quinta-feira, 25 de novembro de 2004

Nacional tem 1ª desistência de sua história

DA REPORTAGEM LOCAL

Após fechar seu time masculino anteontem, a diretoria do Rio das Ostras não conseguiu salvar a equipe feminina. Sem dinheiro para custear as despesas, o clube comunicou ontem à Confederação Brasileira de Basquete sua desistência do Nacional.
É a primeira vez na história que tal fato acontece no torneio.
O Uberaba, que enfrentaria a equipe do Rio amanhã, foi avisado às pressas de que não precisaria viajar. "O time já estava embarcando no ônibus quando recebemos um telefonema da CBB", contou Nelson Luz, o Morto, assistente técnico do clube mineiro.
A partir de agora, os jogos do Rio das Ostras serão contabilizados como W.O., com placar de 20 a 0. As atletas não receberam nenhum salário. Desempregadas, ainda estão impedidas pelo regulamento de atuar pelos outros times que disputam o Nacional.
O Rio das Ostras disputou oito jogos e venceu um, contra o Juiz de Fora, na estréia, por 60 a 56.
"Fomos enganados pela Kátia Meschese [supervisora da equipe], que prometeu que haveria um grupo de patrocinadores", disse Guilherme Kroll, superintendente da federação do Rio.
Sem o Rio das Ostras, o Nacional feminino ficará ainda mais concentrado. Apenas equipes de São Paulo e Minas Gerais disputam a competição. É o torneio com menos Estados representados desde a primeira edição do campeonato, ocorrida em 1998.


Fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, 24 de novembro de 2004

Eurocopa: Alessandra e Zaine batem Adrianinha e Graziane

Pela rodada da Eurocopa, o Venezia se vingou e bateu o Faenza por 65 a 69.

Alessandra jogou 32 minutos, fez 12 pontos, pegou 10 rebotes, recuperou 2 bolas e deu 1 toco. Zaine jogou 23 minutos, fez 8 pontos, pegou 8 rebotes e roubou 2 bolas.

Pelo Faenza, Adrianinha foi eliminada com 5 faltas aos 33 minutos de jogo: fez 9 pontos, pegou 7 rebotes, roubou 3 bolas e deu 2 assistências. Graziane jogou 26 minutos, fez 8 pontos, pegou 4 rebotes, recuperou 3 bolas e deu 1 toco.

Com o resultado, o Villeneuve, de Vedrana, assume a liderança do grupo B, com a mesma campanha do Faenza (3v e 1d).

O Venezia é o terceiro (2v e 2d).
Irregular, Sírio busca reação fora de casa

Fernando Natálio

O fim de semana terá um teste de fogo para a campanha fora de casa do Sírio/Black&Decker neste Nacional de Basquete. A missão do time uberabense passa pelo duelo contra o Rio das Ostras (RJ), sexta-feira (26), às 20 horas, e o clube precisa de vitórias nos dois próximos jogos, cruciais para garantir o terceiro posto da fase classificatória.

Se para o time uberabense o apoio da torcida foi fundamental para o sucesso na primeira fase da competição, nesta segunda etapa, jogando a maioria das partidas fora de casa, a campanha não vem sendo a mesma.

Nos primeiros desafios, jogando uma seqüência de seis embates em Uberaba, o Sírio obteve 10 pontos (quatro vitórias em seis duelos), chegando a um aproveitamento de mais de 80% dos pontos disputados.

Enquanto isso, atuando nos ginásios dos adversários, neste returno, foram três jogos e duas derrotas, apesar da significativa melhora apresentada nos dois últimos quartos da partida contra Americana (SP).

Apesar da queda de produção, a situação não é preocupante. As meninas do clube uberabense ocupam posição confortável na tabela de classificação, em terceiro lugar, junto com Ourinhos (SP).

Além de estar bem colocada, a comissão técnica já esperava esta oscilação. Por isso, pensa nos próximos compromissos longe de Uberaba, cruciais para as pretensões da agremiação, a começar do combate com o Rio das Ostras e depois Juiz de Fora (MG). "A equipe está subindo de produção novamente e agora é continuar treinando bastante para vencer os próximos jogos e acreditar que podemos ganhar", destaca o supervisor Nelson Luz.


Fonte:
Jornal da Manhã
Comentários

Gostaria de lembrar a todos os leitores deste blog, que os comentários deixados na seção Lances Livres estão abertos a todos que saibam usar com inteligência a democracia, isso é, aos que conheçam ética, educação e o respeito ao próximo.

Aos que não estão preparados, por favor, não façam uso de tal espaço.
Iate Clube fecha time masculino e sofre para se manter no Nacional

Vicente Toledo Jr.
Em São Paulo

Em protesto, Fabiana não foi ao último jogo do Iate Clube no Nacional femininoO Iate Clube Rio das Ostras anunciou nesta terça-feira o encerramento das atividades da equipe masculina de basquete, que disputava o Campeonato Estadual do Rio de Janeiro.

O clube, único representante fluminense no Nacional feminino, ainda luta com dificuldades para manter sua equipe feminina na disputa até o final da competição.

A decisão de abandonar o Estadual masculino foi tomada depois de o Flamengo rejeitar uma proposta de parceria elaborada para tentar salvar o time do litoral norte, que ficou sem dinheiro para manter suas atividades após ver fracassadas todas as negociações com possíveis patrocinadores.

"O Márcio Braga não aceitou fazer a parceria, e o time acabou. Vamos todos para casa. Todos desempregados, endividados e muito tristes", lamentou o técnico Miguel Palmier.

Com isso, a partida entre Iate Clube Rio das Ostras e UFRJ, que estava marcada para as 20h30 desta terça-feira, no centro esportivo Miécimo da Silva, foi cancelada.

O superintendente da Federação de Basquete do Estado do Rio de Janeiro (FBERJ), Guilherme Kroll, confirmou a desistência da equipe.

"Está confirmado, Rio das Ostras deixou o campeonato. Ainda temos que consultar o departamento jurídico, mas provavelmente todos os jogos da equipe serão considerados vitórias dos adversários, por 20 a 0, para que ninguém seja prejudicado na competição", afirmou o dirigente.

O problema do clube começou quando a idealizadora do projeto do basquete na cidade, Kátia Meschese, não cumpriu os compromissos assumidos no início da temporada.

Alegando ter propostas de patrocínio de grandes empresas, Kátia convidou jogadores e profissionais para trabalhar em Rio das Ostras.

"Ela nos fez o convite para vir até aqui falando que tinha dinheiro de grandes empresas. Disse que era um projeto a longo prazo. Mas aos poucos tudo isso foi caindo. Quando ela não pagou o primeiro restaurante em que comíamos, começamos a desconfiar", contou Palmier.

A empresária não conseguiu concretizar nenhuma das negociações que afirmava conduzir, o que acabou inviabilizando a sobrevivência da equipe. Os integrantes da equipe masculina não recebem salários desde o início de outubro. Pior que isso, precisaram de favores de comerciantes e empresários locais para sobreviver nesses dias.

"Foram 4 ou 5 restaurantes e 3 ou 4 pousadas lesadas, além da gente aqui que está sem receber. Fomos humilhados aqui, sobrevivemos pedindo favor para termos onde dormir e o que comer", disse o treinador.

Kátia Marchese prestou depoimento na polícia na última segunda-feira e vai responder a um processo na Justiça movido pelo Iate Clube e pelo proprietário de um dos hotéis em que os jogadores ficaram hospedados.

Flamengo pula fora

Na tentativa de evitar o fim da equipe, dirigentes do Iate Clube de Rio das Ostras e da FBERJ buscaram uma parceria com o Flamengo.

A idéia era que o clube rubro-negro assumisse o "patrocínio" da equipe e voltasse a disputar o Estadual, do qual é o atual campeão.

Envolvido com a crise do futebol, que luta para se manter na primeira divisão do Campeonato Brasileiro, o Flamengo não aceitou a parceria.

"O presidente Márcio Braga não pode ficar pensando em basquete agora. O Flamengo não vive de basquete, vive de futebol, agora tem mais é que se preocupar em salvar o time da segunda divisão", comentou Palmier.

Feminino na corda bamba

Segundo Kroll, o esforço agora é para manter a equipe feminina em atividade até o final da primeira fase do Nacional, previsto para o dia 12 de dezembro.

O Iate Clube de Rio das Ostras é o lanterna da competição, com uma vitória e sete derrotas, e não deve se classificar para os playoffs.

"Rio das Ostras está reunida para salvar o feminino, que vai continuar no Campeonato Nacional até o fim", disse o dirigente. As jogadoras, entre elas a pivô Marta Sobral, medalhista olímpica com a seleção brasileira, também têm salários atrasados.

Em protesto, três delas - Edjane , Renata e Fabiana - não viajaram para a última partida, contra Juiz de Fora, no domingo. "Vou tentar fazer com que o prefeito eleito segure a parte de alimentação e o hotel para os seis jogos que restam", disse Kroll.

Fonte: UOL
Sem dinheiro, time masculino de Rio das Ostras deixa o Estadual do Rio

Elite vê 1ª desistência no meio de torneio em 7 anos

ADALBERTO LEISTER FILHO
DA REPORTAGEM LOCAL


O ginásio Miécimo da Silva não teve ontem o jogo de fundo. Marcada para as 20h30, a partida entre Rio das Ostras e UFRJ, pelo Estadual masculino do Rio, foi cancelada. Poucas horas antes, o clube do interior comunicou à federação sua desistência do torneio.
Sem verba para prosseguir na competição, a equipe, que tentava uma vaga no Nacional-05, dispensou atletas e comissão técnica.
"Me ligaram para avisar que não haveria jogo. Por sorte avisei a todos. Com um dos atletas, que mora em Friburgo, consegui falar quando já estava na estrada", diz Ricardo Ramos, técnico da UFRJ.
Em outra estrada seguia o técnico Miguel Palmier, de volta ao Rio. "Todos se sentem desmotivados, humilhados. É preciso sempre saber quem são as pessoas que dirigem um projeto para não cair nesse erro", lamentava.
Os últimos casos de desistência no meio do campeonato foram em São Paulo. Em 1997, duas equipes fecharam antes do fim do Estadual. Sem patrocinadores, o Jomec/Rio Preto (feminino) e o Trianon/Jacareí (masculino) tiveram que encerrar as atividades.
Em Rio das Ostras, os 14 membros do elenco estavam alojados em dois quartos de uma pousada. No último jogo que fez no torneio, sábado, com o Vila da Penha, a equipe atuou com só cinco atletas.
O time feminino, que disputa o Nacional, pode ter fim semelhante. Uma reunião ontem à noite definiria o fechamento ou não.
Kátia Meschese, dirigente do clube, que chegou a anunciar que um grupo de empresas iriam bancar a iniciativa, não foi encontrada para comentar o assunto.
Anteontem, ela teve que ir à delegacia depor por causa de um cheque sem fundos. A federação também diz que irá processá-la -o clube acumula uma dívida de cerca de R$ 11 mil na entidade.
"Tenho um cheque-caução do marido dela, que foi entregue para garantir o pagamento das taxas do Estadual. Fomos até o banco, e o gerente nos avisou que ele era falso", afirma Guilherme Kroll, superintendente da federação.


Fonte:
Folha de São Paulo



DUELO DE BRASILEIRAS NA ABERTURA DO RETURNO DA EUROCOPA FIBA

O returno da fase de classificação da 3ª Eurocopa FIBA começa com um duelo entre jogadoras brasileiras. O Reyer Venezia, de Alessandra e Zaine, joga contra o Penta Faenza, de Adrianinha e Graziane, nesta quarta-feira (24 de novembro), às 16h30 (horário de Brasília), em Veneza, na Itália. As equipes já se enfrentaram na rodada de abertura da competição, no dia 3 de novembro. O Faenza venceu em casa por 73 a 70.

A Eurocopa FIBA tem 41 times de 19 países da Europa divididos em três Conferências: Central, Sul e Oeste. O Penta Faenza e o Reyer Venezia estão no grupo B da Conferência Oeste, junto com o ESB Villeneuve D’Ascq Lille Metropole, da França, e o Coca Cola Rhonda Rebels, do País de Gales. No grupo A, estão as equipes do Pays D’Aix Basket, da França, Halcón Avenida, da Espanha, Rovereto Basket, da Itália, e C.A.B. Madeira, de Portugal. No grupo C, Phard Napoli e Ares Ribera, da Itália, CajaCanarias, da Espanha, e USO Mondeville Basket, da França.

No final da fase de classificação, os times em primeiro e segundo lugar de cada grupo e os dois melhores terceiro colocados se classificam para os playoffs da Conferência Oeste, que acontecem em janeiro de 2005. Em fevereiro, os quatro melhores disputam o Final Four da Conferência.

Se vencer o Reyer Venezia nesta quarta-feira (24 de novembro), o Penta Faenza garante a sua vaga para os playoffs. O time da armadora Adrianinha está invicto e é o primeiro colocado na classificação do grupo B da Conferência Oeste, com seis pontos (três vitórias e nenhuma derrota).

– Nossa equipe conseguiu uma vantagem importante na Eurocopa FIBA. Numa competição de alto nível como essa, vencer três vezes seguidas é fundamental. Não podemos perder o foco agora. Só precisamos de mais uma vitória para conseguir a classificação para a próxima fase. Enfrentar dois grandes desafios como o Campeonato Italiano e a Eurocopa e ter um bom rendimento em ambos é fruto de um bom trabalho realizado por todas as jogadoras e pela comissão técnica – afirma Adrianinha, capitã do Faenza.

O Reyer Venezia está em terceiro lugar na classificação, com quatro pontos (uma vitória e duas derrotas). A capitã da equipe, a pivô Alessandra, fez três double-doubles seguidos na última semana e tem mostrado um bom desempenho tanto no Campeonato Italiano quanto na Eurocopa FIBA.

– Sofremos uma dura derrota contra o Villeneuve D’Ascq Lille Metropole na última quarta-feira (17 de novembro), onde fomos prejudicados pela arbitragem. Mas temos que esquecer isso e nos concentrar nos próximos três jogos da Eurocopa, que serão decisivos. Levamos vantagem contra o Faenza porque vamos jogar em casa e temos que vencer. Precisamos da vitória nas próximas partidas para garantir a classificação para os playoffs, caso contrário, nossa situação fica complicada – comenta Alessandra.

Nesta quarta-feira (24 de novembro), pelo Grupo B da Conferência Oeste, o Villeneuve D’Ascq Lille Metropole joga contra o Coca Cola Rhonda Rebels. A partida acontece às 16h (horário de Brasília), em Villeneuve D’Ascq, na França.

Universo/Baeta: Para não repetir os velhos erros

A partir de hoje, os treinos do Universo/Tupynambás vão ser todos realizados pensando apenas no adversário da próxima sexta-feira, o Unimed/Americana, líder do Campeonato Nacional de Basquete Feminino. A intenção da equipe de Juiz de Fora é não repetir, em casa, os erros que cometeu no jogo da primeira fase, no interior paulista.

Apesar de já ter melhorado o setor de marcação nas últimas partidas, a armadora Peixe garante que é preciso ainda mais atenção. "Lá, nós erramos muito, principalmente na marcação, e precisamos acertar alguns detalhes na defesa para não acontecer o mesmo novamente", alerta.

A experiente lateral Roseli concorda com a companheira de equipe e acrescenta que o conhecimento das adversárias e a evolução do time durante a competição são fundamentais para corrigir as antigas falhas. "Nós já jogamos contra elas na primeira fase, conhecemos as jogadas e o posicionamento delas na quadra. Esta semana, vamos trabalhar duro em cima disso", avisa.

Ontem, na reapresentação das jogadoras, após um dia de folga, o técnico Luiz Antônio Bravo dedicou o treino a aprimorar a marcação, conforme vem fazendo nas últimas semanas. Hoje pela manhã, a equipe deverá assistir a fitas de vídeo com jogos do time de Americana para, já no treino da tarde, pegar pesado. "Em todos os jogos até agora elas fazem o primeiro quarto arrasador e caem de produção depois. Precisamos segurar o jogo delas desde o início. Vai ser um jogo difícil, mas não impossível", completa Roseli.


Fonte: Tribuna de Minas

terça-feira, 23 de novembro de 2004

O nosso basquete vai acabar... em Hollywood





Baderna

Como disse acima, a baderna no campeonato carioca é marca registrada. Mais uma para entrar no livro da história do campeonato carioca. Sem saber ao certo a fase que se encontra o campeonato estadual, surge a possibilidade de uma parceria entre Rio das Ostras e Flamengo. Ontem durante a partida ouvi o presidente de fato da FBERJ, Guilherme Kroll, ressaltando que parceria é perfeitamente cabível e que acontece muito em São Paulo, e citou como exemplo São Pauo/Guaru e Corinthians/Mogi. Realmente procede os bons exemplos que citou, contudo, tais parcerias se consolidaram com um planejamento prévio e não no meio da temporada, ao contrário da zona que vai acontecer com essa possível nova parceria que poderá sair hoje ou amanhã.

A FBERJ marcou como prazo final para as inscrições ou transferências hoje, dia 22, só que por força da ironia a FBERJ não tem expediente hoje por razões administrativas, ou seja, mais 24 horas para correrem atrás de reforços e a concretização da parceria. Ocorre que tal prazo está errado, pois o fim do turno na tabela do campeonato era dia 14, somente houve o adiamento da partida Campos x Telemar (última do turno). Ainda, existe no regulamento uma norma onde ressalta que fica a critério da FBERJ, em função de acontecimento relevante, modificar a tabela. Essa norma é a comprovação da arbitrariedade. Será que é relevante adiar partida porque jogadores do clube disseram que não entrariam em quadra? Isso aconteceu na última sexta-feira quando estava marcado Rio das Ostras x Municipal. Infelizmente a conivência faz parte do meio esportivo, porque se houvesse dirigentes sérios, uma coisa dessa não aconteceria, e o WxO seria aplicado.

O mais engraçado que o jogo contra o Vila da Penha, no sábado, não foi cancelado. Apareceram cinco jogadores e o “pobre coitado do técnico”. Acho que até o cego enxerga a armação, pois se Rio das Ostras tivesse jogado contra o Municipal na sexta-feira poderia ter perdido e aí ficaria de fora da fase semifinal.

Tenho lido no noticiário e ouvi ontem o presidente de fato falar em aspecto social. É engraçado que somente agora estão olhando para o lado social. Quando todos ouviram as propostas gordas saíram todos correndo para lá (Rio das Ostras) sem averiguar absolutamente nada, e ainda criticaram jogadores que não aceitaram. Quanta demagogia!


Fonte:
Bruno Lima - Databasket
Aniversário

Hoje é aniversário da armadora Helen Luz, que completa 32 anos.

Muita Luz.
Rio das Ostras rumo à extinção

A diretoria do Flamengo esteve reunida na noite de ontem para avaliar se irá assumir ou não a equipe do Iate Clube Rio das Ostras, que disputa o Estadual masculino de basquete. A resposta será dada hoje e é a única saída para que o time comandado pelo técnico Miguel Palmier não abandone a competição depois que os compromissos assumidos pela diretora do projeto, Kátia Merchese, não foram cumpridos. Mas as chances são remotas. “Com tanta preocupação com o time de futebol, vou pensar em basquete?”, afirmou o presidente do Flamengo, Márcio Braga.

Mas segundo o vice-presidente de esportes olímpicos da Gávea, Gerson Biscotto, a viabilidade financeira será estudada agora que o clube conseguiu a liberação provisória da verba da Petrobras. "Com a indefinição da Petrobras, nós não montamos time para o Estadual. Agora, temos que ver se teremos condições", disse Biscotto.


Se o Fla decidir assumir o time como patrocinador e resolver contratar algum jogador, poderá fazê-lo até hoje. O prazo de transferência de atletas terminaria ontem, segundo o regulamento do tumultuado Estadual, mas foi prorrogado porque não houve expediente na Federação de Basquete do Rio, graças à realização de uma competição no Maracanã. Ainda se busca uma solução para tentar manter a equipe feminina do Rio das Ostras até o fim da fase de classificação do Nacional. Restam seis partidas.


Fonte:
O Dia
De devedor a mecenas

Sem dinheiro para seguir no Estadual masculino de basquete carioca, o Rio das Ostras propõe fusão com o Flamengo, que responderia pela manutenção dos atletas. O Fla nega o acerto. Sem apoio, a equipe feminina de Rio das Ostras pode acabar.


Fonte: Folha de São Paulo
Basquete: guerra contra Grego


São Paulo - Há sete anos no comando da Confederação Brasileira de Basquete, Gerasime Nicolas Bozikis, o Grego, de 61 anos, não pensa em largar o cargo tão cedo. Já se articula para se reeleger na eleição que será em maio. Mas terá de enfrentar uma forte oposição pela frente: José Medalha, ex-técnico da Seleção Brasileira masculina que foi à Barcelona em 1992 -, que pode se fortalecer ainda mais com o apoio de dois dirigentes: Nelson Maués, presidente da Federação de Basquete do Pará, e Adelson Julião, do Ceará.


"A oposição não me assusta, estou confiante porque conto com a maioria dos presidentes das federações (são 27)", diz Grego. Julião rebate: "Essa é a opinião dele, não acho que a maioria esteja com ele desta vez."

Maués procura uma "composição de força" para montar uma chapa e ganhar essa eleição. "Aqui no Norte e Nordeste todos estão insatisfeitos com a atual gestão. Se não me candidatar, penso em outros nomes como o Julião e até em me unir ao Medalha para montar uma chapa. Tudo pelo bem do basquete."

Julião não pensa em se candidatar. "A não ser que apareça um mecenas para me patrocinar", brincou o dirigente, que também luta pela renovação da CBB e cobra mais atenção para o seu Estado: "As categorias masculina e feminina adultas foram abanonadas aqui no Ceará."

As queixas não param por aí. Maués cita o ‘amadorismo’ do presidente e a falta de transparência administrativa - esse último item foi enfatizado por Medalha: "Não há nenhuma posição clara sobre orçamentos, sobre projetos a longo prazo. A atual gestão é arcaica, se a gente não fizer um movimento nada vai mudar."

Além disso, "o Grego não aceita a opinião de ninguém e persegue as pessoas que não seguem a cartilha dele", acrescenta Maués, que uma vez encaminhou um carta ao Grego pedindo modificações no estatuto. Não adiantou. "A única vez que ele se reuniu com os dirigentes para alterar o estatuto foi para antecipar a sua eleição na última votação."

SITE - No início de novembro, Grego foi à Roraima para uma reunião técnica, mas segundo Maués apenas o presidente da Federação local apareceu. "Há muitos anos que não há cursos para técnicos e árbitros aqui no Pará e os campeonatos não têm nível técnico. Os placares dos jogos beiram o ridículo."

Nada disso parece incomodar Grego, que não quer abandonar o cargo por entender que ainda tem muito a fazer pelo basquete brasileiro - mesmo que em sua gestão a Seleção masculina não tenha ido a duas Olimpíadas consecutivas.

"Todos me cobram por isso, mas a verdade é que a culpa não foi minha nem dos jogadores. Ora, não se forma uma seleção em menos de oito anos. As pessoas não podem usar isso como plataforma para oposição", afirma Grego.

Mas a oposição já faz barulho na Internet. Medalha criou um site com o Movimento "Muda CBB", no qual apresenta "projetos transparentes para salvar o basquete nacional". O endereço é www.mudacbb.com.br.

Se for reeleito, ele promete construir um Centro de Treinamento, preparar as categorias de base para campeonatos sul-americanos e realizar 24 clínicas para qualificação dos técnicos em todo o Brasil. Formado em Educação Física e em Administração do esporte, Medalha aposta em sua capacidade de gerenciamento para popularizar a modalidade.

"Para o bem do basquete, ele (Grego) deve renunciar. Não é nada pessoal, mas ele foi o único dirigente que não conseguiu em oito anos classificar a Seleção para duas Olimpíadas. Precisamos de renovação. Não sou o salvador da pátria, mas tenho projetos sérios que foram elaborados com toda a experiência que tenho de bastidores.

Na atual gestão, não há projetos para desenvolver talentos, convênios com clubes estrangeiros, não há nada. Nem mesmo interesse público pelos nosso jogadores, com exceção daqueles que estão na NBA." Grego quer mais times em Pequim

O êxodo dos cinco brasileiros para a NBA (Nenê, Leandrinho, Alex, Varejão e Baby) é o maior orgulho de Grego. "Todos vieram da nossa base, dos nossos campeonatos. Isso mostra que temos basquete de qualidade e se não fomos à Olimpíada é porque os outros países estão crescendo", acredita, ao referir-se ao fato de que 212 países estão inscritos na Federação Internacional de Basquete e apenas 12 têm o direito à vaga olímpica.

"Outros 200 países não foram a Atenas, isso significa que eles são ruins, estão em crise? Não há crise nenhuma no basquete brasileiro e o Brasil vai conseguir vaga para Pequim/2008."

A solução para que a Seleção Masculina volte a disputar uma Olimpíada não será buscada por Grego, se reeleito, investindo nas categorias de base ou no fortalecimento dos campeonatos internos. "Vou batalhar na Fiba por mais quatro vagas para a próxima Olimpíada. São 12 e espero aumentar para 16", promete.

Medalha aposta em projetos voltados à categoria de base. "Quero criar pólos regionais de desenvolvimento de talentos com a participação das federações e desenvolver projetos em escolas e universidades para a popularização do esporte."

Glenda Carqueijo


Fonte: O Estado de São Paulo



Marília, Piracicaba, Santos e Ribeirão Preto se classificam para as finais da A-2

Os times das cidades de Marília, Piracicaba, Santos e Ribeirão Preto são os semifinalistas da Divisão A-2 do Campeonato Paulista e asseguram assim a vaga para disputar a A-1 em 2005.

Nas séries de quartas-de-final, a Unimep/Amplha/Selam/Piracicaba derrortou o C. Aristocrata/SELR/Jaú por 2 a 0 (48-90 e 87-55).

O Vasco/LSB/Fupes/Santos bateu o Bauru/Cambe por 2 a 1 (70-64, 70-65 e 73-53).

O Cristo Rei/SEL/Marília bateu o SEL/Fadenp/São José por 2 a 0 (53-68 e 91-85).

E o Clube Verdade/Ribeirão Preto bateu o Ecus-Suzano por 2 a 0 (56-59 e 66-59).

As semifinais começam sábado, com Piracicaba X Ribeirão e Santos X Marília.
Bauru/Cambé é eliminado

O Bauru/Cambé não conseguiu se classificar para as semifinais do Campeonato Paulista de Basquete Feminino da Série A2, ao sofrer duas derrotas no último fim de semana, no Litoral, para o Vasco de Santos.

Sábado, as garotas bauruenses perderam por 70 a 65. Isabela foi a cestinha do Bauru/Cambé, marcando 18 pontos. No domingo, a derrota foi por 73 a 53, e novamente Izabela foi a cestinha, com 17 pontos.

A equipe encerrou sua participação oficial no ano com o sentimento do dever cumprido. “A equipe, por ser ainda da categoria juvenil, fez um ótimo campeonato, jogando de igual para igual com jogadoras mais experientes. Para mim, nossas atletas são mais do que campeãs”, afirmou Dante Rossini Júnior, técnico do Bauru/Cambé.


Fonte: Jornal da Cidade de Bauru
Universo/Baeta retoma os treinos hoje

Após apenas um dia de folga, as meninas do Universo/Tupynambás voltam a pegar no batente hoje, mais tranqüilas e confiantes com a vitória por 70 a 60 sobre o Iate Clube Rio das Ostras, no final de semana. A vitória em casa, na primeira partida do returno do Campeonato Nacional de Basquete Feminino, é o início da caminhada da equipe rumo aos playoffs da competição.

Na partida do final de semana, as meninas conseguiram mostrar em quadra aquilo que vinham prometendo para arrancar na competição. “É com a mudança de atitude que vamos conseguir a classificação”, avisou a experiente lateral Roseli. Tudo isso sob olhares atentos e gritos eufóricos da torcida juizforana, apontada pelas jogadoras e pelo treinador como essencial para as vitórias daqui para a frente.

No próximo fim de semana, serão mais dois jogos em casa. Na sexta-feira, às 19h, o Universo/Tupynambás recebe o Unimed/Americana, atual líder do campeonato. No domingo, o time encara o Sírio/Black & Decker/Uberaba, também no ginásio do Baeta. Ao final desta fase, os dois primeiros colocados estarão garantidos nas semifinais. As outras duas vagas sairão dos confrontos entre terceiro, quarto, quinto e sexto lugares.

Fonte: Tribuna de Minas


Sírio comemora 2º tempo perfeito

Renato Pena

Sírio/Black&Decker realizou, no domingo (21), uma "partidaça", na análise de sua comissão técnica. A derrota para Americana (SP), por 84 a 74, jogando fora, ainda assim garantiu sinais positivos para o clube de Uberaba, dentro do returno do Nacional de Basquete.

O time uberabense viajou no sábado, dia 20, sem a ala Luciana, que ainda se recupera de infecção na garganta. A atleta nem chegou a acompanhar a delegação até Americana.

Edson Ferreto, técnico do Sírio, escalou a pivô Karina para o lugar da ala, em formação com duas jogadoras com características de posição cinco (principal do garrafão).

O primeiro tempo não deu muito certo, com Americana abrindo 57 a 28. Mas o Sírio deu o troco no segundo tempo (46 a 27), embora não tenha conseguido virar a partida. O supervisor técnico do clube, Nelson Luz, acredita que o resultado saiu das mãos de todas as atletas, em grande superação sobre as ainda favoritas ao título do Nacional.

"A tendência é de que Karina cresça mais e mais de produção. Ela já não sente dores e deve atuar de 25 a 35 minutos no jogo contra Rio das Ostras", pondera o Luz. A pivô jogou por mais de 24 minutos, seu maior tempo em quadra, neste Nacional, com 7 pontos e 6 rebotes.

Gattei teria sido o grande nome do jogo, tanto na defesa quanto no ataque. A cestinha do Sírio foi a ala Roberta, com 23 pontos, mas a armadora da equipe (16 pontos) comandou o domínio mineiro do segundo tempo.

Ferreto tem repassado o comando de defesa para a jogadora, que grita a tática de quadra a cada ataque adversário. A opção por marcação por zona ou individual vem de Gattei, por exemplo.

O grupo volta aos treinos hoje, apostando num melhor aproveitamento ainda de Karina. A equipe deve confirmar, neste fim de semana, a classificação para os playoffs do Nacional, pela segunda vez consecutiva. O grupo nega que esteja voltado para o duelo contra São Caetano (5 de dezembro) e Guaru (dia 10), já pensando em melhor posição nas quartas-de-final. "Temos que nos classificar primeiro", sentencia Ferreto.

Fonte: Jornal da Manhã


Basquete Tricolor realiza peneiras para seleção de garotos e garotas

Os interessados, meninos e meninas, deverão comparecer às quartas ou sextas-feiras, das 14h30 às 19 horas, no Ginásio 5, no Morumbi.

O Departamento de Esportes Amadores do São Paulo Futebol Clube está selecionando atletas para as categorias de base do basquete, naipes masculino e feminino. No masculino, a intenção do clube é fortalecer as equipes que disputarão os campeonatos da FPB em 2005 (pré-mini, mini e mirim), vislumbrando a hipótese, também, de disputar os torneios nas categorias cadete e juvenil. No feminino, o tricolor paulista pretende a formação de uma equipe federada, dependendo do grupo que deverá se apresentar para os testes no Morumbi.

Até o próximo dia 10/12/2004, as peneiras estarão sendo realizadas semanalmente, às quartas e sextas-feiras, das 14h30 às 19 horas, no Ginásio 5 do Estádio do Morumbi (entrada pelo Portão 7).

Mais informações poderão ser obtidas através do telefone 3749-8191 (setor de basquete).

segunda-feira, 22 de novembro de 2004

Helen e Érika lideram a Liga Espanhola

O Barcelona continua sendo o grande destaque da Liga Espanhola. O time segue na liderança invicta, com 9 vitórias. E duas brasileiras, Helen e Érika, fazem parte da festa do Barça.

Na rodada do fim de semana, o time bateu o Puig, por 77 a 63.

Helen, titularíssima, jogou 35 minutos, fez 12 pontos, deu 5 assistências, pegou 3 rebotes e recuperou 2 bolas.

Saindo do banco, Érika jogou 20 minutos, fez 14 pontos, pegou 5 rebotes e recuperou 2 bolas.

As cestinhas foram as espanholas Silvia Morales, do Puig, com 23 pontos; e Ingrid Pons, do Barça, com 20.

O Puig é o oitavo colocado.

Na segunda colocação está o Salamanca que bateu o Ros Casares por 81-75. As coisas realmente não andam boas para o Ros Casares, ex-papa-tudo espanhol. Foi sua quarta derrota na competição e a primeira em casa. Em crise, o time já trocou até de técnico, após a derrota para o Barça, na semana passada. A boa campanha do Salamanca se deve à sua poderosa dupla de pivôs: Tamika Withmore e Vanessa Hayden (cestinhas desse jogo, com 37 e 16 pontos, respectivamente). Já no Ros Casares, sobram problemas físicos a Amaya Valdemoro. Seu aproveitamento nos arremessos patina nos 38%. Apressada, a estrela espanhola já declarou: a prioridade do clube é a Euroliga. Então tá. O problema é que também na Euroliga, o Ros derrapa: 1 vitória em 3 jogos. Para tentar reverter a trajetória da vaca ao brejo, o presidente do Ros abriu a mão e trouxe Chamique Holdsclaw. Mas o contrato da moça é só pra Euroliga. No jogo de sábado, as cestinhas da derrota que deixou o time na quarta colocação foram Elisa Aguilar, Suzy Batkovic e Noemi Jordana, com 14 cada.

Na terceira posição, com 6 vitórias, está o Hondarribia, da nossa técnica (com T maiúsculo) Maria Helena Cardoso. Sinto um misto de alegria e tristeza quando vejo Maria Helena fora. Alegria pelo sucesso que ela vem tendo, provando que uma boa técnica rompe fronteiras de língua e características do jogo diferentes. Tristeza porque só mesmo no Brasil é possível deixar Maria Helena longe do basquete. Justo ela, que junto a Heleninha, são as maiores reveladores de talentos do esporte nacional. Só aqui mesmo. Mas voltando, o time bateu o Caboe por 64 a 56. Destaques para Elena Tornikidou (18 pts) e Marina Ferragut (12). Pelo Canoe (12o.), Amisha Carter fez 15.

Na quinta colocação, está Canarias, que perdeu para o Zaragoza (6o.) por 72 a 55. As cestinhas do Zaragoza foram Taru Tukkamnem (23 pts) e Kristen Rasmussen (17). Pelo Canarias, Elena Alamo (13) e Marte Alexander (12).

Na sétima posição, está o Vigo, da nossa Leila Sobral, que bateu o Breogan (13o.) por 60 a 56. Leila marcou 13 pontos, recuperou 5 bolas e pegou 5 rebotes. Mas a cestinha foi sua colega, a grega Evanthia Maltsi, com 25 pontos. No time adversário, os destaques foram Maiga Hamchetou (18) e Davalyn Cunninghan (15). O Vigo foi a única equipe que bateu o Salamanca na competição, até o momento.

Na nona posição, O Leon bateu o Extrugasa (11o.) por 61 a 55, com 20 pontos da australiana Jo Hill.

Na décima posição, o Estudiantes perdeu para o Acinas (14o.) por 69 a 63. O Acinas contou com 19 pontos da belga Nele Delayert.

Na Segunda Divisão, times de Silvinha e Kátia Denise e de Mariana Santos lideram

Na Segundona, a disputa ocorre em dois grupos.

No A, há duas equipes invictas: o Rivas, de Silvinha e Kátia Denise e o Ferrol, da portuguesa Carla Freitas, ambos com 7 vitórias.

O Rivas bateu o Comervia por 68 a 62. Silvinha foi a cestinha, com 17 pontos, 3 assistências, 3 recuperações e 2 rebotes. Kátia marcou 10 pontos, 13 rebotes e 3 recuperações.

Na quarta posição, está o Guadalajara, que bateu o Majadahonda, por 69-65, com 2 pontos e 4 assistências da brasileira Veneza.

No Grupo, outras duas equipes dividem a liderança: o Jovent, da crota Jelena Zrnic, e o Cadi, da brasileira Mariana Santos, ambos com 6 vitórias e 1 derrota.

O Cadi bateu o Casablanca por 66 a 60, com 7 pontos, 5 assistências, 3 recuperações e 3 rebotes de Mariana.







Bagunça total em quadra

Estadual perderá um time durante o torneio a menos que o Flamengo assuma a equipe do Rio das Ostras

Danielle Rocha

O Estadual masculino de basquete deste ano começou com o peso negativo de ser o primeiro, em 77 edições, a não contar com a presença dos quatro grandes clubes de futebol do Rio, que tradicionalmente eram os protagonistas da competição e dessa vez não conseguiram verba para montar times. Mas é possível que o Flamengo entre no meio do bagunçado Estadual para salvar o time do Iate Clube Rio das Ostras da extinção. Segundo o superintendente da Federação de Basquete do Rio (Fberj), Guilherme Kroll, a diretoria rubro-negra demonstrou interesse em assumir a equipe.

"O Flamengo entraria como patrocinador do Rio das Ostras, que passaria a jogar no Rio com a camisa rubro-negra. Vou conversar com os jogadores e não haverá problemas. Estarão empregados e com possibilidade de disputar o Nacional. É 100% legal. E não é mais uma questão esportiva, mas social. Tem gente que não tem dinheiro para voltar para casa", disse o Kroll, que não crê que haverá protestos dos outros sete participantes do Estadual, já que o time será o mesmo – só Alexey pode ser contratado.

A equipe do técnico Miguel Palmier não recebe há 45 dias e conta com a ajuda de comerciantes locais para comer e dormir depois que descobriu que os patrocinadores prometidos pela idealizadora do projeto, Kátia Meschese, não existem. Na vitória sobre o Vila da Penha, por 77 a 68, sábado, só cinco atletas foram ao ginásio da Gávea.

"Dou minha cara para bater. Era uma senhora (Kátia Meschese) que mora em Rio das Ostras com marido e filhos que estudam lá. Deixou um cheque caução e dizia que tinha empresas grandes interessadas. Era também um momento que precisávamos de mais um time para o Estadual e para o Nacional, que se não tivesse o Rio das Ostras seria um São Paulo x Minas", afirmou Kroll, admitindo que o desespero na busca de participantes do Estadual e do Nacional levaram Fberj e CBB a aceitar a inscrição do Rio das Ostras sem uma apuração maior.

A situação do time feminino é mais complicada. Ontem, fora de casa, a equipe perdeu para o Juiz de Fora, pelo Nacional: 70 a 60. Edjane, Renata e Fabiana não viajaram, como protesto. "Vou tentar fazer com que o prefeito eleito segure a parte de alimentação e o hotel para os seis jogos que restam", disse Kroll.

Fonte: O Dia