O Fábio Balassiano analisou as últimas declarações de Hortência na novela do técnico da seleção:
Confira: aqui!
O Fábio Balassiano analisou as últimas declarações de Hortência na novela do técnico da seleção:
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O técnico Luiz Augusto Zanon renovou contrato com o basquete da Unimed e seguirá comandando a equipe nessa temporada. Seu contrato é até o final dessa temporada, com isso comandará a equipe no estadual, Jogos Regionais, em Americana, Abertos e Nacional. “A partir desta semana vamos estruturar a equipe. Tem renovações de contrato, já que o acerto com a maioria das atletas era até o final do campeonato”, comentou Zanon.
A definição do elenco para o estadual, que começa dia 13 de março e termina em 27 de junho, deve acontecer até o final deste mês. “Antes de tudo precisamos fazer nosso planejamento e ter conhecimento do orçamento”, afirmou o treinador.
Luiz Peninha
Fonte: Todo Dia
Urubatan Paccini, do Ourinhos, diz que seleção nunca dependeu de estrangeiros. Para Laís Elena, do Santo André, Rainha errou o tom
João Gabriel Rodrigues
O desabafo de Edson Ferreto, técnico de Catanduva, após a vitória na primeira partida da final do Nacional feminino , ganhou voz entre os outros treinadores. Chateado com as declarações de Hortência sobre o nível dos comandantes brasileiros, Ferreto pediu respeito por parte da Rainha. Urubatan Paccini, do Ourinhos, outro finalista, concordou com o colega.
- Eu também acho que desde que exista uma programação, um calendário bem feito, visando às Olimpíadas, ao Mundial e ao Brasileiro, nós teremos mais qualidade. A gente passa por momentos de turbulência com jogadores, e o técnico é o culpado. Eu acho que nós somos capazes. O Brasil nunca dependeu de estrangeiros – afirmou, em entrevista por telefone ao GLOBOESPORTE.COM.
Paccini lembra que Hortência nunca foi treinada por técnicos de fora do país em sua carreira na seleção. Além disso, reclamou que os comandantes brasileiros não têm verba para fazer cursos no exterior ou assistir a finais de campeonatos de expressão, como sugeriu Hortência.
- Ela nunca jogou na seleção com técnico estrangeiro. Ficou todo mundo magoado, não só o Ferreto. Nós não sabemos como se fazem as coisas, ninguém sabe como vai jogar, o campeonato para de repente, não tem sequência. Ai quem chega melhor e consegue ter uma sorte maior, leva o campeonato. Eu acho que não é só trazer técnico de fora e fazer intercâmbio. Eu acho que a gente também deve ter essa formação, trazer dirigentes de fora, fazer intercâmbios. Se nós não temos técnico com experiência, também não temos dirigentes para tomar conta de uma seleção para jogar as Olimpíadas, o Mundial.
Técnica do Santo André, que se classificou às semifinais do Nacional, a veterana Laís Elena adotou um tom mais moderado. Ela, que conversou com Hortência após as declarações de Ferreto, criticou o tom da dirigente, mas entende as preocupações da Confederação.
- Eu acho que (as declarações) pegaram mal, sim. Ele (Ferreto) tem razão quando disse os técnicos brasileiros ralaram muito até agora. É devido aos clubes que o basquete brasileiro conquistou várias medalhas, e o trabalho dos técnicos foi muito importante. Eu falei com a Hortência. Ninguém está colocando em dúvida trazer um técnico estrangeiro. O que é desrespeitoso é a maneira como ela colocou suas ideias. Ela me disse que nós tínhamos que reciclar. Para isso, não precisa viajar o mundo. Se ninguém foi até agora é porque a situação não permite. O que a gente não tem é um mínimo de estrutura. Eu não aceito de forma nenhuma a declaração - afirmou.
Sem clube desde que deixou o Americana no ano passado, Branca acredita que Hortência está buscando o melhor para a seleção. A treinadora, no entanto, acha complicado que um técnico chegue agora, já no fim da competição nacional.
- O problema é que os anos se passam e existe muito pouca preocupação com o basquete. Não só a Hortência, mas as gestões anteriores. O basquete fica muito renegado, e a as pessoas ficam bastante doídas por este desprezo. Eu que conheço bem a Hortência, acho que ela está tentando melhor. A gente sabe que existe um sistema, a Confederação que vai colocar o treinador. Mas aí ela também falou demais. Eu acho que ela não está desmerecendo, mas está tentando o melhor. Esta indefinição também com o Bassul atrapalha. E o treinador que for contratado, vai chegar no fim do campeonato. E vai escalar como? Vai viver de vídeo? Mas, no fundo, acho que está tentando proteger.
Fonte: Globoesporte.com
“É bastante curioso que Edson Ferreto tenha rebatido a crítica [de Hortência] justamente após um jogo que a confirma.”
Rodrigo Alves, em brilhante post no Rebote: O desabafo.
1) Com o Ginásio Monstrinho lotado, Catanduva e Ourinhos jogaram um basquete da pior categoria. Uma pena que as crianças – tão focalizadas pelo SPORTV – tenham assistido um esporte que parece de tudo um pouco, menos com o basquete.
2) A bola frequentou pouco a cesta, num show de arremessos tresloucados.
3) Da linha de três, foram 31 arremessos equivocados (17 de Ourinhos e 14 de Catanduva).
4) Nos dois pontos, foram 54 os erros (37 de Ourinhos e 17 de Catanduva).
5) Registrem-se ainda os 43 erros adicionais (26 de Ourinhos e 17 de Catanduva).
6) Assustadora a inércia do técnico de Ourinhos Urubatan Paccini, que depois que perdeu sua armadora Bethânia, colocou a reserva Ângela. Dezessete minutos depois, sacou a menina que fazia uma partida regular e improvisou Karen na armação. Foi um show de horrores. E o que fez Uruba? Nada. Aliás, o mesmo quando seu time tomava cestas seguidas de Êga, num insistente replay de erros de marcação.
7) No meio desse filme de terror, Gilmara comeu a bola no garrafão, com 19 pontos (9/12 nos 2 pts) e 12 rebotes. Até minha amiga Palmira (21 pontos) não comprometeu, apesar de aquele basquete não ter fôlego para algo mais consistente que o fundo do poço que nos metemos.
8) Em Ourinhos, merece menção a disposição de Micaela. Nada mais.
9) O quinteto Karen-Mamá-Tatiana-Karina-Kelly teve uma atuação tão ruim, mas tão ruim, que faltam-me os adjetivos. Vou tentar simplificar dizendo que a eficiência da atuação das cinco somadas resultou em 18, o mesmo número da atuação isolada de Micaela.
Hortência voltou da Europa com algumas novidades na bagagem e o destino da seleção feminina começa a tomar seu rumo. Os dois técnicos estrangeiros consultados pela dirigente da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) aceitaram o convite para defender o Brasil e, mesmo sem descartar a continuidade de Paulo Bassul no time adulto, a ex-jogadora admite o remanejamento do profissional dentro da entidade. No entanto, segundo Hortência, o principal êxito da viagem internacional foi uma conversa emocionada com Iziane, atualmente afastada da equipe.
O maior nome do basquete feminino brasileiro, ao lado de Paula, disse que ainda não conhecia Iziane, mas relatou ter gostado do primeiro contato com a jogadora. Junto com a armadora Adrianinha, elas jantaram na cidade de Schio, na Itália. Hortência se mostrou confiante no retorno da armadora, independente da permanência de Bassul, treinador com quem teve atrito durante o Pré-Olímpico de 2008.
"Foi a primeira vez que a vi, conheci melhor a Iziane e sua maneira de pensar. Tivemos uma aproximação positiva. Ela se mostrou sensível e chorou. Falar sobre esse assunto não é agradável para ela. Acho que ninguém havia sentado para bater um papo com ela", disse.
A ex-atleta também deu conselhos e usou sua própria experiência para convencê-la. "Mostrei os problemas que tive nos 20 anos em que vesti a camisa da seleção. Pedi para ela pensar na volta. Falei que não tinha pressa, para analisar, mas foi super aberta", disse.
Principal nome do basquete brasileiro atualmente, Iziane foi protagonista de uma grande polêmica quando se desentendeu com Paulo Bassul por se recusar a voltar para a quadra após ser sacada do time. Ela acabou cortada no Pré-Olímpico da Espanha em 2008 e disse que não voltaria mais à seleção enquanto ele estivesse no comando.
Pretendentes dão 'sim'
Outra meta da viagem de Hortência foi a negociação para a definição do novo técnico da seleção feminina. Ainda sem revelar os nomes, Hortência aprovou a conversa que teve na Espanha e na Itália com os dois candidatos e teve uma resposta positiva de ambos a respeito do cargo no Brasil.
Desta forma, a dirigente já pensa até em uma nova possibilidade para Bassul, que poderá assumir um cargo na CBB ainda a ser definido. "Se o Bassul não continuar na adulta, a ideia é que siga conosco fazendo outra coisa. Ele só não fica se não quiser. Mas ainda temos que ver a opinião dele, sentar e conversar. Não quero que fique sabendo nada pelos jornais", afirmou.
"O importante é que os três técnicos têm interesse. É uma decisão difícil, bem pensada, não podemos ser precipitados porque temos um Mundial em setembro. Fui conhecer o trabalho deles. O do Bassul já conheço", completou.
A partir de agora, a escolha cabe à CBB, informa Hortência. Uma reunião com o presidente Carlos Nunes e a cúpula da entidade será realizada nesta terça-feira, em São Paulo, para avaliar o resultado da viagem da dirigente, que também teve finalidade política. Hortência quer estreitar a relação entre o Brasil e outros países e manteve contato com os clubes europeus. Agora, já planeja visita à França para conhecer os métodos adotados naquele país.
Fonte: UOL
Depois de deixar a quadra no jogo 2 contra Catanduva “deseperada pela dor e triste por não poder ajudar a equipe” de Americana, a ala Adriana Santos foi avaliada.
Foi diagnosticada uma lesão muscular na inserção do tendão de Aquiles e a jogadora já iniciou trabalho de recuperação.
Final do Nacional feminino pode fazer da equipe a única seis vezes campeã
Favorito, time enfrenta o Catanduva em melhor de cinco partidas e, se triunfar, acumulará mais taças que o Piracicaba dos anos 80 e 90
JOSÉ EDUARDO MARTINS
O Nacional feminino de basquete pode consolidar o maior domínio na história da modalidade no país. Com cinco títulos consecutivos, Ourinhos é o favorito na decisiva série melhor de cinco jogos diante do Catanduva, que começa hoje, às 20h, no ginásio Monstrinho.
Caso conquiste o sexto triunfo, o time paulista superará o Piracicaba, que contou com jogadoras como Paula e venceu, não sucessivamente, também por cinco vezes o Brasileiro (1985, 1986, 1988, 1991 e 1996).
Mesmo em Nacionais masculinos uma hegemonia não foi tão grande, com tantos finais e títulos em sequência -é a sétima decisão seguida do Ourinhos. "Não acho que esses números aumentem a pressão das jogadoras, que não ficam pensando nesse histórico", pondera o treinador do Ourinhos, Urubatan Paccini, que assumiu a equipe no ano passado.
Segundo os adversários, o principal trunfo da equipe de Ourinhos é o orçamento alto para os padrões brasileiros, em torno de R$ 200 mil, quando existem times com cerca de R$ 20 mil de folha de pagamento.
A maior parte do investimento do Ourinhos provém do usineiro Francisco Quagliato, um apaixonado pela modalidade.
"É por causa do dinheiro. Se você tem mais dinheiro, tudo fica mais fácil. Com essa verba, você pode contratar quem você quiser", afirmou o técnico do Catanduva, Edson Ferreto.
A força do elenco do Ourinhos pode ser comprovada pelo número de jogadoras da equipe que servem a seleção brasileira, sete (Micaela, Mamá, Kelly, Karina Jacob, Karen, Tayara e Tatiana), contra três (Palmira, Fernanda e Silvinha) do adversário desta decisão.
"Não tem como negar. Nós realmente somos as favoritas para esta final. Mas precisamos, agora, comprovar isso nos jogos", afirma a ala Micaela.
As estatísticas neste campeonato também mostram a superioridade do Ourinhos. A equipe tem a melhor defesa do torneio, com uma média de 54 pontos por jogo, e na fase de classificação teve a melhor eficiência (fórmula que contabiliza os índices de aproveitamento e erros do time): 93,9%.
Apesar dos números falarem contra, o Catanduva espera surpreender desta vez. "Nosso time está bem acertado e, em Brasileiro, é a primeira vez que a gente chega em condições de ganhar", declara Ferreto. Se necessário, o quarto jogo será no dia 22, em Catanduva -e o quinto no dia 24, em Ourinhos.
NA TV - Ourinhos x Catanduva Sportv, ao vivo, às 20h
Na final, CBB transgride o regulamento
A Confederação Brasileira de Basquete burlará seu próprio regulamento no mata-mata decisivo do Nacional feminino.
Segundo o artigo 30, os ginásios de fase final devem ter capacidade mínima para 3.000 pessoas, com laudos da Defesa Civil ou do Corpo de Bombeiros. Palco dos dois primeiros confrontos, o ginásio Monstrinho, de Ourinhos, no entanto, comporta apenas 2.000 torcedores.
"O Ourinhos fez uma reforma no ginásio, colocou um piso novo, e concordamos em aprová-lo para a fase final também", justificou André Alves, diretor técnico da confederação.
O fato de a CBB "rasgar" o próprio regulamento não preocupa o dirigente. "Não tem problema, a gente acordou isso com os clubes", declarou Alves.
O outro ginásio desta final, o Anuar Pachá, de Catanduva, possui capacidade para 4.000 pessoas e teve de ser reformado por causa de goteiras.
A fase decisiva do campeonato marcará a estreia do sistema de antidoping, prometido antes do início da competição e que não foi realizado em suas etapas anteriores.
Fonte: Folha de São Paulo
Jogando conta o Parma, que tem entre seus destaques Francesa Zara e a dupla australiana Laura Summerton e Jennifer Screnn, o Faenza precisou de uma prorrogação para fechar o jogo em 72 a 68, em casa.
Mais uma vez Adrianinha não economizou na atuação.
Foram 23 pontos (5/12 nos três pontos), 9 assistências, 7 rebotes e 7 recuperações.
O time ocupa a terceira colocação.
O Taranto, de Zaine, manteve a liderança invicta ao bater o Livorno por 73 a 52.
A pivô jogou 19’ e teve 4 pontos e 4 rebotes.
Na Liga Espanhola, o Ros Casares segue compartilhando a liderança com o Rivas, ambos com apenas uma derrota em quinze jogos.
Ontem, o time passou com facilidade pelo Soller (88-56), com uma atuação de gala de Érika. Foram 21 pontos (excelente aproveitamento de 9/10 nos arremessos), 10 rebotes, 3 assistências e 2 recuperações, em 23’. Essa semana, a equipe recebeu homenagem na prefeitura da cidade espanhola de Valência, pela conquista da Copa da Rainha. E a pivô se mostrou confortável ao ocupar o ‘trono’. Realmente, é o de melhor que existe no basquete brasileiro atualmente.
O Zaragoza perdeu do Olesa (83-72), mas manteve a quarta colocação. Kátia Denise teve 8 pontos e 4 rebotes, em 18’.
Por fim, ainda sem Helen, o Hondarribia perdeu do Estudiantes (70-67) e está em décimo.
Na Segunda Divisão, só vitórias.
O Extrugasa, de Cris, está na liderança isolada do grupo A, após bater o Bembibre (84-70). A ala teve 5 pontos, 5 assistências e 4 rebotes.
O Burgos, de Franciele, divide a segunda posição com o Ensino após bater o Cáceres (82-41). A brasileira teve 14 pontos e 12 rebotes, em 31’.
O Canarias é o quarto colocado e teve 13 pontos e 9 rebotes de Geisa na vitória sobre o Badajoz (95-56).
Claudinha marcou 15 pontos, pegou 6 rebotes, deu 4 assistências e recuperou 3 bolas, em 40’.
Mas ainda assim o Aix perdeu para o Armentieres (63-57).
O time mantém a oitava posição, graças a partidas adiantadas.
A treinadora Branca tem tudo para seguir de encontro aos seus objetivos e ao sucesso, visto que é uma trabalhadora incansável, honesta e muito dedicada, além de ser muito antenada com o que acontece, não só no cenário nacional, como internacional. Na sua carreira de atleta, além dos títulos e conquistas, Branca foi uma armadora de grande técnica e garra, deixando seu nome gravado para sempre na história.
Confira, os planos para o futuro e algumas opiniões, bem como lembranças de Branca, na entrevista exclusiva concedida ao Databasket ...
Faça um pequeno panorama de quem é Branca no basquete:
Iniciei trajetória no Colégio Dom Bosco, em Osvaldo Cruz/SP, terra natal, minha primeira competição federada foi aos 10 anos, em Jundiaí/SP (Divino Salvador). E, assim se foram 23 anos como atleta. Defendi Piracicaba, Sorocaba, Araçatuba, Campinas e Recife. Parei de jogar em 1999, e me transformei em treinadora, passando pela Unimep/Piracicaba e Americana.
Como foi a temporada de 2009 para o basquete feminino brasileiro? E, no geral?
Temporada, nada diferente dos anos anteriores, poucas equipes, quase sempre as mesmas chegando às semifinais. Valeu o resultado da Copa América, pelo título e vaga do Mundial República Tcheca em setembro/2010.
E o ano de 2009 para você, como foi?
Foi muito bom graças a Deus, vida pessoal e profissional prefiro traduzir com essa música que gosto bastante, penso ser da Patrícia Marx:
“Nada nessa vida é por acaso
Nada nessa vida é por querer
Tudo nessa vida tem seu preço
E se você quiser
Tem que pagar pra ver”.
O que você pode falar do seu trabalho à frente de Americana, seu último time, e também o que pode abordar sobre os motivos que a levaram a deixar o time?
Fui contratada setembro/08 e demitida setembro/09. Nesse período chegamos as finais do campeonato brasileiro e paulista, mas não vencemos Ourinhos em nenhuma das competições. Fui demitida pelo presidente do clube, Ricardo Molina, sem nenhuma explicação e justificativa. Hoje, acredito que meu vínculo era o título, mas quem monta a equipe é ele. E quem levou a pior fui eu (risos).
Como você vê a presença da ex-jogadora Hortência, sua contemporânea, na coordenação dos selecionados femininos da Confederação Brasileira de Basketball (CBB)?
Gostei bastante, chegou em boa hora! Hortência é articulada, é realizada como atleta, tenho certeza que vai trilhar sua carreira como diretora com muito profissionalismo e sucesso.
Na sua opinião, o Paulo Bassul segue no comando do time feminino ou a CBB irá optar por um outro nome?
Acredito que a CBB vai anunciar outro nome para comandar a seleção feminina. Nova gestão na maioria das vezes quer nova equipe. Desejo que o Paulinho seja respeitado porque é um bom profissional.
Como você acha que será a participação do Brasil no Mundial de 2010? E, no masculino?
Gostei muito da chave do Brasil (Brasil, Espanha, Coréia e Mali), temos uma chance enorme de sair em primeiro lugar da chave. Tenho acompanhado pelos meios de comunicação que existe (mesmo sem o técnico) um “planejamento”, com tempo hábil para os treinamentos, jogos amistosos, adaptações e tudo mais.
Já que vão mudar o técnico, façam uma imersão com as jogadoras para que elas sejam “humildes”, menos materialistas (preocupadas com diárias e bichos), respeitem e obedeçam à risca seus treinadores/técnicos (sejam mais apegadas à tática do jogo e não as loucuras). Só assim o Brasil vai obter resultado merecido. Não posso deixar de dizer que existem as exceções e um dos exemplos é a ala/armadora Helen Luz.
Por que ainda não temos uma liga para organizar um campeonato nacional feminino?
Porque temos poucas equipes, poucos investidores. Vivemos num país machista. A CBB e todas as Federações, ao longo de tantos anos e gestões, não tiveram interesse em massificar a modalidade, capacitar técnicos, entre outros.
Na sua carreira de atleta, você sempre marcou pela garra e vontade de vencer, além da qualidade técnica, visão de jogo e habilidade. E, como treinadora, qual é o seu perfil?
Treinadora dedicada e exigente nos treinamentos, só assim me tornar excelente técnica. Não suporto técnico exibicionista e político (sabe aquele porque eu, porque eu?). Ixi, lembrei de uns quatro ao redigir.
Ser técnico é aceitar que cada jogo, cada campeonato, cada equipe ou cada crítica serve como lição e aprendizado e juntos serão transformados em experiências. O perfil revela a personalidade, mas vivemos de vitórias e derrotas e isso na maioria das vezes transformam as pessoas.
Nesse segmento, não diferente de outras áreas, existe falta de ética, os bajuladores, preguiçosos, os que não respeitam árbitros nem adversários, técnicos que optam por buscar os investidores porque daí ele manda e desmanda, técnicos que querem aparecer mais do que seus jogadores ... por aí vai.
Você almeja comandar a Seleção Brasileira? Caso a resposta seja afirmativa, em quanto tempo você acredita que alcançará este objetivo?
Sim, claro! Se não almejasse teria nascido morta para carreira. Acredito no processo, quero fazer parte das comissões, ter experiências em categorias que antecedem o adulto. No Brasil isso acontece timidamente, as comissões não são entrosadas, falando com o coração, não são fiéis. Acredito que um dia isso venha acontecer.
No seu entender, a política está ganhando proporções elevadas em nosso basquete?
Política querendo ou não permeia todos os segmentos, pergunto a você, quantas vezes vimos presidentes mandando e desmandando? Quantas vezes o marketing mandou e desmandou? Quantas vezes a televisão mudou horários de jogos? Quando não se tem organização todo mundo manda, principalmente a política.
Quais são os treinadores que você procurou se espelhar?
Tenho admiração por vários treinadores, sei que todos ao longo de suas trajetórias foram ganhando uma maneira de comandar, se nomes são importantes vamos lá: gosto muito do meu primeiro técnico Borracha (Norberto José da Silva), Phil Jackson, João Marcelo, Nestor, Helio Rubens, Maria Helena/Heleninha, Bernardinho, Vendramini, Barbosa, Macau, Anne Donovan ... como disse, tenho admiração por muitos treinadores (técnicos) e espero não melindrar ninguém porque o nome não foi citado.
Quem são os seus ídolos no esporte, na vida e no basquete?
No esporte, Paula e Hortência pelo exemplo, dedicação e comprometimento, Ayrton Senna pela missão, Guga pela irreverência, Raí pela elegância, Dunga pela garra e muitos outros. Tem muita gente boa nesse país, graças a Deus. Na vida, sem dúvida meus pais e irmãs.
Fale um pouco do trabalho social do Instituto Passe de Mágica.
Quando recebi proposta para atuar no alto rendimento, “abandonei” Paula e o projeto social Passe de Mágica, mas graças a Deus, Paula valente faz tudo acontecer. Gosto muito do alto rendimento e espero poder ter uma nova oportunidade para atuar como técnica.
Mensagem final:
A coisa mais fina do mundo é o sentimento. (Adélia Prado)
Fonte: Databasket
Schio é Itália, né?
Luiz Peninha
O presidente da ADCF da Unimed, Ricardo Molina, conversa hoje com o técnico Luiz Augusto Zanon e o assunto é a manutenção do treinador à frente da comissão técnica do basquete da Unimed. O Campeonato Paulista de basquete feminino começa dia 3 de março.
“Tivemos uma pré-conversa durante o retorno de Catanduva, na segunda-feira, e nossa intenção é que ele continue à frente da equipe. Ele ficou de conversar com a família para voltar ao assunto amanhã (hoje). Vamos nos reunir para confirmar a permanência dele em nosso projeto”, contou Molina.
A partir da confirmação de Zanon, ele apresentará um projeto para essa temporada e certamente fará mudanças na equipe, indicando alguns reforços. Zanon mora com a família em Limeira e a tendência é que prossiga em Americana, devido à proximidade entre as duas cidades.
Para Molina, a temporada 2009, que terminou na segunda-feira para Unimed, quando o time deixou o Nacional, foi de consolidação e resgate do basquete feminino em Americana. “No ano passado fomos vice-campeão paulista, semifinalista do nacional, terceiro colocado no Jogos Abertos e campeão dos Regionais. O fato é que estamos conseguindo manter um planejamento que é de médio a longo prazo”, ressaltou.
Fonte: Todo Dia
Depois de nove rodadas, chegou ao fim a invencibilidade do Wisla, de Iziane, na EuroLiga.
Hoje o clube polonês acabou derrotado no confronto com o Famila Schio, da Itália, que jogava em casa e fez 92 a 88.
A italiana Laura Macchi foi a estrela do jogo, com 24 pontos. Perfeita nos lances-livres (13/13), a lateral definiu o jogo nos momentos mais críticos. Atenção ainda para atuação da veterana francesa Nicole Antibe, 35 anos, com 21 pontos e 7 rebotes. O time tem ainda a armadora Audrey Sauret (33 anos), que teve 5 pontos. Rafaella Masciadri teve 14 e americana Marissa Coleman, 11.
No clube polonês, destaque para Ewelina Kobryn (27 pontos e 7 rebotes) e para Marta Fernandéz (22 pontos).
Iziane teve uma boa atuação: em 36’, marcou 17 pontos (7/12 nos arremessos), deu 3 assistências e pegou 2 rebotes.
Mesmo com a derrota, o time mantám a liderança do grupo B da competição. O Schio é terceiro.
A única equipe que segue invicta na competição é o Spartak, que no grupo D teve 33 pontos de Diana Taurasi para bater o Tarbes, por 78 a 75.
Pela Eurocopa, o Zaragoza, da pivô Kátia Denise, voltou a vencer o Gheorge, futura equipe de Alessandra.
Dessa vez, o placar foi 92 a 55.
A brasileira teve 6 pontos, 11 rebotes, 3 assistências e 3 recuperações, em 24’.
Kristen Rasmussen marcou 10 pontos e 10 rebotes pelo time eliminado.
A vitória qualifica o time para as oitavas-de-final. O adversário será o Nadezhda Orenburg, da Rússia. O time está recém-reforçado pela russa Elena Baranova, prestes a completar 38 anos. Hoje na partida contra o Hatis, pegou 17 rebotes – a quarta maior marca da competição.
O time ainda tem a americana Sheana Mosch, as bielorrussas Tatyana Troina e Anastasiya Verameyenka e a russa Olga Ovcharenko.
As outras séries são as seguintes:
K.V. Imperial AEL - Lattes Montpellier
Dynamo Moscow - Ibiza Sport Island
Gran Canaria - Municipal Targoviste
KK Hemofarm Stada - Saarlouis Royals
USO Mondeville - Botas Spor
Seat Györ - Dynamo Kursk
Sony Athinaikos - Dynamo Kyiv