sexta-feira, 27 de dezembro de 2002

E no feminino? Não vai ter nem discussão?

LULA É O NOVO TÉCNICO DA SELEÇÃO MASCULINA

O paulista Aluisio Elias Ferreira Xavier, o Lula, de 51 anos, é o novo técnico da seleção brasileira masculina de basquete. O anúncio oficial foi feito nesta sexta-feira de manhã, no Rio de Janeiro, pelo presidente da Confederação Brasileira de Basketball (CBB), Gerasime Grego Bozikis. A comissão técnica será formada pelos assistentes Flávio Davis e Jorge Guerra, o Guerrinha; pelo preparador físico Clóvis Franciscon; e pelo médico Cesar de Oliveira. "É com grande orgulho que aceito essa responsabilidade. Mas estou tranquilo porque tenho o respaldo de uma comissão técnica competente e formada por excelentes profissionais", disse Lula.


quinta-feira, 26 de dezembro de 2002

Triste Fim ?

Dom Bosco despede-se com vitória

Correio do Estado
Já desclassificado do Nacional de Basquetebol Feminino, o Dom Bosco derrotou ontem o São Caetano, por 81 a 61, em seu ginásio, cumprindo tabela. O time do técnico Antônio Carlos Vendramini foi formado com dinheiro do Fundo de Investimento Esportivo do Governo do Estado, consumindo a bagatela de R$ 216.980,00, só que não conseguiu ficar entre os semifinalistas da principal competição da modalidade esportiva do País.

Ontem, apesar da redução no preço dos ingressos, a torcida não compareceu ao ginásio do Dom Bosco para marcar a despedida da equipe, que hoje começa a ser desmontada pela Federação de Basquetebol de Mato Grosso do Sul. Não se sabe ainda se o técnico Vendramini continuará na cidade.


Fonte: Correio do Estado



terça-feira, 24 de dezembro de 2002

Caraca!


Algumas reações de pessoas que leram o texto E era uma vez uma Liga Nacional de Yan Wien, também publicado pelo Bligando pelo Basket:

"Caraca, meu! O Cara falou tudo que poderia! Tô de queixo caído!"

"Ele só falou a verdade!"

"Achei os comentários dele muito fortes."


Enfim, confira você também e dê sua opinião:

"E o Imperador queria mais uma vez se promover e mais uma edição da liga era uma boa, e ele se promoveu: sua má fama apareceu.

Das participantes vimos:

Ponta Grossa , uma jovem equipe com uma estressada técnica, que se tivesse um pouco mais de bom humor teria chegado mais longe. Não há muito o que se dizer de alguém que se indispõe com crianças no ginásio.

Lages: Dotados de muita boa vontade, foram à luta com fome de vitórias. Levaram a Mina para fortalecer, e Mina sai da liga com um saldo alto de faltas técnicas pois resolveu fazer o que ninguém fez e reclamar da PÉSSIMA arbitragem da liga..(continua)."

Íbis do Basquete

Seria cômico, se não fosse trágico:


Pior da história, Ponta Grossa manterá time

ADALBERTO LEISTER FILHO
DA REPORTAGEM LOCAL


Mesmo dono da pior campanha da história do Nacional feminino, que encerrou a primeira fase anteontem, o Ponta Grossa quer disputar o torneio de 2003.
"A participação no Nacional foi importante para a cidade. Colocamos o Paraná de volta no mapa do basquete brasileiro", crê Antonio Carlos Frasson, secretário de Esporte e Recreação da prefeitura.
O Ponta Grossa teve 18 derrotas no torneio. É a pior sequência de insucessos da história de um time em um Brasileiro de basquete.
Nem na antiga Taça Brasil, nem no Nacional, que começou em 98, uma equipe perdeu tantos jogos seguidos em uma edição. Até então, as piores campanhas no Nacional haviam sido do Blumenau (1998), Sport (2000) e Univille (2001), todos com 14 derrotas.
"As atletas não desanimavam. Lutavam até o fim, como se cada partida estivesse com uma diferença de um ponto", diz a técnica Siboney Pedroso, também mãe das jogadoras Larissa e Vanessa.
A equipe não pagou salário às atletas -o custo do time foi de R$ 10 mil mensais. A única vantagem das jogadoras era contar com bolsa da Uniandrade, parceira da prefeitura. O esquema amador criou situações incomuns.
O jogo contra o São Paulo/Guaru, time de Janeth, coincidiu com o vestibular da Uniandrade. Com isso, o time viajou só com oito atletas, já que as outras foram fazer prova. A equipe perdeu por 108 a 43. "Não houve tempo para adiar a partida", conta a técnica.
Outro desfalque foi o da pivô Leila, que também é segurança de uma casa noturna. Titular do time, ela ficou grávida no meio do torneio. Não pôde jogar mais.


Fonte: Folha de São Paulo
Melk Noel

O Bom Velhinho escreveu o texto de hoje de Melchiades Filho na Folha. E, quem diria, Papai Noel é basqueteiro mesmo!


Toque o sino

MELCHIADES FILHO
EDITOR DE ESPORTE


Caro Teruã, pelas minhas contas você já tem 12 ou 13 anos. Há tempos você não deve acreditar nessas presepadas, possivelmente nem se lembra da última vez em que escreveu para mim e provavelmente se sentirá envergonhado diante dessa tardia resposta (ainda bem que já começaram as férias escolares, senão os colegas não sairiam do seu pé...).
Bem, você pode até duvidar, mas eu continuei acompanhando, daqui, seus jogos em Goiânia. Em alguns, achei que você foi muito fominha, insistiu no lance individual, forçou demais.
Mas, talvez por causa da minha lustrosa careca, eu admiro quem tenha topete. Garoto, que fome de bola! Que tino para a cesta! Corrija-me se me engano, mas você papou os troféus de artilheiro nos últimos três Estaduais. Ou seriam os últimos quatro?
Pode ficar orgulhoso. Um dia Goiás teve participação de relevo no basquete no país. O Vila Nova, por exemplo, foi campeão nacional há quase 30 anos, com Joy, Adílson, Danilo, César, Fausto & Cia., na apoteose da carreira do legendário técnico Kanela.
Reconheço, dada minha lapônia ingenuidade, que à época acreditei que tal façanha abriria as portas para a modalidade.
Mas os grandes projetos nunca decolaram. Foram fátuas, ficaram perdidas na história as iniciativas como a do Jóquei Clube, ainda nos anos 70, e a do Vila Nova, com Hortência fora e Helen dentro da quadra no final dos 90.
Aliás, o mesmo destino aguarda o incensado dueto Ajax/Universo, por ora turbinado pela presença de veteranos estrelados como Ratto, Vanderlei, Rogério e Sandro Varejão, mas que já se encontra comprometido pelo desequilíbrio entre receita e despesa.
A bola ao cesto goiana segue nas mãos de quatro ou cinco clãs. Em alguns casos, há a condenável promiscuidade de interesses entre o esporte e o poder público.
Como explicar, afinal, que o Estado tenha desembolsado mais de R$ 1 milhão, quase R$ 2 milhões, na reforma do ginásio Rio Vermelho e que não haja um tostão para o fomento da modalidade?
Ou que tenha sido erguida outra bela quadra, em Anápolis, e não se consiga organizar eventos, nenhum tipo de competição?
Sim, os ventos gelados me trouxeram a notícia da implosão dos campeonatos das categorias de base. Porque faltaram R$ 7.500!
Quase arranquei a barba quando soube que a Federação Goiana e a prefeitura da capital só tinham catado R$ 2.500 para árbitros e mesários, um quarto do preciso. Ainda imaginei que o espírito natalino prevaleceria. Sobretudo porque juízes e mesários aceitaram receber R$ 16 por jogo, quase metade do que em 2000. Os torneios estavam garantidos, supus. A molecada, 200 atletas em cinco categorias, iria pôr à prova os seis, sete meses de treinos.
O primeiro baque veio ainda em novembro, com o cancelamento do returno, mais de 50 partidas. O segundo, na semana passada, com o dos mata-matas pelo título. Que embrulho!
Parece-me, Teruã, que seu time foi nomeado campeão nessa lambança. Mas que, evidentemente, você não conteve a frustração.
Por isso resolvi inverter a ordem do correio e escrever. Não, não espere um saco mais cheio hoje à noite. Eu só queria te assegurar que, em Goiânia ou não, o basquete é -e sempre será- um presente especial. Feliz Natal.

Embrulho 1

Vale lembrar, as semifinais do Nacional feminino e do Paulista masculino começam somente depois das festas. Os emparceiramentos são, respectivamente: Americana x Ourinhos e São Paulo x Santo André; Ribeirão Preto x Franca e Mogi x Araraquara.

Embrulho 2
O Botafogo ganhou nas quadras, mas não vai levar. Sem patrocínio, entregou de bandeja a vaga no Nacional para o Vasco do desempregado-por-alguns-dias Hélio Rubens. Parece que o inferno astral do treinador está passando.

Embrulho 3
A Confederação Brasileira anuncia na sexta-feira o novo técnico da seleção masculina. O presidente Grego tinha dito que preferia aguardar o final dos Estaduais antes de anunciar o nome. Como o único torneio encerrado foi o Carioca...

E-mail melk@uol.com.br


Fonte: Folha de São Paulo
Sobe, Sobe, Sobe!

Na Divisão A-2 do Campeonato Paulista, as semifinais registraram as vitórias da equipe do Cristo Rei/Marília sobre o Engesite/São Bernardo por 2 a 1 na série e da Fupes/Santos sobre Sel/Fandep/São José por 2 a 0.

Na grande final, Santos bateu Marília por 77 a 72 e 75 a 55, ficando com o título.

Na partida final, as cestinhas foram Fabiana Guedes, com 19 pontos e Maria Aparecida, com 17, por Santos; e Janaína T., com 20 pontos, Márcia Lopes e Georgia Ferretti, com 12 cada, por Marília.

Espero poder ver essas (e outras) equipes na Divisão Principal em 2003.

A equipe de São Bernardo, mesmo não tendo chegado à final, já inciou contatos com atletas, pois tem interesse em estar na A-1 com um time competitivo.
Celeiros

A cidade paulista de Jundiaí tem se destacado como um dos maiores centros de formação de estrelas do basquete feminino.

A surpreendente campanha da equipe de Uberaba no Nacional deste ano tem tudo a ver com isso.

Mas pouca gente fica sabendo dos resultados das categorias de base, onde reside a tradição de Jundiaí.

Nos Estaduais deste Ano, Jundiaí brilhou.

Na categoria Mini, foi quinto lugar (1. Franca; 2. Santo André; 3. BCN; 4. Clín. Francana).

Na Mirim, terceiro (1. Franca; 2.BCN; 4. Americana).

No Infantil, foi campeão, batendo o BCN. (3. Santo André, 4. Americana).

No Infanto-Juvenil, também campeão contra o BCN (3. Americana; 4. Bauru).

No Juvenil, quarto lugar (1. Americana, 2. Santo André; 3. BCN).

Aproveito esses resultados para parabenizar todos que cuidam das categorias de base, tão pouco valorizadas no nosso país. É uma alegria ver o BCN mantendo seu trabalho, Americana criando raízes, a equipe de Bauru, os esforços de Santo André para manter o trabalho e ainda os resultados de Franca, tradicional capital do masculino.

Em Jundiaí, espero que o trabalho dos técnicos Luís Tarallo, Edson Mina, Jair Tavares, Rosevaldo Rocha e João Comandulli continue a dar belos frutos.

Americana Vence Paulista Juvenil

A equipe juvenil da Unimed/Americana acaba de conquistar o Campeonato Paulista da categoria, ao bater Santo André por 74 a 68 e fazer 2 a 1 no play-off final.

Novidades

Dois novos textos em "Cartas do Torcedor":

I. A Contusão de Helen, por Nivaldo Baldo

II. E era uma vez uma Liga Nacional, por Yan Wien


Apenas para relembrar aos desmemoriados ou pouco acostumados com a democracia, a seção Cartas é formada por opiniões pessoais. Gritarias, choradeiras, réplicas, respostas e xingamentos serão encaminhadas aos autores e/ou publicadas lá.

Aqui, na medida do possível, Bloguinho-Paz-e-Amor!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2002

Feliz Natal !!


O Blog do Basquete Feminino deseja a seus leitores e a todos que fazem o basquetebol brasileiro um Natal Belíssimo.



Que estejamos prontos em 2003 a contruir um país mais belo e digno, como aparece nos nossos sonhos.



E que 2003 seja repleto de cestas em todos as quadras de sua vida!



Chuá!




25 do 12

Tenho que admitir. Ficou uma beleza a árvore de Natal do site da CBB:

Números do Nacional

ESTATÍSTICAS APONTAM AS MELHORES DA 1ª FASE DO NACIONAL

Nas 90 partidas disputadas na primeira fase do 5º Campeonato Nacional de Basquete Feminino, 49 (54.4%) foram vencidas pelas equipes que tiveram o mando de quadra, contra 41 (45.6%) dos times que jogaram como visitantes. O Unimed/Americana terminou na liderança da competição, com 35 pontos ganhos (17 vitórias e uma derrota), seguido do São Paulo/Guaru e do Santo André, ambos com 32 (14 vitórias e 4 derrotas), e do Unimed/Ourinhos, com 30 (12 vitórias e 6 derrotas). O Unimed/Americana teve o melhor ataque e a melhor defesa, com as médias de 84.0 pontos (1.512 no total) e 61.6 (1.108), respectivamente. Já o Ponta Grossa/SER foi a equipe com o ataque menos eficiente, 43.7 (786), e a defesa mais vazada, 92.4 (1.663).

A cestinha e líder das assistências do Nacional 2002 é a ala Janeth, do São Paulo/Guaru, com as médias de 23.3 (210 no total) e 4.7 (42), respectivamente. A primeira nos rebotes é a pivô Alessandra, do Black&Decker/Uberaba, com 12.4 rebotes (198). A número 1 nas recuperações de bolas é a armadora Regininha, do São Caetano, com 3.8 (68). Já a pivô Patrícia, do Lages/Uniplac, é a melhor nos bloqueios, com 2.8 (31).

A fase semifinal (melhor de cinco partidas) começa dia 5 de janeiro com os seguintes confrontos: Unimed/Americana (1º) x Unimed/Ourinhos (4º) e São Paulo/Guaru (2º) x Santo André (3º). A primeira rodada terá jogos em Ourinhos e Santo André. Os vencedores decidem o título, também numa melhor de cinco partidas.

CESTINHA
1º- Janeth (São Paulo/Guaru) - 23.3 (210); 2º- Silvinha (Unimed/Americana) - 22.6 (407); 3°- Micaela (Dom Bosco) - 21.9 (395); 4°- Chuca (Santo André) - 17.8 (320); 5°- Erika (São Paulo/Guaru) - 17.6 (317)

REBOTE
1°- Alessandra (Black&Decker/Uberaba) - 12.4 (198); 2°- Eliane (Dom Bosco) - 12.4 (223); 3°- Erika (São Paulo/Guaru) - 11.7 (211); 4°- Patricia (Lages/Uniplac) - 11.5 (126); 5°- Ega (Unimed/Americana) - 9.5 (171)

ASSISTÊNCIA
1°- Janeth (São Paulo/Guaru) - 4.7 (42); 2°- Silvinha (Unimed/Americana); 4.6 (83); 3°- Tina (Black&Decker/Uberaba) - 4.2 (75); 4°- Gattei (Unimed/Ourinhos) - 4.1 (74); 5°- Sandra (São Paulo/Guaru) - 3.6 (64)

RECUPERAÇÃO DE BOLA
1°- Regininha (São Caetano) - 3.8 (68); 2°- Micaela (Dom Bosco) - 3.4 (61); 3°- Patricia (São Caetano) - 2.9 (52); 4°- Chuca (Santo André) - 2.9 (52); 5°- Gattei (Unimed/Ourinhos) - 2.8 (51)

BLOQUEIO
1°- Patricia (Lages/Uniplac) - 2.8 (31); 2°- Geisa (Unimed/Americana) - 2.0 (36); 3°- Reda (Unimed/Americana) - 1.8 (33) ; 4°- Erika (São Paulo/Guaru) - 1.3 (23); 5°- Kátia (Santo André) - 1.1 (19)
Vício

Com as sobras do Mundial da China, fiz outro blog, que não por acaso se chama: Mundial da China.

Visite-o: aqui!

domingo, 22 de dezembro de 2002

NWBL

Por uma sugestão do leitor Renato, dou uma olhada em uma outra liga norte-americana: a NWBL - National Women's Basketball League.

A liga faz seu torneio profisional entre os meses de fevereiro e abril de 2003 e é uma alternativa a mais para as americanas, principalmente para aquelas que não jogam na Europa, se prepararem para a WNBA.

O primeiro campeão da liga foi o Atlanta Justice, que não manteve o time, liderado pela armadora Shyronda Mifflin (ex- Ulbra e Unimed/Americana).

A liga, que conta com seis equipes, realizou seu draft nesse mês, para sua terceira temporada.

Vejamos algumas das atrações:




Tina Thompson
Adrienne Goodsen
Michelle Snow
Adrienne Johnson
Tatum Brown



Dominique Canty
Tamika Catchings
E.C. Hill



Deanna Jackson
Kelly Miller
Coco Miller



Sue Bird
Swin Cash
Cindy Blodgett
Rebecca Lobo
Kara Wolters
Rita Williams



Tawana McDonald



Nicki McCray
Becky Hammon
Semeka Randall
Michelle Marciniak


Site Oficial da NWBL: http://www.nwbl.com/



Nacional 2.9

AMERICANA TERMINA EM 1º LUGAR COM 35 PONTOS E 17 VITÓRIAS

Pela última rodada do returno do 5º Campeonato Nacional de Basquete Feminino, o Unimed/Americana derrotou o Ponta Grossa/SER por 92 a 54 (48 a 30 no primeiro tempo), em Ponta Grossa, com 24 pontos da cestinha Silvinha. Com esse resultado, a equipe paulista conquistou sua 17º vitória em 18 jogos e terminou a fase de classificação em primeiro lugar, com 35 pontos ganhos (97.2% de aproveitamento). A rodada teve ainda os seguintes resultados: Lages/Uniplac 53 x 99 São Paulo/Guaru, em Lages, Dom Bosco/Governo Popular 81 x 61 São Caetano, em Campo Grande; Unimed/Ourinhos 84 x 56 Automóvel Clube/Campos, em Santo Antonio da Platina; e Santo André 86 x 72 Sírio/Black&Decker/Uberaba, em Santo André.

- Conseguimos atingir o primeiro objetivo no Nacional que era terminar a fase de classificação em primeiro lugar. Os playoffs serão uma outra competição e as quatro finalistas começam do zero. Mas estou confiante no potencial da equipe que mostrou organização e entrosamento e está evoluindo a cada jogo. Vamos para a semifinal com muito mais determinação e poderemos Ter a volta da Helen, que será um grande reforço na disputa pelo título - disse o técnico Paulo Bassul, do Unimed/Americana.

A fase semifinal (melhor de cinco partidas) começa dia 5 de janeiro com os seguintes confrontos: Unimed/Americana (1º) x Unimed/Ourinhos (4º) e São Paulo/Guaru (2º) x Santo André (3º). A primeira rodada terá jogos em Ourinhos e Santo André. Os vencedores decidem o título.

9ª Rodada do Returno - Domingo (dia 22)

Lages/Uniplac 53 x 99 São Paulo/Guaru - Ginásio Ivo Silveira
1º Período: 12 x 31
2º Período: 23 x 57 (Placar final)
Cestinhas: Maira (LAGES) 9pts e Palmira (GUARU) 10pts
3º Período: 35 x 83
4º Período: 53 x 99 (Placar final)
Cestinhas: Lisiane (LAGES) 16pts e Érika (GUARU) 19pts
árbitros: Joares da Rocha (SC) e Benedito Moura (SC)

Ponta Grossa/SER 54 x 92 Unimed/Americana - Ginásio Oscar Pereira
1º Período: 13 x 26
2º Período: 30 x 48 (Placar final)
Cestinhas: Shenya, Vanessa Rebelato, Ana Paula (PONTA) 17pts e Silvinha (AME) 17pts
3º Período: 39 x 67
4º Período: 54 x 92 (Placar final)
Cestinhas: Shenya (PONTA) 16pts e Silvinha (AME) 24pts
árbitros: Cristiano Marnho (PR) e Edson Gonçalves (PR)

Dom Bosco/Governo Popular 81 x 61 São Caetano - Ginásio do Bom Bosco
1º Período: 25 x 15
2º Período: 41 x 27 (Placar final)
Cestinhas: Micaela (DOM) 11pts e Patricia (SÃO) 11pts
3º Período:62 x 47
4º Período: 81 x 61 (Placar final)
Cestinhas: Micaela (DOM) 24pts e PAtricia (SÃO) 16pts
árbitros: Enaldo Batista (SC) e Eduardo Costa (MS)

Unimed/Ourinhos 84 x 56 Automóvel Clube/Campos - Ginásio Henrique Schimith
1º Período: 27 x 14
2º Período: 45 x 24 (Placar final)
Cestinhas: Roberta (OUR) 13pts; Mariel e Patrícia (CAMP) 6pts
3º Período: 57 x 43
4º Período: 84 x 56 (Placar final)
Cestinhas: Vanessa Gattei (OUR) 18pts e Patrícia (CAMP) 17pts
árbitros: João Batista Vinhaes (SP) e Maurício Antunes (SP)

Jogo da TV



Santo André 86 x 72 Sírio/Black&Decker/Uberaba - Ginásio Pedro Dell'Antônia
(SPORTV - Ao vivo)
1º Período: 18 x 24
2º Período: 44 x 41 (Placar final)
Cestinhas: Chuca (SANTO) 15pts e Alessandra (UBE) 13pts
3º Período: 60 x 52
4º Período: 86 x 72 (Placar final)
Cestinhas: Chuca (SANTO) 25pts e Alessandra (UBE) 19pts
árbitros: Tatiana Steigerwald (SP) e José Paulo Aguiar (SP)

Estava curioso para confreir a performance desse jovem time de Uberaba no Nacional e enfim veio a oportunidade. Trata-se, sem dúvida, de um belo time. A armadora Tina é talentosa e os anos hão de lhe tirar o afobamento (5 pts, 6 erros). Faz parte da elite das novas armadoras que merecem toda atenção dos técnicos para os próximos anos (Vanessa Gattei, Loredana, Eldra, Ana Flávia - Passarinho, Fabianna Manfredi, entre outras). As pivôs estão entre as melhores de sua geração: Graziane (contundida) e Lelê (19 pts, 16 rebs),ambas juvenis, foram destaque num torneio adulto. Fernanda é uma boa jogadora, na qual um trabalho para ganho de maior força física seria providencial (14 pts, 7 rebs). A ala Fê entrou muito bem (14 pts, sendo 4 bolas de 3). Completando o time, duas atletas que podem não estar entre as mais talentosas do país, mas certamente estão entre as mais voluntariosas e por isso enchem os olhos do torcedor: Gorda (9pts, 8 rebs) e Leão (9pts, 6 rebs).

Mas, Santo André acabou se impondo, nas boas apresentações de Chuca, Vívian, Aide, Gigi e na presença de Kátia.

Fogo & Fumaça

O ex-presidente da Federação Goiana de Basquetebol, Luiz Antônio Berquó foi um dos primeiros (e únicos) dirigentes a se rebelar contra o atual presidente da CBB, Gerazime Grego Bozikis, o que resultou em uma série de penas ao basquete do Estado e ao próprio.

Em artigo explosivo, publicado pelo blog Diário do Basquete, Berquó fala das decisões políticas na confederação, da reeleição de Grego, de uma suposta lei da mordaça e joga no ventilador as sujeiras que povoam os bastidores do esporte no Brasil.

Trechos:

"A época da ditadura no Brasil foi café pequeno em vista do que acontece na CBB."

"Os jovens talentosos e competentes técnicos que existem e estão surgindo em nosso basquete se não forem da sua curriola ou principalmente do Margarina, Manteiga, Iogurte (..) que manipula Bozikis, nunca terão chance. Se não vejamos: quem foi o técnico que mais conquistou títulos paulistas femininos nos últimos 3 anos? Alguém vai ter que lhe dizer, por que ele, nem Manteiga saberá responder que foi Edson Ferreto. Este nunca vai trabalhar com esta laia, pelo que o conheço. Não vai se submeter às maracutais."



Leia tudo: aqui!


Espanha 12

Duas vitórias dos times das brasileiras completaram a décima segunda rodada da Liga Espanhola.

Um dos líderes do torneio, o Zaragoza, de Claudinha e Katião se recuperou ao vencer o Estudiantes: 86-76, com 7 pontos, 3 assistências, 2 roubos e 2 rebotes de Claudinha, em 32 minutos e 4 pontos e 4 rebotes de Kátia, em 28 minutos. Como quase sempre, a cestinha foi Elena Tornikidou, com 33 pontos.

E o Celta, de Renata Oliveira, conseguiu mais uma vitória apertada: 65 a 64 contra o Eulália, com 2 pontos e 3 rebotes de Renata em 21 minutos.
All Star Game - França

Pelo All-Star Game da Liga Francesa, houve a vitória ontem do Oeste sobre o Leste por 74 a 72.

A cestinha do jogo foi Ralé Sarenac, com 16 pontos, seguida por Boba Tuvic, com 15; ambas do Oeste.

Pelo Leste, brilharam Iziane, com 11 pontos e Edwige Lawson, também com 11 e eleita a MVP da partida.
Eurocopa 2003

Boas participações das equipes das brasileiras na rodada da Eurocopa.

O Aix, de Iziane, bateu o PowerBasket por 81 a 63. Iziane fez 19 pontos, pegou 7 rebotes e deu 4 assistências, em 33 minutos de jogo. Só foi superada em pontos por Lara Mandic, com 22. Do outro lado, a maior pontuadora foi Ohrekova, com 18.

E o Chietti, de Zaine e Tuiu, não teve dificuldades para bater o Mijdretch por 85 a 47. Cíntia foi a cestinha, com 16 pontos e 4 rebotes, em 21 minutos. Zaine fez 7 pontos e pegou 2 rebotes em 17 minutos.

sábado, 21 de dezembro de 2002


Coluna da Melissa

"Primeiro Arremesso"


No meu primeiro arremesso aqui no Blog, gostaria de comentar um pouco a situação da WNBA. Em primeiro lugar, vamos entender o contexto para então dar nome aos bois.

A liga tem somente seis anos de existência e, como todo startup, teve seu período de experiência, quando foi permitido perder dinheiro para se poder encontrar o modelo ideal de operação. Pois bem, esse prazo chegou ao fim. Até 2002, todos os times da WNBA eram de propriedade coletiva da NBA, o que propiciava segurança financeira e estrutura física e administrativa completas.

No final de agosto foi aprovada uma regra que dava aos donos dos times da NBA a opção de compra das franquias da WNBA ou a saída/venda dessas. Com isso, foi também aprovada a entrada de franquias não relacionadas com times da NBA e mais, não situadas em cidades com times da NBA. Era a vez da WNBA provar que era viável e buscar sua independência.

O que se viu foi donos de franquias da NBA aproveitando a situação para se livrar de times que não davam lucro. Esse foi o caso do Orlando Miracle, do Miami Sol e do Utah Starzz. Só que no caso dessas franquias, o buraco é mais embaixo. Quem não está nada bem são suas operações na NBA, motivo pelo qual os donos acharam por bem concentrar esforços no masculino. O que a WNBA pretendia com isso era atrair pessoas com foco no feminino e com vontade de fazer de suas franquias uma operação lucrativa. Até agora, somente o Detroit Pistons optou por comprar sua franquia na WNBA, o Detroit Shock. Curiosamente, esse é o time com a pior média de público em toda liga.

Entretanto, a operação dos Pistons vai de vento em popa, o que dá tranquilidade para o GM Bill Laimbeer tocar o Shock e reconstruir o time. É dado como certo que outros donos de franquias com relativo sucesso vão exercer suas opções de compra. Dentre eles destacam-se os únicos 4 times que dão dinheiro na WNBA (New York Liberty, Washington Mystics, Houston Comets e Los Angeles Sparks). No ano de 2003, foi aprovada a entrada de San Antonio na WNBA no que se imaginava uma expansão para 17 times. O que aconteceu de fato foi uma mudança de endereço do Starzz. Com isso, restam dois times sem casa, o Sol e o Miracle.

A cidade de Hartford, em Connecticut, é a mais forte candidata a receber uma dessas duas franquias. Levando-se em consideração a tradição da cidade no basquete universitário e o fato de que a principal estrela do Miracle saiu da Universidade de Connecticut, não é difícil imaginar qual franquia vai ficar sem casa. Até porque um lugar onde se tem temperaturas de -12° Celsius não pode abrigar o Sol.

Há grande possibilidade de contração da WNBA nesta próxima temporada, já que outros donos da NBA podem optar por não manter seus times do feminino. Há rumores de que os próximos sem-teto serão o Fire e o Storm (atualmente em Portland e em Seattle, respectivamente). A conseqüência imediata disso é a realização de um Draft para distribuir as jogadoras dos times sem casa. O horizonte é sombrio, mas o que está acontecendo é perfeitamente normal e compreensível.

Até hoje a NBA continua mudando times de cidade. A NBA também não sabia o que era sucesso comercial até a chegada de nomes como Magic Johnson e Julies Erving. Isso demorou 30 anos. Em termos comparativos, a WNBA está muito melhor que sua companhia controladora com a mesma idade. Na parte da estratégia de promoção, o que se pretende agora é tentar agradar a gregos e troianos. Tentar tirar da liga a conotação de esporte praticado por lésbicas e atrair as famílias (afinal, é o dinheiro que faz o mundo girar). Ao mesmo tempo, a liga não pode ignorar a comunidade gay, que tem milhares de compradores de ingressos e fãs da liga. Tarefa difícil para a comissionária Val Ackerman, mas há saídas. Uma contração temporária não seria tão desastrosa como muitos imaginam.

Outra medida será tentar encaixar o calendário da liga entre as finais da NBA e os torneios internacionais (Olimpíadas e Mundial), para evitar a seqüência desgastante de jogos e a evasão das estrelas internacionais que precisam treinar com suas seleções nacionais.E com o talento que se desenha para ser selecionado no Draft de 2004, dias melhores virão para a WNBA.

Rápidas:

I) O Seattle Storm contratou a técnica Anne Donovan para a temporada de 2003. Donovan classificou o Charlotte Sting para os playoffs de 2002, quando o time foi eliminado na primeira rodada pelo Washington Mystics. Em 2001, sob o comando de Donovan, o Sting alcançou as finais da liga, ficando com o vice-campeonato. Donovan também dirigiu o Indiana Fever e foi assistente técnica de Van Chancellor na seleção americana que conquistou o título mundial na China em setembro.

II) Falando em Charlotte Sting, o time não vai mais ficar sem o apoio de um irmão da NBA. Foi aprovada a entrada de um time de Charlotte em 2004 depois que o Hornets se mudou para New Orleans. O novo time será propriedade de Robert Johnson, o bilionário dono da Black Entertainment Television. Johnson já confirmou que vai comprar o Sting e manter o time em Charlotte. Uma boa notícia na maré de más notícias que assolou a WNBA nas últimas semanas.

III) Quem também manteve o emprego foi Candi Harvey, técnica do Starzz. Harvey vai dirigir o novo time de San Antonio, que ainda não tem nome definido. A técnica levou o Starzz às finais da Conferência Oeste ao derrotar o todo poderoso Houston Comets da MVP Sheryl Swoopes, naquela que é considerada a maior zebra da história da WNBA.