segunda-feira, 28 de agosto de 2006




JUCA KFOURI

Na rede de ouro


O VÔLEI é o único esporte praticado no Brasil que não vive na base da geração espontânea. O único. Prova disso são as sucessivas vitórias nas últimas duas décadas em todas as categorias, no masculino e no feminino, na quadra e na praia. Justiça seja feita, em trabalho iniciado por Carlos Arthur Nuzman, o atual, e decepcionante, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro.

Jogadores e jogadoras de vôlei aparecem do dia para noite porque há trabalho permanente e competente como em nenhuma outra modalidade esportiva no país. Ontem, por exemplo, foi mais um dia do vôlei.

As meninas derrotaram a poderosa campeã olímpica China por 3 sets a 0, em Macau, e garantiram vaga na fase final do Grand Prix. Os rapazes viraram um jogo perdido para a França, na Rússia, com incrível força mental e capacidade técnica. E ganharam o hexacampeonato da Liga Mundial. Se não bastasse, as duplas masculina e feminina ganharam o Mundial sub-21 nas areias polonesas.

A CBV é o inverso da CBF, da CBB e de qualquer outra CB que exista, o COB, inclusive. Para ser verdadeiramente exemplar só falta ser mais transparente, tantas vezes tem sido objeto da desconfiança do Tribunal de Contas da União no trato com o dinheiro público que a abastece.

Ary Graça, seu presidente, poderia se distinguir de seus pares e revelar como e de que vivem os membros da cúpula da confederação de vôlei, porque não há pecado em ganhar dinheiro, ao contrário, desde que de maneira merecida e correta.

Mas talvez seja pedir demais e custasse a ele um alto preço junto aos seus pares de outros esportes. O fato é que dá gosto torcer pelo vôlei brasileiro e acreditar sempre que dá para vencer, mesmo quando tudo parece conspirar a favor da equipe adversária.

Homens e mulheres superam grandes adversários e erros de arbitragem, com as mãos e com a cabeça, também o membro mais importante no esporte e o mais em falta no Brasil. Cabeça que não criou um Guga, no tênis, nem soube aproveitar seu reinado para fazer do país uma potência como, veja lá, a Argentina.

Como não criou nem Pelé, nem Mané, nem os Ronaldos nem ninguém. Todos, como Guga, Adhemar Ferreira da Silva, Maria Esther Bueno, João do Pulo, Gustavo Borges, Aurélio Miguel, Hortência e Paula, Oscar e Marcel, Wlamir e Amaury Pasos (com um "s" só, pelo amor de Deus) - a lista é quase interminável - frutos de si mesmos, talentos extraordinários que simplesmente surgem, do nada.

E pensar que o governo Lula, a exemplo de todos os que o antecederam, desperdiçou mais quatro anos sem que se implantasse uma Política Esportiva no país, capaz de da massificação extrair e conduzir os talentos que se perdem por aí aos nossos centros de excelência. Qual o sertanejo de Euclides da Cunha, o atleta brasileiro é antes de tudo um forte.


Fonte: Folha de São Paulo

domingo, 27 de agosto de 2006

JUCA KFOURI

Na cesta do lixo

O basquete brasileiro conseguiu a proeza de se comportar pior no Japão do que o futebol na Alemanha


NÃO SOU saudosista. Vi Pelé e Mané e acho que jamais verei algo igual. Mas me diverti bastante com Zico Falcão e Sócrates, assim como com Romário, Rivaldo e os Ronaldos, que me divertem até hoje e, tomara, ainda me divertirão mais.
Não acho, portanto, que o futebol de hoje seja incomparavelmente pior do que o de ontem, embora, reconheça, que a minha geração deu uma sorte danada por ter podido ver o que viu, e vê, ontem, e hoje.
Se penso assim em relação ao nosso futebol, ou ao jogador brasileiro de futebol, infelizmente não dá para dizer o mesmo do basquete.
Tive a sorte de ver Amaury Passos, Wlamir Marques, Rosa Branca, Ubiratã, Edson, tantos bicampeões mundiais. Não só vi das arquibancadas e pela TV, como, modestamente, pude vê-los de maneira bem mais privilegiada, de dentro da quadra.
Sim, não terei o atrevimento de dizer que joguei contra eles. Mas, em meus distantes 18 anos de idade, estive dentro da quadra do Paulistano num jogo contra o Corinthians, pelo Campeonato Paulista de 1968. Pude, portanto, vê-los bem de perto, numa partida que foi um massacre, coisa de 135 a 60 se a memória não me falha. Naquela noite, resolvi que o basquete não era minha praia, tamanha a diferença. Basquete, para mim, passou a ser aquilo que eles faziam, com competência, seriedade e graça.
Vi, em 1964, por exemplo, no ginásio do Parque São Jorge, o Corinthians desses gênios vencer o campeão europeu Real Madrid por 118 a 109, no primeiro jogo disputado no Brasil em que os dois times passaram da contagem centenária. Foi também a primeira vez que vi uma ponte aérea, com Wlamir arremessando bolas nas laterais para Bira enterrá-las.
Como tudo acaba, aquela geração fabulosa acabou, e nem seria o caso de exigir que surgisse uma outra igual. Seria demais mesmo.
Mas a turma de Oscar, Marcel e Marquinhos correu atrás e não deixou a bola grande cair ao manter o bom nome de nosso basquete, por exemplo, com a inesquecível conquista nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, menos pelo título em si, mais pela vitória diante da seleção norte-americana repleta de futuros astros da NBA. E os norte-americanos, é sabido, detestam três coisas na vida: hambúrguer frio, cerveja quente e perder no basquete. Mas como as coisas mudaram para pior! E bote pior nisso. Um lixo.
O vexame nacional no Mundial do Japão conseguiu ser pior do que o do futebol na Alemanha. Também, pudera! A CBB é uma farsa, comandada por um cartola que se elegeu contra o continuísmo, mas que se eterniza no poder e não sai de lá nem com reza brava, como, aliás, é comum no mundo esportivo.
Ora, se não podemos com um Grego, que dirá com a seleção da Grécia, gozaram os torcedores. Só que não tem graça nenhuma, porque um comando dividido divide tudo, inclusive o time. E o COB, cúmplice, se cala, porque uma mão lava a outra.
O nosso basquete parou no tempo. Não marca, sofre de ejaculação precoce, não pensa, não nada. Lance livre, então, é um terror, deveria ser abolido da regra, porque nossos jogadores erram os que têm de acertar e acertam os que têm de errar, como aconteceu.
Temos um time tão ansioso que, contra a Austrália, na estréia, o quinteto conseguiu a proeza de fazer 25 ataques sem nem sequer arremessar a bola à cesta, coisa típica de equipes pré-mirins.
Quer saber?
Nesta seleção até eu jogaria.

@ - blogdojuca@uol.com.br


Fonte: Folha de São Paulo
França derrota Espanha na final do torneio de Vannes




Na final do Torneio de Vannes, a França derrotou a Espanha: 82-66.

Destaque na preparação francesa, Emilie Gomis foi a cestinha, com 15.

Pela Espanha, Elisa Aguilar fez 12.

Na partida, Marina Ferragut se tornou a jogadora com mais atuações com a camisa da seleção espanhola: 253.



sábado, 26 de agosto de 2006

Eliminados no Mundial trocam de treinador

Ao contrário do Brasil, outras nações da América eliminadas do Mundial do Japão trocarão de técnico.
Julio Toro pediu demissão após 28 anos trabalhando por Porto Rico. Toro, que estreou como assistente em 1978, indicou seu assistente, Manolo Cintrón, como sucessor.
"Espero que meu lugar se mantenha nas mãos de porto-riquenhos", disse.
Já Nestor Salazar, técnico da Venezuela desde 2003, colocou o cargo à disposição após a queda no Japão. "Temos que fazer profunda revisão da estrutura do nosso basquete."
Apesar do fiasco no Mundial, o Brasil manterá o técnico Lula Ferreira no comando da equipe.


Fonte:
Folha de São Paulo
Para Oscar, culpa do fracasso do basquete é da CBB

Agencia Estado


Derrotada pela Lituânia (79 a 74) em Hamamatsu, a Seleção Brasileira Masculina de Basquete foi eliminada do Mundial do Japão. Agora, procuram-se as razões para o fiasco daquela que foi considerada a melhor geração dos últimos 20 anos. Culpa da comissão técnica? Os jogadores "amarelaram"? Para Oscar Schmidt, existe apenas um motivo para o fracasso: "a má administração da Confederação Brasileira de Basquete."

Ex-jogador e atual presidente da Nossa Liga de Basquete, Oscar mostrou-se chateado e revoltado. "Essa situação não vem de hoje. É culpa da administração incompetente da CBB, que não tem de cuidar dos campeonatos. Quando eu, a Paula e a Hortência nos colocamos à disposição do basquete para criarmos uma liga independente, nos ignoraram. A CBB acha que sabe tudo e não sabe nada. Estamos muito abaixo do básico da organização que o basquete precisa ter."

Oscar ressaltou: "Todos os países para os quais o Brasil perdeu têm suas ligas. A CBB não teria de ajudar a organizar campeonatos. O Brasil deveria ter sua liga há tempos. Desde 1992 as coisas pioram. Só conseguimos nos classificar para a Olimpíada de Atlanta/96 porque o Ary Vidal (técnico) tinha voltado a comandar a Seleção e optou por chamar os jogadores experientes."

Para Oscar, os jogadores brasileiros e o técnico Lula Ferreira não tiveram culpa no fracasso no Japão. "Nada disso. Coitados deles. Nós temos de tirar o chapéu para o Leandrinho. Ele jogou toda a temporada da NBA e teve coragem de vir jogar pelo Brasil, assim como os outros que estavam na Europa. Todo mundo ficou sem férias e foi para o Mundial. A culpa é sempre do chefe. E o chefe é a CBB", critica. "Por que você acha que o Nenê e o Baby não foram jogar pelo Brasil? Iam perder férias para entrar nessa fria? Claro que não."

As críticas não param por aí: "E eu achava que já tínhamos atingido o fundo do poço. Hoje o Brasil ganha o quê? Sul-Americano, Pan-Americano, que não valem mais nada. É só lembrar de 2003, quando ganhou em São Domingos e logo depois, no Pré-Olímpico de Porto Rico, ficou em sétimo."

Oscar ainda chamou a CBB de "virtual". "A CBB gosta de ser virtual. O tribunal desportivo deles era virtual. O Campeonato Nacional não acabou. Portanto, é virtual. A Comissão Executiva que formaram agora não tem endereço, não tem CNPJ,nada. É virtual. No Mundial, a nossa classificação é virtual. Quase não existe."

Sobre a NLB, que abriu inscrições para a segunda edição de seu campeonato, Oscar admitiu que não tem mais tanta vontade de seguir na presidência. "No dia 30 vamos ter mais uma assembléia. Muita gente fala que é a Liga do Oscar e não é. Tem gente que fala que sou brigão e não sei ser político, e pode ser verdade. Então eu peço aos clubes que votem para eu sair. Assim, eles não vão precisar conviver comigo. Eu só quero que a liga dê certo. Se precisarem que eu saia, eu saio", frisou.


Fonte: A Tarde
Ourinhos disputou dois jogos pelas categorias de base feminino da Federação Paulista de Basquete

Em partida válida pela primeira rodada do segundo turno do Campeonato Paulista promovido pela Federação Paulista de Basquete a equipe Infanto Juvenil do Objetivo/Unimed/Ourinhos venceu o Finasa/Osasco por 65 a 53 no último domingo, 20 de agosto no Ginásio Municipal José Maria Paschoalick (Monstrinho). Com o apoio da torcida o time ourinhense conseguiu uma virada espetacular, pois chegou a estar atrás do placar no terceiro quarto do jogo.


A atleta cestinha do jogo foi a ourinhense Letícia Maria Liberato Ramos, que somou 22 pontos na conquista.


Juvenil


No jogo de 'fundo' válido pela categoria Juvenil o Objetivo/Unimed/Ourinhos não teve a mesma sorte e acabou derrotado pelo Finasa/Osasco por 73 a 78 na prorrogação. No tempo normal a partida terminou empatada em 68 a 68. A equipe ourinhense teve uma boa atuação na defesa tendo em vista a maior estatura das atletas de Osasco. A partida foi decidida nos segundos finais.


O técnico das equipes Infanto e Juvenil de Ourinhos é Urubatan Lopes Paccini e seu auxiliar técnico é Luiz Alberto Terçariol. A cestinha da partida foi a ourinhense Priscila Cergol, que marcou 23 pontos.


O próximo jogo do Juvenil será amanhã dia 25 de agosto às 19 horas no Monstrinho contra a equipe de Americana. No dia 26 (sábado), será a vez do Infanto de Ourinhos enfrentar Americana às 11 horas, também no Monstrinho.

Espanha treina em amistosos...

Companhaiera de grupo do Brasil, a Espanha segue a rotina de amistosos.

Em Vannes, venceu a Bélgica, por 83-68, com 23 pontos de Amaya Valdemoro e 16 de Laia Palau.

Depois, passou pelas senegalesas 74-46, com 20 pontos de Valdemoro.

A final do torneio é amanhã, contra a França.




TÉCNICO LEÃO FAZ PALESTA PARA SELEÇÃO BRASILEIRA FEMININA

O técnico do Corinthians, Emerson Leão, dará uma palestra para a comissão técnica e para as jogadoras da seleção brasileira adulta feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, nesta segunda-feira (dia 28), às 20h30, no Hotel Golden Tulip Park Plaza (Alameda Lorena, 360 – Jardins) em São Paulo. O tema da palestra será liderança e motivação. O Brasil se prepara para disputar o 15° Campeonato Mundial Adulto Feminino de Basquete que será realizado de 12 a 23 de setembro, em São Paulo.
II Encontro dos Núcleos de Basquete Feminino

Acontece neste sábado no Clube da Cidade de Vila Maria, que fica na praça Jânio da Silva Quadros, 150 - zona norte de São Paulo, das 9 às 12 h, o Projeto de Integração entre Núcleos de Basquete Feminino.

Com o objetivo de promover e divulgar a modalidade e principalmente descobrir e revelar novos atletas, o Projeto integra o trabalho de base do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP), da Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação da Cidade de São Paulo.

Os outros Núcleos que fazem parte do Projeto e que estão distribuídos em pontos diferentes da cidade são: o Clube da Cidade Vila Maria, Clube da Cidade Vila Manchester e COHAB José Bonifácio, o que possibilita um acesso maior às meninas participantes.

Neste sábado, mais de 100 meninas de 9 a 12 anos estarão participando do Projeto com atividades relacionadas ao basquete, como aulas, jogos e a formação de equipes para disputarem partidas entre elas, proporcionando assim uma maior integração entre as participantes.

Durante a realização das partidas, as meninas contarão com a presença da diretora do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, Maria Paula Gonçalves da Silva.

A diretora do COTP vai viver uma emoção diferente quando entrar no Clube. Em 1974, o então Centro Educacional e Esportivo Thomaz Mazzoni recebia pela primeira vez a jovem jogadora, de 12 anos para participar do I Campeonato Mirim do Estado, pela equipe de Assis.

Em oito meses de trabalho, a primeira clínica foi realizada no primeiro semestre no CC Vila Manchester e já rendeu bons frutos. Centenas de meninas que se interessam pelo basquete já estão treinando no Clube da Cidade Vila Manchester (praça Haroldo Daltro, s/nº), COHAB José Bonifácio (rua Ana Perena, 110) e Clube da Cidade Vila Maria (praça Jânio da Silva Quadros, 150).

A coordenação do Projeto é da seção técnica de basquete do COTP com as professoras Vânia Paulette, Alessandra Minati e o professor Fernando Nascimento. Além destes profissionais, estão envolvidos ainda o professor Ailton Bueno, do CC Vila Maria; o professor Vicente Schiavoni, do CC Vila Manchester e o professor Jorge Barreto, da COHAB José Bonifácio.

sexta-feira, 25 de agosto de 2006

triste fim

Brasil amarga seu pior resultado em Mundial


Time de basquete perde da Lituânia, cai na primeira fase e termina no 19º lugar

Seleção masculina, que teve pela 1ª vez jogadores da NBA, é derrotada em 4 de seus 5 jogos e fica atrás até dos frágeis Líbano e Angola


ADALBERTO LEISTER FILHO
DA REPORTAGEM LOCAL

A seleção masculina se despediu de sua pior participação da história do Mundial de basquete como a iniciou: com derrota. A quarta em cinco jogos.
O Brasil caiu, desta vez, diante da Lituânia, por 79 a 74. Com o revés, sofreu eliminação precoce e ficou à frente apenas de nações periféricas do basquete, como Panamá, Qatar e Senegal.
Não bastasse isso, a seleção, bicampeã mundial (1959 e 1963), sofreu a humilhação de ficar atrás de coadjuvantes, como Líbano, cuja preparação foi tumultuada pela guerra, e Angola, que conquista agora o posto de melhor seleção da comunidade de língua portuguesa.
"Poderíamos ter melhor resultado, e o Brasil precisava disso", lamentou o técnico Lula Ferreira, cuja seleção contou, pela primeira vez em Mundiais, com dois atletas da NBA: Leandrinho e Anderson Varejão.
A aposta do Brasil, com um grupo jovem e experiente -oito jogadores atuam no exterior-, não vingou. O time iniciou sua caminhada em Hamamatsu com uma derrota para a Austrália (83 a 77). Em seguida, conseguiu sua única vitória, diante do frágil Qatar (97 a 66).
A partir daí, a equipe perdeu para Turquia (73 a 71), Grécia (91 a 80) e Lituânia (79 a 74).
O time não conseguiu fugir de dois de seus fantasmas: falhar nos momentos decisivos e perder para seleções européias -em Mundiais, o Brasil soma 20 vitórias e 28 derrotas contra times do velho continente.
Ontem, a seleção voltou a mostrar irregularidade e baixo aproveitamento nos arremessos. O Brasil não conseguiu apresentar alternativas contra uma defesa consistente. A equipe do técnico Lula teve aproveitamento pífio nos arremessos de quadra: 35,6% de acerto.
Com tantas falhas, o time poderia recuperar bolas preciosas embaixo da tabela para novas tentativas. Mas, apesar de ter um pivô da NBA, Anderson Varejão, e outro de destaque na Europa, Tiago Splitter, tal alternativa não apareceu. O time capturou 27 rebotes, contra 34 dos lituanos, que levaram a melhor em 26 disputas na defesa.
A Lituânia iniciou melhor o jogo. Com trocas rápidas de bola, confundia a atabalhoada defesa brasileira, fazendo os tiros de três pontos caírem facilmente -o índice de acerto foi de 36%, contra 16% do Brasil.
O primeiro quarto terminou com vantagem européia de 18 pontos (35 a 17), dando idéia do que viria. A seleção reagiu no segundo período, exercendo marcação individual. Mesmo assim, o primeiro tempo terminou 48 a 37 para o país báltico.
O Brasil só ameaçou no período derradeiro, quando a Lituânia cometeu seguidos erros. Mas o ataque da seleção continuou ineficiente. E até nos lances livres teve baixo aproveitamento (11 erros em 29 tiros).
O ala-armador Macijauskas foi o cestinha do jogo, com 21 pontos. Pelo Brasil, Splitter fez 17. "Sempre deixamos ficar tarde demais para buscar o placar", sentenciou Leandrinho.

Fracasso não retira técnico do comando

O fiasco da seleção não determinará mudanças na seleção. Ontem, Gerasime Bozikis, o Grego, presidente da confederação brasileira, que acompanhou a seleção em Hamamatsu, garantiu que manterá a comissão técnica.
"O trabalho continua. Estamos a 12 meses do Pré-Olímpico. Temos outros atletas que poderão melhorar esse grupo, como o Nenê. Eu me questiono sobre eventuais erros e concluo que faria tudo igual", disse o cartola, em entrevista ao UOL.
Desde que assumiu a seleção brasileira, após a saída de Hélio Rubens, após o Mundial-02, Lula vem colecionando resultados pífios.
No Pré-Olímpico de Porto Rico-03, a equipe brasileira terminou na sétima posição -havia três vagas em disputa para os Jogos de Atenas-04.
O técnico foi bicampeão sul-americano (2003 e 2006) e medalha de ouro no Pan-Americano de Santo Domingo-03, mas os maiores rivais da seleção jogaram com times B. Sua maior conquista foi a Copa América-05. "Se não me demitirem, vou continuar com o meu trabalho", falou Lula.

JOGO DOS 7 ERROS

1 Falta de resultados: O Brasil não vai ao pódio em Mundiais há 28 anos nem esteve presente nas duas últimas Olimpíadas. A última glória significativa, o ouro no Pan de 1987, já completou 19 anos. Os times de base têm perdido até Sul-Americano para a Argentina

2 Falhas na administração: É difícil atrair interesse diante do caos no basquete. Em 2006, houve dois Brasileiros, pouca aparição na TV, e o torneio da CBB ficou sem campeão, em meio a festival de liminares. Potências do esporte contam com ligas de clubes, fórmula combatida pela confederação

3 Fuga de patrocínios: A bagunça fez a modalidade perder três importantes equipes: Ribeirão Preto, pentacampeão paulista, Rio de Janeiro, vencedor do Nacional-2005, e Ajax-GO. Às vésperas do Mundial do Japão, Lula, Alex e Nezinho ficaram sem emprego

4 Pouco tempo de preparação: O grupo iniciou treinos a menos de um mês da estréia. Dos 24 times do Mundial, só a Argentina, campeã olímpica, começou depois

5 Falta de engajamento: Dificilmente o Brasil reúne os 12 melhores. Neste ano, perdeu Nenê (alegou estar se recuperando de cirurgia), Baby (optou jogar liga de verão da NBA) e Marquinhos (draftado na liga, nem foi chamado)

6 Amistosos inúteis: A série contra a Nova Zelândia, na qual o Brasil ganhou com placares elásticos, foi ilusória. Quando pegou times gabaritados (Argentina, EUA e Alemanha), o time caiu na real

7 Pouco revezamento: Lula dizia que precisaria de dez atletas para ir ao pódio. Usou sete. Nezinho, Murilo, André Bambu, Estevam e Caio Torres invariavelmente somente assistiam aos jogos

DO SOFÁ: ELIMINADA, SELEÇÃO AGORA TORCE POR TAÇA DE RIVAIS DA AMÉRICA

O Brasil já antevê uma difícil luta por vaga olímpica em Pequim-08. Para facilitar seu caminho, o país torce pelo título de EUA ou Argentina, ainda no Mundial. O campeão no Japão tem lugar assegurado na Olimpíada. Na América, representaria um concorrente a menos no Pré-Olímpico da Venezuela, que distribuirá duas vagas nos Jogos.

opinião

Basquete do país precisa ser refundado


OSCAR SCHMIDT
ESPECIAL PARA A FOLHA

O Brasil nem irá disputar o 17º lugar no Mundial. É um resultado virtual, assim como a Confederação Brasileira de Basquete organizou um Campeonato Nacional virtual, que não teve vencedor.
Se tomarmos por base os resultados dos últimos anos, veremos que andamos para trás. Em Atlanta-96, ficamos em sexto lugar. E nunca mais disputamos uma Olimpíada.
Em 2002, critiquei Hélio Rubens porque o time tinha ficado em oitavo no Mundial de Indianápolis. Mas hoje vejo que a culpa não era dele. Nem dos nossos jogadores.
Agora, não vamos crucificar o Leandrinho. Pelo menos ele foi jogar. Fez cem jogos na NBA e defendeu a seleção brasileira. O Leandrinho e o Anderson vão sentir em dezembro o desgaste de não terem tirado férias.
Faltou um líder na seleção brasileira. Aquele cara que fecha o grupo no quarto do hotel, discute e cobra empenho de todo mundo.
A culpa é do chefe. Temos, no basquete brasileiro, uma estrutura arcaica e incompetente. O básico para a gente seria uma liga independente de clubes, e a confederação se preocuparia em massificar o esporte. Fico revoltado. As pessoas sabem o que precisa ser feito, mas não fazem. O Lula não é o culpado pela eliminação do Brasil. Mas, se eu fosse ele, pediria para sair.
Acho que é necessário fazer um rapa geral. É preciso refundar o basquete brasileiro.



--------------------------------------------------------------------------------
OSCAR SCHMIDT, 48, foi bronze no Mundial-78, na última vez que o Brasil foi ao pódio, e disputou cinco Olimpíadas pela seleção

Fonte: Folha de São Paulo


quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Barbosa encara amistosos contra China como avaliações


São Paulo (SP) - A seleção brasileira de basquete feminina realizará dois amistosos contra a China neste fim-de-semana visando a preparação para o Mundial, que tem início previsto para o dias 12 de setembro. Para o técnico Antonio Carlos Barbosa, as partidas serão avaliações para mostrar o quanto o Brasil está preparado para a competição.
“Esses dois amistosos acontecerão no momento certo porque poderemos avaliar o que estamos treinando desde o dia 9 de agosto, após a conquista do Sul-Americano”, resume.

Em relação à China, Barbosa faz elogios, mas ressalta que apesar de muito altas, as jogadoras não são velozes. Ele ainda lembra que o último duelo entre as seleções, no último ano, terminou com vitória brasileira.

“A China é um grande adversário e desde o ano passado é dirigido pelo técnico australiano Tom Maher. Embora seja uma equipe asiática, não joga com tanta velocidade e as jogadoras são altas”, completou.

O Brasil que está no grupo A do Mundial, com sede no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, e enfrenta na primeira fase a Argentina (dia 12), a Coréia (13) e a Espanha (14). A China está no grupo “C”, com sede em Barueri, e enfrentará os Estados Unidos (12), Rússia (13) e Nigéria (14).


Fonte: Gazeta Esportiva
Sem Mudanças...

Palavras de "Grego" sobre o fracasso da seleção masculina no Mundial:

"Estamos tristes, pois a seleção merecia chegar mais alto nesse Mundial. Todos trabalharam, lutaram com dignidade, defendendo a camisa do Brasil. O trabalho dessa comissão técnica continua, estamos a 10 meses do Pan-americano e a 11 meses do Pré-Olímpico. A Comissão técnica vai avaliar todo o programa realizado e tenho confiança de que vamos buscar o tricampeonato Pan-Americano no Rio e a sonhada vaga Olímpica para Pequim, em 2008"

Afe!

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Só rindo...

Acessando o blog Mundial de Basquete, encontrei um comentário hilário (e anônimo) sobre a derrota da seleção masculina para a Grécia no torneio, a terceira em quatro jogos:

"Se o basquete brasileiro tenta há anos e não consegue derrotar 1 (hum) Grego, vai conseguir ganhar de um time deles?"
Seattle é eliminado pelo Los Angeles



Em partida bastante disputada, o Seattle Storm acabou perdendo para o Los Angeles Sparks (68-63) e deu adeus ao play-offs de quartas-de-final da WNBA.

As cestinhas foram Lauren Jackson (19 pontos, 10 rebotes) e Lisa Leslie (14 pontos e 8 rebotes).

Iziane teve uma boa atuação novamente: 31 minutos, 7 pontos, 4 rebotes, 2 assistências e 1 toco.

A jogadora se prepara para voltar ao Brasil e integrar-se à seleção na preparação para o Mundial.

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Recomendo...

... aos fãs do masculino, um excelente blog sobre o Mundial em curso: http://mundialdebasquete.blogspot.com/
Basquete de Catanduva contrata líder de assistências do Paulista

Armadora Joice, ex-Bauru, também foi a melhor do estadual feminino no quesito desarmes


O basquete feminino do Catanduva anunciou ontem a contratação da armadora Joice, 21 anos, ex-Bauru e que conquistou os melhores desempenhos nas assistências e bolas recuperadas no Campeonato Paulista A-1 deste ano.

A atleta, vice-campeã mundial com a seleção brasileira na categoria sub-21, obteve 4,7 bolas obtidas por jogo e 8,4 assistências (passes que resultam em cestas) na competição estadual.

A segunda colocada em assistências no Paulista foi a atleta Fabi, de São Caetano, com 4,35, seguida por Natalia, da própria Catanduva, com 4,24. Nas recuperações, Maria, de Santos, é a segunda, com 3,35, com Natalia ficando novamente em terceiro (média de 2,48).

Por causa de sua participação na disputa, Joice é a atleta que, em média, mais tempo ficou em quadra, com 38,29 minutos por jogo em dez confrontos.

O técnico catanduvense Edson Ferreto diz que o objetivo é continuar reforçando o grupo para o Campeonato Brasileiro, em outubro. Ele espera agora contratar uma pivô. A lateral-armadora Carla, ex-Ourinhos e Guarulhos, foi o primeiro reforço do clube.

Fonte: Bom Dia Rio Preto

Vice-campeã mundial reforça basquete


Atleta treinou na tarde de ontem com as novas companheiras; Bauru e São Bernardo foram últimos clubes em que atuou



A equipe de basquete feminino de Catanduva/Padre Albino Saúde conta agora com mais um reforço. Trata-se da ala/armadora Joice, vice-campeã mundial com a Seleção Brasileira na categoria sub-21 anos. A jogadora se apresentou ao técnico Édson Ferreto na tarde de ontem, e já realizou o primeiro treino com sua nova equipe.
Seu último clube este ano foi o Bauru, com o qual disputou o Campeonato Paulista da Série A-1. Joice teve passagens por São Bernardo do Campo e possui apenas 20 anos.
“Ela se enquadra na nossa filosofia, que é de não fazer loucuras e trabalhar com os pés no chão. Apenas dessa forma é que vamos construir uma base forte para o futuro”, comentou o técnico Édson Ferreto.
Joice foi companheira de Natália no começo de carreira em Bauru. “É mais uma companheira que vem para somar com o grupo. O importante é fortalecer a equipe ainda mais para a disputa do Nacional Feminino e dos Jogos Abertos”, disse Natália.

Gravação

A pivô Isis Nascimento, que esteve na Seleção Adulta Feminina no último mês, participa hoje da gravação do programa ‘Linha de Três’, apresentado pela ex-jogadora Hortência no canal por assinatura Band-Sports.
Segundo a jogadora, o tema central do programa será o ressurgimento do basquete em Catanduva.
“Como a Hortência fez parte da primeira safra de revelações do basquete de Catanduva, acredito que a conversa será bastante proveitosa”, disse Isis. O programa será exibido ao vivo, a partir das 21 horas.

Basquete já treina para os ‘Abertos’

Técnico quer repetir campanha do ano passado


Após terminar entre os qua?tro primeiros colocados no Campeonato Paulista Feminino, a equipe do Catanduva/Padre Albino Saúde treina pensando na estréia dos Jogos Abertos do Interior, que serão disputados de 11 a 23 de setembro, em São Bernardo do Campo.
A proposta da comissão técnica do time de Catanduva é de terminar entre os três primeiros colocados, o que garantiria, ao menos, a medalha de bronze. No ano passado, a equipe local conquistou a medalha de prata em Botucatu, sendo derrotada na final para São Caetano.
Esse ano, os adversários na competição devem ser os mesmos do Campeonato Paulista. “O destaque maior é para o Ourinhos, que foi campeão estadual invicto e São Caetano, vice-campeão”, comentou o técnico Édson Ferreto.
A briga de Catanduva por uma medalha deve ser travada com Campinas. “Vamos buscar os primeiros lugares. Entretanto, diante da realidade, não podemos deixar de salientar o poder de Ourinhos e São Caetano”, disse o treinador. Os jogos de basquete feminino em São Bernardo do Campo ocorrem no período de 13 a 18 de setembro.

Reforços

Após a contratação da ala/armadora Carla, que estava na Polônia, a diretoria segue negociando com outras atletas.

Antes das disputas dos Jogos Abertos, mais duas novas jogadoras devem ser contratadas para reforçar a equipe.

“A base para os Jogos Abertos e o Nacional Feminino será essa. Não vamos fazer loucuras para trazer jogadoras. Apenas o que estiver dentro das nossas possibilidades. Opções não faltam. O difícil é concorrer com propostas de times da Europa”, finalizou o técnico.

Basquete ganha reforço para Abertos e Brasileiro


Karla Cristina vem somar no time de basquete como lateral e armadora



Duda Santana

Com as atenções voltadas para os Jogos Abertos e para o Campeonato Brasileiro, o time profissional de basquete feminino de Catanduva ganha mais um reforço para a temporada. A novidade é a jogadora Karla Cristina da Costa, que já está treinando com o elenco do clube desde o início desta semana.

De acordo com Édson Ferreto, técnico do Catanduva Basquete Clube, a recém chegada atuará na posição de lateral e armadora e fica, com certeza, até o final do Campeonato Brasileiro, após esta data será estudada uma nova proposta.

“A Karla veio para somar na nossa equipe. Conheço o trabalho dela e sei que ela realmente será um ‘reforço’ para o nosso basquete”, comentou Ferreto, após ressaltar que está concentrando os esforços da equipe para os Jogos Abertos, que iniciam em setembro.

Karla está envolvida com o basquete há mais de 13 anos, e sua última atuação foi na Polônia, país em que morou por dois anos. “Optei em vir jogar em Catanduva porque sei que o Ferreto é um bom técnico. A fama dele de ministrar treinos fortes foi um dos motivos que me trouxeram para cá. As minhas expectativas são as melhores possíveis e se depender da minha vontade e da equipe ainda vamos dar muito trabalho por ai”, declarou o novo reforço do basquete durante o treino da manhã de ontem.

Na seqüência dos Jogos Abertos, as meninas do basquete participarão do Campeonato Brasileiro. E, segundo o técnico novos reforços chegarão para enfrentar este desafio. Porém, sem qualquer definição até o momento.

“Não posso afirmar nada e nenhum nome por enquanto, mas acredito que novos nomes integrarão logo o nosso time”, disse o técnico.

Fonte: Notícia da Manhã

Errata: Acredito que os dois jornais queria dizer que Joice foi vice-campeã da Copa América. E não, mundial.

Outono

Duas semanas após Melchiades Filho deixar a coluna de basquete que assinava às terças na Folha, o espaço continua em branco.

O basquete brasileiro perdeuum importante ( e talvez único) espaço de discussão na grande mídia.
Elena Tornikidou estréia site

Uma das maiores jogadoras do mundo estreou nessa semana sua home-page. Trata-se de Elena Tornikidou, a fantástica cestinha, que já jogou no Brasil.

Visite: http://www.elenatornikidou.com/

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Karina Rodrigues: "Devemos pegar nossas bandeiras, preparar a pipoca e torcer para a seleção!"


Tenho há muito tempo lido e analisado os acontecimentos do basquete feminino em nosso país, por sinal muito bem detalhados neste blog. Acredito que se as coisas não mudaram até agora, a 20 dias de um mundial, nada vai mudar.

Sendo assim, acredito que é necessário esquecer pelo menos por algum tempo das diferenças e da catastrófica administração de nosso basquete e se unir para torcer pela nossa seleção, que se não conseguir uma boa colocação, com certeza será o fundo do poço para o nosso esporte.

Já torci pela Nossa Liga, vejo o esforço de muitas pessoas para manter suas equipes e infelizmente não consigo enxergar uma atitude coerente da máxima esfera do basquete em nosso pais (CBB). Não sou pessimista e nunca fui, apenas acho que nosso esporte precisa de união e mostrar para o publico em geral que o basquete tem condições de assumir um lugar de destaque no cenário esportivo brasileiro.

Tenho falado com ex-atletas da minha época e o desânimo é total, mas acredito que só uma nova postura e a união de todas as pessoas ligadas ao basquete feminino poderá algum dia surtir efeitos nos fatos acima relacionados.

Temos grandes jogadoras, isso e incontestável! Perdemos grandes patrocinadores, grandes treinadores, grandes ídolos do esporte, que poderiam e muito estar ajudando nossa seleção e nosso esporte. Mas devemos ressaltar que nunca tivemos uma postura como grupo para fazer valer nossas reclamações, sendo assim estamos ferindo o principal item das revoluções: a união faz a forca!

Por que nunca se organizou um sindicato de jogadoras? Por que nunca se organizou um sindicato de treinadores? Pode parecer loucura, mas na Argentina os sindicatos de jogadores e treinadores já paralisaram um campeonato pelo período de um mês porque não concordavam com a administração da Confederação Argentina de Basquete!

FINALIZANDO, ESTA GERACAO NAO É CULPADA POR TUDO QUE ESTÁ ACONTECENDO HOJE. TODOS NÓS TEMOS ALGUMA PARCELA DE CULPA. SENDO ASSIM, DEVEMOS PEGAR NOSSAS BANDEIRAS, PREPARAR A PIPOCA E ACREDITAR QUE ESTE MUNDIAL PODE SER O COMEÇO DE UMA MUDANÇA RADICAL EM NOSSO ESPORTE!

BOA SORTE, MENINAS! QUE DEUS ILUMINE O BARBOSA E A COMISSÃO TÉCNICA! E QUE JUNTOS CONSIGAMOS MOSTRAR AO MUNDO QUE O BASQUETE BRASILEIRO FEMININO É AINDA UM DOS MELHORES DO MUNDO, PORQUE AO FINAL É ISSO QUE FICA. PORQUE, FELIZMENTE, A TURMA DA CBB NAO É ETERNA E AS DITADURAS ESTÃO EM BAIXA EM NOSSO PLANETA. QUE O DIGAM FIDEL, SADDAM, MR BIN LANDEN, ETC.




Karina Valeria Rodrigues
kavr@uol.com.br
www.escolinhadebasquetekarina.org.br