com a diferença entre o que Adriana e Iziane rendem na França e na seleção, os franceses agora se perguntam por que Mamá não está lá...

Aix 82 - 56 Bordeaux

Num jogo fácil para a equipe de Iziane, a cestinha maranhense fez 13 pontos e 6 assistências.
Meu Deus!!!

Cada vez que recebo notícias de Campos, me pergunto onde esse esporte vai parar com uma organização tão precária, tão ridícula assim.

Resumindo: Guilherme Kroll, diretor do feminino na federação carioca, desdisse o que disse, que não sabemos se ele disse só para que o dirigente de Campos Lulu Beda dissesse que não podia manter o time. Agora Lulu não quer saber do que dizem, só quer dizer que não mantém o time digam o que digam. E ele até já disse que Marta Sobral não está mais no time, mais o que Marta disse, ninguém em Campos ouviu dizer.


Acha que é brincadeira?

Pois veja:

Basquete feminino indefinido

Depois de confirmado o fim do ACF, diretor da FBERJ confirma liberação das atletas adultas para jogar o Estadual. Lulu Beda não tem resposta
oficial


O técnico Marcus Gama e as jogadoras do ACF/Campos ainda estão a espera de uma resposta oficial do clube e da prefeitura sobre o fim do time

A confusão que cerca o basquete feminino do ACF/Campos continua em ritmo
acelerado. Em entrevista exclusiva ao Jornal O Diário, o diretor técnico
da Federação de Basquete do Rio de Janeiro (FBERJ), Guilherme Kroll,
confirmou que as jogadoras de categoria adulta estão liberadas para jogar
o Campeonato Estadual 2003 - diferente do que havia sido dito nos últimos
dias do ano passado, quando foi anunciado o fim da equipe.

Porém mesmo diante da afirmação de Kroll, o presidente do Automóvel Clube
Fluminense, Lulu Beda, continua insistindo na possibilidade de acabar com
o time campista. "Eu tenho o regulamento do Campeonato Estadual nas minhas
mãos e existe uma cláusula que diz que as adultas não poderiam disputar. E
para entrar com um time juvenil não interessa a gente", disse Beda.

Guilherme Kroll explica que esse regulamento até existiu, mas para um
campeonato que começaria em dezembro e terminaria em janeiro. "Esse
também seria um campeonato estadual, mas bem mais simples. Como o time de
Campos estaria jogando a Liga Nacional em dezembro, a nossa proposta era
que eles entrassem com o time juvenil. Foi só isso", simplifica Kroll.

Para o Estadual 2003, nada foi definido ainda. "A federação está fechada
para as festas de fim de ano e só abre no dia oito. Depois disso, no
máximo dia 15, vamos fazer a reunião, inclusive com representantes do time
de Campos, que vai definir os detalhes finais do próximo campeonato que,
com certeza, vai ser aberto a todas as jogadoras e, claro, as adultas
também", reafirma o diretor da FBERJ.

Lulu Beda, por sua vez, afirma que Guilherme Kroll mudou de postura
depois da repercussão que o fim do time causou. "Ele percebeu que o que
fez não era certo e resolveu voltar atrás. Mas agora é tarde. Na verdade
ainda vou ter uma última conversa com o prefeito Arnaldo Vianna sobre o
time de basquete feminino e vou ter a resposta final dada por ele", disse
Beda.

Insistência - Um dos nomes mais citados quando o assunto envolve o fim do
time campista o diretor Guilherme Kroll diz ser um dos mais interessados
na permanência do ACF/Campos. "Vou insistir o quanto puder para que es-se
time continue. É uma das equipes que dá brilho ao basquete do Rio e espero
que os dirigentes de Campos revejam essa situação. A cidade tem tradição
no basquete e não queremos perder uma equipe com boas jogadoras como é a
de Campos", conclui Guilherme Kroll.

Enquanto isso, as jogadoras do ACF continuam a espera de um comunicado
oficial sobre a situação do time para que possam estudar as propostas que
algumas vêm recebendo. Mesmo com toda essa situação, o técnico Marcus Gama
ainda está confiante e com esperança.

"O nosso time jogou importantes campeonatos no ano passado e é o único
que trabalha com a base, já que temos um time juvenil e que é composto por
várias jogadoras campistas. Essas meninas vão ficar sem fazer esporte se a
equipe acabar realmente. Não queremos acabar com todo o trabalho que
estamos fazendo há um ano", comenta Marcus Gama.

Fonte : O Diário de Campos

No feminino, o Campos confirmou que vai desativar o time. O clube discorda do regulamento do Estadual de 2003, a ser disputado neste primeiro semestre. O regulamento prevê que qualquer atleta que tenha participado do Nacional-2002/2003, ainda em andamento, não poderá jogar o Estadual. O presidente do clube campista, Lulu Beda, disse que não poderia manter sem jogar, até agosto ? quando começa o próximo Nacional ? jogadoras com salários altos, como Lilian, da seleção brasileira, entre outras.

? Estamos desistindo do time feminino de basquete. O regulamento do Estadual está impedindo as jogadoras que atuaram no Nacional de jogarem no Estadual. Nossa verba é da Fundação Municipal de Esportes, um órgão da Prefeitura de Campos, e não podemos brincar com dinheiro público. Não podemos pagar as meninas por oito meses, sem jogar ? disse Beda, acrescentando que a pivô Marta Sobral foi dispensada por indisciplina, depois de discussão com dirigentes.

Fonte: Globo On Line