Mesmo consciente que a decisão tomada pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB) de cortar a ala Iziane foi melhor para a equipe, o técnico da Seleção feminina de basquete, Luiz Claudio Tarallo, reconhece que perder uma jogadora desta importância causa uma defasagem técnica para o grupo. Apesar disso, Tarallo afirma que já estuda opções para resolver essa situação.
Convocada para Seleção para disputar a Olimpíada na capital britânica, Iziane foi cortada da equipe por ter levado o namorado à concentração durante uma série de amistosos realizados em Lille, na França. O fato provocou indignação por parte da comissão técnica, que decidiu pela saída da atleta.
"Em tudo a gente tem que aproveitar o lado bom da história e crescer com isso. Realmente foi uma situação que ninguém esperava, mas isso faz parte do esporte. É como você perder um jogo que não contava com a derrota. Você tem que estar sempre focado em seus objetivos e dar continuidade", disse Tarallo.
Para o treinador, a ausência de Iziane não pode ser usada como desculpa em caso de um desempenho ruim do grupo verde e amarelo. "A realidade é que isso pode acontecer em um caso de lesão ou outras situações. A equipe está bem fisicamente e esse não será o motivo pelo qual os resultados deixarão de acontecer. Muito pelo contrário, a gente vai se juntar. Todas deram força uma à outra e tivemos um resultado muito positivo neste torneio de Lille, na França, onde o time evoluiu bastante. Estamos bastante confiantes."
O treinador afirmou que a situação envolvendo a ala tem que ficar no passado se o Brasil almeja fazer sucesso dentro dos Jogos Olímpicos. "Isso para nós já é passado. Obviamente tivemos que fazermos uma adaptação no nosso trabalho. O objetivo maior é focar nas meninas que estão aí e dar muita moral para elas, motivá-las. Elas estão empenhadas e estão com o objetivo bem traçado de se voltar realmente para a competição, estudar os adversários e nos preparar bem para chegar 100% na estreia."
CELSO PAIVA
Fonte: Terra
