segunda-feira, 11 de setembro de 2006

Ginásio do Ibirapuera recebe últimos retoques para o Mundial

Marcius Azevedo
Em São Paulo

Principal palco do Mundial de Basquete Feminino, o Ginásio do Ibirapuera está praticamente pronto para receber o jogo de abertura entre Coréia e Espanha na próxima terça-feira, às 13h. Neste sábado, o local recebeu os últimos retoques.

Maurício Fregonesi, que foi designado pelo Confederação Brasileira de Basquete para cuidar dos ajustes no Ibirapuera, afirmou que resta cuidar da limpeza do ginásio.

"Ficamos 15 dias trabalhando aqui [no Ibirapuera]. Vamos terminar tudo hoje [sábado], pois amanhã [domingo] já teremos treinos de reconhecimento da quadra", afirmou Fregonesi, que é também presidente da Federação de Basquete do Tocantis.

Fregonesi explicou que foram realizadas reformas nos vestiários, revisões na iluminação, além da colocação da quadra e também da instalação de novos placares eletrônicos. "O Ibirapuera está pronto e vai oferecer totais condições para os profissionais envolvidos no evento", disse o dirigente, que fez questão de enaltecer o piso utilizado na quadra.

"É o melhor que existe hoje para se jogar basquete", afirmou. "Será o mesmo utilizado no Mundial Masculino", completou, referindo-se ao torneio disputado recentemente no Japão.

A reportagem do UOL Esporte visitou o Ibirapuera na tarde deste sábado e pôde constatar que o local está praticamente pronto para receber o evento.

Apenas alguns profissionais faziam os últimos retoques, como pintura das paredes e limpeza, principalmente da quadra. O cheiro de tinta ainda era muito forte no local. A ordem era trabalhar até que tudo estivesse pronto neste sábado à noite.

A sala de imprensa também estava praticamente finalizada. Cerca de 20 computadores, com conexão rápida, já estavam disponíveis para os profissionais que vão cobrir o evento, que terão ainda um espaço reservado para se conectarem com laptops. Também será instalado um telão no local para os jornalistas acompanharem todos os jogos sem se deslocarem até o setor reservado ao lado da quadra.

O último ato será feito no domingo à noite, quando serão colocados na quadra os adesivos dos patrocinadores e da Fiba (Federação Internacional de Basquete).


A cinco dias do início, Mundial tem busca pequena por ingressos

Vicente Toledo Jr.*
Em São Paulo

O torcedor que quiser acompanhar de perto o Mundial de basquete feminino, que começa na próxima terça-feira (dia 12), em São Paulo e Barueri, não precisa se preocupar em correr para comprar seus ingressos. Apesar da proximidade da competição, a procura do público por entradas ainda é tímida, embora a organização do evento não divulgue números oficiais.

Responsável pela venda dos ingressos, a empresa BWA (mais conhecida como "Ingresso Fácil") disse não ter autorização para informar a quantidade de entradas vendidas. Já o presidente da FPB (Federação Paulista de Basquete), Antônio Chekmati, afirmou que só vai fazer um balanço no próximo domingo, antevéspera do início do Mundial.

"Ainda não tive tempo, tenho muitos detalhes para cuidar nos últimos arranjos, por isso não tenho nenhuma informação sobre isso", revelou o dirigente paulista, que integra o comitê organizador. "Há muita procura porque telefonam para cá (FPB) para saber. Se estão indo comprar, eu já não sei", completou Chekmati.

Apesar de não falar em números, a BWA admitiu que a demanda é pequena. "Começamos a vender o Mundial no começo de julho. A procura não tem sido grande, pois ao meu ver falta divulgação", declarou Fernando Silva, diretor executivo da empresa, que tem pontos de venda em São Paulo, Santo André, Osasco, Barueri e Rio de Janeiro, além de comercializar entradas pela internet.

E Silva não é o único a reclamar da falta de visibilidade da competição. A ex-jogadora Paula, campeã mundial em 1994, também já criticou publicamente da divulgação do Mundial. Chekmati, entretanto, não compartilha dessas opiniões. "Pelos telefonemas que a gente recebe, eu acho que está bem divulgado sim", opinou o presidente da FPB.

"Nós distribuímos bastante cartazes em escolas e clubes. A TV está fazendo muitas chamadas, a Globo vai começar a fazer uma chamada mais séria para levar o público aos ginásios", completou. Mas uma comparação com as ações de divulgação realizadas para o Mundial masculino, no mês passado, no Japão, mostra que o torneio feminino ainda está "escondido" do grande público.

A empresa cobra uma taxa de conveniência, que varia de 13,5% a 50% do valor de face de cada ingresso. Para os jogos de São Paulo, ela oferece um serviço de entrega que custa mais R$ 7 (promete a chegada dos ingressos em até 3 dias úteis). Em Barueri, o torcedor tem que retirar sua entrada no local e ainda assim pagar outra taxa de R$ 4.

Visitadas pela reportagem do UOL Esporte, as cidades de Hamamatsu e Saitama exibiam enormes cartazes promocionais da competição em estações de trem, estações de metrô e outdoors pelas ruas. Exploraram bem a imagem de estrelas como LeBron James, Manu Ginóbili, Yao Ming, Tony Parker e até do brasileiro Alex para atrair os japoneses, que não lotaram completamente todas as partidas, mas compareceram em bom número aos ginásios.

Até mesmo a Fiba (Federação Internacional de Basquete) parece deixar a divulgação do Mundial feminino em segundo plano. O site oficial da entidade (www.fiba.com) ainda está redirecionando seus visitantes diretamente para o site do Mundial masculino, encerrado no último domingo. O torneio brasileiro só ganha algum destaque, ainda que pequeno, no portal da Fiba Américas, a divisão continental da entidade.

Como a seleção brasileira fará suas primeiras partidas no período da tarde em dias úteis, a presença da torcida poderá frustrar a esperança das jogadoras de contar com esse "trunfo" desde o início da competição. "Não acredito em um grande público desde o começo, mas eu creio em um grande publico nos últimos dias, sobretudo se o Brasil chegar às finais, e eu tenho certeza de que o Brasil vai chegar", disse Chekmati.

Para os jogos disputados no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, os preços dos ingressos variam de R$ 10 (arquibancada) a R$ 25 (cadeira inferior) durante as duas primeiras fases do torneio. O torcedor também pode comprar um pacote para todas as dez rodadas (entre R$ 110 e R$ 260) ou apenas para a semifinal e final (entre R$ 50 e R$ 120). Já no ginásio José Corrêa, em Barueri, a entrada tem preço único de R$ 10 e não há a possibilidade de compra de pacotes.

Os estudantes podem pagar meia entrada para todos os tipos de ingressos e pacotes, mas têm que comparecer a um dos pontos de venda da rede "Ingresso Fácil" (abertos de 2ª à 6ª, das 11h às 17h) munidos de RG e comprovante de vínculo estudantil (carteirinha de estudante). Os demais torcedores podem comprar seus ingressos pela interenet, mas pagarão um pouco mais caro devido às taxas (de conveniência e entrega) cobradas pela BWA.

ONDE COMPRAR
São Paulo:
- estádio do Pacaembu - Praça Charles Miller, s/nº
- estádio do Morumbi (São Paulo) - Praça Roberto Gomes Pedrosa, 01
- estádio do Canindé (Portuguesa) - Rua Comendador Nestor Pereira, 33
- ginásio do Ibirapuera - Rua Padre Manoel da Nobrega, 1361
- Pitta Sports - Rua Silva Bueno, 1156 - Ipiranga
- Parque São Jorge - Rua São Jorge, 777 - Tatuapé
Barueri:
- ginásio José Corrêa - Av. Guilherme Perereca Guglielmo, 1000 - Centro
Santo André:
- estádio José Bruno Daniel - Rua 24 de Maio, s/nº
Osasco:
- Osasco Shopping Galeria - Rua Dra. Primitiva Vianco, 100 - Centro
Rio de Janeiro:
- sede do Botafogo (General Severiano) - Av. Venceslau Brás, 97
- Clube de Regatas Flamengo - Av. Borges de Medeiros, 997 - Gávea
- Rio Sampa - Rod. Presidente Dutra, 177 - Nova Iguaçu
- sede do Fluminense - Rua Alvaro Xavez, 41 - Laranjeiras
- Maracanã - Rua Eurico Rabelo, sn - Bilheteria n. 8

NA INTERNET
www.ingressofacil.com.br

QUANTO CUSTA
1ª e 2ª fases R$ 10 R$ 10 a R$ 25
Finais - R$ 20 a R$ 50
Pacote total - R$ 110 a R$ 260
Pacote semifinal e decisão - R$ 50 a R$ 120
Local Barueri Ibirapuera

* colaboraram Bruno Doro e Murilo Garavello


Fonte: UOL

BARBOSA DEFINE AS 12 JOGADORAS PARA O MUNDIAL DO BRASIL

São Paulo - Adrianinha, Alessandra, Cíntia Santos, Êga, Érika, Helen Luz, Iziane, Janeth, Karen, Kelly, Micaela e Silvia Cristina. Essas são as 12 jogadoras relacionadas pelo técnico Antonio Carlos Barbosa para disputar o 15º Campeonato Mundial do Brasil, que será realizado de 12 a 23 de setembro, nos ginásios do Ibirapuera, em São Paulo, e Poliesportivo José Corrêa, em Barueri. O Brasil, que está no grupo "B", com sede no Ibirapuera, estréia na competição nesta terça-feira (15h15 de Brasília) contra a Argentina. Depois enfrenta a Coréia (13) e a Espanha (14).

- A Palmira fez um bom trabalho na seleção, mas é uma jogadora jovem e deve se recuperar bem. Estamos convocando a Karen, que tem as mesmas características. Ela é uma boa marcadora, tem a mesma idade e também pode ser útil na armação. Além disso, é uma jogadora que está totalmente adaptada ao grupo e conhece bem nosso trabalho - explicou Barbosa.

- A Palmira está com uma miotensite crônica do ísquio no quadril direito. Ela vem tendo uma boa recuperação, mas devido a intensidade dos treinos e a proximidade da competição, não tem tempo hábil para estar em condições de disputar o Mundial. Por isso, optamos em preservar a atleta, que necessita de três semanas de tratamento, com repouso e continuidade da medicação - explicou o médico da seleção brasileira, Dr. Carlos Eduardo Marques.

SELEÇÃO BRASILEIRA
ATLETA - POSIÇÃO - IDADE - ALTURA - CLUBE
Alessandra - Pivô - 32 anos - 2,00m - Woori Bank Hansae (Coréia)
Adrianinha - Armadora - 27 anos - 1,70m
Cíntia Santos - Pivô - 31 anos - 1,94m - Le Schio Club (Itália)
Êga - Pivô - 28 anos - 1,87m - Limpol / São Caetano (SP)
Érika - Pivô - 24 anos - 1,97m - Valencia (Espanha)
Helen Luz - Armadora - 33 anos - 1,76m - Rivas Futura (Espanha)
Iziane - Ala/Armadora - 24 anos - 1,81m - Seattle Storm (WNBA)
Janeth - Ala - 37 anos - 1,82m
Karen - Ala - 22 anos - 1,75m - FIO/Pão de Açúcar/Unimed/Ourinhos (SP)
Kelly - Pivô - 26 anos - 1,92m - Santo André (SP)
Micaela - Ala - 27 anos - 1,80m - MTK Polfa Pabiance (Polônia)
Sílvia Cristina - Ala - 24 anos - 1,83m - Ponte Preta (SP)

BRASIL x ESTADOS UNIDOS

Às vésperas de sua estréia no Campeonato Mundial, terça-feira contra a Argentina, a equipe brasileira participou de um jogo-treino de 30 minutos contra os Estados Unidos, no ginásio do Pinheiros, e perdeu por 73 a 53. A diferença de 20 pontos foi construída principalmente no primeiro quarto (27 a 13).

- A gente entrou em ritmo de treino e as americanas em ritmo de jogo. Quando resolvemos entrar no jogo, apertamos o placar (16 a 21 para os Estados Unidos e 24 a 25 no terceiro). Nossa defesa não foi mal e o ataque criou muitas oportunidades, o que já é um bom indício, em se tratando de um treinamento - comentou Barbosa, que pediu apenas mais atenção nas conclusões das jogadas.

A cestinha do jogo foi Iziane, com 19 pontos. A ala que atua na WNBA, pelo Seattle Storm, afirmou que o Brasil respeitou demais a equipe adversária.

- Ficamos esperando para ver como elas iam se portar em quadra. Quando perdemos esse respeito, jogamos de igual para igual. Foi uma boa partida - disse Iziane.

A técnica dos Estados Unidos, Anne Donovan, também gostou do que viu. Para ela, sua equipe terá que se adaptar à ausência de dois importantes desfalques - as pivôs Lisa Leslie e Yolanda Griffith, que não vieram ao Brasil disputar o Mundial.

- Estamos com um time menor agora, temos que encontrar forças no grupo para reagir. Os desfalques nos afetaram, mas mostramos nesse treino contra o Brasil que estamos focadas na competição - afirmou Donovan.

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

Senta que lá vem comédia
Em noite gelada, uma fria seleção brasileira enfrenta Taiwan
Para certas coisas na vida que o arrependimento vem logo em seguida. Assim me senti ontem, no segundo quarto do jogo Brasil X Taiwan, no Paulista. Que diabos estava eu fazendo ali?
Se antes, aguardava o Mundial com medo, agora, estou em pânico.
Não há nenhuma novidade no basquete medonho da seleção de Barbosa. Minto, há uma: o uniforme. Aposentaram o macaquinho e retornaram a um modelo semelhante ao anterior, com a diferença de que o short é mais justo. Nas esguias, como Micaela, o efeito é até simpático. Nas gordinhas Sílvia e Kelly, a visão é trágica.
Deixando a moda de lado, vamos ao basquete. O que dizer do basquete? Apesar das evidentes diferenças raciais fiquei em dúvida: qual das seleções ali era Made in Taiwan? Concluí que era a brasileira.
O Brasil continua jogando da mesma maneira há dez anos, sem qualquer inovação tática.
A tática de Barbosa é a seguinte: amradoras (Helen e Adrianinha) carregam a bola. Lá têm três opções: passe direto para a pivô (a 4, de preferência), passe para a lateral resolver tudo sozinha ou um desequilibrado arremesso de três.
Do ínicio ao fim, no cinco contra cinco, o Brasil é isso. Uma tragédia.
O time joga aberto e a 4 (Êga/Tuiú) ficam bem longe da cesta. Não fazem nada o jogo inteiro a não ser arremessos esporádicos de média distância ou o cansado chuveirinho para a 5 concluir.
Não existe uma jogada ensaiada nesse time. Só um improviso agoniante minuto-a-minuto.
A defesa não existe. Deixava as orientais infiltarem sem nenhuma cerimônia. As mesmas orientais que não passarão da fase preliminar do Mundial.
Helen, dentro do que pode, está bem. Atenta na defesa, voluntariosa. Mas percebe-se que ela está engessada num esquema rígido que nada permite.
Adrianinha, felizmente, está bem fisicamente. Ainda se atrasa um pouco na defesa, às vezes. Mas do mesmo mal que Helen sofre, em Adrianinha é potencializado, aparentemente pelo pouco treinamento. Parece que estamos diante de uma armadora daquelas seleções All-Star que se reúnem num fim de semana e logo vão jogar. Improviso apenas, sem ensaio. Por conta disso, Adrianinha iguala erros com assistências (três, ambas). Por isso também, às vezes morre com a bola na mão. No final do jogo, o Brasil estava com a posse de bola, o banco começou a contagem. Era a hora de se preparar para uma situação de jogo. E se aquela fosse a bola do jogo? O máximo que a armadora conseguiu foi passar para uma arremesso de três de Érika(!).
Nas laterais, Janeth vai bem no estilo dama de ferro. Segurou a peteca e colabora na defesa.
Do outro lado, Iziane tem problemas. Evoluiu na defesa e na visão de jogo, como ela mesmo destacou em entrevista. A pontaria, no entanto, está abaixo da crítica: 27% nos dois pontos. É de desesperar. Não fosse o suficiente, um lance da atleta em quadra me decepcionou. No terceiro quarto, uma asiática fez uma falta na maranhense. A arbitragem não viu ou não marcou. Iziane ficou parada em quadra, imóvel, até que a jogada se concluísse. Finalizado o lance, Izzy gritou com a arbitragem para o ginásio inteiro ouvir: "Ela meteu a mão na minha boca e você não marca nada!". Não fosse o suficiente, ainda quis ir tirar satisfações com a chinesinha, mas foi contida por Kelly. Lamentável. Me lembrei daquele episódio na Grécia e não posso deixar de notar que se os nervos de Iziane a levam a comportar assim num amistoso contra um time de quinta categoria, o que esperar dela no duelo com os grandes? Só ela mesmo pode responder.
Na reserva, o panorama é amargo. Micaela é uma excelente atleta, mas sofre por jogar num time que não treina opções. Então, a lateral passa a depender tão somente do seu talento. E de talento individual apenas, se faz pouco no basquete.
Grave mesmo é a situação de Sílvia. Não sei como a ala permanece até esse momento na seleção. Está fora de forma, sem ritmo, muito mal mesmo. De deixar bola passar por baixo na perna...
Palmira entrou bem e merece estar no grupo. Mas é uma atleta que precisa de muito investimento (inclusive fortalecimento físico) para jogar em alto nível.
Nas pivôs, também há problemas.
O primeiro, Êga, que mais uma vez começou como titular. A jogadora oscila muito na partida. Precisa de mais seriedade. Precisa se comportar como uma atleta de nível internacional. Mas Êga se comporta como uma colegial exaltada. Desculpa-se insistentemente pelos erros cometidos. E "Ai, Barbosa!", "Desculpa, Barbosa!" e "Tá bom, Barbosa". Que isso! Parece uma juvenil... Não dá. No começo do terceiro quarto, elas fez umas caretas para Barbosa, pôs a mão na barriga. Não sou bom de leitura labial, mas acho que ela estava com dor de barriga... Deveria estar mesmo, pois ao voltar para o jogo, ao lado de Kelly, a dupla se comportou pessimamente. Levou baile das meninas de Taipei no um contra um. O único dado interessante que eu consegui ver em Êga foi a aposta nos arremessos de três. Para todo o resto, ela precisa de uma reconstrução.
Já que estou falando em reconstrução, Kelly precisa de dar uma secada. Continua muito pesada, lenta. Difícil esperar muita coisa quando encontrar adversários mais fortes. O mesmo movimento que Érika faz para ir à cesta, Kelly o faz no dobro ou triplo do tempo.
Por falar, em Érika, enfim algo genuinamente bom nessa seleção. Érika está estupenda. Fantástica. A melhor jogadora do momento, no país. Se posiciona bem para o rebote e no ataque. Maravilhosa. Não tomou conhecimento do jogo. Ainda assim, é reserva e joga pouco. Parece que Barbosa está cortejando ela e Alessandra, no intuito de definir uma titular. O problema é que o técnico não parece ser corajoso o suficiente para barrar Alessandra (pelo histórico) e nem Érika, pelo momento. Então, imaginem o que vem por aí...
Alessandra esteve razoável. Pontuou às custas de sua altura. Nada mais.
Cíntia Tuiú. Devo confessar que gosto muito dessa menina. Acho-a extremamente técnica, correta. Mas ela sofre para jogar em um esquema tão limitado. Gostaria de ter acesso às fitas dos jogos de Tuiú no Italiano. Com certeza, veríamos uma outra atleta.
Enfim, não era esse texto que gostaria de escrever a uma semana do Mundial, mas é esse texto que o basquete da seleção me inspira.
Quem sabe os otimistas digam: "Estão escodendo o jogo". O problema é que eu acho difícil encontrá-lo tão cedo!

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

"Visitante", Brasil atropela Taiwan em amistoso preparatório

Vicente Toledo Jr.
Em São Paulo

A seleção brasileira feminina de basquete não teve dificuldades para derrotar Taiwan por 108 a 59, nesta terça-feira, em mais um amistoso preparatório para o Mundial, que começa na próxima semana (dia 12), aqui mesmo no Brasil. Mas ao contrário do que espera encontrar quando a bola subir para valer, a equipe comandada pelo técnico Antônio Carlos Barbosa não contou com o apoio da torcida.

Recuperada de virose, ala Janeth atuou por 20 minutos na vitória em cima de TaiwanUma platéia composta por cerca de 50 taiwaneses, com direito a faixa e bandeiras, foi suficiente para deixar os asiáticos em maioria no ginásio do Paulistano, em São Paulo. Nem mesmo a entrada gratuita animou o torcedor paulistano a enfrentar o frio de menos de 10ºC e prestigiar o jogo da seleção. Apesar disso, as jogadoras acreditam que o cenário vai mudar durante o Mundial - o Brasil jogará no ginásio do Ibirapuera. "Estou esperando tudo. A torcida brasileira é a mais maravilhosa do mundo. Eu quero ver todo mundo lá, com a bandeira na mão, pulando e cantando. Aquela festa bem brasileira mesmo", pediu a pivô Alessandra.

Disposta a apagar a má impressão deixada pela derrota do último domingo diante da China (88 a 76), a equipe brasileira começou o jogo com Helen, Iziane, Ega, Alessandra e Janeth - recuperada de uma virose que a afastou das duas últimas partidas.Pressionando a saída de bola das adversárias com uma agressiva marcação individual, o Brasil rapidamente abriu vantagem no placar (13 a 0). A simpática torcida taiwanesa demorou 3min40s para festejar sua primeira cesta e viu sua animação esfriar ainda mais nos minutos seguintes. Explorando bem os contra-ataques e a maior estatura de suas jogadoras, a equipe brasileira fechou o primeiro período vencendo por 33 a 10. Barbosa trocou todo o time no início do segundo quarto, colocando em quadra Adrianinha, Micaela, Sílvia Cristina, Érika e Kelly. O Brasil perdeu um pouco o poder de marcação, mas continuou ampliando a vantagem no marcador graças ao trabalho das pivôs dentro do garrafão - especialmente de Érika - e foi para o intervalo com 60 a 25. O revezamento das jogadoras foi maior a partir do terceiro período, e a seleção deixou cair um pouco o ritmo de jogo. Em algus momentos, as jogadas trabalhadas deram lugar à correria, para a irritação do técnico Barbosa e também da pequena torcida brasileira presente ao ginásio. "Falta só uma semana para o Mundial, que maravilha, Barbosa", gritou um jovem na arquibancada. "O time não faz jogada", comentou outro.

Mesmo assim, o frágil adversário não demonstrou poder de reação, e o Brasil entrou no último quarto ganhando por 84 a 45. Com as jogadoras consideradas reservas buscando mostrar serviço - como a armadora Palmira, e as alas Sílvia e Micaela -, a equipe da casa melhorou nos minutos finais e voltou a ampliar a vantagem, fechando a partida em 108 a 59. "Embora seja um time mais limitado que a Coréia e a China, é um time que joga dentro do sistema asiático. Como não tem altura, faz um tipo de movimentação de bola contra qual não estamos habituados a jogar. E isso é bom para podermos nos preparar para jogar contra a Coréia e contra equipes que jogam neste sistema", comentou Barbosa.Responsável pela eliminação do Brasil nas quartas-de-final do Mundial de 2002, a Coréia do Sul será a segunda adversária da equipe de Barbosa no grupo A da primeira fase. Há quatro anos, as brasileiras também perderam para a Espanha (que também faz parte da chave A) e para a China.Cinco jogadoras brasileiras terminaram o jogo com dez ou mais pontos - Micaela (12), Iziane (10), Janeth (12), Erika (16) e Alessandra (16). A pivô Erika, foi também jogadora mais eficiente da partida, contribuindo também com seis rebotes, quatro tocos, duas bolas recuperadas e duas assistências. Pelo time de Taiwan, o principal destaque ofensivo foi F C Chiang, com 13 pontos. "A defesa trabalhou bem, com muito mais atenção que no jogo contra a China. Temos que manter esse ritmo para os próximos jogos. Enfrentaremos grandes equipes, que estão trabalhando forte como a gente rumo ao Mundial. Vamos aproveitar esses amistosos para acertar a equipe", comentou Érika, que atua no Valencia, da Espanha.Antes do Mundial, o Brasil ainda participa de um torneio amistoso, ao lado de Canadá, China e Espanha, em Guarulhos. Canadenses e chinesas abrem a disputa nesta quarta, às 20h (horário de Brasília). As brasileiras estréiam na quinta, às 16h, diante da seleção do Canadá.

UOL

Paulo Bassul é o novo técnico do basquete feminino de Ourinhos


O novo técnico da equipe bicampeã nacional e pentacampeã paulista de basquete feminino de Ourinhos é Paulo Bassul. O anúncio oficial foi feito na manhã desta 3ª feira, 05, pelo Prefeito Toshio Misato e pelo Secretário Municipal de Esportes, Álvaro Fernando Saraiva (Nando) no Ginásio José Maria Paschoalick (Monstrinho).

Toshio desejou boa sorte ao novo técnico, que inicia uma nova fase no basquete de Ourinhos. "Depois de Vendramini ter trazido tantas alegrias a nossa cidade, agora é hora de mudança. O Paulo foi um grande adversário e hoje o trazemos para somar. Dr. Antônio Passos, Seu Chico Quagliato e a comissão técnica consideraram o nome de Paulo como o melhor para dirigir a equipe e estamos na expectativa de que ele continue a fazer o time de Ourinhos brilhar e alcançar uma posição de ainda mais destaque no Brasil".

Paulo Bassul destacou sua alegria em ser o mais novo contratado do Fio/Pão de Açúcar/Unimed/Ourinhos. "É uma satisfação estar em Ourinhos, recebi o convite para estar aqui com muita alegria por ser uma equipe que está investindo no basquete feminino há muitos anos. Já passaram grandes técnicos por essa equipe como o Ferreto que iniciou este trabalho, depois o Vendramini um excelente profissional e eu espero dar minha contribuição para o basquete de Ourinhos, não só no time de ponta, como também no trabalho de base", disse.

O Secretário de Esportes Nando desejou boas-vindas ao novo técnico. "Foi uma excelente aquisição para Ourinhos ter o Paulo Bassul como técnico, um profissional com inúmeras conquistas e esperamos continuar a ver o nosso basquete alcançar mais e mais vitórias".
Bassul inicia o treinamento com as atletas do Fio/Pão de Açúcar/Unimed/Ourinhos no dia 23 de setembro, após os Jogos Abertos, em razão de ter firmado um compromisso anterior com o canal de TV ESPN para ser comentarista no Campeonato Mundial de Basquete.

Indagado se pretende reforçar a equipe de Ourinhos, Bassul afirmou que sim. "Uma das coisas importantes no trabalho de alto nível é antecipar os problemas. Houve a perda da Gattei, infelizmente, e abriu uma lacuna na equipe, já solicitei ao Dr. Passos e ao seu Chico de trazer mais uma armadora e outra pivô. As três pivôs que temos hoje na equipe são de alto nível, mas gostaria de cercar o time com uma 4ª pivô para assegurar que caso alguém se contunda já tenha outra para substituição".

O técnico Bassul falou que treinará forte com as atletas do Ourinhos para não cair no comodismo. "O grande trabalho da equipe ourinhense será continuar tendo meta, treinando sério e não se acomodar. Não adianta ter nomes de jogadoras e achar que a equipe vai continuar ganhando mesmo relaxando no trabalho. No momento que relaxar esse domínio acaba", informou o novo técnico.

Quanto ao relacionamento com a torcida ourinhense, que era extremamente crítica quando ele era técnico do Americana, Bassul espera ser criado novos laços. "A relação da torcida de grandes equipes pelas finais é de amor e ódio, da rivalidade que passa por admiração e respeito pelo trabalho do técnico. A torcida de Ourinhos já incorporou o que representa uma equipe deste nível na cidade e a equipe sente que é impulsionada pela torcida e isso é muito bacana", finalizou o técnico do basquete de Ourinhos.

A maioria das atletas da equipe ourinhense já atuaram em algum momento da carreira com Bassul, como o caso de Lígia que fala de sua expectativa com o novo técnico. "A expectativa é que continuemos a trazer os títulos para Ourinhos. Já treinei com Bassul, é um ritmo acelerado e acredito que ele dará um novo ânimo as jogadoras". Para Chuca, capitã da equipe, "Bassul está vindo para somar com o grupo, esperamos fazer um trabalho ainda melhor e seguir rumo a vitória".


O brasiliense Paulo Roberto Bassul Campos, 39 anos, já conquistou o título de campeão nacional pelo time de Americana em 2003 e vice nos anos de 2002 e 2004. Também conquistou o título do Paulista em 2001 e 2003 e foi vice em 2002 e 2004 e quinto colocado no Mundial de Clubes em 2004.

Bassul iniciou sua carreira como técnico com apenas 16 anos, na equipe infanto da AABB (DF). Depois dirigiu a seleção estadual no campeonato brasileiro da categoria.
O novo técnico do Ourinhos já conquistou dois títulos sul-americanos cadete (1996 e 2000), como assistente técnico da seleção do Brasil foi campeão da Copa América Juvenil (97) e na seleção principal, sob o comando do técnico Antônio Carlos Barbosa conquistou a medalha de bronze nas Olimpíadas de Sidney. Nos Clubes conta com 24 títulos estaduais nas categorias de base (10 em Brasília e 14 em São Paulo) e um título paulista (Divisão A-2). No início do ano, Bassul supervisionou o trabalho da equipe de Chieti/Itália em todas as categorias.

Conquistas como Técnico da Seleção Brasileira:

· Vice-Campeão Mundial Sub-21 - 2003 (Croácia);
· Campeão Sul-Americano de Cadetes - 2000 (Colômbia);
· Campeão Sul-Americano de Cadetes - 1996 (Bolívia).

Conquistas como Técnico (Clubes):

Adulto:
* 5° Colocado no Campeonato Mundial de Clubes 2004(Rússia);
· Vice-Campeão Brasileiro - 2004;
· Vice-Campeão Paulista(Div. Especial) - 2004;
· Campeão Brasileiro - 2003;
· Campeão Paulista(Div. Especial) - 2003;
· Vice-Campeão Brasileiro - 2002;
· Vice-Campeão Paulista(Div. Especial) - 2002;
· Campeão Paulista(Div. Especial) - 2001;
· Campeão Paulista Adulto (série A2) - 1996;

Categorias de Base:

· Campeão Paulista Juvenil - 1999;
· Campeão Brasileiro de Clubes Juvenil - 1995;
· Hexa-campeão Paulista Infanto - 1992/93/94/95/96/97;
· Tri-campeão Paulista Infantil - 1993/94/95;
· Bi-campeão Paulista Mirim - 1993/94;
· Bi-campeão Paulista Mini - 1990/91.



Iziane Castro Marques

Velocidade é a marca registrada da ala Iziane Castro. Tudo acontece muito rápido na vida dessa maranhense que, aos 24 anos, é um dos grandes nomes do basquete feminino na atualidade. Recém chegada de sua quarta temporada na WNBA, onde defendeu o Seattle Storm pelo segundo ano consecutivo, Iziane se prepara para disputar o Mundial do Brasil, que será realizado nas cidades de São Paulo e Barueri, de 12 a 23 de setembro. Será a quinta competição oficial de Iziane pela equipe adulta. A primeira foi a Copa América ? Pré-Mundial do Maranhão (2001), com 21 anos. Depois vieram o Campeonato Mundial da China (2002), o Torneio Pré-Olímpico do México (2003) e os Jogos Olímpicos de Atenas (2004). Apesar de jovem, Iziane carrega muita maturidade na bagagem e conta com isso para ajudar o Brasil a fazer bonito no Mundial em casa. Experiência, aliás, que não é inédita para a jogadora. Iziane já viveu a emoção de defender a seleção em sua cidade natal, São Luís do Maranhão, há cinco anos. E sabe quanta diferença faz jogar com o apoio de uma animada e fiel torcida.


Qual sua expectativa para o Mundial do Brasil?

As melhores possíveis. Acredito que devemos apostar alto e pensar em final. Temos que aproveitar bastante a vantagem de jogar em casa e pensar em decidir o título. O grupo está totalmente fechado nesse objetivo. É claro que é difícil, pois o basquete feminino está bastante equilibrado. Mas com trabalho e o apoio da nossa torcida maravilhosa, podemos cumprir a nossa meta.


E quais os favoritos ao título?

Além do Brasil, os Estados Unidos, sempre, é claro. Ainda é o melhor time do mundo, mas não podemos achar que é imbatível. Depois, Austrália e Rússia são as grandes adversárias a serem batidas.


E o que acha dos adversários do Brasil na fase de classificação?

Ficamos em um grupo relativamente fácil, onde a equipe mais forte tecnicamente é a Espanha. Depois fica mais complicado, com a fortíssima Austrália. Mas acho que dá para nos classificar em boas condições para a fase seguinte. Acredito que vamos disputar com as australianas a primeira colocação antes das fase eliminatória.


O que significa jogar um Mundial em casa?

É um privilégio que poucas atletas têm. Eu já tive a maravilhosa experiência de estrear na seleção adulta jogando a Copa América na minha cidade, em São Luís. Foi uma emoção ter minha família e amigos me assistindo defender a seleção. Isso é muito raro. No Mundial então, com certeza será fantástico e tenho certeza que o público nos apoiará bastante e isso vai nos ajudar muito em quadra. Minha família estará em São Paulo para se juntar à torcida brasileira e me apoiar nesse momento tão importante na minha carreira.


O que mudou na Iziane que disputou o Mundial da China há quatro anos e a que vai jogar o Mundial do Brasil?

Muita coisa. O Mundial da China foi a minha segunda competição internacional. Tinha apenas 20 anos e tudo era uma festa. Estava jogando com meus ídolos e estava começando a minha carreira na equipe adulta. Entrava em quadra pouco tempo, para descansar a Janeth. Hoje é bem diferente. Sou titular e tenho consciência da minha responsabilidade dentro do grupo. Mas acho que toda a bagagem internacional que tive nesses quatro anos me deu maturidade e equilíbrio para encarar bem esse momento da minha carreira na seleção.


Na sua opinião, quais os pontos fortes da seleção brasileira para esse Mundial?

Primeiro, o tempo de treinamento. O grupo está reunido há mais tempo do que a maioria das equipes. Além disso, o grupo está acostumado a jogar junto, o que já facilita o entrosamento. Tecnicamente, o nosso ponto forte continua sendo a velocidade no contra-ataque. Mas hoje também temos uma defesa mais sólida e um grupo de pivôs altas e fortes, o que faltava em gerações anteriores. Com excelentes atletas embaixo do garrafão, garantindo bom desempenho nos rebotes e com a rapidez que é nossa característica, temos tudo para jogar de igual para igual com todas as seleções nesse mundial.


E o que falta melhorar para a competição?

Precisamos de um pouco mais de atenção na defesa. A nossa marcação deve ser mais forte e diminuir a média de pontos do adversário para 60, 65 pontos.


O que esperar da atleta Iziane neste Mundial?

Muita garra e determinação para cumprir os objetivos do grupo. Além disso, acho que tecnicamente, estou em uma fase muito boa. Meu ponto forte continua sendo a velocidade para puxar o contra-ataque. Mas hoje, depois de quatro temporadas na WNBA, estou defendendo bem melhor e tenho uma maior visão de jogo. Acredito que tudo isso pode ser útil para a seleção brasileira.


Como foi a temporada no Seattle Storm?

Foi o meu segundo ano na equipe e conseguimos chegar à semifinal da conferência O time começou irregular na competição, devido a problemas com contusões. Mas isso acabou fortalecendo o conjunto e terminamos, dentro das circunstâncias, em uma boa colocação.


O que achou do seu desempenho na equipe?

Acho que foi uma das minhas melhores temporadas. Não comecei muito bem, mas evoluí junto com o time durante competição e fiz a minha parte dentro do grupo. Fui a melhor defensora da equipe, o que mostra o meu crescimento nessa área, que nunca foi o meu forte. A minha técnica até se surpreendeu com minha evolução nesse fundamento.


Fonte: CBB
Dia 05/09/2006

Amistoso Internacional

Brasil x Taiwan

20h

Ginásio do Paulistano

Rua Honduras, 1400 – Jardim América

Entrada Franca

Janeth se recupera após indisposição


São Paulo (SP) - Após ficar fora dos dois Jogos Desafio contra a China no último final de semana por causa de um mal-estar, a ala da seleção brasileira feminina de basquete, Janeth está se recuperando. Na noite de sexta-feira, os médicos da seleção diagnosticaram uma virose como causa da indisposição e a atleta foi dispensada dos confrontos.
'Agora estou melhor e espero voltar aos treinos normalmente nesta semana', diz a jogadora. 'Estou tomando cuidado com minha alimentação e, em breve, estarei 100% recuperada para ajudar o Brasil no Mundial', completa Janeth, que se reapresenta esta tarde ao técnico Antonio Carlos Barbosa.


Fonte: Gazeta Esportiva
Lisa Leslie pede dispensa e não vem ao Brasil...

Depois de Yolanda Griffith, a pivô Lisa Leslie, 34 anos, anunciou que também não virá ao Brasil jogar o Mundial.

A super-pivô alegou problemas familiares para a dispensa.

Os adversários que se preparem por que não teram tão cedo uma outra chance tão boa para tentar surpreender a supremacia das meninas americanas.
COPA ELETROBRÁS FEMININA COMEÇA 4ª FEIRA EM GUARULHOS

São Paulo – A 2ª Copa Eletrobrás Internacional Feminina de Basquete começa nesta quarta-feira (dia 6), no ginásio Thomeozão, em Guarulhos, com Canadá x China (20h de Brasília). O Brasil estréia na quinta-feira (16h) enfrentando o Canadá. Na preliminar (14h), jogam China x Espanha. Na sexta-feira, pela terceira rodada, serão realizadas mais duas partidas: Espanha x Canadá (16h) e China x Brasil (18h). A competição termina no sábado com Brasil x Espanha (15h30), com transmissão ao vivo do SPORTV. A entrada é franca. As quatro seleções estão se preparando para a disputa do 15º Campeonato Mundial, que será realizado de 12 a 23 deste mês, nos ginásios do Ibirapuera (São Paulo) e José Correa (Barueri).

— A Copa Eletrobrás será mais uma valiosa etapa de preparação, em que disputaremos jogos de alto nível para continuar fazendo os ajustes necessários rumo ao Mundial. A seleção canadense vem com uma equipe mais forte que enfrentamos em julho, no Canadá. O principal reforço é a excelente pivô Tammy Sutton-Brown. A Espanha também será um bom teste para nós e a China já mostrou sua força nos amistosos que fizemos no fim de semana — disse o técnico Antonio Carlos Barbosa.

2ª COPA INTERNACIONAL ELETROBRÁS
Ginásio Thomeozão

Dia 6 de setembro (Quarta-feira)
20h00 – Canadá x China

Dia 7 de setembro (Quinta-feira)
14h00 – China x Espanha
16h00 – Brasil x Canadá (SPORTV – Ao vivo)

Dia 8 de setembro (Sexta-feira)
16h00 – Espanha x Canadá
18h00 – China x Brasil (SPORTV – Ao vivo)

Dia 9 de setembro (Sábado)
15h30 – Brasil x Espanha (SPORTV – Ao vivo)

BRASIL x TAIPÉ NO PAULISTANO
As seleções do Brasil e de Taipe disputam nesta terça-feira (20h) um amistoso no ginásio do Paulistano, em São Paulo. A entrada é franca. Taipé está no grupo “D” do Mundial, com sede em Barueri, e terá como adversários na primeira fase Cuba (dia 12), França (13) e República Tcheca (14).
Após o fiasco, Paula cobra planos para 2012

Vexame masculino faz ex-jogadora propor solução radical: esquecer Pequim


Rodrigo Alves


Com um longo histórico de serviços prestados ao basquete brasileiro, Magic Paula sabe que não é fácil tirar a modalidade do fundo do poço. A decepção com o fiasco da seleção masculina no Mundial do Japão é tão grande que a ex-jogadora admite uma saída radical: esquecer as Olimpíadas de Pequim e começar, desde já, o planejamento para levar o Brasil aos Jogos de 2012.

A eliminação de Argentina e Estados Unidos nas semifinais deixou o Brasil em situação ainda mais complicada, já que as duas potências terão de brigar pelas duas vagas disponíveis no Pré-Olímpico das Américas, no ano que vem.

- Como vai ser muito difícil chegar a Pequim, acho que vale sacrificar esta Olimpíada e começar a colocar em prática o que se pensa para 2012. Esta geração masculina é uma das melhores que apareceram nos últimos tempos - avalia Paula, em entrevista por telefone, de São Paulo, ao GLOBOESPORTE.COM.

Campeã do mundo em 1994, a jogadora acredita que a desorganização fora das quadras influenciou o Brasil no Japão, onde a equipe cumpriu sua pior campanha em Mundiais.

- Quando acontece algo assim, não é apenas lá no Japão. O erro não foi lá. Temos que pensar no caminho percorrido nos últimos quatro, oito anos. Esses meninos são os menos culpados - afirma.

Paula consegue diagnosticar o problema, mas não confia no presidente da CBB, Gerasime Bozikis, o Grego, para tirar a modalidade desta situação.

- Quando você vê o presidente, após a eliminação, dizendo que faria tudo do mesmo jeito, fica difícil pensar em mudança. Só se ela vier dos clubes, das pessoas, da comunidade do basquete. Pelas declarações do Grego, nada muda. Ele vai se apegar ao Pan-Americano e ao Pré-Olímpico - lamenta.

Em relação à seleção feminina, Paula se mostra mais otimista e acredita no potencial do grupo para cumprir um bom papel no Mundial de São Paulo. Ainda assim, ela cobra mais trabalho nas categorias de base para garantir a renovação do elenco.

Paula: "Lula concorda com tudo o que dizem"

Ex-jogadora elogia as qualidades do técnico, mas critica submissão à CBB


A ex-jogadora Magic Paula acredita que os problemas da seleção masculina de basquete vão muito além do que aconteceu dentro da quadra no Campeonato Mundial do Japão. Com a permanência do técnico Lula Ferreira após a pior campanha brasileira em todos os tempos, a ex-atleta criticou a submissão do treinador ao modelo imposto pela Confederação.

- Não se pode discutir o talento do Lula como profissional, mas ele comete o erro de concordar com tudo o que dizem. Lula é o cabeça da história, a preparação deveria partir dele para a CBB, e não o contrário. Quando se é chamado para dirigir uma seleção, é preciso planejar as metas da equipe - explica, em entrevista por telefone, de São Paulo, ao GLOBOESPORTE.COM.

Ao voltar do Japão, Lula defendeu a tese do técnico exclusivo. Sem clube após a extinção da equipe adulta de Ribeirão Preto, o treinador quer se dedicar somente à preparação do Brasil para as próximas competições.

- Isso é uma bobagem. O técnico tem de estar praticando o tempo todo, não adianta ser exclusivo. Se fosse uma seleção com atividade intensa durante o ano inteiro, tudo bem. O vôlei, por exemplo, é assim. O basquete não é - atesta Paula.


Paula elogia meninas, mas quer renovação

Média de idade alta da seleção e trabalho fraco na base preocupam ex-atleta


Campeã do mundo em 1994, Magic Paula confia na qualidade da seleção brasileira que vai disputar o Mundial feminino a partir do dia 12 deste mês, mas não esconde uma ponta de receio com a renovação da equipe. Como as principais jogadoras do elenco têm mais de 30 anos, ela alerta para a necessidade de investir na base.

- Entre as mais novas, temos a Iziane, e ponto. Precisamos aproveitar competições como o Sul-Americano e o Pan para colocar uma nova geração em atividade. Tem que jogar, sair para a Europa, trazer torneios para o Brasil - ensina Paula, em entrevista por telefone, de São Paulo, ao GLOBOESPORTE.COM.

A preocupação se agrava ainda mais quando se percebe a escassez de novos valores nas categorias inferiores e a deficiência no garimpo das novas jogadoras.

- Não existe qualidade no trabalho de base. E os poucos lugares que fazem direito não são valorizados. Infelizmente, tem muita gente de cabeça dura, falta diálogo - reclama Paula.

A ex-atleta avalia que a seleção comandada pelo técnico Antonio Carlos Barbosa tem condições de chegar longe no Mundial. Em todo caso, prefere adotar a cautela.

- Não podemos criar muitas expectativas. Ninguém tem bola de cristal para saber em que posição vamos ficar. Eu sei que elas têm qualidade para estar entre as melhores. É uma equipe experiente, homogênea, mas isso não basta. Há todo um processo de planejamento e treinamento, precisamos chegar bem à competição.

Mundial feminino ainda busca seu espaço

Paula lamenta pouca divulgação do evento, apesar do prestígio das meninas


Enquanto o basquete masculino tem ficado fora das Olimpíadas e acaba de protagonizar um vexame no Japão, a seleção feminina tem ao menos honrado a modalidade nas últimas competições. Mesmo assim, o Mundial que começa no dia 12 deste mês, em São Paulo, ainda não desperta o interesse do grande público. Magic Paula lamenta a pouca atenção dada às meninas do Brasil.

- A divulgação é ruim, ninguém começou a falar sobre o Mundial. O feminino vem trazendo mais resultados que o masculino, mas a modalidade como um todo passa por um momento delicado de falta de identidade - avalia a ex-jogadora, em entrevista por telefone, da capital paulista, ao GLOBOESPORTE.COM.

Hortência já havia reclamado da falta de divulgação do Mundial. Mas Paula aponta outro fator para o afastamento do público.

- Falta uma geração com carisma, que tenha uma identidade maior com o público, isso afeta bastante - detecta a ex-atleta, que conquistou a medalha de ouro em 1994, ao lado de Hortência e três jogadoras que estão no grupo atual: Janeth, Cintia Tuiú e Alessandra.


Brasil falha muito e perde para as chinesas

Tímida na marcação, equipe começa mal e não consegue reagir em amistoso


A seleção brasileira feminina de basquete entrou em quadra desconcentrada na manhã deste domingo e, desta vez, não conseguiu reagir. O resultado foi a derrota por 86 a 76 para a China no segundo amistoso do desafio internacional que prepara a equipe para o Campeonato Mundial, em São Paulo.

Com uma defesa frágil e um ataque sem equilíbrio, as brasileiras não conseguiram conter o ataque chinês. Quando tinham a bola, as jogadoras erravam passes e raramente conseguiam concluir em boas condições.

Entre as chinesas, o destaque foi veloz armadora Miao Li Jie, que fez 26 pontos e ainda distribuiu cinco assistências. A equipe asiática acertou 12 arremessos de três em 18 tentativas.

A exemplo do amistoso de sábado, Iziane liderou o Brasil com 19 pontos. Desta vez, no entanto, a falta de pontaria da linha de três pesou. A atleta do Seattle Storm tentou seis chutes de longa distância, mas só acertou um.

Apesar de ter jogado apenas 16 minutos, a pivô Érika foi a segunda maior pontuadora da equipe, com 17, além de nove rebotes.

O técnico Antonio Carlos Barbosa deixou Êga fora da partida e começou com Cintia Tuiú no time titular. A mudança abriu espaço para a atuação de Mamá, que disputa a última vaga do elenco de 12 jogadoras que vai iniciar o Mundial.

Sob a pressão do possível corte, Mamá teve atuação discreta, com apenas dois pontos, e ficou atrás na disputa com Êga, que atuou bem no sábado.

De forma surpreendente, a armadora Helen Luz saiu de quadra zerada em pontos, após errar seus cinco arremessos. Quem ganhou mais destaque na posição 1 foi Adrianinha, com 12 pontos e quatro rebotes.

BRASIL - 76
Helen (0 ponto), Iziane (19), Micaela (12), Cíntia Santos (5) e Alessandra (6). Entraram: Adrianinha (12), Erika (17), Mamá (2), Sílvia Cristina (0), Palmira (3) e Kelly (0). Técnico: Antonio Carlos Barbosa.

CHINA - 88
Xiao Yun Song (9 pontos), Lan Bian (16), Li Jie Miao (26), Xiao Zhang (6) e Nan Chen (10). Entraram: Fei Fei Sui (7), Dan Liu (5), Xiao Chen (5), Li Wei Song (1), Wei Zhang (0) e Guang Jia (3). Técnico: Tom Maher.

Janeth é hospitalizada em São Paulo

Ala passa mal durante a noite e ficará em observação até segunda-feira


A ala Janeth, da seleção brasileira feminina de basquete que disputará o Mundial do Brasil, foi hospitalizada na madrugada de sábado. A jogadora sentiu-se mal no hotel e precisou de cuidados médicos. Debilitada, a jogadora, que está presente ao Ginásio Poliesportivo José Corrêa, em Barueri, não enfrenta a China nos amistosos de sábado e domingo, em São Paulo, sendo substituída por Micaela.

O médico da seleção brasileira, Fabiano Cunha, disse que a jogadora teve diarréia e vômito durante toda a noite e que, aparentemente, trata-se de um rotavírus. A jogadora tem recuperação prevista para segunda-feira.

Inicialmente, não se cogita que Janeth fique fora do quadrangular que a equipe disputará com China, Espanha e Canadá na próxima semana, entre os dias 6 e 9 de setembro, na cidade de Guarulhos.


Fonte: GloboEsporte.Com

Vendramini não é mais técnico de Ourinhos

Antonio Carlos Vendramini não é mais o técnico da equipe de Ourinhos. No período de 3 anos sob o comando de Vendramini a equipe conquistou 3 Campeonatos Paulistas sendo 2 de forma invicta e 2 Campeonatos Brasileiros sendo 1 de forma invicta e hoje ostenta um grande recorde de 75 partidas oficiais no Brasil sem derrota. Vendramini está se transferindo para Marilia onde assumiu no ultimo dia 1 de setembro o cargo de coordenador de esportes da Unimar. " Deixo Ourinhos, mas com consciência de um dever cumprido. Uma missão cumprida. Quanto às atletas, hoje posso dizer que fiz delas uma equipe. Minha vida sempre foi recheada de desafios e por isso eu caminho para mais um, na cidade de Marilia. Deixo em cada cidade que passo minha marca que são títulos e muitos amigos". Diz Vendramini.

Dono de um currículo invejável Vendramini ostenta hoje nada mais que 11 títulos paulistas e 10 Brasileiros sendo 6 antiga Taça Brasil e 4 Campeonatos Nacionais, números consideráveis para estar no ranking da CBB como o técnico com maior numero de vitórias do Brasil.

China in Box

A preocupação é grande após os resultados dos amistosos com a China.

Os mesmos velhos problemas parecem perseguir o basquete da seleção de Barbosa.

É incrível como em 24 horas as chinesas conseguiram decifrar a monotonia do nosso jogo e o asfixiaram no domingo.

Posso estar enganado, mas parece que pela frente vem mais do mesmo: sofrimento.

O resultado em quadra vai depender do talento de nossas jogadoras.

Numa dessas, chegamos às semifinais.

Ou ficamos empacados...

Faltam 8 dias.
Seleção Brasileira feminina joga mal e perde para China no segundo amistoso em São Paulo

Por Adriano Albuquerque

No segundo amistoso dos Jogos Desafio Eletrobrás, a Seleção Brasileira feminina foi derrotada pela China por 88 a 76 (48 a 40 no primeiro tempo), neste domingo, em São Paulo. Assim como no jogo de sábado, as brasileiras começaram atrás, mas desta vez não conseguiram se recuperar no placar, dando espaço para os chutes de três pontos e cometendo muitos erros no ataque. De 18 tentativas de trás do arco, a China converteu 12 bolas. Miao foi a cestinha do jogo, com 26 pontos, e Bian marcou 16 pontos, incluindo quatro cestas de três em quatro arremessos.


A equipe brasileira esteve novamente desfalcada de Janeth, que permanece em recuperação após contrair o rotavírus. A ausência da ala, porém, não serve como desculpa para o péssimo desempenho da seleção, que acertou apenas 32% de seus chutes de três pontos, 50% de dois e 55% nos lances livres, lembrando o aproveitamento horrível nas penalidades da Seleção masculina no Mundial. A ala Iziane foi novamente a cestinha do time, com 19 pontos. A pivô Érika fez 17 pontos e Micaela e Adrianinha contribuíram 12 pontos cada.

O Brasil começou mal, aparentemente desconcentrado tanto no ataque quanto na defesa, e as chinesas abriram 8 a 0. A equipe conseguiu enfim marcar quatro pontos para diminuir a desvantagem à metade, mas continuava a marcar mal e a diferença passou a nove pontos com uma bandeja em transição da China, forçando o técnico Antônio Carlos Barbosa a pedir tempo. Não adiantou e as chinesas continuaram acertando do perímetro, aumentando a vantagem para 13 pontos enquanto as brasileiras erravam arremessos demais e perdiam muitas bolas, jogando com afobação no ataque.

Micaela enfim acertou uma cesta de três com 3min restando no quarto e a equipe começou a converter mais chutes, encerrando o período atrás por cinco pontos, 26 a 21, após outro triplo de Micaela. O time teve aproveitamento de apenas 42% em chutes de dois e 38% em chutes de três, além de perder oito bolas. As chinesas acertaram quatro bolas de três pontos e aproveitou 60% de seus arremessos de dentro do arco.

A marcação brasileira voltou a falhar no início do segundo período e as chinesas voltaram a abrir 10 pontos, 33 a 23. Adrianinha, porém, acertou duas cestas de três em seguida para manter o Brasil no jogo. A defesa brasileira começou a funcionar, principalmente no interior, e a equipe reagiu, reduzindo a distância para quatro pontos. As chinesas enfim voltaram a acertar de longe, com Bian e Chen fazendo cestas de três livres, mas as brasileiras continuaram bem, mantendo a diferença entre três e cinco pontos. A Seleção Brasileira, entretanto, voltou a cometer erros e dar espaços nos últimos minutos do período, sofrendo cinco pontos seguidos para ir ao intervalo com a desvantagem de 48 a 40.

Os mesmos problemas continuaram a acometer a Seleção no início do terceiro quarto e as chinesas logo abriram 54 a 42, com menos de três minutos jogados. Assim como em todo o primeiro tempo, o time reagia, mas continuava abrindo espaços: a diferença caiu para cinco pontos, mas a reação foi seguida de três posses desperdiçadas pelo Brasil e o déficit voltou a 10 pontos. A China meteu outra bola de três com Bian e foi para o último quarto com 67 a 54 no placar.

As brasileiras voltaram com boa mira e acertaram duas cestas de três consecutivas, mas suas bobeiras na defesa mantinham a diferença em 13 pontos. Foi assim por todo o último quarto, e Liu ampliou para 82 a 68 a pouco menos de quatro minutos do fim com mais uma cesta de longa distância; ela estava sozinha acima do garrafão. O jogo continuou no mesmo ritmo até o final.

"Não jogamos bem. Nossa defesa foi muito mal, deixou a China tomar conta do jogo. Fomos buscar o resultado, conseguimos diminuir a diferença, mas não nos firmamos na partida. Ainda estamos na fase de preparação e é bom encontrarmos as dificuldades agora para acertar a equipe para o Mundial. Não estou preocupado com resultado. Além disso, a China fez uma excelente partida", analisou o técnico Antonio Carlos Barbosa.

"A equipe vem fazendo um bom trabalho. Perdemos no momento certo. Por um lado, essa derrota é boa para vermos as nossas falhas e começar a trabalhar para corrigi-las. Acho que faltou um pouco de concentração ao nosso time hoje. Estávamos um pouco dispersas em quadra. Temos um grupo determinado, com um ótimo nível técnico e vamos com tudo para o Mundial", comentou a pivô Érika, que anotou 17 pontos e nove rebotes.

"Hoje apresentamos o nosso jogo. Fizemos uma boa defesa e as nossas bolas caíram, o que não aconteceu ontem (sábado). O Brasil não fez uma boa partida e nós conseguimos aproveitar as chances para vencer", declarou o técnico da China, o australiano Tom Maher.


Fonte: BasketBrasil

domingo, 3 de setembro de 2006

CHINA VENCE BRASIL POR 88 A 76

Barueri / São Paulo – A China ganhou do Brasil por 88 a 76 (48 a 40 no primeiro tempo) no último dos dois Jogos Desafio Eletrobrás Adulto Feminino de Basquete, disputado no ginásio Poliesportivo José Correa, em Barueri. As cestinhas da partida foram a chinesa Li Jie Miao, e a brasileira Iziane, com 26 e 19 pontos, respectivamente. A série terminou empatada em um a um.

- Não jogamos bem. Nossa defesa foi muito mal, deixou a China tomar conta do jogo. Fomos buscar o resultado, conseguimos diminuir a diferença, mas não nos firmamos na partida. Ainda estamos na fase de preparação e é bom encontrarmos as dificuldades agora para acertar a equipe para o Mundial. Não estou preocupado com resultado. Além disso, a China fez uma excelente partida - analisou o técnico Antonio Carlos Barbosa.

– A equipe vem fazendo um bom trabalho. Perdemos no momento certo. Por um lado, essa derrota é boa para vermos as nossas falhas e começar a trabalhar para corrigi-las. Acho que faltou um pouco de concentração ao nosso time hoje. Estávamos um pouco dispersas em quadra. Temos um grupo determinado, com um ótimo nível técnico e vamos com tudo para o Mundial – comentou a pivô Érika, que anotou 17 pontos e nove rebotes.

– Hoje apresentamos o nosso jogo. Fizemos uma boa defesa e as nossas bolas caíram, o que não aconteceu ontem. O Brasil não fez uma boa partida e nós conseguimos aproveitar as chances para vencer – declarou o técnico da China, o australiano Tom Maher.

O próximo desafio do Brasil será um amistoso contra a seleção de Taipé na terça-feira (dia 5), às 20 horas, no ginásio do Paulistano. Em seguida, de 6 a 9, será realizada a 2ª Copa Internacional Eletrobrás, em Guarulhos, com as seleções do Brasil, Canadá, China e Espanha.

BRASIL (21 + 19+ 14 + 22 = 76)
Helen (0pts), Iziane (19), Micaela (12), Cíntia Santos (5) e Alessandra (6). Depois: Adrianinha (12), Erika (17), Mamá (2), Sílvia Cristina (0), Palmira (3) e Kelly (0). Técnico: Antonio Carlos Barbosa.

CHINA (26 +22 + 19 + 21 = 88)
Xiao Yun Song (9pts), Lan Bian (16), Li Jie Miao (26), Xiao Zhang (6) e Nan Chen (10). Depois: Fei Fei Sui (7),Dan Liu (5), Xiao Chen (5), Li Wei Song (1), Wei Zhang (0) e Guang Jia (3). Técnico: Tom Maher.

PROGRAMAÇÃO
Sábado – (Dia 2 de setembro)
Brasil 92 x 60 China – Ginásio Poliesportivo José Correa (Barueri/ SP)
(SPORTV – Ao vivo)
Árbitros: Sérgio Pacheco (SP), Fátima Aparecida (SP) e Marco Antonio Ferreira (SP)

Domingo – (Dia 3 de setembro)
Brasil 76 x 88 China - Ginásio Poliesportivo José Correa (Barueri/ SP)
(SPORTV – Ao vivo)
Árbitros: Sérgio Pacheco (SP), Fátima da Silva (SP) e Carlos Renato dos Santos (SP)

CONGRESSO MUNDIAL
As inscrições para o 1º Congresso Mundial de Medicina e Ciências do Esporte no Basquete, que será realizado no Hotel Maksoud Plaza, de 8 a 10 de setembro, em São Paulo, ainda podem ser feitas até quarta-feira (dia 6), na UNIFMU (rua Galvão Bueno, 707 — Liberdade). Estão confirmadas as presenças do assistente técnico do Indiana Pacers, Chad Forcies, que dará cursos teórico e prático sobre o basquete da NBA; do técnico da seleção feminina da Espanha, Domingo Diaz, e do preparador físico da Argentina, Mário Mouche. Outras informações e inscrições no site oficial do evento: www.basketballcongress2006.com

sábado, 2 de setembro de 2006

Seleção Brasileira feminina se recupera de mau começo e atropela China no primeiro teste pré-Mundial

Por Paulo Roberto


Desfalcada da veterana cestinha Janeth, com uma indisposição estomacal, a Seleção Brasileira feminina de basquete se recuperou de um início ruim com uma sensível melhora ao dominar o segundo quarto marcando 32 pontos contra 10 da campeã asiática China e conseguiu uma vitória tranqüila por 92 a 60 (47 a 32 no intervalo) no seu primeiro amistoso internacional da reta final de preparação para o Campeonato Mundial de São Paulo, que será disputado entre 12 e 23 de setembro nos ginásios do Ibirapuera e de Barueri. Mesmo acordando de madrugada para um vôo de quatro horas de São Luís a Sampa, a ala maranhense do Seattle Storm Iziane Marques foi a cestinha do Brasil com 22 pontos e cinco rebotes, mostrando que manteve o bom ritmo de jogo desenvolvido na liga americana e, apesar da apresentação tardia à Seleção, no meio da semana só precisa se familiarizar mais com as jogadas da equipe e recuperar o entrosamento com as companheiras na hora dos passes, nos lances individuais ela continua se destacando pela velocidade nas infiltrações. Já a pivô Érika Souza desequilibrou o Jogo Desafio Eletrobrás anotando 14 de seus 20 pontos na arrancada do segundo período e pegou ao todo cinco rebotes, mesma marca de sobras capturadas pela armadora Helen, que encestou 11 pontos. Micaela foi outro destaque com nove pontos, quatro rebotes, três assistências e dois tocos. O segundo amistoso contra as chinesas será disputado neste domingo às 10h15min no mesmo Ginásio Poliesportivo José Correa, em Barueri, com entrada franca e transmissão ao vivo do SPORTV.


Nessa primeira partida a nova geração verde-amarela roubou a cena das veteranas campeãs mundiais em 1994 (Helen, Alessandra e Cíntia Tuiú) lideradas por Hortência e Magic Paula naquela histórica final na Austrália contra a China, que hoje não mostrou nem sombra do poderio de tempos passados e no Mundial deve sofrer por ter caído em um grupo duríssimo, com os favoritos Estados Unidos e Rússia. Se jogarem como hoje, as chinesas serão massacradas na estréia contra a seleção americana tricampeã mundial e olímpica. As principais pontuadoras do time vermelho foram Lin Jie Miao e Xiao Ni Zhang, com 13 cada.




A Seleção Brasileira teve dois problemas antes da partida. Janeth passou mal na noite de sexta-feira e foi aconselhada a ir para o hospital tomar soro para repor a hidratação, mas antes a capitã de 37 anos fez questão de ficar no banco transmitindo seu apoio às companheiras. Já a ala do Seattle Iziane chegou ao ginásio cerca de 40 minutos antes de a bola subir, após ter feito uma viagem a São Luís do Maranhão para ser madrinha do casamento de sua irmã ontem à noite, compromisso combinado anteriormente com o técnico Antonio Carlos Barbosa para obter sua liberação. Mas o pouco treinamento que “Izzy” teve com o grupo verde-amarelo após só se apresentar durante esta semana, graças à eliminação do seu time nos playoffs da NBA diante do Los Angeles Sparks foi o fator complicador extra, isso ficou claro no seu mau início dela com erros de passe e arremessos forçados. O quinteto inicial brasileiro foi formado por Helen, Iziane, Micaela no lugar de Janeth, Êga e Alessandra. A não ser por uma bola de três de Helen da zona morta direita fazendo 3 a 2, a Seleção começou mal e desconcentrada, errando passes, forçando arremessos e sem conseguir encontrar as pivôs no garrafão, por estarem escondidas no meio da alta defesa asiática, Alessandra sofreu com a constante dupla marcação armada pelo técnico australiano Tom Maher. Na defesa o time canarinho também entrou muito apático e permitiu cestas tranqüilas da China no garrafão, principalmente com Xiao Ni Zhang, daí as visitantes abriram 14 a 3, obrigando Barbosa a pedir tempo para tentar acordar as brasileiras.

Com a iniciativa da ala-pivô Êga de sair mais do garrafão usando sua maior mobilidade com relação às pivôs chinesas, o Brasil melhorou um pouco na defesa e no jogo do perímetro, a reserva paranaense foi logo acertando um chute de três da lateral esquerda e Iziane repetiu a dose com um tiro longo frontal descontando para 16 a 11. As chinesas responderam com quatro pontos seguidos, aí Iziane melhorou em quadra e converteu duas penetrações seguidas com bandejas diminuindo para 20 a 15, depois a China fechou o primeiro quarto em 22 a 15 com um arremesso de dois de Fei Fei Sui da lateral direita.

As brasileiras entraram mais ligadas no segundo período, com maior empenho na marcação, aí as chinesas pararam de acertar os arremessos passando quase seis minutos em branco, o jogo de garrafão verde-amarelo apareceu com a boa entrada da pivô Érika, que abriu a parcial conectando um em dois lances livres e uma cesta no garrafão após um belo lance individual em que Micaela saiu da defesa com velocidade, infiltrou e finalizou com um chute de dois certeiro da lateral esquerda. Em uma bola roubada por Iziane finalizando o contragolpe em bandeja, a Seleção buscou o empate em 22 a 22 e a virada veio com dois lances livres encestados por Érika, destaque do Barcelona na Liga Espanhola. Micaela ampliou com uma recuperação de rebote ofensivo, Érika converteu mais uma bola sob a tabela e uma bola de três frontal de Palmira completaram essa série de 16 pontos consecutivos que colocou 31 a 22 no marcador, a China só conseguiu desencantar na parcial com um pontinho de lance livre.




O time brazuca ficou mais rápido com Adrianinha na armação no lugar de Helen, Micaela converteu uma bandeja no contragolpe sofrendo a falta e aproveitando o lance livre de bonificação e, após Li Jie Miao acertar um arremesso de dois lateral no contragolpe asiático, uma bola de três de Êga da lateral direita ampliou a diferença para 37 a 25. A inspirada Érika acertou mais dois lances livres, um contragolpe perfeito sofrendo a falta e confirmando o lance livre extra e depois um belo giro no garrafão com auxílio da tabela, chegando aos 14 pontos no quarto e abrindo 44 a 30 no placar, assim ela mostrou toda a evolução que teve atuando na Espanha como titular, em vez de na WNBA como reserva com poucos minutos como aconteceu na passagem pelo Los Angeles Sparks coroada com um título, mas como suplente raramente utilizada para substituir a estrela americana Lisa Leslie. Érika há tempos já tem qualidade para ser sucessora de Alessandra e provou isso no amistoso. O Brasil fechou a parcial com uma cesta de três chorada de Helen em um arremesso frontal nos últimos segundos, garantindo uma boa diferença de 15 pontos para o intervalo após as chinesas marcarem apenas 10 nesse período. Érika foi a cestinha do primeiro tempo seguida por Iziane com nove pontos, e Êga com oito além de quatro rebotes, Li Jie Miao foi para o descanso como maior pontuadora chinesa com oito.

O Brasil voltou para a terceira etapa meio disperso precipitando alguns arremessos e desperdiçou cinco ataques consecutivos, Kelly não entrou com a mesma qualidade de Érika no garrafão, a China abriu a parcial com uma bela infiltração convertida em bandeja por Nan Chen e diminuiu a diferença depois para 47 a 35, mas a veterana Cíntia Tuiú recuperou seu próprio rebote ofensivo e converteu um gancho curto, depois acertou um arremesso de dois longo da diagonal esquerda fazendo 51 a 37. A defesa nacional parou as chinesas novamente e aí Iziane passou a impor sua velocidade em quadra, a ala do Seattle conectou um em dois lances livres e fez uma infiltração rápida que gerou um rebote ofensivo para Kelly converter sofrendo a falta e desperdiçando o lance livre de bônus, na seqüência a maranhense completou bem outra infiltração abrindo 56 a 37 e Helen ampliou a vantagem com uma cesta de três.

A China não conseguia mais jogar e se complicava com sua lentidão ofensiva, Iziane converteu mais uma infiltração passando como uma flecha pelo meio do garrafão e chegando ao 14o ponto, Kelly em seguida fez um belo giro embaixo do aro e abriu 63 a 38 com tranqüilidade, o Brasil alternou cestas de três com a China com um disparo longo certeiro da ala reserva Silvia Gustavo, Kelly encestou mais dois lances livres e Silvinha fechou a parcial em 70 a 43 roubando a bola e partindo livre para a bandeja. Ela mostrou estar recuperada da má temporada passada, quando teve uma participação ruim na campanha do vice-campeonato da Copa América 2005 e descobriu depois da competição que estava acima do peso porque já tinha quase sete meses de gravidez e pouco tempo depois deu à luz a um bebê prematuro, um incidente que deixou o departamento médico e a comissão técnica da Seleção sob dúvidas.

A equipe brasileira só precisou administrar a grande vantagem no quarto final e as seguidas infiltrações de Iziane tornaram essa tarefa ainda mais tranqüila, entre penetrações para bandejas e lances livres a ala maranhense fez oito pontos seguidos abrindo 79 a 46. Cíntia Tuiú conectou mais duas cobranças da linha de penalidade, Wei Zhang descontou com uma cesta de três da lateral direita, mas Alessandra respondeu convertendo uma bola embaixo da tabela. O Brasil ampliou o passeio para 84 a 51 com um arremesso longo de dois da lateral esquerda convertido por Helen mantendo a máxima diferença no placar, a armadora Xiao Yun Song deu o troco finalizando uma bela infiltração em bandeja, Xiao Li Chen entrou pontuando melhor no garrafão, mas Micaela conectou mais dois lances livres e aí Érika voltou à quadra para fechar sua atuação dominante com chave de ouro, marcando seis pontos em três ataques seguidos no garrafão, no final as asiáticas só puderam reduzir a surra para 32 pontos. No saldo geral foi um bom teste como preparação para o segundo jogo do Brasil no Mundial, dia 13 contra a Coréia, que é mais perigosa com sua correria e arremessos de três.

Neste sábado a cestinha Iziane acertou sete em 14 finalizações para dois pontos, errou três em quatro chutes de três e conectou cinco em seis lances livres, roubou uma bola, mas não deu nenhuma assistência e desperdiçou cinco posses, com esse número de erros é preocupante a pequena quantidade de treinos que ela fará para se readaptar ao estilo de jogo da Seleção, afinal até o próximo sábado o time terá pelo menos quatro partidas preparatórias (contra China, Taipei, Canadá e Espanha)e um número menor de sessões internas para treinamento. O restante do grupo está afiado em termos de precisão, Érika por exemplo acertou sete em nove arremessos de quadra e seis em sete cobranças de falta. O jogo amistoso foi decidido mais em lances individuais, foram poucas assistências (nove do Brasil contra seis da China), as brasileiras somaram mais bolas perdidas (18, só três a menos que o adversário desorientado pelo fuso horário) que passes decisivos, embora tenham apresentado um bom aproveitamento nos tiros de três (50%, oito acertos em 16 arremessos, com destaque para as três bolas de três convertidas por Helen em quatro tentativas) e uma performance razoável nas bolas de dois (50%, 24 conversões em 48 finalizações) contra uma defesa asiática que só funcionou na etapa inicial. Nos lances livres o aproveitamento brazuca foi alto (20 certos em 23 cobrados: 87%) como era de se esperar de um jogo sem pressão, embora o índice já sirva de exemplo para a errática Seleção masculina sobre a diferença que faz uma preparação mais longa de fundamentos com menos jogos, nos rebotes as brasileiras dominaram a tábua por 39 a 28, defensivamente não relaxaram com a boa vantagem no placar e limitaram a equipe asiática a um baixo aproveitamento (39% nas bolas de dois e fracos 13% nas de três), embora tenham roubado menos bolas (6 x 11) e só dado dois tocos com Kaé. A China facilitou com seus erros, falhando em 13 de 15 arremessos de três e em nove de 25 lances livres (64% de acerto), além de só ter convertido 19 em 49 chutes de dois, muito pouco para quem pretende ir às quartas-de-final.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 92 (15 + 32 + 23 + 22)
CHINA 60 (22 + 10 + 11 + 17)

Brasil: Helen (11), Iziane (22), Micaela (9), Êga (8) e Alessandra (2). Entraram depois: Érika (20), Cíntia Tuiú (6), Kelly (6), Sílvia Gustavo (5), Palmira (3) e Adrianinha (0). Técnico: Antonio Carlos Barbosa.

China: Xiao Yun Song (6), Li Jie Miao (13), Lan Bian (0), Xiao Ni Zhang (13) e Nan Chen (8). Entraram depois: Wei Zhang (5), Fei Fei Sui (4), Xiao Li Chen (8), Dan Liu (3), Guang Jia (0) e Li Wei Song (0). Técnico: Tom Maher (AUS).


Fonte: BasketBrasil

Janeth passa mal e desfalca Brasil

Barueri (SP) - A ala da seleção brasileira Janeth Arcain passou mal durante a última madrugada e está fora do amistoso contra a China, programado para a manhã deste sábado. A seu pedido, a jogadora ficará no banco durante o duelo e só irá ao hospital após o final da partida.
De acordo com informações iniciais da comissão técnica nacional, Janeth provavelmente está com rotavírus. Por isso, ela também deve perder o jogo contra a China neste domingo, sendo substituta por Micaela. As partidas contra as orientais são parte da preparação para o Mundial feminino de Basquete, que começa em 12 de setembro.

Sem Janeth, Brasil vence primeiro teste “de nível”


Barueri (SP) - Em seu primeiro teste de nível para o Mundial feminino de Basquete, que começa no dia 12 de setembro, a seleção brasileira da modalidade se saiu muito bem. Atuando contra a China, a equipe de Antônio Carlos Barbosa, que não contou com Janeth Arcain, venceu por 92 a 60.
A partida foi realizada em uma das duas sedes do Mundial, o ginásio José Corrêa, em Barueri. Antes do início, uma noticia ruim: estrela do time nacional, Janeth Arcain passou mal durante a madrugada e ficou no banco. A suspeita é que a atleta tenha contraído um rotavírus. A cestinha do duelo foi Iziane, com 22 pontos.

O Brasil começou o jogo errando muitos passes. Aproveitando-se disso, as chinesas dominaram as ações e fizeram 14 a 03. Aos poucos, o ataque nacional foi melhorando e as brasileiras a encostar, com 16 a 11 no placar. Os erros na defesa, porém, voltaram a se repetir e a China encerrou o primeiro quarto com 22 a 15.

Com o resultado negativo, Barbosa colocou Érika em quadra. Inspirada, ela foi o suficiente para o time nacional se transformar. Com boas jogadas, o Brasil passou a envolver a defesa adversária e deu um show na segunda etapa. Considerando-se somente os pontos destes períodos, as brasileiras venceram por 32 a 10.

O bom desempenho de Érika também surtiu efeito em outras jogadoras do time. Mal no começo, atletas como Helen Luz e Iziane, que veio direto de São Luiz (MA) onde foi madrinha de casamento para o jogo, mantiveram a boa vantagem do time nacional que entrou no último quarto com 27 pontos de vantagem: 70 a 43.

O bom ritmo continuou na etapa final e Barbosa passou a se preocupar apenas em corrigir algumas pequenas falhas que encontrava na seleção. Entregue, a China nem chegou perto de esboçar uma reação e deixou a chance de derrotar o Brasil para este domingo, quando as seleções novamente se enfrentam em Barueri a partir das 10h15.

Para jogadoras, seleção ainda precisa melhorar


Barueri (SP) - Os 32 pontos de vantagem conquistados no amistoso contra a China, equipe que vai estar no Mundial feminino de basquete, não convenceram as atletas da seleção brasileira feminina. Para elas, o time ainda precisa melhorar se quiser fazer bonito em casa.
O principal problema apresentado pela equipe de Antônio Carlos Barbosa foi o mau desempenho no primeiro quarto, quando perdeu por 22 a 15. “A gente só ficou treinando, treinando e treinando nos últimos dias. Por isso, cometemos estes erros no começo da partida, mas no jogo de amanhã a gente deve começar com outro foco”, analisou a ala/armadora Helen. “Por outro lado mostramos a nossa capacidade de recuperação. Ainda temos muito a melhorar”, completou.

Jogadora que deu um novo fôlego à equipe a partir do segundo quarto, Érika preferiu um discurso cauteloso. “Essa vantagem de hoje não é nada. Pecamos muito na defesa e nos arremessos de meia distância. Foi bom, mas espero que a gente melhore amanhã”, avaliou.

Vinda diretamente dos Estados Unidos para o jogo, Iziane contou que não sentiu falta de ritmo por não estar treinando com as demais atletas. “No final da temporada lá, eu já estava jogando em um ritmo forte, uns 30 minutos por partida. Falta ainda incorporar a parte tática do time, mas eu conheço bem as meninas”, destacou.

A ala ainda ressaltou o fato de a seleção brasileira ter atuado bem sem Janeth, fora da partida deste sábado por problemas de saúde. “Me senti cômoda em quadra, pois temos jogadoras como a Cintia e a Helen. Claro que a Janeth é uma líder, mas a gente tem que saber jogar sozinhas. Ela não vai poder ficar os 40 minutos em quadra no Mundial”, afirmou.


Brasileiras usam chinesas como termômetro para Mundial


Marta Teixeira

Barueri (SP) - Depois de dois meses de treinos, uma semana com a equipe completa, a seleção brasileira feminina de basquete passa por seu primeiro teste de nível já focada no Campeonato Mundial. Neste sábado, às 10 horas, o Brasil enfrenta a China, no ginásio José Correa, em Barueri (SP), com transmissão pela Sportv, no primeiro de dois Jogos Desafio Eletrobrás.
'Vamos enfrentar a China em um bom momento, a dez dias da estréia no Mundial', avalia o técnico Antonio Carlos Barbosa. A seleção brasileira estréia no Mundial dia 12, enfrentando a Argentina. 'Vai ser um resumo de todo o nosso treino desde o Sul-americano', completa a pivô Érika. 'Será uma avaliação que servirá de termômetro', compara, destacando a qualidade das adversárias. 'Hoje não tem mais time fácil. Do mesmo modo que nós evoluímos, elas também. Temos que ficar atentas a todas, apesar de elas se parecerem', brinca.

Apesar de classificar os duelos contra as chinesas como uma oportunidade de verificar o estágio em que a seleção está em sua preparação, Barbosa lembra que não se pode exagerar na importância dos compromissos. 'Temos de ter muito cuidado no trato com os amistosos', diz, lembrando que não adianta ser bem-sucedido em amistosos e não atingir a meta na competição que importa.

Opinião semelhante tem suas jogadoras. 'Amistoso é muito enganador. É claro que é importante, mas também é perigoso', racionaliza a ala/armadora Helen. 'Já vimos muitos times ganharem torneios preparatórios e irem mal no principal. Claro que a gente quer ganhar, mas ainda estamos em fase de treinamento e você tem que saber o momento de ganhar o jogo'.

A veterana Alessandra concorda que o mais importante é se preocupar com a evolução da própria seleção. 'Será bom para analisarmos nosso desempenho. Vamos enfrentar um adversário asiático contra quem sempre temos dificuldade', lembra a pivô, referindo-se à diferença no estilo de jogo das seleções orientais.

Apesar disso, o retrospecto brasileiro contra as chinesas é bastante positivo. No Mundial de 2002, o Brasil venceu por 85 a 73, quando o grupo ainda não estava sob o comando do técnico australiano Tom Maher. Em 2004, já na era Maher e como preparação olímpica, o Brasil voltou a levar a melhor.

'Tom Maher fez a Austrália evoluir muito', lembra Alessandra. 'Vamos ver a caixinha de surpresas que vamos encontrar amanhã (sábado) e depois (domingo)'.

Brasil e China voltam a se enfrentar domingo, às 10h15, novamente em Barueri, com transmissão pela Sportv. Na terça-feira, as brasileiras encaram um novo desafio, às 20 horas, jogam contra Taiwan, no ginásio Paulistano. Por último, o time disputa a 2ª Copa Internacional Eletrobrás, em Guarulhos, enfrentando Canadá, China e Espanha.



Fonte: Gazeta Esportiva


Em Barueri...

Cestinhas - Iziane (22) e Érika (20)
Rebotes - Helen, Érika e Êga (5)
Tocos - Micaela (2)
Recuperações - Palmira (2)
Assistências - Adrianinha e Micaela (3)
Erros - Helen e Iziane (5)
Faltas - Êga (4)

Final 92-60

Quarto quarto (22-17): Helen (2), Iziane (8), Érika (6), Cíntia (2), Micaela (2), Alessandra (2),

Érika chega aos 20 pontos.

Èrika, Adrianinha e Palmira voltam.

Ritmo cai.

Helen mais 2, Alessandra, primeiros 2.

Cíntia volta por Êga e faz 2.

Iziane chega aos 20 pontos.

Quarto final inicia com: Helen-Iziane-Sílvia-Êga-Alessandra

Terceiro Quarto (23-11): Helen (3), Kelly (6), Cíntia (4), Sílvia (5), Iziane (5)

Fim do terceiro quarto: 70-43

Sílvia faz 5. Kelly mais 2.

63-38

Helen faz mais uma de 3 (100%).
Kelly faz 4.
Iziane mais 5.

Volta Sílvia, sai Micaela.

51-37.

Cíntia faz 2 cestas seguidas.

Palmira sai, Iziane entra.

Terceiro quarto começa com: Adrianinha-Palmira-Micaela-Cíntia-Kelly

Cestinha - Érika (14)
Rebotes - Êga (4)
Assistência - Micaela (3)
Recuperações - Iziane, Érika e Palmira (1)
Toco - Micaela (1)
Faltas - Êga (3)
Erros - Helen e Iziane (4)

Janeth e Kelly são as únicas a não entrar.

Pontos no segundo Quarto (32-20) Helen (3), Adrianinha (0), Palmira (3), Micaela (7), Iziane (2), Êga (3), Érika (14), Cíntia (0).

Final do Segundo Quarto: 47-32

Helen entra nos segundos finais para marcar mais 3.

Érika faz cestas seguidas.

Cíntia entra no lugar de Êga.

37-27

Êga faz mais uma cesta de três, 100% de aproveitamento.

Micaela faz 7 pontos e deixa a quadra para a entrada de Sílvia.

31-22

Érika segue pontuando, Micaela faz a primeira cesta; Palmira entra por Iziane e faz uma de três.

Adrianinha entra.

Mais uma cesta de Iziane sela a virada: 24-22.

Cestas de Iziane e Érika empatam o jogo em 22 pontos. China pede tempo.

Érika substitui Alessandra no segundo quarto.

Primeiro Quarto Encerrado: 15-22; Iziane 7 pontos, Êga, 5, Helen 3. Alessandra e Micaela não pontuaram.

Bolas de 3 de Iziane e Êga equilibram o jogo.
11-18

Brasil erra muito.
China faz 3-14 (bola de 3 de Helen).

Barbosa escalou Helen-Iziane-Micaela-Êga-Alessandra como titulares.
Janeth e Érika no banco.


Rússia mostra força

A seleção russa mostrou sua força. Não tomou conhecimento da República Tcheca e venceu por 95x46.
BRASIL E CHINA DISPUTAM JOGOS DESAFIO ELETROBRÁS EM BARUERI

Barueri / São Paulo – As seleções do Brasil e da China disputam neste sábado (10h) o primeiro dos dois Jogos Desafio Eletrobrás Adulto Feminino de Basquete. A partida será realizada no ginásio Poliesportivo José Correa, em Barueri, com transmissão ao vivo do SPORTV. O segundo confronto está marcado para domingo (10h15) no mesmo local. A entrada é franca. As duas equipes estão na reta final de preparação para o 15° Campeonato Mundial, que será realizado de 12 a 23 de setembro, em São Paulo. O Brasil, que está no grupo "A", com sede no ginásio do Ibirapuera, enfrenta na primeira fase a Argentina (dia 12), a Coréia (13) e a Espanha (14). A China, que está no grupo “C”, com sede em Barueri, irá enfrentar os Estados Unidos (12), Rússia (13) e Nigéria (14).

— Esses dois jogos contra a China serão importantes para analisar como está o entrosamento e a parte tática. Vamos aproveitar para acertar as movimentações e melhorar o tempo de cada jogada no ataque. Na parte defensiva, será um bom teste jogar contra uma equipe asiática, já que na segunda rodada do Mundial enfrentaremos a Coréia. Mas importante é a equipe estar bem no dia 12 quando começar o campeonato — comentou a ala Janeth.

— Embora a China seja uma equipe asiática, conta com atletas mais altas, que jogam com velocidade. O nosso objetivo nessas duas partidas é melhorar o entrosamento da equipe, visando ao Mundial — explicou o técnico Antonio Carlos Barbosa.

— Esses jogos contra o Brasil servirão para a nossa equipe se adaptar ao clima do Mundial e dar mais ritmo de jogo. Ainda temos mais dez dias até o início da competição e até lá atingiremos o nosso objetivo na preparação — disse o técnico Tom Maher, que dirige a China desde de março de 2005.
Depois dos Jogos Desafio Eletrobrás contra a China, o Brasil irá disputar um amistoso contra a seleção de Taipé na terça-feira (dia 5), às 20 horas, no ginásio do Paulistano. Em seguida, de 6 a 9, será realizada a 2ª Copa Internacional Eletrobrás, em Guarulhos, com as seleções do Brasil, Canadá, China e Espanha.

BRASIL
4. Adrianinha; 5. Helen; 6. Palmira; 7. Micaela; 8. Iziane; 9. Janeth; 10. Silvia Cristina; 11. Êga; 12. Érika; 13. Alessandra; 14. Cíntia Santos; 15. Kelly. Técnico: Antonio Carlos Barbosa.

CHINA
4. Xiao Yun Song; 5. Lan Bian; 6. Guang Jia; 7. Wei Zhang; 8. Li Jie Miao; 9. Lei Ren; 10. Fei Fei Sui; 11. Li Wei Song; 12. Xiao Li Chen; 13. Dan Liu; 14. Xiao Ni Zhang; 15. Nan Chen. Técnico: Tom Maher.

PROGRAMAÇÃO
Sexta-feira (Dia 1º de setembro)
09h00 /10h00 – Musculação
10h15 / 11h30 e 17h30 /18h30 – Treino no Ginásio José Correa - Barueri

Sábado – (Dia 2 de setembro)
10h00 – Brasil x China – Ginásio Poliesportivo José Correa (Barueri/ SP)
(SPORTV – Ao vivo)
Árbitros: Sérgio Pacheco (SP), Fátima da Silva (SP) e Marco Antonio Ferreira (SP)

Domingo – (Dia 3 de setembro)
10h15 – Brasil x China - Ginásio Poliesportivo José Correa (Barueri/ SP)
(SPORTV – Ao vivo)
Árbitros: Sérgio Pacheco (SP), Fátima da Silva (SP) e Carlos Renato dos Santos (SP)

Segunda-feira (Dia 4 de setembro)
18h00/20h00 – Treino no Paulistano

Endereços:
Clube Atlético Paulistano – Rua Honduras, 1400 – Jardim América
Ginásio Poliesportivo José Correa – Av. Guilherme P. Guglielmo, 100 - Barueri