Nesta terça-feira, Adriana Santos, medalha de ouro no Mundial (94), encerra sua brilhante carreira de atleta no basquete e assume, a partir de janeiro, uma nova função no Projeto de Basquete da Unimed, a de técnica das categorias infanto e juvenil de basquete feminino.
Adriana acumula títulos em uma carreira vitoriosa. Frequentou a seleção brasileira desde as categorias de base. Esteve presente nas conquistas mais expressivas da geração Paula e Hortência (ouro no Pan-1991 e Mundial-94; prata olímpica em Atlanta-96); e seguiu no grupo que conquistou o bronze, em Sydney-2000. Em 2002, após o Mundial da China, optou por afastar-se da seleção.
Pelos clubes, Adriana construiu uma carreira de respeito dentro do Brasil, defendendo grandes equipes. Por quase sete anos na Europa, a jogadora se firmou no basquete francês e teve destaque em uma temporada na Espanha. Na França, conheceu o marido, Virgil, preparador físico de sua antiga equipe.
Em 2006, já pensando em encerrar a carreira, voltou ao Brasil para realizar um sonho: voltar a defender a cidade de São Bernardo, onde nasceu, no Campeonato Paulista.
Após a passagem por São Bernardo, Adriana foi mãe. A pequena Luiza está, hoje, com dois anos e meio. Adriana freqüentou e escola de técnicos naFrança Brevet d'Etat e Centre Regional d'Education Physique et Sportive "CREPS DE TOULOUSE", mas a saudade das quadras logo falou mais alto; e, no início do ano, a ala não conseguiu recusar um convite para recuperar a forma num time da segunda divisão da França (o Istres), pelo qual se manteve em atividade até o final de abril.
Terminada a temporada, Adriana amadureceu a decisão de retornar ao Brasil. Vários fatores pesaram na decisão, mas a saudade da família foi o principal.
Em 2008, Adriana veio para Americana e integrou a equipe de basquete feminino da Unimed e disputou o Campeonato Paulista e Brasileiro de 2008 e 2009.
Com o término do Campeonato Brasileiro em janeiro deste ano, Adriana, que já tinha planos para sua carreira, analisou uma oportunidade oferecida pela Unimed. A de iniciar uma nova carreira como técnica no Projeto de Basquete Feminino que a Unimed mantém desde 1998 e, desta forma, transmitir seus conhecimentos a esta geração de meninas, além, é claro, de continuar no esporte que tanto ama.
Para Adriana, a decisão foi muito difícil “encerrar a carreira é muito doloroso para qualquer atleta, e pra mim não está sendo diferente, ainda mais pra mim que estou há vinte e cinco anos jogando basquete. Mas agora, estou muito feliz em assumir esta nova função na Unimed, que tem um projeto muito bonito e bem estruturado e, é muito bom poder fazer parte disso. Este é um novo ciclo que inicio na minha vida e vou aprender muito nesta nova jornada. Eu tenho muita coisa positiva para poder passar para estas meninas. Tudo o que eu aprendi, meu conhecimento e minhas conquistas, transmitirei a elas. Estou muito feliz por ter assumido este desafio na minha vida”.
Apesar da grande experiência no basquete, Adriana disse que vai estudar muito e está se preparando para esta nova função “eu já tinha isso na minha cabeça há algum tempo, sabia que isso ia acontecer. Tudo o que eu consegui lá fora, na França, vou transmitir a elas. Eu sempre fui muito interessada no basquete e tenho muito material didático adquiri na França. Fora a experiência de jogo que adquiri. Lá, se estudava o jogo e o adversário”.
Adriana também está confiante no apoio que receberá “vou aprender muito com o Zanon e esta proximidade me deixa confiante. Estou encontrando minha filosofia de trabalho para poder passar meu conhecimento para estas atletas, mas vocês verão que minhas equipes vão ter a cara da minha filosofia”, concluiu ela.