terça-feira, 22 de junho de 2004

Internacional

O Ros Casares, time de Amaya Valdemoro, contratou dois belos reforços para a próxima temporada espanhola: a australiana Suzy Batkovic e a veterana italiana Catarina Pollini.
Jogos Regionais

Foi realizado o Congresso Técnico dos Jogos Regionais em Cotia-SP na tarde/noite desta sexta-feira, dia 18 de Junho.

Neste Congresso estiveram presentes 36 Cidades da Primeira Região do Estado de São Paulo, que é dividido por oito Regiões.

São sedes dos Regionais de 2004 as Cidades de Cotia, Ourinhos, Jaú, Matão, Limeira, Santa Fé do Sul, Caraguatatuba e Tietê, sendo as quatro primeiras entre o dia 07 e 17 de Julho.

Quanto ao sorteio do Basquetebol Feminino na Categoria Livre, que é a que São Bernardo participará, o sorteio definiu duas chaves, sendo uma com tres e outra com quatro equipes.

Ficou assim:

Chave A: Guarulhos, São Caetano, Mauá e São Vicente.

Chave B: Santo André, São Bernardo e Santos.

Portanto a primeira rodada que se inicia na quarta-feira, dia 07 de Julho fica assim:

Guarulhos x São Vicente e São Caetano x Mauá

E São Bernardo x Santos, sendo este jogo às 14:00hs

Santo André folga e espera o perdedor de São Bernardo x Santos

Classificam-se os dois primeiros de cada chave para o cruzamento da semi-final.


Fonte:
ABC do BF

MICAELA E JACQUELINE ESTÃO FORA DA OLIMPÍADA DE ATENAS

São Paulo – A ala Micaela Jacintho, de 24 anos, e a armadora Jacqueline Godoy, de 27, não terão condições de defender a seleção brasileira adulta feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, nos Jogos Olímpicos de Atenas, de 13 a 28 de agosto. Nesta terça-feira, em São Paulo, o Dr. César de Oliveira, médico chefe das seleções brasileiras, confirmou o diagnóstico de acordo com as contusões sofridas pelas duas jogadoras.

— A Jacqueline não poderá participar da Olimpíada devido a uma lesão no joelho direito, sofrida no dia 30 de maio, durante a partida entre o Unimed/Americana e o Habana Basketball, pela Liga Mundial de Clubes. A jogadora deverá ser submetida a uma cirurgia para reconstrução do ligamento do joelho e entrará em processo de fisioterapia para a recuperação de suas atividades esportivas. A Micaela se recupera de uma cirurgia de reconstrução de tendão calcâneo direito, realizada pelo Dr. Lorenzo Mantero, em Parma (Itália). A ala foi examinada pelo fisioterapeuta Ado Sartori e, em seguida, por mim. Decidimos que a atleta deverá seguir o tratamento de fisioterapia por, pelo menos, mais 90 dias, o que impede a participação dela nos Jogos Olímpicos de Atenas — explicou o Dr. César.

PROGRAMAÇÃO
Terça a Quinta (22 a 24 de junho)
10h/12h e 17h/19h – Treino no Paulistano

ATENÇÃO: Em São Paulo, a seleção brasileira está hospedada no Hotel Parthenon Stella Vega (rua Salto nº 70 – Jardim Paulista, Ibirapuera)

Sexta e Sábado (Dias 25 e 26)
Folga

Domingo (dia 27)
20h – Reapresentação no Rio de Janeiro

Segunda (dia 28)
10h/12h e 18h/20h - Treino no Botafogo

ATENÇÃO: No Rio de Janeiro, a seleção brasileira ficará hospedada no Hotel Merlim (avenida Princesa Isabel nº 392 – Leme)

segunda-feira, 21 de junho de 2004

Seleção se reapresenta ainda sem definição sobre contundidas

Da Redação
Em São Paulo

A seleção feminina de basquete se reapresentou nesta segunda-feira, em São Paulo, para a última fase de treinamentos antes dos amistosos contra a seleção de Cuba, na semana que vem, no Rio de Janeiro. A comissão técnica ainda não tem uma definição oficial sobre as duas contundidas do grupo, a ala Micaela e a armadora Jacqueline.

Micaela, ala do Reggio Calabria, da Itália, rompeu o tendão-de-aquiles e foi operada ainda na Europa. Ela só voltou ao país no início do mês, pois não podia fixar o pé machucado no chão. Já Jacqueline sofreu uma torção no joelho que afetou os ligamentos e está fazendo fisioterapia desde o dia da lesão, também no começo do mês.

Nesta terça-feira, o médico da seleção, Dr. Cesar de Oliveira, deve dar o veredicto final em relação às duas atletas. Ambas estão passando a fase de recuperação em Americana.

Enquanto isso, em São Paulo, o técnico Antonio Carlos Barbosa já trabalha com a possibilidade de não contar com nenhuma das duas para os Jogos Olímpicos e testa substitutas. Micaela seria a reserva imediata de Janeth. Já Jacqueline entraria como a reserva de Adrianinha.

Sem Kaé, como Micaela é chamada pelas companheiras, outra revelação, a jovem Silvinha, de 22 anos, deve ganhar sua chance. Cestinha do Americana na campanha do título paulista, a jogadora tem as mesmas características da companheira: jogo intenso e bons arremessos do perímetro.

"A Micaela chegou para suprir uma lacuna que há muito tempo nós tínhamos, que era a reserva da Janeth. Ela não podia descansar e o nível caía. Com a Micaela, isso mudou. E a Silvinha, apesar de ser jovem, pode fazer a mesma coisa", explica a ala-armadora Helen, uma das peças-chave do esquema do técnico Barbosa.

Outra forte concorrente pelo lugar é a veterana Leila, revelação do Mundial de 1994, quando o Brasil foi campeão. Ela ficou três anos parada, voltou a jogar no início do ano passado e já voltou à melhor forma. "Desde que fui para a Grécia, em 1998, jogo como ala. Já estou acostumada com isso. Na Europa, nós vemos alas com 1,90m, acho que o Barbosa está querendo me usar para termos mais altura na marcação", diz a jogadora, irmã da pivô Marta, prata em Atlanta-1996.

Armação
A vaga de Jacqueline é uma dúvida mais fácil para Barbosa. Para a posição, ele tem Adrianinha, titular da seleção desde o Mundial da China, em 2002, e a experiente Helen. A última, apesar de ser usada como ala na seleção, atua nos clubes como armadora. As duas estão sendo usadas nos treinamentos nessa posição desde que a seleção se apresentou, há duas semanas.

"Temos várias jogadoras com poder de armação, o Barbosa vai poder armar o time pelo adversário. Contra um time alto, ele pode começar com a Helen. Se o time for mais rápido, jogo eu", diz Adrianinha.

Outra alternativa é o uso de Karla, uma estreante na seleção. Apesar dos 25 anos, ela só tinha sido chamada por Barbosa uma vez, em 1999, e treinou com o time por apenas um mês. "Ela é uma armadora tradicional. Eu e a Adrianinha temos outras características", avisa Helen.

Indefinições
A contusão das duas atletas faz com que o grupo garantido de Barbosa para os Jogos caia para oito. Desde o Mundial de 2002, o treinador chama para as principais competições Adrianinha, Helen, Iziane, Janeth, Alessandra, Cíntia Tuiú, Kelly e Érika. Sobram quatro vagas, caso Jacqueline e Micaela, que também estariam nesse grupo, forem realmente cortadas.

Silvinha e Leila, que joga também como ala-pivô, devem continuar no grupo. Com isso, as duas vagas restantes ficam entre as alas Vivian e Lilian, armadora Karla e as pivôs Zaine e Êga. A lista final só vai ser definida após os amistosos contra Cuba, nas duas próximas semanas.

Fonte:
UOL

domingo, 20 de junho de 2004

Austrália vence três jogos contra a China

A Austrália jogou 3 partidas amistosas contra a China e, dessa vez, papou as três: a primeira, por 79 a 53; a segunda por 77 a 70 e a derradeira por 94 a 48.

O grande destaque da série foi Penny Taylor, com 52 pontos. A atleta foi liberada pelo Phoenix Mercury para jogar essas três partidas.

Outro destaque foi a veteraníssima Sandy Brondello, quase uma vovó do basquete australiano, com 35 pontos.

Mas a nova geração do basquete australiano vem com tudo, Laura Summerton, de 20 anos, fez 31 pontos em 2 jogos.

As australianas não fazem mais partidas em casa. No mês que vem, vão para a China, e voltam a enfrentar as orinetais.

As convocadas para a viagem são:

Suzy Batkovic (Europe)

Sandy Brondello (Europe)

Hollie Grima (Bulleen Boomers)

Kristi Harrower (Europe)

Jacinta Hamilton (Dandenong Rangers)

Michelle Musselwhite (Sydney Flames)

Natalie Porter (Townsville Fire)

Alicia Poto (Europe)

Belinda Snell (Sydney Flames)

Rachael Sporn (Adelaide Lightning)

Laura Summerton (Adelaide Lightning)

Allison Tranquilli (Europe)


Enquanto isso, do outro lado do hemisfério, Lauren Jackson causa polêmica ao posar nua para uma revista sobre os jogos olímpicos.

Yolanda Griffith reforça equipe norte-americana


Colorado Springs (EUA) - A ala/pivô Yolanda Griffith é a última das 12 jogadoras convocadas para defender os Estados Unidos no torneio feminino de basquete dos Jogos Olímpicos de Atenas, em agosto. O nome da jogadora do Sacramento Monarchs foi confirmado na equipe no início da tarde deste sábado.
Griffith também atuou na seleção nos Jogos de Sydney-2000, quando terminou o torneio como a principal reboteira da equipe com média 8,8 nos oito confrontos. Na WNBA, ela já acumula médias de 15,7 pontos, 8,4 rebotes e 2,67 roubos de bola nos nove jogos disputados.

A seleção norte-americana contará também com Sue Bird, Swin Cash, Tamika Catchings, Shannon Johnson, Lisa Leslie, DeLisha Milton-Jones, Katie Smith, Dawn Staley, Sheryl Swoopes, Diana Taurasi and Tina Thompson.

Os Estados Unidos estão no grupo B do torneio olímpico ao lado de China, Coréia do Sul, Espanha, Nova Zelândia e República Tcheca. Na chave A, a do Brasil, estão Austrália, Grécia, Japão, Nigéria e Rússia.

Fonte: Gazeta Esportiva

sexta-feira, 18 de junho de 2004

Silvinha se machuca durante treino


São Paulo (SP) - A ala Silvinha foi poupada pelo técnico Antonio Carlos Barbosa no treino da seleção brasileira feminina de basquete desta sexta-feira. No dia anterior, a atleta havia sofrido um estiramento na coxa esquerda, enquanto fazia tiro (corrida curta com arrancada) na Universidade de São Paulo (USP).
A atleta foi submetida a um exame de ultra-som, mas não foi constatada nenhuma gravidade na lesão, classificada como distensão leve. Silvinha está sendo tratada com fisioterapia tradicional.

A equipe feminina, que treina em São Paulo para os Jogos Olímpicos de Atenas, foi dispensada pelo treinador para o fim de semana, mas se reapresenta na segunda-feira. Silvinha deve se reapresentar com o grupo normalmente na próxima semana.

O Brasil estréia nos Jogos dia 14, enfrentando a seleção japonesa, às 10h45. A seleção brasileira já possui duas medalhas olímpicas: prata em Atlanta-96 e bronze em Sydney-2000.


Fonte: Gazeta Esportiva

quinta-feira, 17 de junho de 2004

Paula em Pederneiras

Amanhã acontece em Pederneiras um grande evento basquetebolístico.

A programação se incia com uma coletiva de imprensa, às 15 horas.

Às 16, a cidade escuta Magic Paula, que fará uma palestra.

Os festejos se encerram às 18 horas, com um amistoso entre a Seleção Brasileira Juvenil e o time do Colégio Cristo Rei / Marília campeão paulista da série A2.

Estão programadas ainda homenagens a Paula, Vania Teixeira, Simone e Matilde.

quarta-feira, 16 de junho de 2004

Novo endereço do Blog de SBC

O blog ABC do Basquete Feminino - SBC, comandado pelo Mauro, está em novo endereço: http://abc_do_basquete_fem_sbc.zip.net/.

Lá é possível saber todas as novidades da equipe do Databasket/São Bernardo, inclusive que a mesma já voltou aos treinos, em preparação para os Regionais (Cotia), os Abertos (Barretos), para o Nacional e possivelmente ainda uma excursão nos Estados Unidos.


Adriana Santos se prepara para nova fase em sua vida

Marta Teixeira


São Paulo (SP) - Há três anos, a ala Adriana Santos começou a mudar sua vida. Trocou o Brasil pela França e transferiu-se para o Montpellier Lattes Maurin. Um ano depois, achou que seu ciclo na seleção brasileira já havia chegado ao final e despediu-se definitivamente do grupo após o Mundial da China. Esse ano, ela muda ainda mais a vida preparando-se para casar na França em agosto, no mesmo dia em que as ex-companheiras de seleção poderão estar disputando o ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas.
“Estou super feliz”, afirma a jogadora, uma das homenageadas nos dez anos da conquista do título mundial na Austrália. “Estou adorando tudo isso: escolher vestido, decidir as coisas. Está tudo muito agitado. Já tive outros relacionamentos duradouros antes, mas nunca tinha pensado em casar assim”. Por ‘assim’ entenda-se como manda o figurino: na igreja, com recepção, toda pompa e circunstância. E por falta de um casamento, Adriana terá dois.

Em dezembro, o casal volta ao Brasil para ‘se casar’ novamente. “É, vamos fazer duas cerimônias. Porque primeiro me caso lá, mas é difícil. Não vai dar para todo mundo ir. Em 21 de dezembro a gente casa aqui também”.

No Brasil desde 15 de maio, Adriana trouxe o futuro marido, Virgil Marc, para conhecer a família. Depois, foram para Natal, Fortaleza e Rio de Janeiro. Ele já voltou para a França, ela só retorna no final da primeira quinzena de julho.

A carreira nas quadras deve seguir mesmo no Montpellier, mas deve ter vida curta. “Ainda não assinei nada, porque estão mudando diretoria, essas coisas. Mas devo mesmo continuar lá. Penso em jogar mais um ano e depois parar”.

Os planos para a aposentadoria já estão encaminhados e envolvem uma certa proximidade com a modalidade à qual dedicou 20 anos de sua vida. “Tenho um convite extra-oficial para trabalhar na CBB”, antecipa. A função ainda não está bem definida. “Mas quero alguma coisa que me mantenha próxima às jogadoras. Fazendo a ligação entre CBB e jogadoras, é preciso alguém assim”.

Depois de tanto tempo longe da terra natal, Adriana reconhece que a saudade ainda é constante. “Sinto muita (saudade). Falo todo dia com minha família, mas sinto falta da música, das conversas, do ambiente”. Para tentar aplacar a distância, ela retorna ao país duas vezes por ano: no Natal e nas férias.

Mesmo com um vínculo tão forte com a terrinha, Adriana não esconde que já se rendeu aos encantos da França. “Quando me casar vou ser meio francesa, mas de coração já me sinto meio francesa”.

Fonte: Gazeta Esportiva
KELLY SANTOS, HELEN LUZ, IZIANE MARQUES E ALESSANDRA SANTOS ESTÃO EM SÃO PAULO EM FASE DE PREPARAÇÃO PARA AS OLIMPÍADAS DE ATENAS

As jogadoras da seleção brasileira de basquete Kelly Santos, Helen Luz, Iziane Marques e Alessandra Oliveira estão em São Paulo, dando início à rotina de treinos e exercícios preparatórios para garantir uma boa performance nos Jogos Olímpicos de Atenas. Em julho, elas seguem para o Rio de Janeiro, onde vão disputar jogos treinos contra a seleção de Cuba.

Nesta fase de preparação em São Paulo, as atletas estão trabalhando sob a orientação da comissão técnica da seleção brasileira, buscando melhorar o condicionamento físico e aprimorar a parte técnica, com o firme propósito de manter o Brasil na posição de destaque que conquistou no cenário do basquete feminino mundial.

Com orgulho de defender o país na maior das competições esportivas, esse momento de preparação olímpica é único na vida dessas jogadoras. Elas esperam, com a experiência adquirida profissionalmente atuando nos maiores centros do basquete feminino, ajudar o Brasil a subir no pódio pela terceira vez consecutiva.

Internacional

O Vallenciennes, da França, fechou com a portuguesinha mais americana do planeta: Ticha Penicheiro.
Blogosfera Urgente

Novinhas da WNBA,eu estava no jogo (como eu já disse no post abaixo...)e a ERÍCA falou pra mim com exclusividade que talvez ela vá jogar ano que vem no HOUSTON COMMETS(essa nem o blog do basquete feminino tem...)

Trecho do blog Stupid Thinks, mantido por uma ala de São Caetano, de 13 anos e fã do Seattle Storm
Branca

Dez anos, já!

Era madrugada de sexta para sábado, lá estava eu sozinha (pensava que estava, depois ouvi fogos de artifícios por Piracicaba inteira), colada na TV ouvindo Luciano do Valle e Álvaro José, jogando junto, vibrando junto, chorando junto.
Não havia sido convocada e tive ódio na fase de preparação, porém para que e por que ódio?


É Branca, com a sinceridade de sempre em sua coluna, no Basket Brasil.










FIBA MUDA CRITÉRIO DE CLASSIFICAÇÃO PARA OLIMPÍADA E MUNDIAL

Em reunião realizada em Paris, o Central Board da FIBA (Federação Internacional de Basketball), baseada na recomendação da Comissão de Competições Internacionais da entidade, decidiu fazer algumas mudanças na estrutura de classificação dos Jogos Olímpicos e dos Campeonatos Mundiais. Os campeões olímpicos (masculino e feminino) estarão automaticamente classificados para o Campeonato Mundial, a partir da Olimpíada de Atenas (2004). Os campeões mundiais (masculino e feminino) estarão automaticamente classificados para os Jogos Olímpicos, a partir do Mundial de 2006.

Também de acordo com a resolução da FIBA, antes da Olimpíada de Pequim (2008) será realizado um Torneio Mundial (masculino e feminino), que dará chance para as seleções que não se classificaram nos Torneios Pré-Olímpicos Continentais. O “Qualifying” Mundial classificará três seleções masculinas e cinco femininas. As datas para esses dois torneios serão estudadas posteriormente pela Comissão e aprovada pelo Central Board da FIBA, em novembro de 2004.

— Foi uma decisão acertada porque é um critério mais justo e coerente pelo equilíbrio que existe no basquete mundial. Dessa forma, todos os países passam a ter mais uma oportunidade de classificação para a Olimpíada. No masculino, nove das 12 vagas serão preenchidas pelo campeão mundial (1), país sede (1), Europa (2), Américas (2), Ásia (1), África (1) e Oceania (1). As outras três vagas serão disputadas por 16 países no Qualifying Mundial — explicou o presidente da CBB, Gerasime Grego Bozikis, que faz parte da Comissão de Competições Internacionais da FIBA.

— Acredito que esse novo critério de classificação é mais justo e deixará as competições olímpicas ainda mais equilibradas. O sistema atual acaba deixando de fora equipes fortes com condições de disputar uma olimpíada, como Cuba e Polônia, por exemplo. Também concordo com a classificação do campeão mundial para os Jogos Olímpicos. É mais uma forma de valorizar a conquista — comentou o técnico da seleção brasileira feminina, Antonio Carlos Barbosa.

— Todos os países estavam pedindo uma mudança na forma de disputa das vagas para esses campeonatos, levando em consideração que as outras modalidades têm várias chances. O basquete está reconhecendo o quanto é duro se classificar para as Olimpíadas. Essa mudança, embora não tenha aumentado o número de vagas, dá uma segunda chance de classificação às seleções — declarou o técnico Lula Ferreira, da seleção brasileira masculina.

terça-feira, 15 de junho de 2004

Basquete comemora título mundial

Campeãs mundiais na Austrália, em 1994, Janeth e Paula foram homenageadas hoje junto com as companheiras daquela conquista. Janeth é a única a manter-se na seleção.

São Paulo - As referências da ala Janeth sobre a seleção brasileira de basquete são anteriores ao título mundial, ganho na Austrália, no dia 12 de junho de 1994. "O Brasil começou a ter reconhecimento internacional em 1991", afirma, referindo-se à medalha de ouro do Pan-Americano de Cuba. Nesses 13 anos de pódio, Janeth é a única entre as brasileiras, com e sem Paula e Hortência, a manter-se na seleção. Amanhã inicia os treinos para a Olimpíada de Atenas, em agosto. Aos 35 anos, 1,82 m, a ala abriu mão da WNBA, a liga americana, e optou por descansar, "para chegar cem por cento na Olimpíada".

"Precisava de repouso para continuar jogando, estou mais velha. Minha prioridade é a Olimpíada. Se o Houston for ao playoff quem sabe eu jogo", observou Janeth, hoje, na festa feita, em São Paulo, pela Confederação Brasileira de Basquete para homenagear as campeãs mundiais - o Brasil foi o único País a quebrar a hegemonia de Estados Unidos e Rússia na 12.ª das 14 edições do Mundial.

Janeth foi à Olimpíada de Barcelona, em 1992 (7.º). E ganhou ouros no Pan, em 1991, e no Mundial da Austrália, em 1994. Ocupou os pódios olímpicos nos Jogos de Atlanta, em 1996 (prata) e de Sydney, em 2000 (bronze). Esteve nos Mundiais da Alemanha, em 1998 (4.º), e da China, em 2002 (7.º).

Sua experiência continua a serviço da seleção, mas Janeth garante que não se sente pressionada e nem com mais responsabilidade em Atenas. "Espero estar preparada para atuar os 40 minutos, mas a prioridade é o jogo de equipe. Posso passar segurança, confiança, mas se tiver de deixar a quadra para descansar acho que as meninas dão conta."

Hortência, operada da vesícula, não foi à festa, que teve Paula e todas as jogadoras da equipe de 1994, incluindo as pivôs Leila, Alessandra e Cíntia Tuiu, e a armadora Helen, que estão na seleção que vai à Atenas. ‘Magic’ Paula, como era chamada a armadora mais talentosa do Brasil, acha que a seleção pode ir ao pódio em Atenas, mas observa que numa campanha olímpica tudo tem de dar certo.

Também estiveram presentes à comemoração os integrantes da Comissão Técnica de 1994, todos atuando em outras áreas, por falta de empregos no basquete. Sérgio Maronezzi, assistente-técnico, e o preparador físico Hermes Ferreira Balbino seguiram carreiras acadêmicas. O técnico Miguel Ângelo da Luz, também sem clube depois que deixou o Flamengo, negocia com um time em Portugal.


Heleni Felippe

Fonte: Estadão
CAMPEÃS MUNDIAIS DE 1994 VIBRAM COM HOMENAGEM DA CBB





Um reencontro marcado pela emoção, alegria e bom humor. Esse foi o clima do almoço organizado pela CBB, em São Paulo, para comemorar os 10 anos da conquista do título inédito do Campeonato Mundial Adulto Feminino de 1994. Das 12 jogadoras que estiveram na Austrália, cinco (Alessandra, Cíntia, Helen, Janeth e Leila) estão treinando com a seleção brasileira que irá buscar em Atenas a terceira medalha olímpica para o basquete feminino do Brasil.

— Foi uma excelente idéia da CBB reunir o grupo de 1994 novamente. É fantástico rever as companheiras daquela época, relembrar os momentos felizes, trocar novas idéias com quem convivemos tanto tempo na seleção brasileira. O Campeonato Mundial foi uma conquista inesquecível e espero que o Brasil lembre dela por mais dez, vinte, cinqüenta anos — comentou a ala Paula.

— É muito emocionante reencontrar as companheiras de equipe e a comissão técnica após dez anos. Foi muito bom relembrar os momentos que passamos juntas durante a competição. O título mundial foi um marco na história do basquete feminino e é sempre importante para essa nova geração conhecer o passado vitorioso do esporte que pratica — disse a pivô Alessandra.

— Nós temos poucas oportunidades de reunir todas as meninas que participaram do Campeonato Mundial. É muito bom reencontrar as outras jogadoras que contribuíram para colocar o Brasil no lugar mais alto do pódio. Essa homenagem é o reconhecimento do trabalho que fizemos há dez anos e que até hoje nos traz boas lembranças — explicou a pivô Cíntia Tuiú.

— Dez anos é uma comemoração muito importante. Só quem estava lá viu como conseguimos superar as dificuldades. Saímos do Brasil desacreditados e fomos mostrando o nosso valor a cada partida. Impossível destacar apenas um acontecimento dessa época. Da convocação ao pódio, cada fase foi realmente inesquecível. É maravilhoso reunir a equipe toda novamente, relembrando os momentos alegres e de muito esforço dessa grande conquista do basquete brasileiro — comentou o técnico Miguel Angelo da Luz.

— Foi um encontro marcado pela alegria de uma geração que escreveu o seu nome na história do basquete mundial. A conquista desse titulo inédito foi muito importante para o basquete feminino brasileiro. É uma honra para a CBB poder prestar essa homenagem e, ao mesmo tempo, resgatar uma parte de sua história. Tenho certeza que toda essa emoção e alto astral contagiará o grupo que se prepara para buscar o terceiro pódio olímpico consecutivo para o basquete feminino — declarou o presidente da CBB. Gerasime Grego Bozikis.

Foram homenageadas pela CBB as 12 jogadoras (Adriana Santos, Alessandra, Cíntia Santos, Dalila, Helen, Hortência, Janeth, Leila Sobral, Paula, Roseli, Ruth e Simone Pontello) e a comissão técnica formada por Raimundo Nonato (chefe da delegação), Waldir Pagan (supervisor), Miguel Ângelo da Luz (técnico), Sérgio Maroneze (assistente), Hermes Balbino (preparador físico), Marli Kecorius (médica), Marísia Lébeis (fisioterapeuta) e José Pedro Felício (massagista, in memorian).

CAMPANHA DO BRASIL
Brasil 112 x 83 Taipé; Brasil 88 x 99 Eslováquia; Brasil 87 x 77 Polônia; Brasil 111 x 91 Cuba; Brasil 90 x 97 China; Brasil 92 x 87 Espanha; Brasil 110 x 107 Estados Unidos (semifinal); e Brasil 96 x 87 China (final)

CLASSIFICAÇÂO FINAL
1º- Brasil; 2º- China; 3º- Estados Unidos; 4º- Austrália; 5º- Eslováquia; 6º- Cuba; 7º- Canadá; 8º- Espanha; 9º- França; 10º- Coréia do Sul; 11º- Itália; 12º- Japão; 13º- Polônia; 14º- Taipé; 15º- Nova Zelândia; 16º- Quênia
Paula: Brasil tem time para chegar ao pódio

Marta Teixeira

São Paulo (SP) - Confiança e apoio não faltam à seleção brasileira feminina de basquete para lutar por mais uma medalha olímpica nos Jogos de Atenas, em agosto. Prata em Atlanta-96, ouro no Mundial da Austrália-94 e no Pan-Americano de Havana-91, Magic Paula, um dos principais nomes da história da modalidade no país, é uma das que acredita no grupo que vai à Grécia. 'Time para chegar ao pódio nós temos', garante.
Experiente, ela sabe que, no entanto, não é só isso que assegura um bom resultado na competição. 'Olimpíada envolve muitos fatores. É importante saber que, em uma olimpíada, quando você perde um jogo é uma batalha, não a guerra. Não pode se abater'.

Paula acha que um dos trunfos da geração que vai a Atenas é o conjunto. 'O basquete conseguiu manter o nível (desde a conquista do título Mundial em 94). A gente só conseguiu (o título) porque outras meninas chegaram com responsabilidade', elogia.

Na Austrália, valeu a divisão de funções, enquanto Hortência, Paula e Janeth tratavam de pontuar, anotando 221, 181 e 149 pontos, respectivamente, as pivôs - Alessandra, Cíntia Tuiú, Leila e Ruth - fechavam o garrafão, setor que tradicionalmente era mais frágil, e também faziam seus pontinhos.

Parte das jogadoras que estavam na Austrália continuam na seleção em um grupo no qual Paula vê mais unidade. 'Hoje o time está muito mais homogêneo e não depende só de duas jogadoras elogia'.

Em Atenas, a seleção brasileira estréia dia 14, enfrentando o Japão, às 10h45. A equipe está no grupo A ao lado de Austrália, Grécia, Nigéria e Rússia. No grupo B estão China, Coréia do Sul, Espanha, Estados Unidos, Nova Zelândia e República Tcheca.

Não é apenas Paula quem confia no talento da atual seleção. Adriana Santos, que integrou a seleção até o Mundial de 2002, também acredita em medalha na Grécia. 'Acho que (esse time) é pódio. Tem grandes equipes que estarão em Atenas, como Estados Unidos e Rússia, mas elas têm tudo para se sair bem'. A confiança, no entanto, não dá certeza da cor da conquista. 'Independente da medalha que vier está de bom tamanho. São poucos patrocínios, só dois times principais (no país). Vou torcer por elas. Tenho certeza que essas meninas têm capacidade de conseguir tudo'.

A ex-pivô Ruth concorda. 'Se esse time chegar unido tem todas as chances. É uma nova geração que tem talento. Estou torcendo para a medalha chegar logo. Acredito que com essa união e juventude têm tudo para dar certo'.

Técnico campeão prepara as malas para tentar a sorte no exterior

Marta Teixeira

São Paulo (SP) - A comemoração pelos dez anos da conquista do título Mundial feminino de basquete, nesta segunda-feira, em São Paulo, foi animada. Teve samba-enredo puxado pelo ex-assistente-técnico da seleção Sérgio Maroneze, muitos abraços e reencontros - como o da pivô Ruth, que andava meio sumida do circuito esportivo -, mas não deixou de ter seu toque de nostalgia.
Entre os homenageados da tarde, o técnico Miguel Ângelo da Luz, não escondeu a alegria pela lembrança nem um pitada de mágoa por não conseguir mais espaço em seu próprio país. Nos próximos dias, ele garante que prepara as malas e se transfere para a Europa onde comandará uma equipe da segunda divisão portuguesa.

Por quê?, pergunta repetidas vezes, abrindo uma incógnita sobre sua situação. 'Será que ninguém aqui, dessa comissão técnica tem qualidade. Nenhum de nós está trabalhando no basquete', questiona. 'Será que é política? Não sei. Antes nós éramos muito jovens, agora estamos muito velhos?', diz, lembrando que na época do mundial australiano, ele era um dos mais velhos da comissão, com 35 anos. 'Será que com 45 anos estou muito velho? Preciso ir lá fora mostrar o meu valor?'.

Além do título mundial, Miguel Ângelo também foi prata com a seleção nos Jogos Olímpicos de Atlanta-96. Depois, migrou para o basquete masculino. Na última temporada, comandou o Flamengo no estadual carioca, mas acabou dispensado no final do torneio. Desde então está parado.

Nos dez próximos dias, ele deve acertar a ida para o Torres Vedras, equipe da Proliga portuguesa. 'Faltam apenas alguns detalhes. Voltei de Portugal ontem e acho que em uns dez dias vai estar tudo acertado', completa.

Título tirou um nó da garganta

Marta Teixeira

São Paulo (SP) - Bater na tabela, rodar no aro e não cair. Essa pode ser uma maneira de expressar o sentimento das brasileiras em relação ao Campeonato Mundial. 'A seleção passou tanto tempo tentando. Era meu quarto mundial (79, 83, 86 e 90), a gente achava que não ia conseguir nunca', lembra a armadora Paula, uma das estrelas da conquista do primeiro, e até hoje, único título mundial da seleção feminina, na Austrália em 1994.
Décimo colocado na edição anterior da competição, o Brasil foi para a Austrália embaixo de muito descrédito. 'Ninguém achava que poderíamos ganhar', lembra Janeth. Mas as brasileiras surpreenderam, com muito trabalho, é claro.

Foram duas derrotas na fase classificatória, para Eslováquia (99 a 88) e China (97 a 90), mas mesmo assim o grupo chegou à semifinal, superando os Estados Unidos, que vinham do bicampeonato. Na final, despacharam a China com nove pontos de vantagem (96 a 87). 'Acabamos com a hegemonia de dois países (EUA e a ex-União Soviética). Passaram a enxergar nossa força.Coincidiu com um amadurecimento total, de planejamento, do trabalho'.

Para Paula, o título na Austrália simbolizou uma mudança geral na categoria. 'Foram dois anos de preparação homogênea. Entre os clubes também, eles recebiam como devia ser feito o trabalho conosco. Chegar ao sucesso depende de muitas coisas. Houve uma mudança de mentalidade em prol da seleção', destaca.

Com uma preparação melhor estruturada, o resultado chegou rápido. Infelizmente, nem todas as potencialidades da conquista foram bem exploradas. Mas para as campeãs, a recordação não tem preço. 'É uma emoção que não tem como descrever', diz a ex-pivô Ruth. 'Só quem vive e passa por isso sabe'.

A ala Adriana Santos acha que foi o início de uma nova era. 'Foi o início de tudo, uma medalha que ninguém esperava. Foi o carimbo na faixa, que teve no Pan de Havana o pontapé inicial'. Janeth destaca ainda a importância do feito no cenário internacional. 'Nossa ascensão serviu para massificar o basquete feminino no plano mundial'.


Homenagem resgata ouro mal aproveitado

Marta Teixeira

São Paulo (SP) - Conquistar uma medalha de ouro em uma competição de ponta é o sonho de qualquer esporte que queira se tornar grande e conquistar espaço. Infelizmente, nem sempre as conquistas são devidamente aproveitadas para garantir a tão sonhada evolução da modalidade. O título mundial da seleção brasileira feminina de basquete de 1994 é um exemplo disso.
Nesta terça-feira, em São Paulo, a Confederação Brasileira de Basquete (CBB), organizou um almoço para homenagear as campeãs. Esta é a sétima homenagem organizada pela entidade aos atletas e comissões que obtiveram conquistas importantes para a modalidade no país. No comando da CBB desde 1997, o presidente Gerasime Grego Bozikis rememorou os 60 anos do Sul-americano masculino de 39, os 50 anos da Olimpíada de 48, o primeiro título sul-americano feminino de 54, os campeães mundiais de 59 e 63 e os medalhistas olímpicos, mundiais e de pan-americanos durante a comemoração dos 70 anos da entidade.

Em 94, no entanto, o título mundial acabou eclipsado pelo tetracampeonato mundial de futebol, nos Estados Unidos. 'Todas as atenções estavam voltadas para o futebol', reconhece a ala Janeth, uma das campeãs. 'O palco todo estava montado para isso e o nosso (título) passou um pouco despercebido para as pessoas, mas não para nós. Comemoramos muito', recorda a atleta, que vê até um lado positivo nisso. 'Não tivemos muita pressão e pensamos: vamos fazer nosso trabalho'.

Além de não receber o devido crédito na época da conquista, o título mundial acabou sendo pouco aproveitado pelas estruturas do basquete. Paula, a Magic, que encantou por onde passou com seu talento, não tem dúvidas quanto a isso. 'Acho que não foi bem aproveitado', afirma. 'Era o momento para se fazer a massificação. Criar espaços para a meninada de 10-12 anos que viu a gente jogando'.

A CBB, então presidida por Renato Brito Cunha, acabou perdendo o bonde da história e desperdiçando uma oportunidade, literalmente, de ouro. 'Foi que nem aconteceu com o Guga', compara Paula, lembrando do tricampeão de Roland Garros e ex-número 1 do mundo. No início do ano, ele liderou um movimento reclamando da falta de senso de oportunidade dos dirigentes para aproveitar seu auge e popularizar o esporte.

Primeiro país do mundo a quebrar a hegemonia do Mundial, até então, privilégio exclusivo da ex-soviéticas (1959 a 1975 e 83) e norte-americanas (1953 e 57, 79, 86, 90, 98 e 2002), o Brasil fez o que era impossível em quadra, mas não tirou o máximo proveito disso fora dela. 'Tivemos 'azar' porque o Brasil foi campeão nos Estados Unidos e o basquete foi eclipsado. Marketing é a alma do negócio e não souberam aproveitar isso. Não souberam colocar o basquete em seu devido lugar', reclama Adriana Santos, outra homenageada.

Apesar de todas as dificuldades, o basquete feminino brasileiro manteve-se, desde então, entre as principais forças do cenário internacional. A equipe será a única representante da modalidade nos Jogos Olímpicos de Atenas, em agosto, e já iniciou sua preparação para lutar por mais um feito inédito: uma medalha de ouro na competição. Até hoje, as meninas do Brasil já foram prata (Atlanta-96) e bronze (Sydney-2000), faltando apenas o topo do pódio para completar a coleção.

Presente à homenagem às campeãs mundiais, a seleção de 2004 é, em parte, formada pelas próprias vencedoras de dez anos atrás - permanecem no grupo as pivôs Alessandra, Cíntia Tuiú e Leila, além das alas Janeth e Helen - e reconhece a importância desta conquista para todo o sucesso posterior. 'Foi uma conquista muito importante para o basquete', destaca a ala Iziane, um dos principais nomes da nova geração de jogadoras e convocada para Atenas. 'O esporte sobrevive de títulos. Apesar de não sermos devidamente reconhecidas pelos títulos que temos, esse foi o começo de uma nova era', ressalta. 'Não sei se é porque o Brasil é um país machista', completa Adriana.

Da homenagem em São Paulo participaram praticamente todos os personagens da conquista, a principal ausência foi da ala Hortência, que não pôde comparecer porque se recupera de uma cirurgia. Roseli, que disputou a última temporada na Europa, também não participou. Os homenageados - as jogadoras Adriana Santos, Alessandra, Cíntia Santos, Dalila, Helen, Hortência, Janeth, Leila Sobral, Paula, Roseli, Ruth e Simone Pontello e a comissão técnica formada por Raimundo Nonato (chefe da delegação), Waldir Pagan (supervisor), Miguel Ângelo da Luz (técnico), Sérgio Maroneze (assistente), Hermes Balbino (preparador físico), Marli Kecorius (médica), Marísia Lébeis (fisioterapeuta) e José Pedro Felício (massagista, in memorian) - receberam um quadro, uma bola e uma camiseta comemorativa à data.

Fonte: Gazeta Esportiva





Coluna do Melchiades na Folha

Mais uma bela coluna do jornalista Melchiades Filho, na Folha de São Paulo.

E desta vez sobre um personagem do basquete brasileiro sobre quem eu sempre tive vontade de escrever: a pivô Dalila, campeã mundial.

Furacão Dalila

MELCHIADES FILHO
EDITOR DE ESPORTE


Dalila Mello, 24, morava fazia cinco anos nos EUA. Tinha acabado de completar a bolsa na West Texas A&M University. Cogitava nem voltar ao Brasil, determinada a seguir a profissão de zootécnica. Mas a reportagem saiu na Folha, a confederação se deslumbrou, a comissão técnica anuiu, e Dalila entrou rápido e dourada para a história.
A seleção reestruturava-se, de olho no Mundial-94 da Austrália.
A CBB optara pelo tratamento de choque. Por isso a escolha do principiante Miguel Ângelo para substituir a tarimbada Maria Helena Cardoso. Por isso a decisão de enquadrar o grupo que havia brilhado no Pan-91 em Cuba. Por isso a dissimulada "bola preta" para duas vozes dissonantes, a armadora Branca e a pivô Marta.
Para a vaga desta, veterana de quase dez anos de convocações, havia as jovens e emergentes Alessandra, Leila e Cíntia Tuiú. Mas era pouco para silenciar os críticos. Por que, então, não experimentar a estudante que apareceu no jornal? A estampa "made in USA" dava credibilidade a ela. E a média de 18 pontos e 10 rebotes, registrada no campeonato universitário, mal não lhe fazia.
Assim, de orelhada em orelhada, Dalila atendeu o telefone em Canyon, Texas. "Na louca, de novo disse sim ao basquete."
As outras convocadas desconfiaram. "Fiquei isolada. É natural, pois nunca tinham me visto jogar", conta a "estrangeira", sobre o começo dos treinos, em abril de 1994, em São Roque (SP).
Mas Helen e Roseli ajudaram a quebrar o gelo. E Dalila, ainda por cima a menor das pivôs, com 1,87 m e 75 kg, sentiu-se à vontade para disputar -e assegurar- uma vaga na lista de embarque.
A campanha na Austrália foi vertiginosa como a convocação.
Segundo Dalila, as lembranças daquele junho, da mais extraordinária conquista da história do basquete nacional, misturam-se em um borrão. "Nós, treinando como zumbis por causa da diferença de fuso. A emoção no jogo com a Espanha. Os telefonemas para casa. As meninas se abraçando na quadra na vitória sobre as americanas. O torpor pela conquista. A química boa dentro do grupo, sem estrelismos..."
A pivô participou só de uma partida, a estréia, contra Taiwan: dois minutos, dois pontos em lances livres, uma falta cometida. "Nem disso me lembro bem."
A memória, no entanto, conserva intactos os sentimentos e as sensações da volta para casa. "A ficha caiu", repete a paranaense para descrever tanto a alegria da recepção quanto a falta de perspectiva profissional no esporte.
Dalila, que pegou na bola laranja pela primeira vez aos 15 anos, que só mergulhou no esporte por causa do irmão basqueteiro Rodrigo, que "não tinha jeito para a coisa" e ainda assim virou campeã mundial, contemplou o resto de 1994 e resolveu parar.
Ela ainda arriscou algumas semanas de treinos em Guarulhos. "Mas era a hora de pensar racionalmente", diz a hoje professora de inglês e esporte em Curitiba.
Ninguém sabe, ninguém viu: como veio, Dalila se foi. Mas ficou o trimestre de sonho, para ela e para o basquete brasileiro.

Década 1
De 2 a 12 de junho de 1994, na "madrugada" australiana, o Brasil atropelou Taiwan (112 x 83), caiu ante a Eslováquia (88 x 99), bateu a Polônia (87 x 77), ganhou de Cuba (111 x 91), perdeu para a China (90 x 97), superou no sufoco a Espanha (92 x 87), surpreendeu os EUA (110 x 107) e salteou a China na revanche pelo título (96 x 84).

Década 2
Entre as cestinhas do Mundial-94, três brasileiras: Hortência (1ª, 27,6 pontos por jogo), Janeth (3ª, 23,2) e Paula (5ª, 19,7). A seleção teve o ataque mais eficiente: 57,4% de aproveitamento nos arremessos.

Década 3
As 12 campeãs relembram hoje a façanha em almoço em São Paulo.

E-mail melk@uol.com.br


Fonte: Folha de São Paulo

segunda-feira, 14 de junho de 2004

CARDOSO: “AHORA LA EXIGENCIA ES MAYOR”

María Helena Cardoso trabaja ya para el Hondarribia-Irún. De hecho nunca lo ha dejado de hacer desde que finalizó la pasada temporada. Conocida su renovación por un año más, la entrenadora brasileña, desde su país, sigue las evoluciones del club en materia sobre todo de fichajes. Cardoso está contenta de poder continuar trabajando en la Liga Femenina y afirma que “nuestra responsabilidad de cara a la próxima campaña ha aumentado. Ahora entraremos en la competición como el equipo que quedó cuarto por lo que la exigencia será mayor”. Para cumplir con las nuevas expectativas que se plantee el club, Cardoso apunta su habitual fórmula: “Trabajo, trabajo y trabajo, siempre hay que pensar en esforzarse y en mejorar”.

En cuanto a la plantilla, la entrenadora brasileña se muestra satisfecha de las jugadoras que ya se han comprometido con el Hondarribia-Irún. “Creo que este curso vamos a tener una plantilla mejor, con mayores posibilidades. Los nuevos fichajes nos van a dar una gran fuerza en el juego interior, tanto Sarekgou como Ferragut son pívots fuertes y con mucha experiencia. Ahora debemos reforzar un poco más el juego exterior”. En este sentido, Cardoso espera que se confirme el fichaje de la base internacional Begoña García y de la decisión de Leire Aranburu. “Espero que lo de García se pueda hacer pronto y también que Leire siga un año más, ya que la temporada pasada fue muy importante para el equipo”.

Renuncia a la FIBA Cup
Aunque María Helena Cardoso se encuentra en Brasil, no oculta su

foto:ligafemenina.com
desilusión por la obligada renuncia del club guipuzcoano a competir en la FIBA Cup. Ella, que está acostumbrada a disputar competiciones de gran nivel, esperaba poder conducir al Hondarribia-Irún en su estreno europeo. Según Cardoso “cuando conocí la noticia me entristeció mucho. Después del esfuerzo que hicimos en el club a todos los niveles, no es normal que una institución como el Gobierno Vasco no apoye a un equipo guipuzcoano que va a llevar el nombre de Gipuzkoa y de Euskadi por toda Europa. Espero que nos volvamos a clasificar esta próxima temporada y que las cosas sean diferentes en un próximo futuro”.

Esta temporada, Cardoso contará más que nunca con el apoyo de Helenhina de Campos, su fiel colaboradora, que se hará cargo de la cantera del Hondarribia-Irún. Para ella supone “una gran noticia, llevamos mucho tiempo juntas trabajando por el baloncesto y ella es una gran profesora para las jóvenes. Necesitamos este trabajo previo para que luego salgan buenas jugadoras para el primer equipo”


Fonte: Liga Femenina